quinta-feira, 13 de junho de 2013

FAZEI DISCÍPULOS 10 - O DISCÍPULO PRODUTIVO NO EVANGELISMO

TEXTO BÁSICO: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.   (João 15.1-16).
OBBJETIVO PROPOSTO: compreender que deus exige produtividade espiritual dos seus discípulos.
INTRODUÇÃO: Na vida espiritual Deus cobra produtividade do seu povo. Em Gênesis capítulo 1, ao criar todas as coisas, Deus não somente produziu, mas exigiu produtividade: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a..." (Gn 1.27-28). Abençoado por Deus, o homem deve produzir e administrar a produção. Portanto, ser criativo e produtivo é uma maneira de refletir a imagem e a semelhança de Deus em nós.
Neste estudo refletiremos em João 15, que revela a cobrança que Jesus nos faz acerca da nossa produtividade espiritual. Fruto é o que Jesus espera:
EXPOSIÇÃO DA LIÇÃO
1. A FIGURA DA VIDEIRA - “... Eu sou a videira verdadeira afirma Jesus” (Jo 15.1). O simbolismo da videira acha a sua explicação no Antigo Testamento. O povo de Israel é uma videira que foi trazida do Egito por Deus (Sl 80.8; Is 5.7; Jr 2.21).
No Novo Testamento, Jesus através da parábola dos lavradores maus (Mt 21.33-46; Mc 12.1-12; Lc 20.9-19) reformula o sentido simbólico da videira como a nação de Israel.
Os arrendatários da vinha (a nação de Israel) mataram os servos (os profetas até João) enviados pelo dono (Deus) para receber seus frutos. Ao matarem o herdeiro (Jesus), os arrendatários pensavam que a vinha seria deles. O dono porém, executou estes maus lavradores e colocou outros no lugar deles (Mt 21.43).
Enquanto no Antigo Testamento Israel era a videira ou a vinha, a videira agora é concentrada na pessoa do próprio Jesus. Ele é a videira verdadeira.
No Antigo Testamento a videira é sempre vista no seu aspecto de degeneração (Ez 15; Os 10.1). Porém, Jesus como a videira verdadeira é um organismo vivo que transmite vida a outros organismos.
Os discípulos são os ramos. Assim como os ramos de uma videira se acham ligados ao tronco principal, assim também cada crente se acha ligado a Cristo, recebendo dEle a vida. Deus Pai é o agricultor, ou seja, aquele que planta, cuida e faz crescer. Lavoura de Deus sois vós (1 Co 3.9). "O agricultor não somente é aquele que ara a terra, mas também é aquele que planta e cuida da videira. Aquele que originou as relações existentes entre a videira e os ramos, ao plantar a Videira verdadeira nesta terra é quem cuida dela e garante que a mesma produzirá frutos" (Alford).
2. A PRODUTIVIDADE DOS RAMOS
"Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta..." (Jo 15.2). Aqui Jesus estabelece o princípio da produtividade espiritual. A pessoa que "está em Cristo" deve refletir essa união através da frutificação espiritual.
2.1. Quanto ao Ramo
A sua existência baseia-se na escolha divina. "Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça..." (Jo 15.16).
Fomos eleitos e chamados: para a alegria (15.11); para o amor (15.12); para sermos amigos de Jesus (15.13- 15); para sermos embaixadores de Deus no mundo (15.16); para sermos membros privilegiados da família de Deus (15.16) [W. Barclay].
O nosso dever é produzir. A improdutividade resultará em corte: "Todo ramo que estando em mim, não der fruto, ele o corta..." (Jo 15.2). Há motivação para aquele que produz: "...e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda!'.
O ramo para produzir necessita "permanecer em Cristo". Sem Cristo, o ramo secará e servirá apenas para o fogo: Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam (Jo 15.6). A madeira da videira não serve para nada, senão como lenha (Ez 15.1-8).
O ramo para frutificar precisa da seiva. O cristão recebe a seiva para frutificar através da vida de oração e estudo da Palavra de Deus. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito (15.7). Ler: Cl 3.16 e Ef 6.18-19.
2.2. Quanto ao Fruto
O segredo ou a condição para a frutificação espiritual é "estar" e "permanecer" em Cristo. Nos versículos de 4-6, Jesus repete a palavra "permanecer" por sete vezes. Para a Teologia essa experiência é chamada de "União Mística com Cristo". O ramo, quando considerado separadamente, à parte da videira, não possui qualquer fonte original de vida. A seiva flui da videira para o ramo, daí para os raminhos, e então para as folhas e os frutos. Por si mesmo, o ramo é um órgão destituído de vida, que só cumpre as suas funções quando está vinculado à videira.  Ler: Cl 1.23; 2.19; Ef 5.30; Jo 6.57.
A essência do fruto espiritual é a obediência aos mandamentos de Deus.
a) Obedecer a Deus é uma prova de amor (Jo 15.10; Jo 14.21).
b) Obedecer a Deus é uma prova de amizade (Jo 15.14).
c) A natureza do fruto é espiritual: “... amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio..." (Gl 5.22-23). Sendo assim, a sua origem é sobrenatural (do Espírito) e o seu desenvolvimento é gradual.
APLICAÇÃO
1. Quando Deus é glorificado? através dos frutos espirituais, "...fruto..." (v.2), "...mais fruto ainda..." (v.2), "...muito fruto..." (vv.5 e 8).
2. Tudo tem um só objetivo: a glorificação do Pai, porquanto foi Ele quem planejou que os homens fossem frutíferos. "Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto..." (v.8).
3. Você está disposto a ser um discípulo produtivo?
CONCLUSÃO: A vida de um discípulo deve ser marcada pela produtividade e frutificação espiritual decorrente do fato dele ter sido escolhido por Deus para essa tarefa (Jo 15.16). A produtividade espiritual é permanente ou eterna, "...vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça..." (Jo 15.16). Fruto permanente indica que o trabalho realizado pelo cristão neste mundo tem consequências eternas tanto para quem o realiza como para quem o recebe. “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58).


Estudo Aplicado na EBD no dia 12/05/2013,
Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn
Pr. José Francisco do Nascimento


quinta-feira, 16 de maio de 2013

FOME INSACIÁVEL


O justo tem o bastante para satisfazer o seu apetite, mas o estômago dos perversos passa fome (Pv 13.25).
A fome do corpo pode ser mitigada com um prato de comida, mas a fome da alma não se satisfaz com o pão da terra. Os prazeres desta vida e as riquezas deste mundo não satisfazem nossa alma. Temos um vazio no coração com o formato de Deus, e nada nem ninguém podem preenchê-lo senão Deus. Os dons de Deus não substituem Deus. As dádivas não substituem o doador. A bênção não é substituta do abençoador. Só Deus pode nos satisfazer. O justo não é desamparado, nem sua descendência mendiga o pão. O justo tem pão com fartura e desfruta de todas as iguarias da mesa do Pai. Ele tem o bastante para satisfazer o seu apetite, pois se alimenta do Pão vivo que desceu do céu. O estômago do perverso, porém, passa fome, e sua alma definha de inanição espiritual. O ímpio alimenta-se de pó. Mesmo que ele jogue para dentro da sua alma as mais diversas aventuras, não encontra nelas prazer algum. O ímpio constrói casas, mas não se sente seguro nem feliz. Planta vinhas, mas não se delicia com o vinho. Assenta-se ao redor de lautos banquetes, mas seu estômago não se sacia com nenhuma iguaria. Na verdade, a fome do perverso é insaciável, pois ele não conhece a Deus, o único que pode satisfazer sua alma.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

FAMÍLIA 1 – FERMENTO NA SOCIEDADE


TEXTO BÍBLICO: Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:13-16).
INTRODUÇÃO: Como é que uma família cristã pode conter as influências dessa sociedade?
Qualquer pessoa que deseja discutir o que deve ser feito na sociedade moderna deverá encarar uma tarefa que não é somente importante, mas muito delicada. É muito difícil entender completamente a sociedade contemporânea. O controle da cultura contemporânea tem sido frequentemente atribuído à filosofia pós-moderna, à qual nos referimos anteriormente.
EXPOSIÇÃO
A pós-modernidade diz que não existem absolutos nem objetivos claros e específicos. Afirma que a liberdade, liberdade sem limites, é direito de cada indivíduo e que cabe a cada um decidir como exercer essa liberdade. Para exercer essa liberdade a pessoa deve fazê-lo sem nenhuma amarra, sem limites, e em algumas circunstâncias, parece que poderia ser dito "sem consciência".
PRESERVANDO A FAMÍLIA
O chamado à proteção do núcleo familiar e seus valores tradicionais, das ênfases e atividades pós-modernas, tem sido ouvido em diferentes pontos. Políticos e candidatos a posições governamentais têm se referido constantemente ao estado lamentável em que se encontram as famílias da sociedade contemporânea e exortam para que algo seja feito a esse respeito. Enquanto isso, a pergunta continua a ser feita repetidamente, apesar dos esforços de salvar a família: "A família pode ser salva?”.
Três influências devastadoras e transformadoras devem ser destacadas: o dinheiro, o materialismo e o divórcio inconsequente.
O futuro, do ponto de vista meramente humano, parece árido para a família. Nós não seremos efetivos enquanto permitimos que as preferências modernas sociais e culturais e os padrões atuais façam parte da solução. Estes são a causa e a fonte das tragédias familiares encontradas em todas as classes sociais.
Nós devemos ser realistas honestos: os hábitos culturais e sociais modernos e pós-modernos, bem como suas preferências, opiniões, ideias e influências têm sido absorvidos pelas famílias, escolas e igrejas cristãs.
O fermento da sociedade alterou a família; a família da aliança não tem sido um fermento efetivo na sociedade. Deus exige que nós obedeçamos ao chamado para servi-lo. Devemos servi-lo como fermento, luz e como sal no nosso dia-a-dia (Mt 5.13-16).
A família é a unidade na sociedade que deve primeiramente atentar para essas influências pós-modernas, e em todas as suas ramificações sociais, assim como nas suas exibições culturais que são colocadas à nossa frente. Os pais devem preparar seus filhos para assumirem o lugar que Deus exige que os servos da Aliança assumam em seu reino nos aspectos social, cultural e espiritual.
A história de Noé em Gênesis 6-9, evidencia grande maldade na sociedade. Existiam assassinatos, derramamento de sangue e violência. Deus disse "a vida não deve continuar dessa forma". Deus mandou o dilúvio.
UMA ALIANÇA ABENÇOADORA
Abraão, o pai da aliança de todos os crentes. Ele foi chamado a ser uma bênção a todos os povos. Através dele todos os povos deveriam ser abençoados (Gn 12.1-3).
Abraão deveria ser sal, luz e fermento no mundo em que ele viveu (Gn 18.19). A influência que Abraão foi chamado a exercer e a demonstrar, era mais do que simplesmente a salvação. Abraão foi chamado a ser um servo da Aliança, o que incluía ser a luz de Deus.
Deus quer que todas as nações o honrem como criador, como aquele que reina sobre todas as áreas da vida. Israel, como nação, foi formada sob uma teocracia, de acordo com Êxodo 19.3-6. Todas as leis que foram dadas eram basicamente instruções de como deveriam viver como nação debaixo de um relacionamento com Deus, bem como de serviço a ele. Considere os Dez Mandamentos.
Jesus veio como a luz do mundo (Lc 2.29-32). Nós não devemos pensar na vinda de Jesus para nos salvar somente do pecado. Ele certamente veio para ser nosso Salvador, mas ele também veio para ser a luz (Jo 1.9).
Jesus falou sobre todas as áreas da vida, a espiritual, cultural e a social. Ele falou sobre a família, o divórcio e os filhos. Seu estilo de vida mostrou claramente como viver, servir, utilizar e ser abençoado por todas as bênçãos materiais e naturais da vida.
A igreja exerce um papel importante, mas é a família que forma a unidade básica da sociedade. A família deve ser uma luz brilhando no nosso mundo escuro e corrupto. Ela deve mostrar como marido e esposa se amam, vivem e funcionam como pais, líderes, professores e guias para seus filhos.
DEVEMOS INFLUENCIAR
A família cristã deve entender que ela é o meio ordenado por Deus para trazer luz, sal e fermento à cultura contemporânea. Significa que pais, apoiados por pastores, professores, conselheiros, saibam o que acontece no mundo. Eles devem perceber a influência tremenda que o grupo traz, e a importância de ensinar os filhos a exercer uma pressão que honre a Cristo e a maneira de viver do cristão. Devemos ensinar os filhos a serem influenciadores.
APLICAÇÕES
•     A cultura moderna pode influenciar as crianças em suas esperanças e planos para o futuro? Como evitar que isso aconteça?
•     A família deve ser considerada como a "unidade básica de combate ao crime" na sociedade?
•     É correto pensar na família cristã como um fermento para a sociedade? O que você entende por fermento e o que ele faz.
CONCLUSÃO
Somos chamados para influenciar o meio onde vivemos. Pais, pastores, professores e conselheiros que proclamam uma maneira digna de viver em nosso mundo contemporâneo, não o fazem por sua própria autoridade.
É Deus que nos chama para servi-lo em todas as áreas e dimensões da vida. Ser fermento na sociedade significa ser obediente ao nosso criador, redentor e Deus que reina.

Estudo aplicado na EBD do dia 05/05/2013, na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn

Pr. José Francisco.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Família - Cuide da Sua

AVIVAMENTO NA FAMÍLIA
Nada mexe tanto com os nossos sentimentos como a nossa família. Ainda não foi e nunca será inventado algo melhor em termos de lar doce lar, companhia, aconchego, segurança, proteção, amor, sustento e desenvolvimento sadio, do que a família. É na família que nos completamos emocional, social, moral e espiritualmente. Só temos que lamentar o que vem acontecendo com a mesma nestes últimos tempos. A família tem sido alvo das mais impiedosas críticas e ataques; de muitos problemas e dificuldades; muitos a têm como falida ou em falência. Forças hostis e tenebrosas conspiram contra a família e a encurralam de todos os lados, com o firme propósito de desestabilizá-la e destruí-la. Torpedos mortíferos estão sendo lançados sobre os alicerces desta que é a primeira e mais abençoada instituição Divina. Crises gigantescas e medonhas estão estrangulando e enfraquecendo a família desmedidamente. Valores relativos e mundanos estão sendo despejados sobre os nossos lares, todos os dias pela mídia como um veneno devastador e mortal. É lamentável, mas esse é o quadro da família em nossos dias.
Mas apesar de tudo isso, a família continua sendo a base principal da sociedade. Toda e qualquer sociedade continua sendo o reflexo das famílias que a compõem. Uma sociedade só é equilibrada, estruturada e decente quando as famílias que a compõe também o são. Aconteça o que acontecer, as pessoas sempre irão refletir mais o que estão aprendendo ou o que aprenderam em seus lares, junto a sua família, do que em qualquer outra instituição. Dai a necessidade de manter a família sob constante vigilância e na dependência de Deus, de buscarmos a Deus e clamar pela proteção, cura, restauração, avivamento e salvação da família. Só em Deus, o autor da família, ela será protegida contra toda e qualquer investida contra ela, (diabo ou dos homens) e sobreviverá nestes dias tão difíceis de desordenação social, de falência da virtude e desbarrancamento da piedade.
O Livro de Jó chama a nossa atenção para um pai de família extraordinário, bem sucedido, realizado financeiramente, de uma vida moral irrepreensível, elogiado por Deus, cuja família foi terrível e repentinamente bombardeada pela fúria do mal (Satanás), mas se manteve na dependência de Deus (confiando, orando, não murmurando) e por isso, foi grandemente abençoado por ele com um verdadeiro milagre em sua vida e em sua família. Trata-se do próprio Jó. Num só dia, Jó teve a sua vida e a sua família atingida nas cinco áreas mais importantes: Jó 1: 1-5; 13-22; 42: 10-17.
O Deus de Jó, também é o nosso Deus. Continua o mesmo. Não mudou e nem mudará. Tal como ontem, ele pode fazer também um milagre, um avivamento, em nossas vidas e em nossas famílias hoje. Tal como fez com Jó, ele pode se estiver em sua vontade soberana, restaurar as finanças do nosso lar, salvar os nossos familiares, curar as nossas enfermidades, abençoar o nosso casamento e nos reconciliar com aqueles que nos fizeram e ainda nos fazem sofrer. Mas para isso, é preciso que sejamos pacientes, firmes, obedientes, confiantes e perseverantes em nossa fé em Deus. Que Deus abençoe nossa Família. Amém.


IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU
Rua Felix Rodrigues da Silva, 104 – Centro
     CEP: 59508-000 – 

       BOLETIM INFORMATIVO Nº 17 – 2013
      PASTOR: JOSÉ FRANCISCO 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FAZEI DISCÍPULOS 9 – Um Entendimento Bíblico do Evangelismo – Parte 2


TEXTO BÁSICO: Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado (Marcos 16.14-16).
OBJETIVO PROPOSTO: Entender corretamente as motivações para a evangelização.
INTRODUÇÃO: Evangelizar é declarar com a autoridade de Deus o que ele fez para salvar pecadores, advertir os homens da sua condição perdida, ordenar que eles se arrependam e creiam no Senhor Jesus Cristo. Devemos procurar formas de usar nosso amor e santidade para atrair outros a Cristo. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt. 5:16). Quais método funcionam?
EXPOSIÇÃO DA LIÇÃO 2
2. MOTIVAÇÕES PARA EVANGELIZAR?
Creia ou não, alguns dos nossos motivos para evangelização são frequentemente egoístas.
Algumas igrejas estão mais preocupadas em não fechar suas portas do que amar a Deus participando do seu plano de redimir outros.
Alguns indivíduos estão mais preocupados com serem corretos, ou ganhar um argumento, ou parecer mais inteligentes que os outros, do que obedecer a Deus e amar o perdido.
2.1. Deveríamos evangelizar por obediência a Deus.
Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela compulsão do Espírito. Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir obediência (Mt 28.18-20).
2.2. Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos 6:34).
a) O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motiva-nos a ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um milagre.
b) O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente (Mateus 9:36).
c) O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motiva-nos a orar por mais trabalhadores para a seara.
2.3. No final das contas, deveríamos evangelizar por amor a Deus (João 14:15).
Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo. Amor próprio abrirá caminho para uma centralidade no eu; amor pelos perdidos falhará com aqueles a quem não podemos amar. Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos humanos falham (John Cheesman). (Veja 1Pe 2.12).
2.4. DEVER DE TODO CRISTÃO.
a) A ordem de Cristo de ir e fazer discípulos em todas as nações foi dada a todos os seus discípulos, não apenas aos doze primeiros (Mt. 28:18-20).
b) Quem foi espalhado e quem permaneceu em Jerusalém? Quem pregava? Veja Atos 8:1-4; 11:19-21.
c) A quem Pedro está escrevendo? O que ele lhes manda fazer? Veja 1Pedro 1:1-2; 3:15. Os desejos de Paulo como um apóstolo se aplicam a nós hoje? Veja Romanos 1:14-15. 
d) Aparentemente, o evangelismo na igreja primitiva não foi deixado aos apóstolos ou “super-cristãos”. Todo mundo fazia evangelismo, e havia uma ânsia em seus espíritos por isso (João 13:34-35).
O mandamento para se amar aplica-se a todos os cristãos, e um efeito pretendido desse mandamento é o testemunho evangelístico (Jo 13:34-35). Atos 6:5, mostra que Filipe era um diácono, que não era uma posição de supervisão e liderança espiritual, mas de serviço da igreja.
COMO DEVERÍAMOS EVANGELIZAR?
Se a conversão é entendida como meramente um compromisso sincero feito uma vez, então precisamos levar todo mundo ao ponto de confissão verbal da forma como pudermos.
Embora devamos cuidar, implorar, persuadir, nosso primeiro dever é ser fiel à obrigação que temos de Deus, que é apresentar as mesmas boas novas que ele nos deu. Deus trará conversões ao apresentarmos essas boas novas.
À medida que apresentamos o evangelho em toda sua claridade, precisamos também chamar as pessoas ao arrependimento dos seus pecados e crença na morte e ressurreição de Cristo, como a penalidade substituta para nossos pecados.
Três aspectos importantes do arrependimento e da fé:
É custoso > lembra do que Jesus disse ao jovem rico? Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me (Mt. 19:21).
Precisamos apresentar honestamente a demanda de Deus para que abandonemos tudo em que confiamos ou escolhemos acima de Deus.
É urgente. Comunicar a urgência é desencorajar amigavelmente nossos amigos de esperar uma melhor oportunidade para se decidir. Não há melhor oportunidade, visto que não existe outra forma de escapar da penalidade, poder e presença do pecado (Jo 14:6; At 4:12; Rm 10; Hb. 4:7).
Vale a pena. Obtemos o perdão dos nossos pecados, e Deus credita a inocência de Cristo em nossa conta. Temos um relacionamento com Deus, somos amados por Jesus como irmãos e irmãs, somos cheios com o seu Espírito e recebemos toda benção espiritual em Cristo (Ef. 1).
USE A BÍBLIA QUANDO VOCÊ COMPARTILHAR O EVANGELHO.
Quando falhamos em usar a Bíblia, estamos implícita ou explicitamente revelando uma falta de fé no poder convertedor da Palavra de Deus. Nosso poder está em nossa mensagem (Rm 1:16; 1Co 1:18; 2:1-5; 1Pe. 1:23; cf. Is. 55:10-11).
Lembre-se de orar. A oração expressa nossa dependência de Deus, e nos lembra que somente ele tem o poder para convencer, converter e transformar o mais ímpio de nós.
Lembre-se da soberania de Deus. Deveríamos tentar persuadir os homens como Paulo fazia, mas ao fazê-lo devemos reconhecer que somente Deus convence e dá crescimento às pessoas, e suas misericórdias convertedoras são suas, para conceder quando quiser, e para quem quiser. > Se não cremos na soberania da graça de Deus, então provavelmente contaremos às pessoas histórias de uma forma que as faça chorar, se emocionar e fazer uma decisão sincera, mas não serão confrontadas pela realidade dos seus pecados, por sua necessidade de se arrepender e de receber o dom do Espírito Santo.
APLICAÇÃO
1. Como o nossos métodos tem alcançado o evangelismo bíblico e afetado o entendimento de que é Deus quem realiza a  obra da conversão?
2. A boca fala do que está cheio o coração. Do que está cheio o seu coração? Com o que você gasta suas palavras?
CONCLUSÃO: Os métodos não dará nova vida, todavia, eles serão meios úteis que levará a muitos a serem batizados e se tornarem membros da igreja local. Porém, devemos tomar cuidado, pois os métodos, podem prejudicar o testemunho da igreja na comunidade, ao receber falsos conversos como membros.


Estudo Aplicado na EBD no dia 28/04/2013, na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn

Pr. José Francisco do Nascimento

DISCIPLINA, UM ATO DE AMOR


O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina (Pv 13.24).
Disciplina não é punição nem castigo, mas um ato responsável de amor. Os filhos precisam de limites. Precisam saber o que é certo e o que é errado. Precisam de balizas claras e princípios firmes. Os pais não podem premiar a desobediência nem ser coniventes com o pecado dos filhos. Os pais não podem ser omissos diante da rebeldia dos filhos. Quem se nega a disciplinar seu filho não o ama. O pai que ama o filho com responsabilidade não hesita em discipliná-lo. A disciplina também precisa ser aplicada no tempo certo. Uma planta tenra pode ser facilmente envergada, mas, após crescer, engrossar o caule e tornar-se árvore frondosa, é impossível dobrá-la. Precisamos corrigir nossos filhos desde a mais tenra idade. Precisamos inculcar neles a verdade de Deus desde a meninice. Precisamos ensinar a nossos filhos não o caminho em que eles querem andar nem o caminho em que precisam andar. A ordem de Deus é ensiná-los enquanto caminhamos juntos, servindo-lhes de exemplo. A ausência de disciplina desemboca em insubmissão, mas a disciplina aplicada com amor e integridade produz os frutos pacíficos da justiça.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A QUALIDADE DO NOSSO LOUVOR (6)


Precisamos fazer o melhor para Deus, mas quais são os parâmetros que usaremos para avaliar o que é o melhor? Nossas opiniões sobre qualidade no louvor podem variar muito em função do nosso gosto musical ou da nossa capacidade de avaliação técnica. Muitas vezes usamos tais critérios para selecionar o que vamos cantar nos nossos cultos.
Buscamos a sofisticação no que se refere ao equipamento, aos instrumentos e aos arranjos vocais. Mas... o que o Senhor está buscando? Aqueles que o louvam e o adoram em Espírito e em verdade. A qualidade técnica é boa e desejável, mas não está em primeiro plano.
Caim e Abel apresentaram diferentes ofertas ao Senhor, mas o que foi decisivo para ambos foi o que traziam dentro de si. Enquanto examinamos o som e a voz, o Senhor sonda os corações. O ideal é que possamos unir qualidade espiritual e qualidade técnica, cantando e tocando com arte para o Senhor (Salmo 33.3). Precisamos, porém, ter consciência dos aspectos essenciais do verdadeiro louvor: um coração sincero e puro diante do Senhor.
Jesus disse que da boca das criancinhas vem o perfeito louvor (Mt.21.16). Por quê? Elas são puras e sinceras. Imagine a alegria de um homem, quando ouve seu filhinho pronunciando pela primeira vez: "papai", sem melodia, sem instrumentos, mas com pureza. Aquele momento se torna inesquecível.
Mas, como podemos ter um coração puro se já não somos crianças e já cometemos tantos pecados? Se confessarmos os nossos pecados, o Senhor nos perdoa e nos purifica por meio do sangue de Jesus (cf. I João 1.7,9).
Antes de entrar no santuário para louvar ao Senhor, o sacerdote precisava se purificar. Isto se dava através do sacrifício de animais e pela água da pia de bronze (Êx.30.17-21; Hb.5.3). Ainda hoje, antes de louvarmos ao Senhor, precisamos pedir que ele nos perdoe, que ele nos limpe e que possamos, como crianças diante do Pai, oferecer a ele um louvor puro, sincero e agradável.
"Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu através do véu..." (Hb.10.19-20)



Autor: Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

FAZEI DISCÍPULOS 8 – UM ENTENDIMENTO BÍBLICO DO EVANGELISMO


TEXTO BÍBLICO: No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Mas os judeus, vendo as multidões, tomaram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava. Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios. Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios. Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra. Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. E divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região. (Atos 13.44-49).
OBJETIVO PROPOSTO: Entender corretamente o evangelismo bíblico
INTRODUÇÃO: Para alguns, fazer evangelismo significa convidar as pessoas ao culto na igreja ou a uma Cruzada, onde elas são urgidas a andar por um corredor e fazer uma oração. De fato, muitos podem dificilmente imaginar conversões genuínas acontecendo de outra forma. Para outros, evangelismo é muito menos um monólogo e convite do que um diálogo e conversação. O pensamento de um orador impondo suas próprias visões aparentemente especulativas sobre uma audiência desamparadamente cativa é demais para alguns de espíritos grandes suportar. Para outros, evangelismo se tornou o mesmo que iniciar conversações com estranhos, compartilhar tratados evangélicos, fazer uma oração e algumas vezes até mesmo subestimar a importância do desenvolvimento teológico. Esperar que os incrédulos observem algo diferente nos cristãos é percebido em alguns quarteirões como ingênuo e até mesmo indolente. Ainda outros deixam o evangelismo aos profissionais – pastores, professores de seminário, líderes jovens e semelhantes. Afinal de contas, se o evangelismo é tão importante, quem sou eu para me arriscar?
EXPOSIÇÃO DA LIÇÃO
1. O QUE NÃO É EVANGELISMO?
A Impossibilidade de Imposição. Muitas pessoas igualam evangelismo com imposição – alguém impondo suas visões religiosas sobre outra pessoa como uma tática para poder ou controle. Mas essa ideia é um engano. O Cristianismo não é a opinião subjetiva do homem. É a verdade de Deus, a despeito das nossas opiniões subjetivas. Igualar evangelismo com imposição implica que os cristãos são capazes de converter, eles mesmos, as pessoas, o que é inteiramente falso.
1.1. De todas as religiões, o cristianismo é a menos receptiva a tal imposição, por causa da sua teologia da conversão.
1.2. A humanidade está tão arraigada no pecado que, a menos que o Espírito de Deus faça a obra da conversão, nenhum de nós jamais se arrependerá e crerá.
1.3. Portanto, o Cristianismo é realmente único entre as religiões do mundo pela impossibilidade de impor sua estrutura de crenças sobre outros. Somente Deus convence as pessoas a se arrepender e crer.
A SUBJETIVIDADE DO TESTEMUNHO PESSOAL
a) Muitos compartilham seu testemunho de uma forma que meramente diz aos outros os benefícios que adviram com sua conversão. Isso não é evangelismo, e levará a uma típica resposta: “bom para você!”.
 b) Os testemunhos pessoais devem comunicar a reivindicação do evangelho sobre as vidas dos ouvintes se o evangelismo há de acontecer através deles.
EVANGELISMO E AÇÃOSOCIAL
a) Alguns confundem ação social ou envolvimento político com evangelismo. Mas os problemas horizontais que enfrentamos na sociedade são frequentemente apenas sintomas de uma ruptura em nosso relacionamento vertical com Deus.
b) Evangelismo que se restringe a satisfazer necessidades sentidas, salvando o restaurante público ou sendo politicamente ativo, não é evangelismo de forma alguma, pois falha em comunicar claramente o  evangelho e a necessidade de se arrepender e crer em Jesus Cristo.
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
a) Biblicamente, evangelismo é simplesmente anunciar o evangelho – Articular claramente o evangelho de Jesus Cristo e a reivindicação que o evangelho coloca sobre as pessoas para se arrepender e crer.
b) “Evangelismo não é fazer prosélitos; não é persuadir as pessoas a tomar uma decisão; não é provar que Deus existe; não é convidar alguém a uma reunião; não é expor o dilema contemporâneo, ou suscitar interesse no Cristianismo; não é vestir uma camisa dizendo ‘Jesus Salva’!”.
Algumas dessas coisas são corretas e boas em seu devido lugar, mas nenhuma delas deveria ser confundida com evangelismo.
c) “Evangelizar é declarar com a autoridade de Deus o que ele fez para salvar pecadores, advertir os homens da sua condição perdida, ordenar que eles se arrependam e creiam no Senhor Jesus Cristo”
APLICAÇÃO
1. Como o nosso evangelismo é afetado por um entendimento que é Deus quem realiza a  obra da conversão?
2. O que pode acontecer com o nosso evangelismo se nos convencermos que, no final das contas, é necessário que o homem faça a escolha de converter a si mesmo?

CONCLUSÃO
Perceba que as vidas dos cristãos e da igreja como um todo é uma parte central do evangelismo. Devemos procurar formas de usar nosso amor e santidade para atrair outros a Cristo. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt. 5:16). Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros (João 13:35).


Rev. José Francisco do Nascimento
IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU
Vivendo em Cristo, Discipulando sempre

ESTUDO APLICADO NA EBD NO DIA 14 DE ABRIL DE 2013

QUANDO A JUSTIÇA FALHA


A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância, mas a falta de justiça o dissipa (Pv 13.23).

Há pobreza que não é resultado da indolência, mas da injustiça. Há pessoas honradas que lutam com grande empenho e trabalham com grande esforço, mas não usufruem o resultado de seu trabalho em virtude do sistema perverso e injusto que assalta o seu direito. O povo de Israel foi muitas vezes oprimido por inimigos políticos. Os israelitas plantavam suas lavouras e colhiam seus frutos abundantes, mas precisavam entregar o melhor de sua colheita para pagar pesados tributos aos reinos estrangeiros. Outras vezes eram explorados pelos próprios irmãos, que em tempos de aperto lhes emprestavam dinheiro com usura e depois, com juros pesados, acabavam tomando suas terras, suas lavouras, suas casas e até mesmo seus filhos. Essa dolorosa realidade acontece ainda hoje. Temos em nossa nação uma das mais pesadas cargas tributárias do mundo. Trabalhamos à meia com o governo. Nossa terra produz mantimento com abundância, mas o injusto sistema tributário dissipa o fruto do nosso trabalho. Aqueles que, por dever de consciência, não lançam mão da sonegação gemem para pagar seus impostos. E o pior: veem, estarrecidos, essas riquezas caindo no ralo da corrupção, desviadas para abastecer contas nababescas de indivíduos inescrupulosos.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.