quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Por Que Devemos Ser Explicitamente Teológicos

Se não me engano, nossa igreja tem uma reputação de ser bastante teológica. Sei que por isso muitas pessoas têm vindo à nossa igreja. E imagino por que algumas pessoas têm saído dela, ou nem sequer nos procuraram. Mas nenhuma igreja deveria se desculpar por falar e gostar de teologia. Contudo – isto é uma importante advertência – se somos arrogantes com a nossa teologia, se a nossa paixão doutrinária é simplesmente um objetivo intelectual eticamente duvidoso, ou se somos completamente desproporcionais em nossos afetos para com outras doutrinas não tão consideráveis, então que o Senhor nos repreenda. Não devemos ficar surpresos se a teologia receber uma péssima classificação em tais circunstâncias. 

Mas quando se trata de pensar, alegrar-se e edificar uma igreja sobre fundamentos bíblicos saudáveis, deveríamos todos desejar uma igreja profundamente teológica. Eu poderia citar muitos motivos para pregar teologicamente e muitos motivos para pastorear uma congregação que ama teologia. Vou citar seis:

    1. Deus se nos revelou na sua palavra e nos deu o seu Espírito para que pudéssemos compreender a verdade. Obviamente, não precisamos dominar todos os temas das Escrituras para sermos cristãos. Deus é gracioso para salvar muitos de nós com falhas de discernimento. Mas se temos uma Bíblia, sem mencionar os empecilhos materiais quando se trata de recursos impressos, por que não gostaríamos de entender o máximo possível da auto-revelação de Deus? Teologia é saber mais de Deus. Você não gostaria que sua igreja conhecesse mais de Deus?

    2. O Novo Testamento dá muito valor ao discernimento entre a verdade e o erro. Há um depósito de verdade que deve ser resguardado. Falsos ensinamentos devem ser lançados fora. Os bons ensinamentos devem ser promovidos e defendidos. Isso não acontece com alguns candidatos a Ph.D. insensíveis que se consomem diante de microfichas. Foi a paixão dos Apóstolos e do próprio Senhor Jesus que elogiou a igreja em Éfeso por ser intolerante com os falsos mestres e que odiava o comportamento dos Nicolaitas.

    3. Os mandamentos morais do Novo Testamento são fundamentados em proposições teológicas. Tantas epístolas de Paulo têm uma estrutura dupla. Os capítulos iniciais apresentam doutrina e os capítulos posteriores nos exortam à obediência. Doutrina e vida estão sempre conectadas na Bíblia. É por causa das misericórdias de Deus, à vista de todas as realidades sólidas teológicas em Romanos 1-11, que somos convocados a entregar nossas vidas como sacrifícios vivos em Romanos 12. Conheça a doutrina, conheça a vida. Nenhuma doutrina, nenhuma vida.

    4. Categorias teológicas nos capacitam mais e nos fazem regozijar mais profundamente na glória de Deus. Verdades simples são maravilhosas. É bom cantar hinos simples como "Deus é bom. Sempre!" Se você cantar isso com fé sincera, o Senhor se agrada. Mas ele também se agrada quando podemos cantar e orar sobre exatamente como ele tem sido bom conosco no plano da salvação e no alcance da história da salvação. Ele se agrada quando nos gloriamos na obra completa de Cristo, quando descansamos em sua providência todo-abrangente, e nos maravilhamos na sua infinitude e auto-existência; quando podemos nos deleitar em sua santidade e meditar na sua Trindade e Unidade e nos maravilhar com sua onisciência e onipotência. Estas categorias teológicas não têm a intenção de nos encher a cabeça, mas nos dar corações maiores que adoram com mais profundidade e sermos mais altos porque pudemos ver melhor o que há em Deus.

    5. A teologia nos ajuda e nos ensina a nos regozijar mais profundamente nas bênçãos que são nossas em Cristo. Repito, é doce saber que Jesus nos salva dos nossos pecados. Não há notícia melhor do que essa no mundo. Mas como seu deleite será mais completo e mais profundo se você compreender que a salvação significa eleição pela graça de Deus, expiação para cobrir seus pecados, propiciação para desviar a ira divina, redenção para comprá-lo para Deus, justificação diante do trono do julgamento de Deus, adoção na família de Deus, santificação constante pelo Espírito, e glorificação prometida no fim dos tempos. Se Deus nos deu tantas e tão variadas bênçãos multiplicadas em Cristo, não lhe ajudaria a honrá-lo compreendendo quais são elas?

    6. Até mesmo (ou seria especialmente) os que não são cristãos precisam de boa teologia. Eles não se entusiasmam quando ouvem uma pregação ordo salutis seca. Mas quem deseja pregações secas seja sobre lá o que for? Se você pode falar de maneira simpática, apaixonada, e simplesmente sobre as bênçãos da vocação verdadeira, da regeneração e da adoção, e sobre como todas essas bênçãos que se encontram em Cristo, e sobre como a vida cristã é nada mais nem menos do que aquilo que somos em Cristo, e como isto significa que Deus realmente deseja que sejamos sinceros, quando nascidos de novo e não como éramos nascidos no pecado – se você der tudo isso aos que anão são cristãos, e o der explicitamente, você lhes dará uma porção de teologia. E, se o Espírito de Deus estiver operando, eles poderão simplesmente voltar para buscar mais.
Não existem motivos para qualquer igreja ser algo menos do que robustamente teológica. As igrejas continuarão sendo de todos os formatos e tamanhos. Mas "sem teologia", ou pior, "anti-teológicas" elas não deveriam ser.


Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério "The Gospel Coalition" e mantém um Blog na internet "DeYoung, restless and reformed". Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.

Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO EM GERAL (1º)


Que o homem é responsável por seu próximo é claramente ensinado na Escritura. O que aparentemente não é óbvio a alguns cristãos é que esta responsabilidade se estende às responsabilidades sociais bem como às espirituais. Um levantamento das Escrituras apoiará a posição de que o dever do cristão para amar inclui as dimensões sociais bem como espirituais do amor.

A. A Responsabilidade para com Outras Pessoas

É aparente em todas as partes da Escritura que os homens realmente têm uma responsabilidade diante dos outros. A resposta de Caim: "Acaso sou eu tutor de meu irmão?" é um "Sim" claro. Até mesmo antes de Caim, Adão recebeu a responsabilidade pela sua esposa, fato este que está subentendido no fato do mandamento destinado para Adão e Eva juntos, ter sido dirigido para Adão somente (Gn 2: 16, 17). Mais tarde, quando o assassinato e a violência encheram a terra, Deus deu aos homens a autoridade para administrar a pena capital, a fim de refrear a violência (Gn 9: 6). Esta responsabilidade dos homens uns pelos outros mediante o governo, é vista no decurso do restante do Antigo Testamento (cf. Dn 4:17), e também no Novo Testamento (cf. Rm 13:1-7).
A responsabilidade não é meramente proteger vidas inocentes; também inclui fazer o bem positivo em prol dos outros. Segundo Jesus, é o ensino do Antigo Testamento também que o homem é responsável por amar seu próximo como a si mesmo. Jesus disse que o amor é a essência da lei moral (Mt 22:39). Até mesmo disse que a totalidade da moralidade do Antigo Testamento podia ser reduzida à Regra Áurea (Mt 7:12). Exemplos específicos daquilo que significa amar aos outros não faltam nem na vida nem nos ensinos de Cristo. As curas que Jesus fez dos mancos, dos leprosos e dos cegos, ilustram Sua própria solicitude, e sua história acerca do Bom Samaritano demonstra o amor que todos os homens devem ter para com os outros (Lc 10:30ss).
As Epístolas do Novo Testamento abundam de exortações para os cristãos cuidarem uns dos outros e dos de fora. Paulo escreveu: "Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros" (Fp 2:4). Outra vez: "levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6:2; cf. v. 10). A Primeira Epístola de João é muito explícita no que diz respeito à responsabilidade do cristão no sentido de amar aos outros, (cf. 3:17-18), como o é também a de Tiago (cf. 1:27). Em síntese, o homem é moralmente responsável pelos demais homens. Ele é o guardião do seu irmão.

B. A Responsabilidade para com a Pessoa Total

O que os cristãos às vezes não percebem, é o fato de que a responsabilidade de amar às outras pessoas se estende à totalidade da pessoa. Ou seja, o homem é mais do que uma alma destinada para outro mundo; é também um corpo que vive neste mundo. E como residente desta continuidade do tempo e do espaço o homem tem necessidades físicas e sociais que não podem ser isoladas das necessidades espirituais. Logo, a fim de amar ao homem conforme ele é — o homem total — é necessário ter uma solicitude acerca das suas necessidades sociais, bem como das suas necessidades espirituais.
Parte do descuido do "homem total" tem sua origem na ênfase platónica não-cristã sobre a dualidade do homem. Esta ênfase foi digerida pelos cristãos na Idade Média e tem sido transmitida para o presente.2 Em essência, argumenta que o homem é essencialmente um ser espiritual e que apenas tem conexão funcional com um corpo que, na melhor das hipóteses, é um impedimento, e na pior, um grande mal. A correção deste erro é achada no ensino bíblico acerca da unidade essencial do homem, e da qualidade boa da criação física e corpórea, feita por Deus (cf. Gn 1:31). Tanto a unidade do homem quanto a bondade do corpo ficam evidentes na doutrina cristã da ressurreição, fato este que é repugnante à mente grega (cf. At 17:32). A ressurreição do corpo não faria bom senso se os homens fossem completos sem seu corpo. Do outro lado, se o homem é essencial e permanentemente um corpo com alma, neste caso a negligência de qualquer aspecto é um erro sério. Se o homem deve ser amado como homem, deve-se amá-lo conforme ele é (e conforme ele será) viz., como criatura física e social, bem como espiritual.
Até mesmo se alguém rejeitar as doutrinas da unidade do homem e da imortalidade do corpo, é miopia demonstrar preocupação somente com as dimensões espirituais da vida. Os homens nesta vida, pois, têm mesmo corpos, e não podem viver aqui sem eles. Se, portanto, devemos alcançá-los para o mundo do porvir — se vamos salvar suas "almas" — então isto deve ser realizado através dos corpo deles. Os corpos que estão morrendo de fome dificilmente ficarão impressionados com a mensagem acerca do pão da vida, se nós lhes recusamos o alimento para esta vida. Jesus alimentou a multidão faminta com pão físico antes de pregar-lhe acerca do pão espiritual (Jo 6:11ss.). Os homens não têm muita probabilidade de sentirem sede pela água da vida enquanto estiverem assoberbados pela sede física. Noutras palavras, se os cristãos não mostrarem nenhuma solicitude para com as necessidades físicas e sociais básicas dos homens, neste caso não poderão esperar uma resposta multo positiva da parte deles para sua mensagem espiritual.

II. AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ESPECIFICAS DO CRISTÃO

Uma maneira de demonstrar que os cristãos realmente têm uma responsabilidade social, é mediante uma discussão das exortações específicas da Escritura quanto a isto. Há, muitas áreas de necessidades para as quais o cristão é responsabilizado com amor. A primeira área, e a mais básica, é a responsabilidade pelos seus.

A. A Responsabilidade Social Pelos Seus

A responsabilidade de uma pessoa prover para si mesmo e para sua própria família é sua responsabilidade social básica. Num tipo de sociedade socialista, é fácil esquecer que a sociedade não deve o sustento aos capacitados; pelo contrário, deve-lhe a oportunidade de ganhar a vida. É neste sentido que há verdade no lema: "Luto contra a pobreza; trabalho."3
1. Prover para Si Mesmo — Há um sentido em que o amor-próprio está na própria base da responsabilidade social.4 O homem deve amar a seu próximo como a si mesmo. Paulo disse: "Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida...' (Ef 5:29). No entanto, nem todos amam a si mesmo de um modo apropriado. O modo apropriado de amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para sua própria existência. Não será possível viver e amar aos outros a não ser que a pessoa ame sua própria vida e a sustente. "Contudo vos exortamos, irmãos," escreveu Paulo, "a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso, e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar" (1 Ts 4:11, 12). Na sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses, o apóstolo lembra do seu próprio exemplo: "Nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão, de graça, à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós" (3:7, 8). E deixou este mandamento com eles: "Se alguém não quer trabalhar, também não coma" (3:10).5
Destarte, uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar sua própria vida. Porque se cada homem que pudesse se tornasse independente, logo haveria menos homens dependentes dos outros para suas necessidades sociais básicas. Ou seja: o bem social fundamental que o homem pode fazer pelos outros é prover para si mesmo de modo que outros não precisem prover tanto para si mesmos quanto para aqueles que se recusam a se sustentar. Neste sentido, o amor-próprio é um dos bens sociais primários, e mais fundamentais que alguém pode realizar.
2. Provendo para Sua Família — Naturalmente, nem toda pessoa está capacitada a prover para si mesma. Há crianças, dependentes, viúvas, órfãos, e outras pessoas indigentes. Se acontecer que alguma destas pessoas está na família imediata dalguém, ou entre seus parentes, neste caso é sua responsabilidade social prover por elas. Quanto a este aspecto, a Bíblia é muito clara: "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do que o descrente" (1 Tm 5:8). Além disto: "Se alguma crente tem viúvas, socorra-as e não fique sobrecarregada a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas" (v. 16). A lição é que a obrigação social primária pelos pobres e necessitados não recai sobre a igreja nem sobre o estado, mas, sim, sobre a família imediata. Isto não significa, naturalmente, que a pessoa não possa cumprir sua responsabilidade social aos parentes, indiretamente, através da assistência social que é sustentada pelos seus impostos. Significa, isto sim, que o indivíduo capaz deve prover para seus parentes dalguma maneira, seja através do estado, seja por conta própria.
Do outro lado da questão, está subentendido que pessoas capazes, sejam elas viúvas ou não, proverão para si mesmas de modo que os parentes, a igreja ou o estado não tenha que prover para elas. Paulo não permitia que viúvas com menos de sessenta anos de idade fossem colocadas no rol da assistência, e mesmo então, somente aquelas que anteriormente tinham ajudado a outras eram arroladas (1 Tm 5:9, 10). As viúvas mais jovens eram encorajadas a manter-se ocupadas e a casar-se de novo (v.14). A regra subentendida a cada passo é que a pessoa deve prover para seus próprios, a não ser que seja incapaz de cuidar de si mesma. Se alguém deixar de prover para seus parentes indigentes, fracassou na sua responsabilidade cristã básica à sua própria família.
3. Provendo para Seus Irmãos Crentes — Segundo as Escrituras, a próxima responsabilidade social da pessoa é aos demais crentes. Além das da sua própria família, há as necessidades doutros crentes, que devem preocupar o cristão. Paulo conclamou os gálatas: "Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (6:10). O próprio Paulo estava muito ativo em levantar uma oferta para os santos pobres em Jerusalém (cf. Rm 15:26). João, semelhantemente, ressaltou a providência para as necessidades dos irmãos, e escreveu: "Ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?" (1 Jo 3:17).
Tiago é igualmente firme na ênfase sobre a providência para os irmãos: "Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: 'Ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos,' sem, contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?" (Tg 2:15, 16). A fé sem obras é morta. Conforme a expressão de João: "Se alguém disser: 'Amo a Deus,' e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (1 João 4:20). E a marca mais básica do amor cristão é o amor aos irmãos. Jesus disse: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13:35). A responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além da sua própria família, começa com a família de Deus. Esta verdade também é subentendida no cuidado da igreja primitiva com suas próprias viúvas (At 6:1; 1 Tm 5:9ss).
Não se segue disto que os cristãos não devam se preocupar socialmente com os não-cristãos. Longe disto. A Bíblia está repleta de evidências de que os crentes devem fazer o bem a todos os homens. A solicitude social dos cristão deve começar com sua própria família e com outros crentes, mas não deve terminar ali.

Esse pequeno estudo (parte 1) está baseado no oitavo Mandamento da Lei de Deus.

Pr. José Francisco.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

PREGUIÇA, CAUSA DE MUITAS PERDAS


O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente (Pv 12.27).
O preguiçoso dá alguns passos importantes na vida, mas cessa o seu trabalho antes de concluir seu propósito. Ele sai ao campo para caçar, mas quando apanha sua caça, não tem disposição para assá-la. Ele passa fome e perde o resultado do seu trabalho por que a preguiça não o deixa concluir aquilo que começou. Quantas perdas na vida por causa de preguiça! Quantos casamentos acabados por causa da preguiça! Quanto dinheiro perdido por causa da preguiça! O preguiçoso não usufrui o fruto do seu trabalho. Não tem perseverança. É acomodado. Prefere a indolência, o conforto, o sono, a cama, e a pobreza ao trabalho. Porém, o bem precioso homem é ser diligente encontra o tesouro no trabalho, e não apenas no resultado do trabalho. Deleita-se no trabalho, e não apenas nos seus frutos. Para o diligente, a própria semeadura é uma tarefa encantadora, pois trabalho em si é uma das mais preciosas recompensas do labor. Não tem nada pra fazer ou não fazer nada é uma maldição, mas ocupar-se com o trabalho é uma recompensa que desemboca em muitos outros ganhos. Quem não trabalha dá trabalho; mas quem trabalha amealha riquezas e desfruta de grandes alegrias.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

CRESCIMENTO ESPIRITUAL: O QUE É UM CRENTE SANTO SEGUNDO DEUS? Parte 4

TEXTO BÍBLICO:
De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.
(Salmo 119:10, 11) Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo. (Levítico 19:1, 2)
INTRODUÇÃO:
1. Ser santo é algo que tem tanto o aspecto teórico como o prático. É algo que a Bíblia retrata que foi visto em homens criados segundo a imagem e semelhança de Deus, mesmo após a queda.
2. A santidade não tem sua medida no homem ou qualquer parte da criação, mas em Deus somente.
3. Mas o que podemos verificar para que possamos dizer se alguém é realmente um santo no mundo? Quais são as evidências?
SER SANTO NÃO É ...
1. Ser bem sucedido
2. Ser professo da fé cristã
3. Ser um realizador de coisas
4. Ser zeloso das coisas religiosas
5. Ser moral ou respeitoso nas condutas externas
6. Ter prazer em ouvir pregadores
7. Manter companhia com pessoas piedosas
SER SANTO É ...
1. Ter habitualmente a mesma mente de Deus à medida que tomamos conhecimento das Escrituras (1 Co 2.16; Rm 12.2) – Nova mentalidade cristã;
2. Esforçar-se continuamente para evitar todo pecado conhecido, pela observação de cada mandamento revelado (Ef 4.22-25) – Responsabilidade pessoal;
3. Esforçar-se por ser semelhante a Cristo em todo o seu proceder (Ef 5.1; Fp 3.17) – refletir Cristo;
4. Seguir a mansidão, a longanimidade, a gentileza, a paciência, a brandura, o controle sobre a própria língua (2 Sm 16.10) – Domínio próprio – fruto.
5. Ser autocontrolado e abnegado (Gl 5.23; Hb 12.4);
6. Seguir o amor e a fraternidade (Rm 13.8; 1 Co 13.1-3);
7. Ser, segundo o Espírito, misericordioso e benevolente (Mt 18.23-35)
8. Ser puro de coração (At 24.16; 1 Tm 1.5; 2 Tm 2.22)
9. Ser temente a Deus (Ex 1.17)
10. Ser humilde, considerando os outros superiores a si mesmo (Rm 12.3);
11. Seguir a fidelidade em todos os deveres e relações da vida (Ml 2.10 -16; Rm 13.7);
12. Ter uma mentalidade espiritual (Fp 1.23; Cl 3.1, 2).
APLICAÇÕES:
1. Você é um santo no mundo? Busque isto com todo fervor, pois sem isto não verás a Deus.
2. O que tem atrapalhado, especificamente, você de ser um santo?
3. Não pense que por ser santo não pecarás. Contudo não seja paciente com o pecado em sua própria vida.
4. Sejamos pacientes com todo aquele que busca ser santo.
CONCLUSÃO:
Lembre-se: “os melhores santos sempre foram servos inúteis”.

IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN
VIVENDO E CRESCENDO NO EVANGELHO
REV. JOSÉ FRANCISCO DO NASCIMENTO

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

UMA IMAGEM DIZ TUDO - PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU FAZ 15 ANOS


OS MOTIVOS PARA MISSÕES


Missão?...O que é isto?

Missão vem do latim missio, que significa “enviar”. As palavras que Jesus falou aos seus primeiros discípulos na qualidade de seus representantes – “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 17.18), ainda se aplicam.
Por que fazer missões? Por que cristãos contam aos outros sobre a fé e tentam persuadi-los a seguirem a Jesus? O que motivam as muitas atividades que geram as “missões cristãs, e o que elas almejam alcançar?
Os motivos corretos para missões são ensinados na Palavra de Deus e aplicados nos corações dos crentes por meio do Espírito Santo. Tais motivos não mudam com o passar dos tempos e se aplicam aos crentes de hoje, como vemos a seguir:

Desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da terra.


“O objetivo final e mais elevado da
 evangelização não é o bem-estar dos
 homens nem mesmo sua bem-aventurança
 eterna, mas a glorificação de Deus”[1].

A glória de Deus diz respeito a tudo o que foi revelado sobre: seu nome, sua santidade, seu poder, seu amor por meio de Jesus Cristo, sua misericórdia, sua graça e sua justiça. O fim principal do homem, como nos afirma a primeira questão do Breve Catecismo de Westminster, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Entretanto, mais de três bilhões de pessoas no mundo não adoram ao Deus verdadeiro, bem como não gozam da comunhão com ele. Ao invés disso, adoram outros deuses, ou  a nenhum deus. O propósito de suas vidas não é louvor de Deus, mas a sua própria satisfação.
Este pensamento é o que deve nos inspirar à agirmos. Não podemos descansar enquanto a idolatria não for substituída pela verdadeira adoração. O crente verdadeiro sente uma divina compulsão em pregar o evangelho (I Co 9.16) e quer que a Palavra de Deu seja proclamada e seu nome honrado por pessoas de todo o lugar, custe o que custar (os missionários que digam).

O desejo de obedecer a Deus por amor e gratidão, por meio do cumprimento da Comissão de Cristo: “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mc 16.15, Mt 28.19).


Este motivo, naturalmente, se segue ao primeiro: “Se me amais”, disse Jesus, “guardarei os meus mandamentos” (Jo 14.15). o amor genuíno por Deus produz obediência à sua Palavra e nada é mais claro do que o mandamento de Cristo para ir e fazer discípulos de todas as nações e povos.
A obediência cristã toma forma e o povo de Deus é ungido com o Espírito Santo a servi-lo numa variedade de ministérios (ICo12.4,5). O reino de Deus na terra consiste de uma multidão de crentes em Cristo que, em gratidão a Deus, buscam glorificá-lo por meio da obediência aos seus mandamentos, no poder do Espírito Santo.
É, também importante frisar-se que a obra missionária não é apenas um dever de missionários transculturais. Cristo designa à sua igreja a tarefa de levar o evangelho ao mundo (Ef 3.10).
A nossa evangelização precisa estar sempre baseada nos mandatos bíblicos, tais como: Jo 5.17, Jo 4.34, Jo 20.21, Mt 28.18-20, Jo 15.16, Jo 15.5b - At 1.8, Mt 24.14.

Haverá o tribunal do Juízo, onde Deus julgará toda a humanidade


A ideia de que este mundo é um parque
 de diversões e não um campo de batalha
 tem sido hoje aceita, na prática,
 pela vasta maioria dos cristãos[2].

A certeza do julgamento final forma a moldura em que se coloca a mensagem do Novo Testamento sobre a graça salvadora, isto é, quando olhando para a Bíblia, vemos diversas passagens que nos mostram que um dia todos, sem exceção, comparecerão perante Deus (Mt 25.31-41).
As pessoas são salvas do inferno através da pregação da Palavra. E, Deus escolheu salvar pecadores pela pregação do evangelho, mas... (Rm 10.9-15) precisamos pregar.
Importante destacarmos que o homem está morto em seus delitos e pecados, longe de Deus, fazendo o que desagrada ao Senhor, filho das trevas. Ainda assim, esse mesmo Deus Todo-Poderoso tem salvado pessoas via a exposição de seu Filho Amado (Ef 2.1-10). Sintetizando:
Pregação = Fé
Sem Pregação = não há Fé

  

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

1-    Por que precisamos falar de Jesus às pessoas?
2-   Como está a nossa igreja na área de Evangelismo?
3-   E, como está você?
4-   Você tem espelhado o evangelho de Cristo na sua vida?
5-   O que você aprendeu neste estudo?
6-   Por que há tantas pessoas para trabalhar na nossa igreja e tão poucas nas congregações?


[1] R. B. Kuiper. Fé para Hoje, n.4, 1999, pág.5.
[2] A. W. Tozer. Ibed.

domingo, 23 de dezembro de 2012

CRISTO: O MESSIAS PROMETIDO - UMA ANÁLISE DO SEU MINISTÉRIO A PARTIR DE ISAÍAS 9.1-7


TEXTO BÍBLICO: Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. (...) Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;  para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto. (Isaías 9:1-7).
INTRODUÇÃO: A promessa acerca do descendente que viria para ser o vitorioso sobre a serpente. (Gn 3.15); A progressividade da revelação com relação ao Messias (caráter e obra). Isaías: “o profeta evangélico”, por conta da riqueza de detalhes com que anuncia o Messias. O contexto de opressão e servidão acentuava a urgente necessidade da vinda do Messias (v. 9.1-5) - Mas quem é este? Qual o seu nome?
PERCEBENDO O TEXTO:
Aspectos gerais:
  1.  Sua perfeita divindade e humanidade
  2.  Sua vinda é expressão de favor
  3.  Sua função é real
  4.  Sua obra é final, justa, sábia, santa e eterna
  5.  A fidelidade do Senhor é atestada

E O SEU NOME SERÁ ...
Maravilhoso Conselheiro: Algo extraordinário no que toca à aplicação da sabedoria
Deus Forte: Deus de poder ou poderoso Deus. O Deus grande que possui todo poder. Sua humanidade não é posta em questionamento
Pai da Eternidade: Aquele que tem existência contínua. Os mesmos atributos do Pai. Ele é o mesmo que Yhaweh para o seu povo
Príncipe da Paz: Descendente real e com qualidades para governar. Este rei é íntegro, e promoverá liberdade e uma integração da vida. Seu governo gerará paz no presente e no futuro
APLICAÇÕES:
1. A esperança em Cristo é a melhor solução para tempos de dores.
2.  A graça de Deus em meio a tempos de trevas.
3.  O conhecimento de Deus como um lenitivo para o aflito.
4.  O fiel cumprimento das promessas do Senhor.
5.  Qual o sentido do Natal de Cristo em face da profecia de Isaías? Esperança, consolo, gratidão, alegria, etc.

CONCLUSÃO:
Nunca poderemos entender o sentido do Natal sem compreender a Pessoa do Senhor Jesus. Natal sem o Cristo da Escritura não é verdadeiro natal.

Aula da Escola Bíblica Dominical em Ipanguaçu-Rn - 23 de dezembro de 2012
Igreja Presbiteriana - Pr. José Francisco.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Crescimento Espiritual: Evidências visíveis da santificação - Parte 3


TEXTOS BÍBLICOS: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. (Mt 7.15-23).

INTRODUÇÃO:
1. A santificação ou crescimento espiritual se distingue de outros aspectos da vida cristã.
2. Mas o que poderemos ver que nos possibilitará atestar que uma pessoa está crescendo espiritualmente? Quais são os sinais visíveis disto? Quais os frutos? Há possibilidade de engano neste sentido?

EVIDÊNCIAS DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL:
1. Crescer espiritualmente não consiste em conversar sobre assuntos religiosos (1 Co 13. 1; 1 Jo 3.18).
2. Crescer espiritualmente não consiste em sentimentos religiosos passageiros (Mt 13.20).
3. Crescer espiritualmente não consiste em formalismo externo ou devoção exterior, usos e costumes (1 Rs 19.26-29; Cl 2.16-23).
4. Crescer espiritualmente não consiste em afastar-se dos deveres sociais, ser um eremita (Jo 17.5; Mt 5.14-6).
5. Crescer espiritualmente não consiste em uma vida de casual obediência (Ef 4.1; 1 Pd 3.7).
6. Crescer espiritualmente consiste no respeito e esforço habitual para obedecer à lei de Deus, aos preceitos de Cristo, segundo os padrões estabelecidos para a igreja (Jo 15.4; 1 Co 9.27; Cl 4.16; 1Tm 1.8).
7. Crescer espiritualmente consiste num perceber, experimentar e compartilhar as graças recebidas de Deus, sendo a mais distintas delas  é o amor (Mt 10.8; 1 Co 13.1-3).
8. Crescer espiritualmente consiste em dar atenção as graças passivas – frutos do Espírito (1 Pd 2.21-23; Gl 5.22,23).
9. Crescer espiritualmente consiste no esforço contínuo para fazer a vontade de Cristo e viver a luz de seus preceitos práticos (Jo 13.34-35;15.14).

APLICAÇÕES:
1. Devemos evidenciar o crescimento espiritual por meio de sinais visíveis. Quais têm sido estes sinais em sua vida? 2. Você tem buscado os verdadeiros sinais ou apenas aqueles que são mais notórios, porém que nada revelam a verdadeira espiritualidade? 3. Não pense que daremos todos os sinais completamente, contudo não se esconda nisto para deixar de buscar o padrão sublime.

CONCLUSÃO:
“É insensatez fingir santificação”, se não estivermos frutificando. As pessoas intempestivas, cruéis na língua, caprichosas na vida, desagradáveis para com todos, vingativas, exigentes, maliciosas, impuras, etc., pouco conhecem e experimentam o que é verdadeiro crescimento espiritual. (J.C. Ryle).

*Essa série de Estudos está sendo aplicado na Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn


IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN

VIVENDO E CRESCENDO NO EVANGELHO

REV. JOSÉ FRANCISCO DO NASCIMENTO

A VIDA DO JUSTO, UM GUIA CONFIÁVEL


O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar (Pv 12.26).
O justo é aquele que embora não tenha justiça própria, foi justificado pela Imputação da justiça do Senhor Jesus Cristo, o Justo. Deus é justo e o justificador daquele que crê.  O justo é aquele que foi coberto com o manto da justiça de Cristo, recebido na família de Deus, está quite com a lei de Deus e com as demandas da sua justiça. O justo foi transferido do reino das trevas para o reino da luz, da potestade de Satanás para o senhorio de Cristo. A vida do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O justo serve de guia para o seu companheiro. Ele é confiável. O Caminho dos perversos, porém, é uma estrada larga, convidativa e cheia de atrações, mas o seu destino final é a perdição eterna. O caminho dos perversos é cheio de encruzilhadas e bifurcações. Ao longo desse caminho muitas placas prometem prazeres, aventuras e sucesso, mas tudo isso não passa de engodo e consumada farsa. O caminho do perverso, embora pareça muito iluminado, é coberto de densa escuridão. Os ímpios nem sabem em que tropeçam . O caminho dos perversos faz os homens errarem, pois distancia as pessoas de Cristo, que é ele mesmo o Caminho!
A Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

“ A bíblia é mentirosa ou mal interpretada


 “ A bíblia é mentirosa” 
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará - Jo 8.32.

Desde muito tempo tenho ouvido muitas mensagens pregadas em púlpitos evangélicos, e tenho notado que na maioria as interpretações de alguns texto segue a uma regra , regra essa que quando os mesmos pregão não seguem a boa hermenêutica bíblica quando colocam as interpretações particulares desprezando ou ignorando o sentido real  do texto.

Ao tratar desse tema, me baseio na postura de muita gente que estão decepcionados com a bíblia, por acreditarem piamente que ela é mentirosa. Quero explicar que o meu ponto de vista sobre a bíblia é de uma submissão muito grande, pois acredito ser ela a Palavra de Deus e a nossa regra de fé e prática. Mas, infelizmente nem todos pensam assim. Quero citar um texto que talvez seja um dos que faz mais os que "supostamente" foram enganados pela bíblia desacreditar nela e viver uma vida de revolta contra as Sagradas Escrituras. Atos 16:30-31 narra o episódio em que o carcereiro após todo acontecimento lá na prisão, faz uma pergunta, "QUE DEVO FAZER PARA SER SALVO?" Paulo responde: "Crer no Senhor Jesus e será salvo tu e a tua casa". Esse texto é brilhante, mas infelizmente tem causado tristeza em muita gente. A maioria dos pregadores dizem ser esse texto uma promessa para quem se converte. E o que é pior, dizem ser regra; quando eles falam isso gera nos ouvintes, uma expectativa muito grande, pois eles sempre dizem que Deus foi quem falou. Já que a bíblia é a palavra de Deus deve ser recebido como verdade de Deus! Daí o indivíduo acredita e vai para casa feliz, mas um dia quando, "supostamente", um familiar seu morre sem ser convertido, eles então começam a reivindicar de Deus através do texto acima citado. É daí  que vem as decepções. Esse assunto é muito sério. Esse é apenas um exemplo, mas existem outros que também tem causado desilusão por não haver uma interpretação fiel.
O texto em questão foi uma promessa feita ao carcereiro, mas claro que se estiver nos propósitos de Deus alguém de sua família ser salvo, isso vai acontecer com certeza. Agora se não tiver, não adianta apelar para o texto. Perceba que o texto se cumpriu na família do carcereiro, pois todos foram  salvos. Isso quer dizer que a bíblia é verdadeira. Porém o  problema é que há muitos falsos intérpretes da mesma. Ou muitos dos que se dizem pregadores não tem formação teológica suficiente para expor com segurança as verdades da Palavra de Deus. Que Deus nos salve de tais intérpretes.

Texto retirado do site http://pastorlucivaldo.blogspot.com.br, com alguns acréscimo pelo autor do Blog, Pr. José Francisco.