quinta-feira, 27 de março de 2014

O caixão de Angélica

A aposentada, Angélica Soares de Brito, 71 anos, guarda em casa um caixão no 
qual quer ser enterrada. Ela mora em Campina Grande, Paraíba. A ideia surgiu alguns anos atrás, quando Angélica adoeceu gravemente. Vivendo em estado de pobreza, começou a refletir sobre o enterro e teve medo de não ter um sepultamento digno. Economizando na comida, Angélica conseguiu realizar seu sonho e desembolsou 350 reais. O caixão está guardado em sua casa. Sua proprietária orgulha-se dele; diz que tem um travesseiro confortável, para não sentir dor de pescoço.
A morte apenas torna definitivo aquilo que somos em vida. Nesse sentido, a eternidade é a continuação, em termos radicais e definitivos, daquilo que somos agora.
Nessa perspectiva, a morte não é importante. Importante é a vida. O julgamento de Deus não levará em conta nenhum ato isolado. Deus nos julgará segundo nosso projeto de vida. Além disso, ele nos julgará com misericórdia. Aquele em quem Deus encontrar traços de Jesus, este será salvo.
Para a pessoa de fé, o que parece morte se torna mais vida, vai para a "Casa do Pai". Daí a expressão tão bela, conhecida desde o início do cristianismo:
"Adormecer em Cristo". E São Paulo nos diz: "Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também os que morrem em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia" (cf. 1Tessalonicenses 4,14).


Você acredita na afirmativa: “A morte apenas torna definitivo aquilo que já somos"?
Como você está preparando a morada eterna, com barro, madeira ou ouro?

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