Uma
pessoa de estopim curto é mais explosiva do que uma bomba. Um indivíduo
destemperado emocionalmente não apenas comete loucuras, mas exalta a loucura.
Por onde passa deixa um rastro devastador. Sempre que fala, agride e machuca as
pessoas. A insensatez está em seus lábios, e a agressão acompanha seus atos. E
muito diferente o longânimo. Este pensa antes de falar. Suas palavras são
medicina para a alma, bálsamo para o coração e deleite para a vida. Um homem
paciente está sempre pronto para ouvir, mas reflete muito antes de abrir a
boca. Suas palavras são poucas e comedidas. Mesmo quando ultrajado, não revida
com ultraje. Prefere pagar o mal com o bem. Em vez de retribuir ódio com
rancor, toma a decisão de perdoar. Em vez de amaldiçoar aqueles que o cobrem de
críticas injustas, toma a decisão de abençoar e bendizer. Se a precipitação é a
sala de espera da loucura, a paciência é o portal da sabedoria. A pessoa
iracunda tenta controlar os outros com suas ameaças, mas o indivíduo paciente
controla a si mesmo com sabedoria. Mais forte, porém, é o homem que tem domínio
próprio do que aquele que ganha uma briga e conquista uma cidade.
Gotas de Sabedoria
para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.segunda-feira, 4 de novembro de 2013
HUMILDADE, UMA MARCA CRISTÃ
Segundo Wayne
Cordeiro*, a décima primeira característica da igreja irresistível, aquela que
Deus ama abençoar, é a humildade. Ela é demonstrada quando a igreja segue o
ensinamento encontrado em Tiago 4.10 e se humilha, de modo que o Senhor possa
elevá-la no tempo devido. Esse ensinamento também está presente em 1Pedro
5.5,6: "[...] 'Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos
humildes'. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele
os exalte no tempo devido".
Humildade
é lembrar quem somos à luz de quem é Deus. Como cristãos, temos uma tarefa
vital que não queremos perder de vista. É fácil nos envolvermos em muitas
coisas e perdermos aquilo que Deus espera que sejamos. Mas somos chamados para
servir a Deus e para dedicar a nossa vida a questões importantes. Às vezes o
que é importante pode surpreender-nos. Mateus 10.42 diz que até um copo de água
fresca dado em nome de Jesus não ficará sem recompensa. Nosso convite é para
representarmos e irradiarmos Cristo, sermos embaixadores dele, pensarmos o que
ele pensa e falarmos o que ele fala. Nosso chamado é para servir a Deus de
qualquer maneira que ele nos peça.
A
Bíblia diz em João 10.10 que o Diabo tem o propósito de nos destruir. Uma das
principais maneiras pela qual ele tenta fazer isso é por meio da distração. Se
focarmos os olhos nas sutilezas do pecado, será bem menor a probabilidade de
enchermos nossa alma com Cristo, o verdadeiro pão da vida. É fácil distrair-nos
do nosso chamado. Conta-se a história de uma centopeia que viajava por uma
estrada. Um rato saiu correndo atrás dela e disse:
—
Ei,
você tem tantas pernas, como sabe que perna deve colocar na frente?
—
Para
ser franca, nunca parei para pensar nisso — respondeu a centopeia.
O inseto começou
então a considerar todas as possibilidades, e isso a distraiu de tal modo que
ela não foi mais capaz de sair do lugar. Não sabia qual perna mexerem primeiro
lugar, em segundo, em
terceiro e assim por diante.
O mesmo vale no nosso
caso. A humildade impede que nos distraiamos e nos desviemos da nossa tarefa
principal. O oposto da humildade é o orgulho,
que nos enreda os pés de modo que desaprendemos a andar. Ele ergue a cabeça
sempre que a atitude que adotamos em relação à nossa posição, aos nossos bens e
às nossas realizações — a nós mesmos, enfim — vai além de um justificável
respeito próprio.
E claro que
existe um tipo saudável de orgulho — por exemplo, não é errado sentir orgulho
da nossa herança, ou do time de futebol da nossa filha. No entanto, o orgulho
se torna pecado quando nos achamos melhores do que somos, ou quando começamos a
acreditar que somos os grandes responsáveis por nosso sucesso, ou quando
pensamos em nós mesmos como se fôssemos o centro do universo. Esse tipo
perigoso de orgulho pode ser traiçoeiro se encontrado em nossas igrejas.
O orgulho pode
assumir a forma de poder quando acreditamos que merecemos determinado sucesso.
Ou pode tomar a forma do excesso de confiança. Ou pode ser a sutil transição
para o sentimento de superioridade, quando começamos a nos imaginar à prova de
bala. Basta termos algumas histórias bem-sucedidas para contar e já acreditamos
que o nosso modo de ver uma situação é o mais correto. E fácil escorregar pela
ladeira da irresponsabilidade e da aversão à correção.
Por outro lado,
humildade não tem a ver com sermos severos demais ao nos repreendermos. Tem a
ver com servir e exaltar a Cristo. Na prática, a humildade se faz presente
quando descobrimos que nossa maior alegria é doarmos nossa vida. A recompensa
não é o aplauso, mas a consciência de que conseguimos servir a Cristo. Esse
tipo de humildade não se adquire facilmente. Mas pode ser obtida
intencionalmente. O motivo? A humildade não é algo natural para nós, seres
humanos. Atos de humildade devem ser intencionalmente planejados e então
implementados com consistência até se tornarem naturais.
PAZ DE ESPÍRITO, O ELIXIR DA VIDA
Uma
pessoa invejosa é aquela que se perturba com o sucesso dos outros. Não se
alegra com o que tem, mas se entristece pelo que o outro tem. Um invejoso nunca
é feliz porque sempre está buscando aquilo que não lhe pertence. Um invejoso
nunca é grato, pois está sempre querendo o que é do outro. Um invejoso nunca
tem paz porque sua mesquinhez é como um câncer que lhe destrói os ossos. A
Organização Mundial de Saúde afirma que mais de 50% das pessoas que passam
pelos hospitais são vítimas de doenças com fundo emocional. Quando a alma está
inquieta, o corpo padece. Quando a mente não descansa, o corpo se agita. A paz
de espírito é um bem precioso. Essa paz não está em coisas nem se compra na
farmácia. A paz de espírito dá saúde ao corpo. Um coração em paz dá vida ao
corpo. Um coração tranquilo é a vida do corpo. Mas como alcançar essa cobiçada
paz de espírito? Pela meditação transcendental? Fugindo perigosamente pelo
caminho das drogas? Entrando pelos labirintos do misticismo? Não, mil vezes
não. A paz de espírito é resultado da graça de Deus em nossa vida. Somente os
que foram reconciliados com Deus por meio de Cristo têm paz com Deus e
desfrutam da paz de Deus.
Gotas de Sabedoria
para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Uma vez salvo, sempre salvo?
Pergunta: "Uma vez salvo, sempre salvo?"
Resposta:Uma vez que a pessoa é salva, está salva para sempre? Quando as pessoas conhecem a Cristo como seu Salvador, são trazidas a um relacionamento com Deus que garante que sua salvação seja eternamente assegurada. Inúmeras passagens da Escritura declaram tal fato. (a) Romanos 8:30 diz: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Este verso nos diz que a partir do momento que Deus nos chama, é como se fôssemos glorificados na Sua presença no céu. Não há nada que possa impedir um crente de um dia ser glorificado porque Deus já assim determinou no céu. Uma vez justificado, a salvação é garantida – a pessoa está garantida, como se ela já estivesse glorificada no céu.
(b) Paulo faz duas perguntas cruciais em Romanos 8:33-34: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Quem tentará acusar o escolhido de Deus? Ninguém, porque Cristo é nosso defensor. Quem nos condenará? Ninguém, porque Cristo, O que morreu por nós, é O que condena. Temos como Salvador aquele que é defensor e juiz.
(c) Os crentes nasceram de novo (foram regenerados) no momento em que creram (João 3:3; Tito 3:5). Para que um cristão perdesse a salvação, teria que ser não-regenerado. A Bíblia não nos dá evidências de que o novo nascimento possa ser revertido. (d) O Espírito Santo habita em todos os crentes (João 14:17; Romanos 8:9) e batiza todos os crentes no Corpo de Cristo (I Coríntios 12:13). Para que um crente perdesse a salvação, teria que ser “não habitado” e desconectado do Corpo de Cristo.
(e) João 3:15 afirma que todo aquele que crer em Jesus Cristo “terá a vida eterna”. Se você crê em Cristo hoje e tem vida eterna, mas a perder amanhã, então esta jamais foi “eterna”. Então, nesse caso, se você perdesse a salvação, as promessas de vida eterna na Bíblia seriam falsas. (f) Como prova definitiva, creio que a Escritura explica melhor por si só: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Lembre-se que o mesmo Deus que salvou você é o mesmo Deus que o manterá salvo. Uma vez salvos, sempre salvos. Nossa salvação, definitivamente, está garantida para sempre.
SEM APOIO POPULAR É IMPOSSÍVEL GOVERNAR
Há
diferentes regimes de governo, como a monarquia, o presidencialismo e o
parlamentarismo. Mas nenhum deles funciona sem o apoio popular. A democracia se
define como o governo do povo, pelo povo e para o povo. Sem o povo, o rei pode
até ter a coroa, mas não tem o comando. E do povo que emana a legitimidade de
um governo. Entendemos, à luz da Palavra de Deus, que o poder não vem do povo,
mas de Deus. É Deus quem constitui e depõe reis. Mas Deus faz isso por
intermédio do povo. Este não é a fonte do poder do governo, mas o instrumento
usado por Deus para legitimar o poder do governo. Por isso, Salomão diz: Sem súditos, o príncipe está arruinado
(Pv 14.28). A grandeza de um rei depende do número de pessoas que ele governa;
sem elas, o rei não é nada. O governante sábio é aquele que governa para o
povo, e não para si mesmo. E um servo, e não um explorador do povo. Trabalha
para o bem do povo, e não para acumular glórias e riquezas para si mesmo. Essa
mensagem é absolutamente oportuna e relevante em nossos dias, pois há uma crise
de integridade galopante no mundo político. A roubalheira desavergonhada na
vida pública acontece à luz do dia. Assistimos todos os dias, para nossa
vergonha e tristeza, políticos avarentos
Gotas de Sabedoria
para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.O dízimo deve ser praticado à luz do NT?
O dízimo representa a décima parte do fruto do nosso trabalho consagrada a Deus. É uma expressão da fé, do amor e da gratidão do cristão pelo favor divino que lhe assegura a vida e o sustento espiritual e material. Essa ordenança da Lei mosaica (Levítico 27.32), que no Antigo Testamento assegurava o sustento dos sacerdotes e dos levitas, já era praticada antes de Moisés. Abraão e Jacó, por exemplo, entregavam o dízimo de tudo o que possuíam (Gênesis 14.18-20; 28.22). Além de ser uma ordenança, o dízimo sempre envolveu bênçãos de prosperidade, conforme Provérbios 3.9,10 e Malaquias 3.10-12.
No Novo Testamento, não há nova regra para o dízimo. Jesus não condenou nem ab-rogou essa prática; apenas criticou o comportamento hipócrita dos religiosos que davam dízimo para se autopromoverem, sonegando o mais importante da Lei: o juízo, a misericórdia e a fé (Mateus 23.23).
O Senhor se agrada daquele que dá voluntariamente e com alegria (2 Coríntios 9.7), e não daquele que apenas cumpre uma obrigação religiosa, por medo de atrair uma maldição ou de ir para o inferno.
O cristão genuíno é conhecido pelo amor, pela fé, pela obediência e pela submissão ao Todo-poderoso. É impossível desassociar o dízimo e as ofertas de certas virtudes fundamentais da vida cristã. Logo, dar o dízimo atesta se o cristão crê em Deus e na Sua Palavra, se reconhece que Ele é o Provedor, se lhe é grato e se deseja contribuir para o evangelismo e o estabelecimento efetivo do Reino de Deus em cada coração.
A despeito disso, existem muitos cristãos que não percebem que dar o dízimo é um privilégio. Eles não conseguem entregar nem 10% do seu salário à causa do evangelho. Esse apego ao dinheiro demonstra um materialismo exacerbado e até avareza, um pecado de idolatria (Colossenses 3.5). E foi para evitar isso que o Senhor instituiu o dízimo.
Quando devolvemos a Deus os 10% que Ele requer para que haja mantimento em Sua casa, estamos dizendo que Ele é o Senhor da nossa vida, que reconhecemos que tudo que somos e temos vem dele e pertence a Ele; somos apenas os mordomos.
O cristão que entrega o dízimo demonstra ter visão espiritual, fé nas promessas de Deus, compromisso com a igreja, com sua liderança e com a causa do evangelho, e será ricamente abençoado pelo Senhor.
Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn - Rev. José Francisco.
sábado, 26 de outubro de 2013
O TEMOR DO SENHOR É FONTE DE VIDA
Um
laço é uma armadilha invisível, imperceptível, porém real e mortífera. Um laço
é uma espécie de arapuca que visa atrair a vítima com vantagens imediatas. E
uma isca que oferece benefícios, mas esconde o anzol da morte. A vida está
rodeada desses laços de morte. Há muitas luzes multicoloridas que apontam para
o caminho do prazer, mas conduzem ao corredor da morte. E assim, por exemplo,
com as aventuras sexuais. O rei Davi jamais poderia imaginar que uma aventura
sexual com Bate-Seba lhe traria tantos transtornos. O pecado é um embuste.
Promete todas as taças dos prazeres e paga com o desgosto. Promete liberdade
sem limites e escraviza. Promete vida abundante e mata. O pecado o levará mais
longe do que você gostaria de ir, o reterá por mais tempo do que você gostaria
de ficar e lhe custará mais caro do que você gostaria de pagar. O temor do
Senhor é que nos dá discernimento para não colocarmos nosso pé nesse laço. O
temor do Senhor nos protege dessas armadilhas de morte. O temor do Senhor nos
dá deleite para a alma e descanso para o coração. O caminho do pecado pode
parecer empolgante e cheio de aventuras, mas é repleto de espinhos e conduz
irremediavelmente à escravidão e à morte.
Gotas de Sabedoria
para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.A Reforma Luterana Como Despertamento
Autor: Martin Weingaertner
Quando nossos livros de história
descrevem acontecimentos passados, eles procuram estabelecer uma conexão de
causa e efeito entre os fatos. Muitos autores modernos seguem o modelo de
interpretação proposto pelo filósofo alemão Hegel. Ele entendia o mover da
história como a sucessão de tese, antítese e síntese. Em sua visão, o consenso
alcançado na síntese de um processo histórico é o ponto de partida de um novo
conflito. Mais cedo ou mais tarde, uma configuração histórica gera forças
que lhe fazem oposição até se acomodarem em uma nova síntese. Assim, a espiral
da história humana se repete em constantes revoluções, e, lentamente, se move
pelo tempo. Por meio de tais encadeamentos dos fatos, o historiador tenta
compreender e interpretar o passado.
Neste ponto importa lembrar que, como cristãos, ousamos divergir da
leitura histórica à nossa volta. Das Sagradas Escrituras aprendemos a perceber
a mão divina a guiar o desenrolar dos fatos, ainda que ela nem sempre seja
plenamente perceptível. Todavia, o povo de Deus sempre ousou ler sinais da
intervenção divina em nossa história. Israel, um povinho à margem da história,
aprendeu a ver a mão forte do Senhor quando foi resgatado da escravidão do
Egito. O punhado de discípulos também percebeu a mão divina quando da majestosa
ressurreição de Jesus. Por isso, a historiografia bíblica é tão diferente das
crônicas do seu tempo. Ela não conta a história dos grandes, mas a dos pequeninos.
Fala de andarilhos e peregrinos guiados por Deus em uma história com rumo e
destino – a história da salvação.
Nessa perspectiva, não precisamos negar os condicionamentos históricos
que influíram nos acontecimentos que o povo de Deus viveu. Mas ousamos afirmar
que condicionamentos passados e a lei de causa e efeito não bastam para
explicar o processo histórico. Este não é o resultado da mera evolução dos
fatos históricos precedentes. Assim, cremos que a história do nosso mundo está
primordialmente condicionada pelo futuro que Deus, em Sua graça e bondade, quer
lhe conceder.
É nesta perspectiva que convido você, caro leitor, a olhar para a
Reforma Luterana. Sem querer menosprezar o estudo pormenorizado da conjuntura
da época, aventuro-me a ver nela uma visível manifestação da intervenção de
Deus na história. Nela, antes de mais nada, o Senhor corrige e reorienta o rumo
da caminhada do Seu povo, a Cristandade.
Ao se iniciar a Reforma do século XVI, ao final da Idade Média, o
cenário europeu era marcado pela implementação do comércio, que fortaleceu as
cidades e a burguesia. Os camponeses estavam profundamente insatisfeitos com a
condição de semi-escravatura à qual estavam sujeitos havia séculos. Os
investimentos ousados na navegação transcontinental sinlaizavam a emergência
dos estados nacionais. E, nas universidades, o humanismo renascentista gerava
espaço para um pensamento independente da dominação eclesiástica. Inserida de
maneira multiforme neste ambiente, a Igreja Ocidental, sob o comando do papado romano,
vivia um momento de opulência decadente. Para poder erguer as magníficas
edificações que adornam o Vaticano, os papas da época viviam mais preocupados
com o levantamento de fundos do que com a vida espiritual da Igreja. Assim, o
cenário histórico do início do século XVI assemelhava-se a tambor de
combustível. Bastaria uma faísca para provocar uma explosão.
Foi o que aconteceu na remota cidadezinha de Wittemberg, na Alemanha. Em
31 de outubro de 1517, na minúscula universidade, um professor da Bíblia, o
monge Martinho Lutero, afixou na porta da Igreja do Castelo uma folha com teses
para um debate. Tratava-se de um expediente acadêmico da época, cujo processo
de formação rotineiramente incluía debates públicos. Mas as 95 teses do Debate
para o Esclarecimento do Valor das Indulgências não ficaram restritas a
isso. Multiplicadas aos milhares pela imprensa recém-aperfeiçoada por
Gutemberg, elas foram divulgadas por toda a Europa em poucas semanas, inclusive
na distante Espanha. Quem ficou mais abismado com esta repercussão foi o
próprio monge Lutero. Anos mais tarde, ele diria que, se soubesse em que Deus o
estava envolvendo, jamais teria ousado vir a público com sua opinião.
Em seu tratado contra a prática das indulgências, Lutero expôs o que
Deus lhe ensinara nos anos anteriores. Em meio a muita angùstia e tormentos,
ele tornara-se um aprendiz das Sagradas Escrituras. Ainda que somente três anos
mais tarde, em 1520, o reformador escreveria seus livros mais conhecidos (Da
Liberdade Cristã, Do Cativeiro Babilônico da Igreja e À Nobreza
Cristã), suas 95 teses já delineavam claramente a redescoberta do Evangelho
com que Deus o agraciara: “Jesus Cristo é o cabeça da igreja, a quem Deus os
cristãos devem seguir com alegria através de punição, morte e inferno” (tese
94). Por meio dele, recebemos “o verdadeiro tesouro da igreja, o santíssimo
Evangelho da glória e da graça de Deus” (tese 62). Por meio da fé neste
Evangelho da graça, “qualquer cristão que em verdade experimentou
arrependimento tem direito à remissão total de punição e culpa” (tese 36).
A mensagem da justificação do pecador por Cristo somente, isto é,
somente pela graça, somente pela fé e somente amparada pelo
testemunho da Escritura correu a Alemanha e a Europa. Ela tirou a fé e a
vida cristã do domínio eclesiástico. O clero e os conventos deixaram de ser o
ideal de vivência da fé.
A vida cotidiana no lar e na sociedade se tornariam lugar de adoração e
vivência cristã, lugar de ministério do sacerdócio geral de todos os crentes.
Os escritos e sermões de Lutero, apesar de proibidos e excomungados, eram lidos
em segredo até em conventos. Despertadas e animadas pelo poder do Evangelho em
toda parte da Europa, pessoas, comunidades, cidades e até regiões inteiras
atreviam-se a sair do cativeiro babilônico da igreja e a ensinar passos
da liberdade cristã.
Isto não quer dizer que a Reforma Luterana foi um mar de rosas nem que
Martinho Lutero foi um servo de Deus sem pecado (grifo nosso). Do
parâmetro bíblico, sabemos que as pessoas que Deus usou para intervir na
história, até mesmo o “homem segundo o coração de Deus” (o rei Davi), eram
falíveis e carentes da graça. Da mesma maneira, a misericordiosa intervenção de
Deus na história pela Reforma Luterana é acompanhada pela sombra da fragilidade
humana, que se evidenciou, por exemplo, na Guerra dos Camponeses
(1524-1525). Nela, o conflito teológico com a ala radical da Reforma veio a
mesclar-se com as crueldades desta guerra sangrenta, praticadas tanto pelos
exércitos da nobreza como pelas hordas camponesas.
Mais tarde, os evangélicos enfrentaram corajosamente o imperador Carlos
V na reunião do parlamento das nações alemãs com a Confissão de Augsburgo
(1530). Ainda assim a aliança de príncipes evangélicos foi derrotada, anos mais
tarde, pelo rei da Espanha. Como sinal de seu triunfo, ele cavalgou para dentro
da igreja de Wittemberg. Seguiu-se um século de conflitos, guerras e
perseguições até que, na Paz da Westfália, os evangélicos asseguraram o
seu direito de culto no imério alemão.
(...) O movimento de reforma não foi
obra humana. Não resultou de condicionamentos históricos da época. Foi, isto,
sim, um despertamento que Deus gerou para reconduzir os seus amados à sua graça
inefável. Como interpretação fiel do testemunho das Sagradas Escrituras, o
falar do seu servo Lutero continua chegando a nós. Disso, o seu cântico
vigoroso, que ecoa pelas igrejas evangélicas de todo o mundo dá testemunho:
Deus é castelo forte e bom, defesa e armamento;
Assiste-nos com sua mão, na dor e no tormento.
O rei infernal das trevas, do mal, com todo o poder
E astúcia quer vencer: igual não há na Terra.
A minha força nada faz, sozinho estou perdido.
Um homem a vitória traz, por Deus foi escolhido.
Quem trouxe esta luz? Foi Cristo Jesus, o eterno Senhor,
Outro não tem vigor; triunfará na luta.
Publicado originalmente na Revista Ultimato de setembro/outubro de 2000.
Reproduzido com autorização.
Digitação: Dawson Campos de Limaterça-feira, 15 de outubro de 2013
Quais são os sinais do fim dos tempos?
Pergunta: "Quais são os sinais do fim dos tempos?"
Resposta: Mateus 24:5-8 nos dá algumas indicações importantes para que possamos discernir a aproximação do fim dos tempos: “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” Um aumento de falsos messias, um aumento de guerras e aumento em fomes, pragas, desastres naturais: estes são “sinais” do fim dos tempos. Mas mesmo nesta passagem, entretanto, estamos sendo advertidos. Não devemos nos deixar enganar (Mateus 24:4), pois estes acontecimentos são apenas o “princípio de dores” (Mateus 24:8), e o fim dos tempos ainda está por vir (Mateus 24:6).
Muitos intérpretes apontam cada terremoto, cada agitação política e cada ataque a Israel como um sinal preciso de que o fim dos tempos está rapidamente se aproximando. Mesmo sendo estes eventos sinais de que o fim dos tempos se aproxima, não são necessariamente indicadores de que o fim dos tempos já chegou. O Apóstolo Paulo avisou que os últimos dias trariam um notável aumento nos falsos ensinamentos. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Timóteo 4:1). Os últimos dias são descritos como “tempos perigosos” por causa do aumento do caráter maligno do homem e pessoas que ativamente “resistem à verdade” (II Timóteo 3:1-9; veja também II Tessalonicenses 2:3).
Outros possíveis sinais incluiriam a reconstrução de um templo judaico em Jerusalém, aumentada hostilidade para com Israel e avanços para um único governo mundial. O sinal mais importante do fim dos tempos, entretanto, é a nação de Israel. Em 1948, Israel foi reconhecido como um Estado soberano pela primeira vez desde 70 d.C. Deus prometeu a Abraão que sua posteridade possuiria Canaã como uma “perpétua possessão” (Gênesis 17:8), e Ezequiel profetizou uma ressurreição física e espiritual de Israel (Ezequiel 37). Ter Israel como nação em sua própria terra é importante à luz da profecia do fim dos tempos, por causa da distinção de Israel na escatologia (Daniel 10:14; 11:41; Apocalipse 11:8).
Tendo em mente estes sinais, podemos ser sábios e discernir em relação à expectativa do fim dos tempos. Não devemos, entretanto, interpretar qualquer destes eventos únicos como uma clara indicação da iminente chegada do fim dos tempos. Deus nos deu informações suficientes para que possamos estar preparados, mas não informação suficiente para que nos tornemos arrogantes.
Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/sinais-fim-tempos.html#ixzz2hniZIm3h
UM CASTELO SEGURO PARA A FAMÍLIA
No temor do Senhor, tem o homem forte
amparo, e isso é refúgio para os seus filhos (Pv 14.26).
O
temor do Senhor não é fobia de Deus, mas reverência santa. O temor do Senhor
não nos leva a fugir de Deus, mas a correr para Deus. O temor do Senhor é o
princípio da sabedoria. É por meio dele que nos afastamos do mal e nos apegamos
ao bem. Quando tememos a Deus, nossas palavras e ações são governadas pela
santidade. Quando tememos a Deus, mantemos integridade nos relacionamentos,
mesmo estando longe dos holofotes. No temor do Senhor encontramos um forte amparo,
um firme apoio, uma fortaleza segura, uma confiança inabalável. Esse castelo
seguro não é apenas para nós, mas também e sobre tudo para nossa família.
Quando um homem teme a Deus, está com isso protegendo seus próprios filhos. O
temor do Senhor livra a família de tragédias. O temor do Senhor afasta nossos
filhos de pessoas nocivas, de conselhos perversos, de ambientes perigosos, de
circunstâncias tentadoras e de caminhos sinuosos. O temor do Senhor não é
apenas refugio para nós, mas também para os nossos filhos. A melhor proteção
que podemos dar para a nossa família é andarmos no temor do Senhor. A melhor
segurança que nossos filhos.
Gotas de Sabedoria para a Alma –
LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.
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