terça-feira, 30 de setembro de 2014

DEUS JULGA NOSSAS INTENÇÕES

Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito (Pv 16.2).

Nosso conhecimento é limitado. Julgamos segundo as aparências. A camada de verniz que cobre a covardia e esconde a coragem muitas vezes nos impressiona a ponto de pensarmos que os robustos Eliabes são os escolhidos de Deus. Deus não enxerga as coisas como nós enxergamos. Nós vemos o exterior, Deus vê o coração. Nós contemplamos a ação, Deus julga a motivação. Podemos pensar que tudo o que fazemos é certo, mas o Senhor julga nossas intenções. Somos a geração que aplaude a atuação, que premia o desempenho, que acende as luzes do palco para o glamour da aparência. Somos uma geração que idolatra o corpo e dá prioridade à beleza física. A Bíblia afirma, porém, que enganosa é a graça e vã a formosura. Mas a pessoa que teme ao Senhor, essa será louvada. O que conta para Deus não é o que aparentamos ser, mas quem somos. Às vezes as pessoas amam não quem somos, mas quem parecemos ser. Amam não nossa verdadeira identidade, mas nossa máscara. Não somos aquilo que somos em público, mas quem somos em secreto. O que tem valor aos olhos de Deus não é o que julgamos puro, mas o que Deus considera puro.

Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sacrifícios que Andam, Respiram e Vivem – R.C. Sproul.

A Bíblia de fato nos chama de “santos”. Somos santos pois fomos consagrados a Deus. Fomos separados. Chamados para uma vida diferente. A vida do cristão é uma vida de inconformidade. Essa ideia é expressa em Romanos: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12.1-2)
No Antigo Testamento, a adoração era centralizada no altar, com a apresentação de sacrifícios a serem oferecidos a Deus. Na maior parte, essas ofertas de animais e de cereais eram ofertas pelo pecado. Eram símbolos que apontavam para o grande sacrifício que seria realizado na cruz. Após o Cordeiro perfeito ser morto, os sacrifícios no altar cessaram. Ofertá-los hoje seria um insulto ao sacrifício perfeito de Cristo.
Paulo convoca um novo tipo de sacrifício, um sacrifício vivo de nossos corpos. Devemos dar a Deus não nossos cereais ou animais, mas nós mesmos. Esse novo sacrifício não é um ato de expiação; não uma oferta pelo pecado. Esse sacrifício de nossos corpos a Deus é uma oferta de gratidão. Paulo inicia com a conjunção “pois”.
Em Romanos 12, o “pois” faz referência a tudo o que o apóstolo afirmou nos capítulos anteriores com respeito à obra salvadora de Cristo em nosso favor. A palavra nos conduz a única conclusão apropriada que podemos tirar de sua obra. À luz da graciosa justificação que Cristo conquistou para nós, a única conclusão sensata que podemos tirar é que devemos nos apresentar diariamente a Deus como sacrifícios que andam, respiram e vivem.
Com que se parece um sacrifício vivo? A primeira descrição de Paulo é em termos de inconformidade. “Não vos conformeis com este século.” É nesse ponto que muitos cristãos se desviam. Está claro que devemos ser inconformistas. Mas é difícil compreender precisamente para qual tipo de inconformidade fomos chamados.
Os cristãos que se entregam como um sacrifício vivo e que oferecem dessa forma sua adoração são pessoas com um padrão elevado de disciplina. Eles não se satisfazem com formas superficiais de integridade.
O método fundamental que Paulo ressalta como o meio para a vida transformada é a renovação da mente. Isso não significa nada mais, nada menos que educação. É uma convocação para dominarmos a Palavra de Deus. Precisamos ser pessoas cujas vidas mudaram, pois nossas mentes mudaram.
Para nos conformarmos a Jesus, precisamos primeiro pensar como ele. Precisamos da mente de Cristo. Precisamos valorizar o que ele valoriza e desprezar o que despreza. Precisamos ter as mesmas prioridades que ele tem. Precisamos considerar importante o que ele considera importante. Isso não acontecerá sem um domínio de sua Palavra. A chave para o crescimento espiritual é uma educação cristã profunda que exige um nível considerável de sacrifício.
Trecho do livro Deus é Santo! Como posso me aproximar dele?, lançamento da Editora Fiel.
Editado para o boletim da IPIP: Pr. José Francisco.

É DEUS QUEM TEM A ÚLTIMA PALAVRA

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor (Pv 16.1).

Antes de construirmos uma casa, fazemos o projeto. Antes de iniciarmos uma viagem, traçamos o roteiro. Antes de começarmos um empreendimento, estabelecemos planos e metas. Nem sempre o que planejamos acontece. Somos contingentes, limitados e não conseguimos discernir todos os acontecimentos que se escondem nas dobras do futuro. Alguns pensam que nossa vida segue um curso inflexível. Acreditam num determinismo cego e radical. Outros pensam que a história está dando voltas sem jamais avançar para uma consumação. Nós, porém, cremos que Deus está no controle do universo. Ele é o Senhor da história e segura as rédeas dos acontecimentos em suas mãos. Nosso coração faz muitos planos, porém não é a nossa vontade que prevalece, mas o propósito de Deus. Não é a nossa palavra que permanece de pé, mas a resposta certa que vem dos lábios do Senhor. Deus conhece o futuro em seu eterno agora. Deus vê o que se esconde nos corredores escuros do futuro. Para ele, não há diferença entre claro e escuro. Nada escapa ao seu conhecimento. Ele domina sobre tudo e sobre todos. O controle remoto do universo está em suas onipotentes mãos. Deus é quem tem a última palavra. 
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

14 - FAMÍLIA, LUGAR DE FUNDAMENTO – Salmo 127.1-5

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam..." (Sl 127.1).

Para se erigir uma família forte é preciso edificá-la sobre o fundamento certo. Por isso, a Escritura diz: "... se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (SI 127.1). Deus não é apenas o idealizador da família; é, também, seu fundamento. A maior necessidade da família não é de mais dinheiro ou conforto, mas da presença de Deus.
O casal que constrói seu relacionamento sobre o frágil fun­damento dos sentimentos, naufraga quando as ondas ficam revoltas. O casal que põe sua confiança na beleza física, entra em pânico, quando o tempo esculpe rugas indisfarçáveis em seu corpo, revelando as marcas indeléveis da velhice. O casal que edifica seu casamento sobre os bens materiais, descobre que o dinheiro não oferece felicidade nem segurança. O único funda­mento seguro para se edificar uma família é o próprio Deus.

Os outros fundamentos são frágeis e não suportam as tem­pestades da vida. É como edificar uma casa sobre a areia. Quando caem as chuvas no telhado, quando sopram os vento na parede e quando batem os rios no alicerce, a casa cai e é grande a sua ruína. É tempo de você conhecer a Deus e edificar sua casa sobre ele. É tempo de você fazer de Deus o fundamento de sua vida c de sua família!
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações.

13 - FAMÍLIA, LUGAR DE ADORAÇÃO – Gênesis 4.1-26.

"Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta." (Gn 4.4).
Caim e Abel aprenderam a adorar a Deus desde a infância. Sabiam que esse era o fim principal do homem. Porém, ao trazerem sua oferta a Deus, dois resultados bem distintos aconteceram. Deus não se agradou de Caim e de sua oferta, ao mesmo tempo que se agradou de Abel e de sua oferta. Tanto a vida como a oferta de Caim estavam erradas, enquanto a vida e oferta de Abel eram agradáveis a Deus.
Abel trouxe para Deus um sacrifício cruento enquanto Caim trouxe os frutos da terra. Abel trouxe um sacrifício que tipificava o sacrifício de Cristo na cruz, derramando o seu sangue para nos salvar, enquanto Caim trouxe um sacrifício que representava o esforço humano para chegar-se a Deus. A oferta errada de Caim era um reflexo de sua crença errada. E a sua crença errada desembocou em sua vida errada. Mesmo sendo exortado por Deus, Caim não se arrependeu; pelo contrário, alimentou ódio no coração por Abel e traiçoeiramente tirou sua vida.

O culto de Caim era falso, porque ele era do Maligno. Seu culto foi rejeitado, porque no seu coração não havia amor por Deus nem pelo seu irmão. Não basta ter uma religião. Não basta levantar altares em nosso lar. Não podemos comparecer diante de Deus de mãos vazias. Precisamos ter a doutrina certa, a oferta certa, a vida certa e a motivação certa.
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes
CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações.

12 - FAMÍLIA, LUGAR DE RECOMEÇO – Rute 1.1-22

"Assim, voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém..." (Rt 1.22).
Não é fácil recomeçar a vida depois de uma tragédia familiar. Muitos não conseguem retomar os sonhos depois de uma falência financeira, um casamento rompido ou um luto traumático. O livro de Rute narra a dramática histórica de uma família que morava em Belém. Houve fome naquela cidade e faltou pão, na casa do pão. Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom saíram de Belém e foram para Moabe. Foram em busca de sobrevivência e encontraram a doença e a morte.
Noemi sepultou naquela terra estrangeira seu marido e seus dois filhos. Ficou só e viúva em terra estrangeira. Seus sonhos mor­reram com seus mortos e suas esperanças foram sepultadas com eles. Um dia, ouviu que Deus visitara novamente sua terra e então, resolve voltar. Nessa volta, sua nora Rute, se junta a ela. Noemi, cujo nome significa "feliz", revoltada com Deus, muda de nome e passa a se chamar Mara, "amargura". Porém, a providência carrancuda de Deus mostrava a Noemi uma face sorridente.

Sua nora se casou com Boaz, um rico membro da família. Seu neto tornou-se avô do rei Davi e sua nora fez parte da genealogia do Messias. Quando tudo parece perdido, Deus está trabalhando para o nosso bem, escrevendo os capítulos mais emocionantes da nossa história. Nunca perca a esperança. Sempre é tempo de recomeçar!
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

5 Prioridades para o seu Primeiro Dia como Pastor

Ontem a congregação “instalou” você como o pastor da igreja. (Isso soa como algo que você faz a uma máquina de lavar louça, não é mesmo?). Houve orações, abraços, sorrisos, música, comida, fotos e agora é segunda-feira. Por onde você começa? Você sabe que precisa preparar excelentes sermões, discipular membros da igreja e fazer evangelismo. Mas como você de fato começa? O que você deveria fazer no seu primeiro dia?
Em certo sentido, você não deveria fazer absolutamente nada. Não, não fique em casa assistindo futebol. Só não pense que você precisa mudar tudo em três meses. Você pode ter o título, mas a posição de pastor é tanto conquistada quanto concedida. Há muito o que aprender a respeito da sua igreja antes de começar a fazer mudanças. Além do mais, Cristo prometeu que ele edificaria a sua igreja. Você não precisa tentar fabricar crescimento.
Com isso em mente, aqui estão cinco prioridades que você deve trazer para o seu primeiro dia de ministério.
Prioridade 1 –  Aprenda tudo o que você puder sobre as suas ovelhas (Envolvimento – 1 Pedro 5.1-4).
Você é um pastor. Bons pastores são tão próximos às suas ovelhas, que cheiram a ovelhas, e eles as conhecem pelo nome. Sugestões:  Leia as minutas de assembleias administrativas passadas. Aprenda tudo o que puder sobre a fundação da igreja. Qual era a declaração doutrinária original? Houve alguma revisão da declaração ou da confissão da igreja? Se sim, por quê? A igreja já sofreu divisão? Há alguma questão não resolvida?
Torne-se familiar dos "veteranos". Eles podem dar a você grande ajuda. Questione-os sobre tradições, histórias, políticas, etc. Desenvolva perguntas para fazer a cada membro da congregação, a fim de avaliar a saúde espiritual deles. O envolvimento que você ganha — e a confiança que você conquista — pode até mesmo ser mais valioso do que a informação que você juntará.
Prioridade 2 – Gaste tempo com a sua liderança (Humildade – Filipenses 2.5-8).
Sugestões:  Visite seus líderes em seus locais de trabalho. Descubra a respeito de suas famílias, sua história, seus dons e seus pontos fortes em liderança. Faça a eles as perguntas que você está planejando fazer à congregação. Pergunte a eles pelo que você pode orar, e como você pode melhor servir a igreja. Peça a avaliação deles sobre a saúde da congregação. Tenha uma lista de livros pronta para sugerir que eles leiam. Planeje um retiro com eles para que você aprenda mais sobre eles e eles sobre você. Diga a eles o que você espera aprender sobre a congregação. Discuta a história com eles. Quais eventos deveriam ser celebrados? Compartilhe as suas conversas evangelísticas. Envie e-mails para eles diariamente.
Servir os seus líderes servirá de modelo para eles sobre como servir a igreja. As primeiras pessoas que você tem de discipular são os seus líderes. Eles irão discipulá-lo também.
Prioridade 3 – Planeje a sua pregação (Os meios de Deus para o crescimento – Romanos 10.17).
Explicar e aplicar fielmente as Escrituras terá mais impacto na sua igreja do que qualquer outra coisa que você puder fazer. Pregar é a sua prioridade número 1, mas está listada aqui como número 3 por conta da progressão da linha de pensamento. A informação que você reunir influenciará no seu plano de pregação.
Visto que o evangelho é fundamental para louvor, evangelismo, discipulado, resolução de conflitos, casamentos e todas as outras situações com que a sua igreja lida, considere uma série inicial de exposições do Evangelho de Marcos ou 1 João. Esteja preparado todas as vezes que você pregar e pregue sermões excelentes.
Prioridade 4 – Encontre-se com pessoas que não estão na sua igreja (Considerar outros – Filipenses 2.4).
Encontre-se com pastores da região. Eles podem dar a você as impressões que têm da sua igreja e informações a respeito da comunidade. Considere orar publicamente por esse pastor e sua igreja no domingo seguinte.
Encontre-se com funcionários públicos da cidade. Quais mudanças estão acontecendo na comunidade? Quais são as necessidades que eles veem nela? Existe algo pelo que você possa orar? Existe algo que a sua igreja possa fazer?
Visite os vizinhos. Apresente-se às pessoas à sua volta. É impressionante o quanto você pode aprender, e ainda poderá conquistar muita confiança da qual vai precisar.
Embora as informações que você reunir desses indivíduos venham a ser úteis, procurá-los também proporcionará oportunidades evangelísticas.
Prioridade 5 – Plante uma árvore frutífera (ou um jardim) (Fidelidade – 1 Coríntios 4.2).
Coisas que produzem frutos precisam de cultivo e tempo, e observar uma árvore crescer lembrará você disso. Você começou uma maratona; mantenha o ritmo.
Exemplos:
Um pastor apresentou um plano ambicioso em seus primeiros dois meses para fazer a igreja crescer através de uma estratégia de alcance agressiva: mudar-se para um local mais visível e livrar o calendário de ministérios desgastados e inúteis. Nada do que ele propôs estava errado, mas sem conquistar a confiança para liderar, ele foi embora após nove meses. Por trás dele, estava um rebanho fraturado, ferido e castigado.
Outro pastor disse que não queria fazer nenhuma mudança por um ano enquanto não aprendesse o quanto pudesse sobre as pessoas. Agora, catorze anos mais tarde, ele os havia guiado por muitas mudanças que foram conquistadas por sua fidelidade publicamente no púlpito e, privadamente no ministério pessoal.
James Boice uma vez disse que normalmente superestimamos o que podemos fazer em um ano, mas subestimamos o que pode ser feito em dez. Se você é um pastor novinho em folha, defina agora as prioridades que, pela graça de Deus, darão frutos daqui a dez anos.
Tradução: Alan Cristie - http://www.ministeriofiel.com.br/
Robert “Bob” Johnson é pastor da Cornerstone Baptist Church em Roseville, Michigan.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

11 - FAMÍLIA, LUGAR DE APRENDIZADO – Deuteronômio 6.1-25

"Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos..." (Dt 6.6,7)
A família é a primeira, a mais importante e a melhor escola do mundo. Se essa escola falhar, as outras não terão êxito. E na família que somos preparados para a vida. Mas, antes de termos filhos bem sucedidos precisamos de pais comprometidos. Os pais não apenas geram; também, criam os filhos à sua imagem e semelhança. Por isso, os pais precisam educar a si mesmos antes de educar os filhos. Precisam amar a Deus para depois ensinar seus filhos a amá-lo.
O ensino que transmitem aos filhos precisa estar primeiro em seu coração. Só então, os pais ensinam com eficácia. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz de fazê-lo. O processo da aprendizagem exige repetição e criatividade. Os pais precisam inculcar na mente dos filhos as verdades de Deus. Isso significa que devem repetir as coisas até que esse ensinamento seja assimilado. Mas não basta repetição; é preciso criatividade.

Os pais precisam falar aos filhos quando estão assentados em casa, quando estão andando pelo caminho; quando fecham as cortinas do dia e logo de manhã, quando se levantam para uma nova jornada. O resultado desse ensino é garantido: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6).


    Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes
CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações

10 - FAMÍLIA, LUGAR DE CURA – Lucas 4.1-44

"Ora, a sogra de Simão achava-se enferma, com febre muito alta..." (Lc 4.38-39)
O apóstolo Pedro era casado e sua sogra morava com ele. Um dia, ela adoeceu. Lucas, sendo médico, nos informa que ela estava com uma febre muito alta. Jesus saiu da sinagoga, foi para a casa de Simão, e a viu acamada, ardendo em febre. Mateus e Marcos nos informam que Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Lucas, porém, registra: "Inclinando-se ele para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou" (Lc 4.39).
Aquela febre não era apenas uma doença física, era, também, uma investida do inimigo contra a sogra de Pedro. Jesus é pode­roso tanto para curar a enfermidade como para repreender a doença provocada pelo Maligno. Diz a Escritura que "logo ela se levantou, passando a servi-los" (Lc 4.39). A cura foi imediata e completa. A mulher não só se levantou, mas passou a servir a Jesus e às pessoas que estavam na casa. Dois mil anos se passa­ram e as tensões da nossa casa permanecem as mesmas.

Ainda a enfermidade nos aflige. Ainda Satanás nos ataca. Mas, Jesus é o mesmo. Tem o mesmo poder e a mesma au­toridade. Ele cura os enfermos, liberta os cativos e restaura a alegria dentro da família. Para ele não tem causa perdida, problema insolúvel nem doença incurável. Ele pode tudo quanto ele quer. Nunca desista de esperar um milagre de Jesus em sua vida e em sua família.

    Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes
CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações

Se não escaparmos do pecado, não escaparemos do choro


Se quisermos chorar menos, temos de pecar menos. Existe uma relação entre choro e pecado. Seja pecado próprio, seja pecado dos outros. Seja pecado recente, seja pecado remoto. Naturalmente, o pecado de grande vulto provoca muito mais lágrimas que o pecado de menos gravidade. Mas, se não escaparmos do pecado, não escaparemos das lágrimas.

Em suas memórias, ao saber em primeira mão que a cidade de seus antepassados ainda estava em ruínas, Neemias escreve: “Quando ouvi isso, eu me sentei e chorei. Durante alguns dias, eu fiquei chorando e não comi nada” (Ne 1.4). No ano 586 antes de Cristo, o exército de Nabucodonozor, rei da Babilônia, entrou em Jerusalém e incendiou o Templo de Salomão, o palácio do rei e as casas das pessoas mais importantes da cidade, além de derrubar suas muralhas e levar para fora do país boa parte de sua população (Jr 52.12-34). Essa tragédia sem igual aconteceu por causa do pecado dos reis e do povo de Israel, como os profetas anunciaram repetidas vezes e com bastante antecedência.

Personagens importantes choraram amargamente depois de terem pecado contra Deus. O que aconteceu com Pedro quando o galo cantou na casa de Caifás? Marcos conta: “Então Pedro caiu em si e começou a chorar” (14.72). Os dois outros Evangelhos Sinóticos são mais enfáticos: “Então Pedro saiu dali e chorou amargamente” (Mt 26.75; Lc 22.62).

O advérbio “amargamente”, relacionado com o sofrimento causado pelo pecado, aparece pelo menos mais uma vez na Bíblia. Na época dos juízes, todas as tribos de Israel choraram amargamente na presença de Deus (Jz 21.2). E não era para menos, pois o povo cometeu uma longa série de erros para corrigir o brutal abuso contra uma mulher em trânsito pela cidade benjamita de Gibeá, a ponto de deixá-la morta em frente à porta da casa onde ela havia se hospedado. O pecado dos rapazes que cometeram a violência sexual acabou provocando uma guerra civil que matou 65 mil soldados e a população masculina de Gibeá (Jz 19.1--20.48). Depois de tal pecado, o que se poderia fazer, senão chorar amargamente?

Chora-se imediatamente após o pecado ou algum tempo depois por causa do peso da mão do Senhor sobre a cabeça do pecador, por causa do remorso, por causa do arrependimento, por causa das consequências naturais, por causa da vergonha do pecado cometido diante da família, da igreja e da sociedade, por causa do castigo infligido em vida pelos homens e por Deus.

Quanto mais vincularmos o pecado ao choro, melhor será para o gênero humano. É um benefício que se presta ao pecador. É uma prova de amor que se lhe dá. É uma pregação do evangelho. Porque, além de todos os choros que acontecem dentro do tempo, há outro choro, do outro lado da vida terrena. Um choro diferente, que não passa, não acaba, não termina. É o choro eterno, provocado pelo pecado não assumido, não confessado, não colocado nos ombros do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, não perdoado, não redimido. É impressionante o fato de Jesus se referir seis vezes a esse choro em seus discursos e parábolas (Mt 8.12; 13.42, 50; 22.13; 24.51; 25.30). Em todos esses versículos, Jesus declara que na eternidade os não salvos serão jogados fora, na escuridão, na fornalha de fogo, “onde vão chorar e ranger os dentes de desespero”!

Se em nossa presente caminhada quisermos chorar menos, temos de pecar menos. Mas, se o pecador não redimido não quiser chorar para sempre na eternidade, que ele seja humilde hoje e aceite o evangelho!

Fonte: http://www.ultimato.com.br