segunda-feira, 10 de setembro de 2012

QUEM É O HOMEM? A IMAGEM DE DEUS: UMA PERSPECTIVA TEOLÓGICA SOBRE A NATUREZA HUMANA – PARTE 3


Texto Básico: Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1.27) .
Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. (Ef 2:10).
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. (Ef 4:11-13).
Também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho.  (Rm 8:29).

INTRODUÇÃO:
ü Deve todo crente saber o significado e a importância da doutrina da imagem de Deus.
ü Esta imagem foi dada para dois fins específicos:
1º) espelhar a Deus: devendo refletir Deus, ao ser contemplado por seu semelhante (At 4. 13, 14)
2º) representar a Deus: devendo exercer a função como um embaixador (2 Co 5. 20)

OS ASPECTOS ESTRUTURAL E FUNCIONAL
ü Isto diz respeito ao exercício vocacional do homem.
ü Há uma missão a ser cumprida dada por Deus e há também dons, capacidades e talentos para que seja possível realizar estas vocações. Sendo assim, pode-se afirmar:
ü A imagem de Deus tem aspectos estruturais (dons, capacidades e talentos) e aspectos funcionais (suas ações relações e maneiras de utilizar os dons).
ü A afetação por conta do pecado nestes aspectos foi apenas no aspecto funcional.
ü Ver: Gn 4. 21, 22; 11. 1; 1 Co 10. 31
CRISTO: A VERDADEIRA IMAGEM DE DEUS
ü “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1. 15). Cristo é a imagem perfeita do que o homem deveria ser em Gênesis 1.
ü Na sua perfeita imagem Cristo era:
1.    Inteiramente voltado para Deus (Jo 4.34;Mt 26.39)
2.    Inteiramente voltado para o próximo (Lc 19.10; Mc 10.45)
3.    Dominador da natureza (Lc 22.25; 9.15- 17)
ü A manifestação de Cristo aponta quão distantes estamos do propósito inicial por conta da queda.
O HOMEM EM SUA TRÍPLICE RELAÇÃO
ü Como semelhança de Deus o homem deveria estar relacionado:
1.    Com Deus: Criador, Salvador e Senhor. Esta é a primeira e mais importante relação que foi perdida (Gn 3.8; Rm 3.23; 2 Co 5. 18, 19).
2.    Com o seu semelhante: iguais na essência e diferentes na função (Lc 6 32- 36; Gl 5.15)
3.    Com a natureza: governo sobre a criação explorando e desenvolvendo-se por meio dos dons concedidos pelo Senhor, tudo de modo responsável e santa (Gn 3.17,18).
A IMAGEM E SEUS ESTÁGIOS
Quanto à imagem é sabido que o homem a perdeu, mas é necessário conhecer todos os estágios possíveis antes e após a queda.
1º) Imagem original: CM (pergunta 17)
Depois de ter feito todas as mais criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea; formou-o do pó, e a mulher da costela do homem; dotou-os de almas viventes, racional e imortal; fê-los conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade, tendo a lei de Deus escrita em seus corações e poder para a cumprir, com domínio sobre as criaturas, contudo sujeitos a cair.
2º) Imagem pervertida: CM (perguntas 21 e 23)
21 – Nossos primeiros pais, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, pela tentação de Satanás transgrediram o mandamento de Deus, comendo do fruto proibido, e por isso caíram do estado de inocência em que foram criados.  Gn 3:6-8, 13.
23 – Essa queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria. Rm 5:12; Gl 3:10.
3º) Imagem restaurada: CM (perguntas 30–32,57, 58)
30 Deixa Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?
 Deus não deixa todos os homens perecer no estado de pecado e miséria, em que caíram pela violação do primeiro pacto comumente chamado o pacto das obras; mas, por puro amor e misericórdia livra os escolhidos desse estado e os introduz num estado de salvação pelo segundo pacto comumente chamado o pacto da graça. I Ts 5:9; Gl 3:lC; Tt 3:4-7.
31 – Com quem foi feito o pacto da graça?
O pacto da graça foi feito com Cristo, como o segundo Adão, e nEle, com todos os eleitos, como sua semente. Gl 3:16; Is 53:10-11; e 59:21.
32 – Como é manifestada a graça de Deus no segundo pacto?
 A graça de Deus é manifestada no segundo pacto em Ele livremente prover e oferecer aos pecadores um Mediador e a vida e a salvação por Ele; exigindo a fé como condição de interessá-los nEle, promete e dá o Espírito Santo a todos os seus eleitos, para neles operar essa fé, com todas as mais graças salvadoras, e para os habilitar a praticar toda a santa obediência, como evidência da sinceridade da sua fé e gratidão para com Deus e como o caminho que Deus lhes designou para a salvação. Gn 3:15; Is 4:3-6; Jo 3.26, 6:27; Tt 2:5.
57 – Quais são os benefícios que Cristo adquiriu pela sua mediação?
Cristo, pela sua mediação, adquiriu a redenção, juntamente com todos os mais benefícios do pacto da graça.  Heb. 9:12; 1 Cor. 1:20.
 58 – Como nos tornamos participantes dos benefícios que Cristo adquiriu?
Tornamo-nos participantes dos benefícios que Cristo adquiriu, pela aplicação deles, a nós, que é especialmente a obra do Espírito Santo.  João 1:12; Tito 3:5-6; João 16:14-15
4º) Imagem aperfeiçoada: CM (perguntas 82-83; 86-87, 90)
82 – Em que tempo se realiza a comunhão em glória que os membros da Igreja invisível têm com Cristo?
A comunhão em glória que os membros da Igreja Invisível têm com Cristo realiza-se nesta vida e imediatamente depois da morte, e é finalmente aperfeiçoada na ressurreição e no dia do juízo. 2 Co 3:18; Cl. 3:3; Lc 23:43; 2Co 5:8; 1 Ts. 4:17.
83 – Qual é a comunhão em glória com Cristo de que os membros da Igreja invisível gozam nesta vida?
Aos membros da Igreja Invisível são comunicadas, nesta vida, as primícias da glória com Cristo visto serem membros dEle, a Cabeça, e, estando nEle têm, parte naquela glória que na sua plenitude lhe pertence; e como penhor dela sentem o amor de Deus, a paz de consciência, o gozo do Espírito Santo e a esperança da glória. Do mesmo modo, o sentimento ,da ira vingadora de Deus, o terror da consciência e uma terrível expectação do juízo, são para os ímpios o princípio dos tormentos, que eles hão de sofrer depois da morte.
86 e 87 – Que devemos crer acerca da ressurreição?
Devemos crer que no último dia haverá uma ressurreição geral dos mortos, dos justos e dos injustos; então os que se acharem vivos serão mudados em um momento, e os mesmos corpos dos mortos, que têm jazido na sepultura, estando então novamente unidos às suas almas para sempre, serão ressuscitados pelo poder de Cristo. Os corpos dos justos, pelo Espírito e em virtude da ressurreição de Cristo, como cabeça deles, serão ressuscitados em poder, espirituais e incorruptíveis, e feitos semelhantes ao corpo glorioso dEle; e os corpos dos ímpios serão por Ele ressuscitados para vergonha, como por um juiz ofendido.
At 24:15; I Co 15:51-53: 1Ts. 4:15-17; 1Co 15:21-23, 42-44; Fl 3:21; Jo 5:28-29; Dn 12:2.
90 – Que sucederá aos justos no dia do juízo?
No dia do juízo os justos, sendo arrebatados para encontrar a Cristo nas nuvens, serão postas à sua destra e ali, abertamente, reconhecidos e justificados, se unirão com Ele para julgar os réprobos, anjos e homens; e serão recebidos no céu, onde serão plenamente e para sempre libertados de todo o pecado e miséria, cheios de gozos inefáveis, feitos perfeitamente santos e felizes, no corpo e na alma, na companhia de inumeráveis santos e anjos, mas especialmente na imediata visão e fruição de Deus o Pai, de nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo, por toda a eternidade. É esta a perfeita e plena comunhão de que os membros da Igreja invisível gozarão com Cristo em glória, na ressurreição e no dia do juízo.
APLICAÇÕES:
1.    Devemos ver o homem através das lentes corretas: criação, queda, renovação e aperfeiçoamento/glorificação(podem ser sintetizados em uma só palavra: redenção)
2.    Recuperar a visão de que esta situação é válida tanto para os homens quanto para as mulheres.
3.    Entender o homem nesta perspectiva produz conseqüências diretas na tarefa da evangelização.
4.    O corpo de Cristo, a Igreja, deve ser na terra a imagem de Deus. (At 2. 42- 47)

RESUMO DE AULAS:
Quem é o homem? Parte 3:
Uma pessoa criada à imagem de Deus numa tríplice relação (Deus, outros e a natureza).

  Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu – RN - Pregando e vivendo o Evangelho
·         Rev. José Francisco do Nascimento.

Esta série de estudos está sendo apresentados em slides na EBD da Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Os Benefícios da Linhaça


A linhaça possui além dos carboidratos, proteínas, gorduras e fibras, substâncias que diminuem riscos de algumas doenças e estimulam a defesa do organismo e reduz o envelhecimento das células que temos no corpo.
A semente da linhaça contém proteínas, fibras alimentares, ômega 3 e ômega 6 (É a semente que mais possui Ômega 3 na natureza).
A utilização delas podem ser da forma integral ou trituradas, no copo de suco, iogurtes, receitas de bolo etc. Existem também outras versões, como a semente de linhaça em pó e na forma líquida, como o óleo de linhaça, que é vendida em forma de cápsulas.
A linhaça normalmente é usada como laxante natural e pode ser usada também para baixar o colesterol ruim.
Pouco se fala de efeitos colaterais no uso da linhaça. É importante utiliza-la com muita água, já que por ser fibra, pode até piorar a constipação intestinal.
Benefícios da Linhaça:
- Rejuvenescedor;
- Baixa de peso;
- Auxilia no combate a anemia;
- Auxilia no combate ao câncer: de mama, de próstata, de colon, de pulmão, etc;
- Auxiliar no combate à acne;
- Auxiliar no equilíbrio hormonal, amenizando distúrbios causados pela TPM e menopausa;
- Auxiliar na diminuição do risco de aterosclerose;
- Auxiliar no controle Diabete – O consumo regular de linhaça favorece o controle dos níveis de açúcar no sangue.
Veja a composição nutricional de 15 g da Semente de Linhaça:
Valor calórico 43 Kcal
Carboidratos 1 g
Proteínas 2 g
Gorduras totais 3 g
Gorduras Saturadas 0 g
Gorduras Trans 0 g
Fibra alimentar 3 g
Ômega-3 58%
Ômega-6 16 %
Sódio 7,8 mg
A linhaça é fonte das vitaminas B1, B2, C, E e Caroteno e minerais como ferro, zinco, alguma quantidade de potássio, magnésio, fósforo e cálcio.A semente de linhaça moída trás mais benefícios nutricionais que a semente inteira, que possui uma casca dura, difícil de digerir.
Portanto, uma forma fácil quebrar as sementes é passá-la em um processador ou liquidificador na tecla pulsar, para que não vire pó.
Sugestões para o uso da Linhaça:
-Iogurtes
-Sucos
-Saladas
-Vitaminas
-Massas
-Pães
-Bolos
A linhaça aumenta o metabolismo e ajuda os músculos se recuperam do exercício físico. Outra boa propriedade da linhaça é que a semente moída é excelente para ajudar no emagrecimento, porque elimina o colesterol de forma mais rápida.
Além de ajudar na saciedade de apetite e possuir cinco vezes mais fibra que a aveia. Se o consumo da semente da linhaça e do óleo da linhaça for constante, você verá que a pele fica mais saudável. Ajuda as peles secas e sensíveis.
Para o sistema nervoso, a linhaça ajuda no tratamento para a pressão. As pessoas que consomem linhaça sentem uma grande diminuição da tensão nervosa e uma sensação de calma.
Nas doenças inflamatórias, a semente da linhaça atua na diminuição da inflamação e colabora para a regularização da gastrite, hepatite, artrite, colite, amidalite, meningite, etc.
Para quem sofre com retenção de líquidos, a linhaça ajuda aos rins a excretar água e sódio. Auxilia ainda na melhora dos sintomas da TPM e menopausa. Consumindo uma colher (sopa) diariamente de semente de linhaça sobre os alimentos.
Modo de Usar na maioria dos casos:
Duas colheres de sopa por dia, batidas no liquidificador, se mistura em um copo de suco de fruta, ou sobre a fruta, ou com a aveia, ou iogurte no café da manhã ou no almoço. Podem tomar pessoas de todas as idades (crianças, adolescentes e anciãos), inclusive mulheres grávidas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

TRABALHO, FONTE DE RIQUEZA


O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de coisas vãs é falto de senso (Pv 12.11)
A preguiça é a mãe da pobreza, mas o trabalho é útero onde a riqueza é gestada. Aqueles que buscam os atalhos do enriquecimento rápido ou caem na sedução do enriquecimento ilícito demonstram ser insensatos. O que lavra a sua terra será farto de pão. O que investe em seu campo e cultiva a sua terra terá pão com fartura, mas aquele que cruza os braços e se entrega à insolência sofrerá privações. Não importa a área da sua atividade, esmere-se por realizar o melhor. Faça tudo com excelência. Seja um especialista. O mundo hoje não pertence mais aos generalistas. Precisamos lavrar a nossa terra, investir em nossos estudos e colocar no ventre da terra as sementes do nosso trabalho. Aqueles que têm as mãos remissas para o trabalho só enxergarão dificuldades. Esses não lavrarão a sua terra. Por isso, seus campos se cobrirão de urtigas. Na casa do preguiçoso não haverá prosperidade, nem em sua mesa, fartura de pão. A riqueza é fruto do trabalho honesto e consequência de dedicação. Os que se acomodam e cruzam os braços não prosperarão, mas os diligentes terão abundancia de bens e fartura de pão. O trabalho não é um castigo, mas um privilégio; não é uma fonte de desgosto, mas um manancial de riqueza.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

Como Mudar sua Igreja

Pastores sempre me perguntam: "Como fazer para que minha igreja mude?" Muitos ministros têm alienado suas igrejas na tentativa de promover mudança, a tal ponto de alguns serem afastados do ministério.
Mesmo assim, como pastores, temos de levar nossas igrejas a mudanças, muito embora isto seja difícil. Aqui estão algumas sugestões sobre como promover mudança: ensinar, permanecer e amar.

Ensine a mudar
Primeiro, as ideias a serem aplicadas em nossas igrejas deveriam vir das Escrituras. Isso faz do púlpito a ferramenta mais poderosa para mudar uma igreja. A pregação expositiva constante é um meio que o Espírito Santo normalmente usa para falar aos corações humanos.
Ore para que através de sua pregação, Deus venha a ensinar a igreja como ela precisa mudar. É impressionante a frequência com que nós, pastores, queremos consertar os problemas, antes de termos tempo para explicá-los!
Muitos pastores tentam forçar a mudança em suas igrejas - quase sempre defendendo tais medidas como atribuição da liderança - quando deveriam informar a igreja a respeito da mudança pretendida. Irmãos, devemos alimentar o rebanho confiado ao nosso cuidado e não bater nele. Ensinem o rebanho.
Mesmo que a mudança que você vislumbra seja correta, ainda há a questão de o tempo ser ou não adequado. Ser correto não é uma licença para uma ação imediata, o que me leva ao segundo ponto.

Permaneça para mudar
A ideia de se comprometer com um lugar está desaparecendo, tanto no local de trabalho quanto no lar. O modelo para as gerações mais jovens não é como uma escada corporativa pré-fabricada, com passos cuidadosamente limitados, e sim como o mosaico da rede mundial (world-wide web), com alternativas e opções, parecendo espalhar-se infinitamente. Assim, somos ensinados a valorizar experiências variadas, entendendo cada uma como um enriquecimento para a outra.
Nós, pastores, precisamos estabelecer um modelo diferente em nossas igrejas. Precisamos ensinar-lhes que compromisso é bom, quer seja para com nosso casamento, família e nossa fé, ou nossa igreja e nossa vizinhança. É sob a luz de tais compromissos a longo prazo (não pensando em termos de meses, mas de décadas) que podemos ajudar nossa igreja a encontrar suas prioridades certas.
Como um pastor, seu maior poder de ajudar sua congregação a mudar não vem da força de sua personalidade, mas através de anos de ensino fiel e paciente. Mudanças que não acontecem neste ano podem vir no ano seguinte, ou em dez anos.
Para este fim, escolha suas batalhas com sabedoria, cuidadosamente, priorizando uma mudança necessária após a outra. Quais mudanças escolhidas são as mais necessárias e mais urgentes? Qual delas pode esperar? Falando de modo geral, os pastores precisam aprender a pensar de uma maneira madura e a longo prazo.
Pastorados longos também ajudam o pastor. Eles o impedem de se tornar um portador de novas ideias, colocando-as em prática por dois ou três anos e, depois desse tempo, ter de mudar-se para colocá-las em prática em outro lugar. Geralmente, quanto mais tempo ficamos, mais realistas temos de ser - e isso é bom para nossa própria alma e para aqueles a quem servimos.
A chave para uma mudança é ficar em uma igreja o tempo suficiente para ensinar a congregação. Se você não planeja ficar, então tenha cuidado antes de começar algo que o próximo pastor terá de terminar. Não deixe a congregação tornar-se insensível com você ou com o seu sucessor, ou mesmo contra a mudança necessária.
Quando eu era um jovem seminarista, adotei três clérigos anglicanos, de Cambridge, como meus modelos. Todos tinham ministérios onde pregavam expositivamente em seus púlpitos, durante muitos anos - Richard Sibbes (em Cambridge e Londres, por 30 anos), Charles Simeon (em Cambridge, por mais de 50 anos), e John Stott (em Londres, por mais de 50 anos). Pela graça de Deus, estes três pastores construíram as igrejas onde serviam, e tiveram efeito sobre a emergente geração ministerial, mediante sua longa fidelidade.

Ame para mudar
Para desejar as mudanças corretas, ensinar sobre elas, e ficar tempo suficiente, você tem de amar. Você tem de amar o Senhor e amar o povo que Ele lhe confiou.
Clemente de Roma disse: "Cristo pertence aos humildes de coração, e não àqueles que se exaltam sobre o seu rebanho". Do amor procede o cuidado paciente que, continuamente, dirige a congregação para a Palavra de Deus.
Jonathan Edwards não foi um pastor menos fiel somente porque sua congregação o demitiu. Alguns de nós tivemos pastorados curtos e fiéis. Mas este tipo de pastorado não é minha preocupação aqui. Com este breve artigo, simplesmente tentei levantar em sua mente algumas ideias de como você pode - ensinando, permanecendo e amando - levar sua congregação à mudança bíblica.

Mark Dever é pastor da Igreja Batista de Capitol Hill, no distrito de Washington; fundador do ministério 9 Marcas e um dos organizadores do ministério Juntos Pelo Evangelho; conferencista internacional e autor de vários livros, incluindo os livros "Nove Marcas de Uma Igreja Saudável","Refletindo a Glória de Deus" e "Deliberadamente Igreja", todos publicados em português pela Editora FIEL.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SER OU NÃO SER MEMBRO DE IGREJA?

Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles (Heb 13.17)

                                               IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN
Rua Felix Rodrigues da Silva, 104 – Centro
     CEP: 59508-000 – Fone: (84) 9473-1780
 CNPJ 04741782/0001-70
       BOLETIM INFORMATIVO Nº 09 – 2012 -       PASTOR: JOSÉ FRANCISCO DO NASCIMENTO
      EMAIL: revzefrancisco@hotmail.com

Deus nos deu Sua Palavra escrita, imutável, registrada na Bíblia Sagrada; e hoje Ele comissiona pregadores para expor e aplicar esta Palavra às situações que enfrentamos: no relacionamento familiar, no relacionamento com Ele próprio e no relacionamento com as demais coisas do mundo, como serviço, estudo, etc. O pregador fala em nome de Deus, porque Deus falou na Bíblia; a voz dele ressoa como o familiar “Assim diz o Senhor.” A Igreja tem a responsabilidade de ouvir e avaliar tudo que é dito à luz da verdade revelada de Deus. Consideremos o fenômeno contemporâneo do crente sem vínculos com a Igreja. Esta espécie não-muito-rara se imagina um membro da Igreja de Cristo de alguma maneira, mas não da igreja local ou de qualquer denominação (Jo 19.38).
Sob inspiração do Espírito Santo, o escritor sagrado exorta seus leitores, convertidos do judaísmo, a não abandonar a Igreja cristã. Ele faz advertências fortes para que não retrocedessem, não abandonassem a verdade do Cristianismo a nenhum preço: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10.25). O escritor ordena-lhes: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles”. 
Alguns pensam que ser membro formal de uma igreja é uma mera tradição sem nenhuma base bíblica. Certamente há muitos problemas com a ideia de filiação a uma igreja, pelo menos com o modo descuidado como isso é praticado frequentemente em nossos dias, mas a necessidade de ser membro de uma Igreja continua e tem suas raízes na Palavra de Deus. 
Não podemos perder de vista a exigência divina inconfundível do texto, “Obedecei aos vossos guias”. Este mesmo ensino se evidencia em duas outras ocorrências desta frase notável, neste mesmo capítulo (vv. 7, 24) Os líderes da Igreja, não os da família ou da autoridade civil, são mencionados. Cabe aos presbíteros a responsabilidade de pastorear o rebanho de Deus a eles confiado, exercendo uma supervisão espiritual satisfatória (IPd 5:1-2). Isso envolve autoridade sobre aqueles que são membros da Igreja. Como ministros, eles governam em nome de Cristo. Quando obedecemos à sua diretriz, estamos, na verdade, obedecendo a Cristo. Hebreus 13.17 apresenta uma norma para a vida cristã. Não deveriam todos os verdadeiros filhos de Deus, que entendem as implicações desta passagem, submeter-se a essa ordem expressa da Palavra de Deus? Não podemos nos esquecer de que uma pessoa é abençoada à medida que obedece a Deus: “Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração” (Sl 119.2). 
Muitos cristãos rejeitam o conceito de que as autoridades da igreja governam sobre eles. O individualismo egocêntrico e a escravidão ao erro rejeitam a ideia de submissão à autoridade. Gostamos de pensar que o que adquirimos e a posição em que estamos na vida foram conseguidos pelo nosso próprio poder e que, portanto, não precisamos nos submeter a qualquer autoridade. Mas submissão é um conceito bíblico. Devemos obedecer aos que ocupam cargos de autoridade, pois assim estaremos sendo submissos ao próprio Cristo.

Pastoral do Boletim Informativo de Setembro de 2012 - Parte de um artigo do Rev. Sebastião M. Arruda - 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AS CORRENTES MILENISTAS - parte 2

O PÓS-MILENISMO
 2.1 A APLICAÇÃO E SIGNIFICAÇÃO DO TERMO.
É a concepção apocalíptica que defende que o Reino de Deus está sendo estendido no mundo atual pela pregação do Evangelho e obra do Espírito Santo  no coração das pessoas, sendo o mundo totalmente evangelizado, e que a volta de Cristo será depois de um período de paz e retidão que é chamado milênio.
Essa corrente de pensamento surgiu na Inglaterra por volta do ano de 1700 e teve sua ascensão entre o século XVIII e XIX, favorecida pelas idéias humanistas como as reformas políticas, missões mundiais, sociedades bíblicas, movimentos antiescravagistas e etc.[1]

O milênio aguardado pelos pós-milenistas é um período magnífico de prosperidade espiritual na era da Igreja, onde a vida econômica, social, política e cultural será em um nível muito elevado devido a transformação do caráter dos indivíduos. Esse período de mil anos, contudo não é literal, “o mundo todo gozará um estado de retidão que até agora só foi visto em grupos relativamente pequenos e isolados:”.[2] O mal existente no mundo será reduzido a proporções insignificantes, e os princípios cristãos serão a regra.
No fim deste milênio haveria então uma grande apostasia, onde o pecado e o mal voltariam com força por causa da presença do Anticristo, então se daria a Segunda vinda de Cristo com a ressurreição e julgamento de todos. Alguns pós-milenistas crêem que a nação judaica será convertida, pois defendem que a aliança de Deus é basicamente com os judeus.[3]

O Pós-milenismo defende também a proclamação universal do evangelho e a conversão de quase todos os homens durante esse período em que a igreja tem essa responsabilidade de cumprir a grande comissão, não servindo essa comissão para “testemunho” às nações, como defendem os pré-milenistas e amilenistas, mas sim a efetiva cristianização de todos os povos a fim de que as vidas das pessoas sejam transformadas.

“Devemos reconhecer que a igreja nos últimos dezenove séculos tem sido extremamente negligente de seu dever e que a necessidade gritante de nosso tempo é que ela leve a sério a tarefa que lhe foi designada...”.[4] O motivo de ainda existir no mundo povos que não conhecem a Cristo, é a igreja que ainda não cumpriu integralmente a ordenança de Jesus.
Apesar das diferenças entre os pós-milenistas, amilenistas e pré-milenistas no que diz respeito a maneira e a época da volta de Cristo, todos eles concordam que Ele voltará visivelmente na glória conforme (Tt.2:13).

2.2 O MUNDO DO PÓS-MILENISMO.
Um dos aspectos mais relevantes do pós-milenismo é fato de acreditarem que o Reino de Deus é uma realidade terrestre presente, onde gradativamente através da evangelização por parte da igreja ele é transformado.
Esse crescimento gradativo é visto na parábola do fermento.[5] O fermento do Evangelho vai transformando a sociedade de pessoa para pessoa, fazendo com que o mundo e a sociedade seja impregnada com princípios cristãos.
Esse mundo será totalmente ou quase totalmente redimido, porque assim como toda raça caiu em Adão, essa mesma raça será salva porque Jeová não é uma divindade tribal, mas sim “o grande Rei de toda a terra.”(Salmo 47:2).[6]
Os pós-milenistas crêem também que o número de salvos será muito maior do que de perdidos, usando os seguintes argumentos: O céu é sempre dito como o mundo vindouro, uma grande cidade, um país; enquanto o inferno é mostrado como um lugar pequeno, uma prisão, um lago de fogo, um abismo profundo e estreito (Lc.20:35; Ap 21:1; Mt 5:3; Hb 11:16; 1 Pe 3:19; Ap 19:20, 21:8-16); assim como os santos e os anjos são citados como hostes, miríades, multidão que não se pode enumerar, milhões de milhões e milhares de milhares(Lc 2:13; Is 6:3; Ap 5:11) todavia os perdidos será um número insignificante conforme Apocalipse 20:11-15 diz “E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo”.

“A julgar dessas considerações parece, se podemos arriscar um palpite, que o número de salvos pode, eventualmente, estar em proporção semelhante ao número de perdidos à do número de cidadãos livres na comunidade de hoje em relação aos que estão em prisões e penitenciárias.” [7]
  
2.3 EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS.
O pós-milenismo defende que o progresso espiritual do mundo e por conseguinte sua transformação e cristianização completa, é um processo demorado, mas que caminha ao objetivo traçado por Deus. Apesar da influência do mal no mundo, atestam que através dos séculos, apesar de haverem altos e baixos na história da humanidade na questão desse progresso, vê-se no mundo um balanço positivo com relação ao mesmo. O mundo antes de Cristo não tinha nenhum padrão fosse de ordem moral ou espiritual, com o homem mergulhado em densas trevas do paganismo, a escravidão, poligamia, ignorância, pobreza, falta de liberdade política e etc.
Hoje no mundo vemos esses padrões não ainda no nível ideal, mas vemos uma crescente melhora, com a pregação e acesso do cristianismo a quase todos os povos, bem como a confecção e distribuição de bíblias em quase todas as línguas do mundo, a escravidão e a poligamia foram quase erradicadas, assim como também o nível sócio-econômico em um nível bem superior a daquele tempo.



[1] SCHALY, Harald. Breve história da escatologia cristã. p.56
[2] CLOUSE, Robert G. Milênio - significado e interpretações. P.107
[3] ERICKSON. Millard J. Opções contemporâneas na escatologia . p.49
[4] CLOUSE, Robert G. Milênio - significado e interpretações.p.108
[5] ERICKSON. Millard J. Opções contemporâneas na escatologia.p.56
[6] CLOUSE, Robert G. Milênio - significado e interpretações.p.112
[7] CLOUSE, Robert G. Milênio - significado e interpretações.p.114

GENEROSIDADE ATÉ COM OS ANIMAIS


O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel. (Pv 12.10)
Aquilo que o homem é transborda em suas atitudes. Nosso caráter se reflete em nossos gestos. A generosidade do nosso coração se revela em nossa postura. O justo lida de forma correta não apenas com Deus, com o próximo e consigo, mas também com os seus animais domésticos.  Um individuo que tem o coração generoso jamais trata com crueldade os animais. Podemos identificar a casa de um justo ao observar como os seus animais são tratados. Aqueles que espancam os animais e os deixam passar fome revelam um coração cruel, mas os que zelam pela vida deles são justos. Atitude inversa é dar mais valor aos animais do que às pessoas. Hoje, gasta-se mais com os animais domésticos do que com as crianças. Em muitos lares os animais são mimados e cobertos de carinho, enquanto os filhos são tratados com grosseria. Há animais que são cobertos de beijos e abraços, enquanto os membros da família vivem à míngua, carentes de um gesto de amor. Tanto um extremo como o outro são nocivos. Quanto aos animais não podemos trata-los com crueldade nem colocá-los no lugar das pessoas. Quanto às pessoas, não podemos tratá-las como animais, mas devemos amá-las como nossos próximos.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

sábado, 25 de agosto de 2012

ESBOÇO DAS CORRENTES MILENISTAS - 1

A partir deste estudo, estaremos postando um esboço das três correntes milenistas. Começaremos pela corrente pré-milenista.


O PRÉ-MILENISMO
 3.1 A APLICAÇÃO E SIGNIFICAÇÃO DO TERMO.
O pré-milenismo divide-se em dois pontos: Histórico e dispensacionalista.
O pré-milenismo crê que a volta de Cristo será precedida de certos sinais, tais como: pregação do evangelho a todas as nações, uma grande apostasia, guerra, fome, terremotos e o aparecimento do anti-cristo e uma grande tribulação. Sua volta será seguida de um período de paz e justiça antes do fim do mundo. Cristo reinará como rei pessoalmente ou através de um grupo seleto de seguidores.
O pré-milenismo tem um sistema interessante, que o reino de terrestre de Cristo que é estabelecido pela sua segunda vinda. Em comum com o pós-milenismo, o pré assevera que haverá um período em que a vontade de Deus é feita na terra, período este em que o reino de Cristo é uma realidade entre os homens. Este reino significa que haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os homens. Alguns pré-milenistas consideram que o período é literalmente de mil anos, outros seriam menos literal, considerando-o apenas como um período extenso de tempo.
Além disso, este milênio terrestre não chegará a ser uma realidade de um processo paulatino de crescimento ou desenvolvimento progressivo.
 3.2 PRÉ-MILENISMO HISTÓRICO
3.2.1 Doutrina:
Sua doutrina afirma que após a segunda vinda de Cristo, ele reinará por mil anos sobre a terra antes da consumação final do propósito redentivo de Deus, nos novos céus e nova terra na era vindoura.
O pré-milenista adota uma hermenêutica relativamente literalista na interpretação da escritura.
O conceito de futuro sustenta que necessariamente o livro de Apocalipse tinha uma mensagem para a própria era de João e que representa a consumação da história da redenção.
 3.2.2 Aspecto Positivo:
O lado positivo é que tem relevado seriedade das críticas do que muitos representantes competitivos.
Sem dúvidas, às vezes tem levado isto a pontos extremos, demonstrando um interesse excessivo nas coisas futuras e dando-se a especulações indevidas acerca de por menores que nunca podemos resolver com os dados atualmente disponíveis.
 3.2.3 Aspecto Negativo:
O lado negativo implica com problemas vinculado com o esquema pré-milenista e estes devem ser examinados com cuidado, também uma das objeções é a raridade das referências bíblicas ao milênio.
É explicitamente referido somente em Apocalipse 20, certamente se esta doutrina fosse tão importante quando alegam o pré-milenista, deveria ser mencionado mais do que só uma vez na totalidade na escritura.
Jesus tinha muito a dizer acerca dos últimos tempos. Porém nunca afirmou ou predisse um reino terrestre de mil anos.
 3.3 PRÉ-MILÊNISMO DISPENSACIONALISTA.
O sistema dispensacionalista é um estudo aprofundado que relaciona entre a vida de Cristo e a tribulação, ou seja, é muito mais que o ponto de vista.
O movimento dispensacionalista é de origem mais ou menos recente. Nenhum sinal desta teologia pode ser achado na história primitiva da igreja. Os defensores do dispensacionalista geralmente reconhecem que não era um sistema completamente desenvolvido até o século XX.
O pré-milenista dispensacionalista segue quase exclusivamente o método futurista de interpretação, fazendo uso da hermenêutica em sua literalidade.
 3.3.1 Doutrina Dispensacionalista:
Sua doutrina é baseada na literalidade da Bíblia. Para evitar corretamente este fato é necessário reconhecer que o dispensacionalismo surgiu quando a alta crítica estava em desenvolvimento.
Outra é uma distinção nítida e específica entre Israel e a igreja. Esta distinção é considerada básica para qualquer
compreensão correta da escritura. Alem disso o Israel natural e a igreja também são contrastados no novo testamento.
Tudo isso justifica um principio de interpretação que traz o sentido da bíblia para dentro do que o povo de Deus, “ de fio a pavio”, poderia alcançar. Este principio, colocado de maneira clara, é o de tomar as escrituras no seu sentido normal e literal, entendendo que isto á toda bíblia.
 3.3.2 Aspecto Positivo:
O primeiro ponto forte o benefício do sistema dispensacionalista é que realmente é um sistema. E em segundo lugar o dispensacionalismo tem procurado levar a sério a idéia de revelação progressiva e com isso vem desenvolvendo um aspecto genuíno a bíblia.
 3.3.3 Aspecto Negativo:
O dispensacionalista tem seus problemas também, principalmente ao que se diz respeito a Israel e a igreja, onde há uma implicação extremamente relacionada a ambos.
E ele é inconsistente quando abandona sua interpretação extremamente literal da profecia em troca de uma interpretação virtualmente alegórica da narrativa histórica, especialmente onde não há justificativa para isto, ou no contexto imediato de uma passagem específica, ou noutro trecho da escritura.
Há um outro fator que a afirmativa de que o  novo testamento interpreta o velho, afirmação tal que compromete sua hermenêutica a exemplo de Mateus 2:15 onde interpreta Oséias  11:1. Com isso a interpretação do velho testamento fica totalmente comprometida.

Próximo post será sobre o Pós-Milenismo. Até lá.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

QUEM É O HOMEM? Parte 2


O QUE A BÍBLIA NOS ENSINA SOBRE A NATUREZA HUMANA

TEXTOS BÁSICOS:
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1. 26, 27).
Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. (Gn 3.7,8). Também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho. (Rm 8:29)
INTRODUÇÃO:
  No estudo passado vimos que o homem é uma pessoa criada. Logo, sua existência depende de Deus e, a despeito disto, é um ser responsável por todos os seus atos.
  O segundo aspecto bíblico sobre quem é o homem é revelado na expressão “à imagem e semelhança de Deus”.
  Uma pergunta: o que podemos saber sobre a imagem e semelhança de Deus já que o homem foi criado por Ele, Deus?
O ensino do Antigo Testamento (1)
Somente três passagens versam sobre a imagem de Deus no AT: Gn 1. 26- 28; 5. 1-3 e 9. 6.

1º) Gn 1. 26- 28:
Ø O homem foi criado por Deus que vive numa pluralidade (Trindade);
Ø O termo homem é colocado em distinção a todas as demais criaturas anteriormente criadas, as quais foram criadas segundo a sua espécie;
Ø Imagem, semelhança são palavras indistintas. Formas diferentes de expressar a mesma ideia.
O ensino do Antigo Testamento (2)

Em que consiste esta imagem?
Ø O homem é semelhante a Deus em alguns aspectos. Entretanto, não são estes: a posição ereta ou forma, o intelecto ou a imortalidade.
Ø O homem assemelha-se ao Criador: no domínio sobre os animais; na vida em comunidade; na responsabilidade. Esta imagem é no sentido moral, comumente chamado justiça original (Ec 7:29).
Ø O homem quando foi criado não era corrupto, depravado ou pecaminoso, seu estado era de integridade, inocência e santidade.
O ensino do Antigo Testamento (3)
2º)Gn 5. 1- 3:
Ø O grande diferencial nesta passagem é que o filho de Adão, Sete, foi feito à sua imagem e não segundo a imagem de Deus, posto que a imagem de Deus em Adão fora desfigurada pelo pecado. Contudo, Adão ainda guardava a imagem de Deus, mas não no estado original.
3º) Gn 9.6:
Ø Neste texto ratifica-se a idéia anterior (Gn 5. 3) de que o homem caído ainda é portador da imagem de Deus.
q Conclui-se que: o ser humano é ser segundo a imagem de Deus, mesmo depois da queda.
O ensino do Novo Testamento (1)
Ø O entendimento do AT sobre a imagem de Deus no homem é observado também no NT.
Ø Tiago 3. 9: Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Ø Atente que qualquer homem (ser humano caído) que é amaldiçoado é uma ofensa direta ao Senhor, por ser aquele segundo a sua semelhança, mesmo após a queda.
O ensino do Novo Testamento (2)

Cristo como imagem de Deus
Ø 2 Coríntios 4.4: “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. Colossenses 1.15: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”.
O ensino do Novo Testamento (3)
Ø João 14.8-9: “Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”
Ø Hebreus 1.3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser”.
O ensino do Novo Testamento (4)

CONCLUSÕES:
Ø  No NT testamento a imagem precisa de Deus é o Cristo encarnado. Logo, não devo olhar para qualquer outra parte da criação para ver a perfeita imagem de Deus, mas para Cristo Jesus.
Ø  O homem em pecado, caído, que desejar ter a imagem Deus, precisa ser restaurado, nascer de novo, assemelhando-se a Cristo diuturnamente, santificação. Ver: Rm 8. 29; 2 Co 3. 18; Cl 3. 9, 10 e Ef 4. 21- 24.
Síntese:
  1. O homem foi criado à imagem de Deus.
  2. O homem caído, corrompido pelo pecado, ainda preserva a imagem de Deus de maneira distorcida.
  3. O homem caído pode ser redimido, renovado segundo à imagem daquele que o criou, Deus.
            Aplicações:
Ø  Devemos olhar para o próximo como imagem e semelhança de Deus, O Criador, e tratar as pessoas a partir desta dignidade peculiar.
Ø  Devemos considerar que, a despeito da imagem, as pessoas estão caídas, mortas nos seus delitos e pecados, portanto, por si mesmas, nunca conseguirão refletir a imagem de Deus perdida por ocasião da queda.
Ø  Como crentes devemos sempre procurar assemelhar-nos a Cristo imagem perfeita de Deus.
Resumos de Aulas:
Quem é o homem?
2ª resposta: Uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus.

*Estudo para EBD organizado pelo Rev. José Alex Barreto;
Estudado, com algumas adaptações para slides pelo Rev. José Francisco na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn.

1ª CulturArtes na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn



Venha apresentar seu talento nesse evento cultural. Sua presença será de muita importância para nós.Vai ser uma bênção.