sexta-feira, 27 de setembro de 2013

UM ENTENDIMENTO BÍBLICO DA CONVERSÃO

"Não sou mais o homem que eu costumava ser. Você pode me perdoar?"
Isso foi o que um homem disse a uma mulher, treze anos depois de ser acusado de estuprá-la. Você já ouviu casos como este; acreditaria em suas afirmações de que havia mudado? Suspeito que algumas pessoas se mostrariam incrédulas, em certa medida, não apenas em relação ao homem arrependido, mas também em relação a qualquer pessoa que afirma haver mudado de maneira profunda e duradoura. Em nossos dias, as pessoas não acreditam que os outros possam mudar de verdade. Políticos, advogados, pregadores, professores  repórteres, lobistas — todos têm suas fraquezas predeterminadas, não têm?
Qualquer sugestão de que você pode mudar profundamente é considerada com grande suspeita. Esse tipo de sugestão é encarada como um instrumento potencialmente sinistro nas mãos daqueles que desejam coagir você a conformar-se com os padrões deles, por cultivar em você um ódio de si mesmo, uma repugnância de suas próprias características, quer sejam seus desejos sexuais, suas ambições vocacionais, seus padrões éticos ou suas crenças religiosas. Somos o que somos, eles dizem, e devemos nos orgulhar disso!
Contudo, apesar de toda esta incerteza e suspeita em relação à possibilidade de mudança, as pessoas têm um profundo desejo de mudança. Há uma inquietação relacionada aos dardos e às armadilhas da riqueza injuriosa; e, se a verdade fosse conhecida, haveria uma insatisfação conosco mesmos, ampla e profunda. Não estamos contentes, por isso trocamos a mobília, pintamos o corredor ou compramos roupas novas. Se as coisas pioram, questionamo-nos sobre uma mudança de lugar. Buscamos horas flexíveis no trabalho e até mudança de trabalho. Às vezes, talvez até anelemos ter outro cônjuge. Hoje, até aqueles limites fixos de moralidade tradicional e da própria vida são transgredidos numa tentativa inútil de encontrar satisfação. Porém, quando as condições de serviço e trabalho, casamento e família, de sexo e até da morte se tornam sujeitas às nossas escolhas, nos veremos derrotados, logrados e desesperados.
Então, os cínicos estão certos? Alguma mudança autêntica é possível?
O que a Bíblia diz a respeito de mudança pessoal, profunda, autêntica? 

Primeiramente, temos de perguntar: a mudança é necessária?
Muitos responderão negativamente esta pergunta. Muitos irão preferir a complacência em relação à nossa condição humana. Quando confrontados com a ideia de que precisam de uma grande mudança em sua vida, muitos dirão apenas: "Por que mudar? Você não pode impor suas ideias aos outros. Além disso, você não está sugerindo que a sua maneira de viver, a sua maneira de encarar o mundo é melhor do que a minha? Se está sugerindo isso, deve ser um hipócrita cheio de justiça própria! Sugiro gentilmente que você cuide de suas próprias neuroses e me deixe em paz!"

Apesar disso, a Bíblia ensina claramente que uma mudança é necessária  para não sermos "apenas melhores". De fato, a Bíblia ensina que estamos em problemas.
Ora, considere estas duas verdades idênticas: necessitamos desesperadamente da graça de Deus; e Ele não deve sua graça a ninguém. O que Deus nos deve é justiça para com nossos pecados.
E, quando o Espírito de Deus começa a chamar-nos a converter- nos de nossos pecados, há um grande senso de convicção. Começamos a sentir algo a respeito da seriedade do pecado.
Não nos tornamos paranoicos espirituais, começando a imaginar que temos cometido mais pecados do que percebíamos anteriormente (embora, em certo sentido, comecemos a fazer isso). O que acontece, quando o Espírito de Deus começa a nos convencer desta maneira, é que, à medida que Ele focaliza nossa atenção a determinado pecado, esse pecado parece mais sério do que parecia antes. Começamos a perceber a seriedade do pecado, especialmente a seriedade de seu caráter mortal como um ato de revolta contra o próprio Deus. Começamos a sentir como o salmista que orou: "Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar" (SI 51.4).
Quando lemos a Bíblia e observamos as figuras que Deus usa para falar do estado de nossa natureza humana, estas figuras são bem radicais — figuras de estar em dívida, em escravidão, na miséria e mortos. Isto é o que a Bíblia apresenta como nossa situação e condição natural. Estamos numa situação desastrosa e temos de sair dela. É evidente que uma mudança é necessária.

Do Livro "9 Marcas de Uma Igreja Saudável" Ed. Fiel.

A SABEDORIA PRODUZ RIQUEZA

Aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia (Pv 14.24)
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Aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia (Pv 14.24).
A riqueza não produz sabedoria, mas a sabedoria produz riqueza. Nem todo rico é sábio, mas todo sábio é rico, pois riqueza não é tanto aquilo que possuímos, mas quem somos. Riqueza não tem a ver apenas com o que carregamos no bolso, mas sobretudo com o que levamos no coração. Riqueza não é somente uma fina camada de verniz de ouro, mas a nobreza do caráter. Há uns que se dizem ricos sendo muito pobres, mas há outros que mesmo sendo pobres são muito ricos. O apóstolo Paulo fala daqueles que são pobres, mas enriquecem a muitos; daqueles que nada têm, mas possuem tudo. A felicidade não mora na casa da riqueza, mas na casa da sabedoria. A felicidade não está no ter, mas no ser. O dinheiro não nos pode dar felicidade, mas o contentamento com piedade é grande fonte de lucro, pois nos oferece tanto felicidade quanto segurança interior. Quando o nosso contentamento está em Deus, podemos viver contentes em toda e qualquer situação, seja morando num palacete ou num casebre, pois nossa felicidade não vem das circunstâncias, mas de Deus.

Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

BREVE INTRODUÇÃO A CARTA AOS ROMANOS

O PROPÓSITO DA CARTA AOS ROMANOS
Diferentemente de outras cartas, Paulo não escreveu aos romanos para resolver problemas locais e circunstanciais. Por isso, essa carta parece mais um tratado teológico que uma missiva pastoral. A carta aos Romanos tem sido chamada de “carta profilática”. Paulo sabia que a melhor proteção contra a infecção do falso ensino era o antisséptico da verdade.
Paulo tem pelo menos cinco propósitos em seu coração ao escrever esta carta:
1.   Pedir oração da igreja em seu favor. Paulo estava prestes a fazer uma viagem extremamente perigosa a Jerusalém (Rm 15.30,31). Ele temia duas coisas: 1) que os judeus o matassem; 2) que os “santos” de Jerusalém nem mesmo se dispusessem a receber o generoso donativo vindo dos crentes gentios (At 20.3,22, 23). Ele foi alertado a não subir a Jerusalém (At 21.8-14). Foi recebido com alegria (At 21.17), mas com sórdida crueldade pelos judeus que conspiraram para o matá-lo (At 21.27-31). Pressentindo esse desfecho, Paulo escreveu aos crentes de Roma pedindo oração em seu favor (Rm 15.30,31).
2.   Demonstrar seu desejo de visitar a igreja de Roma.  Ele expressou esse desejo algumas vezes, mas isso lhe foi impedido (Rm 1.13). Porque não pôde ir a Roma, Paulo escreveu essa carta, o maior tratado teológico do Novo Testamento. Essa impossibilidade privou aqueles crentes por um tempo da presença do apóstolo, mas abençoou todas as igrejas ao longo dos tempos, por dessa carta inspirada.
3.   Demonstrar seu desejo de compartilhar com os crentes de Roma algum dom espiritual. Paulo tinha o interesse de ir a Roma para compartilhar com os crentes o Evangelho. Mesmo não tendo sido o fundador da igreja, aquela igreja estava sob a jurisdição espiritual, uma vez que era o apóstolo enviado por Jesus aos gentios.
4.   Ser enviado pela igreja de Roma à Espanha. Paulo queria uma base missionária para os seus novos projetos. Depois de concluir seu trabalho missionário nas quatro províncias da Galácia, Macedônia, (nordeste da Grécia), Acácia (sudeste da Grécia) e Ásia Menor, Paulo tinha planos para ampliar, os horizontes e chegar à Espanha (Rm 15.24,28), a mais antiga colônia romana no Ocidente e o principal baluarte da civilização romana naquelas partes. Para isso precisava de suporte financeiro e apoio espiritual (Rm 15.24).
5.   Fazer uma exposição detalhada do Evangelho. Paulo desejava repartir com a igreja da capital do império o significado do Evangelho. Nessa carta ele discorre sobre a condição de ruína e perdição tanto dos gentios como dos judeus. Também mostra que a salvação é pela graça, independentemente das obras, tanto para os gentios como para os judeus – “O evangelho de Cristo, que a carta aos Romanos expõe, é a mais doce música jamais ouvida na terra, a mais poderosa mensagem proclamada entre os homens, o mais precioso tesouro confiado ao povo de Deus” (Charles Erdman).
AS PRINCIPAIS ÊNFASES DA CARTA AOS ROMANOS
A carta aos Romanos é uma verdadeira enciclopédia teológica. Alguns dos principais pontos abordados pelo apóstolo nessa epistola são os seguintes:
1.    Mostrar a unidade da igreja. A igreja de Cristo é formada por judeus e gentios. Pelo sangue de Cristo a parede da separação foi derrubada e, agora, os judeus e os gentios constituem a igreja (Ef 2.14-16; Rm 2.1s; 11.18 e 10.12). O mais importante de todos os temas de Romanos é o da igualdade entre judeus e gentios.
2.   Evidenciar a universidade do pecado. Paulo expõe com argumentos irresistíveis a culpabilidade dos gentios e também dos judeus. Deus encerrou todos no pecado para usar de misericórdia para com todos (Rm 3.23). Ninguém vive à altura do conhecimento que tem, ou seja, todos carecem da glória de Deus (Rm 1.18-32; 2.1-16; 3.9-2).
3.   Manifestar a justiça de Deus no Evangelho. Na cruz de Cristo Deus revelou sua ira sobre o pecado e seu amor ao pecador. A cruz de Cristo foi a justificação de Deus, uma vez que nela Deus satisfez plenamente sua justiça violada (Rm 1.18 com 3.21).
4.   Anunciar a doutrina da justificação pela fé. A justificação não é alcançada pelas obras da lei, mas pela fé na obra de Cristo. Não é o nós fazemos, mas o que Deus fez por nós em Cristo que nos traz a vida eterna. Não é a nossa justiça que nos recomenda a Deus, mas a justiça de Cristo a nós imputada. O Justo justifica o injusto. Romanos quatro é brilhante ensaio que prova que o próprio Abraão, foi justificado não por obras (4.4-8), nem por sua circuncisão (4.9-12, nem pela lei (4.13-15), mas pela fé (4.11, 16-25).
5.   Proclamar a nova vida na pessoa de Cristo. Deus nos salvo do pecado, e não no pecado (Rm 6.1). A salvação implica a libertação da condenação, do poder e da presença do pecado. Não podemos viver no pecado, nós que para ele morremos. Fomos crucificados com Cristo e sepultados com ele na morte pelo batismo, de tal maneira que devemos considerar-nos mortos para o pecado e carregar nosso certificado de óbito no bolso.
6.   Anunciar a vida vitoriosa no Espírito. Depois de mostrar o grande conflito interior e a total impossibilidade de alcançarmos uma vida vitoriosa pela energia da carne (7. 1-24), Paulo exulta num brado de vitória ao anunciar a vida triunfante que temos pelo Espírito (8.1-18). O Espírito Santo nos vivifica, nos capacita e nos reveste de poder para vivermos em santidade.
7.   Revelar a soberania de Deus na salvação. Paulo ensina de forma grandiosa a doutrina da eleição da graça. Não somos nós que escolhemos a Deus, mas é Ele quem nos escolhe. Deus nos escolhe não por causa de nossos méritos, mas apesar de nossos deméritos (9.1-11.36)
8.   Mostrar a vital necessidade de relacionamentos transformados. Depois que Paulo encerra a magistral sessão doutrinária, ele aplica a doutrina mostrando a necessidade de estabelecermos relacionamentos corretos com Deus, com nós mesmos, como o próximo, com os inimigos e com as autoridades (12.1–13.7).

A carta termina com uma longa lista de saudações, mostrando que a igreja precisa ser um lugar onde florescem relacionamentos saudáveis, onde devemos ter corações abertos, mãos abertas, casas abertas e lábios abertos para abençoar uns aos outros (16.3-24). O fechamento da carta é uma explosão doxológica na qual o apóstolo exalta a Deus por meio de Cristo.

Quais são os sinais do fim dos tempos?


Pergunta: "Quais são os sinais do fim dos tempos?"

Resposta:Mateus 24:5-8 nos dá algumas indicações importantes para que possamos discernir a aproximação do fim dos tempos: “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” Um aumento de falsos messias, um aumento de guerras e aumento em fomes, pragas, desastres naturais: estes são “sinais” do fim dos tempos. Mas mesmo nesta passagem, entretanto, estamos sendo advertidos. Não devemos nos deixar enganar (Mateus 24:4), pois estes acontecimentos são apenas o “princípio de dores” (Mateus 24:8), e o fim dos tempos ainda está por vir (Mateus 24:6).

Muitos intérpretes apontam cada terremoto, cada agitação política e cada ataque a Israel como um sinal preciso de que o fim dos tempos está rapidamente se aproximando. Mesmo sendo estes eventos sinais de que o fim dos tempos se aproxima, não são necessariamente indicadores de que o fim dos tempos já chegou. O Apóstolo Paulo avisou que os últimos dias trariam um notável aumento nos falsos ensinamentos. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Timóteo 4:1). Os últimos dias são descritos como “tempos perigosos” por causa do aumento do caráter maligno do homem e pessoas que ativamente “resistem à verdade” (II Timóteo 3:1-9; veja também II Tessalonicenses 2:3).

Outros possíveis sinais incluiriam a reconstrução de um templo judaico em Jerusalém, aumentada hostilidade para com Israel e avanços para um único governo mundial. O sinal mais importante do fim dos tempos, entretanto, é a nação de Israel. Em 1948, Israel foi reconhecido como um Estado soberano pela primeira vez desde 70 d.C. Deus prometeu a Abraão que sua posteridade possuiria Canaã como uma “perpétua possessão” (Gênesis 17:8), e Ezequiel profetizou uma ressurreição física e espiritual de Israel (Ezequiel 37). Ter Israel como nação em sua própria terra é importante à luz da profecia do fim dos tempos, por causa da distinção de Israel na escatologia (Daniel 10:14; 11:41; Apocalipse 11:8).

Tendo em mente estes sinais, podemos ser sábios e discernir em relação à expectativa do fim dos tempos. Não devemos, entretanto, interpretar qualquer destes eventos únicos como uma clara indicação da iminente chegada do fim dos tempos. Deus nos deu informações suficientes para que possamos estar preparados, mas não informação suficiente para que nos tornemos arrogantes.

Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/sinais-fim-tempos.html#ixzz2fU3ulSD0

sábado, 14 de setembro de 2013

VENDEMOS BÍBLIAS E LIVROS

Não temos comércio, apenas desejamos servir como facilitador nesse ministério . Pastor José Francisco

O TRABALHO É SEMPRE PROVEITOSO

Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria (Pv 14.23).
Vivemos a cultura do enriquecimento rápido. As loterias e as casas de jogos alimentam a esperança de um enriquecimento imediato e sem esforço. Os cassinos prometem uma via alternativa cujo destino é a riqueza sem o suor do rosto. Mas a riqueza não é filha da aventura, e sim do trabalho. Os tolos passam o tempo todo correndo atrás do vento, contando suas lorotas e proclamando seus planos mirabolantes, mas os prudentes põem a mão na massa e trabalham com dedicação. O trabalho enobrece o homem. Traz dignidade à vida e robustez ao caráter. O trabalho engrandece a sociedade e gera riquezas para a nação. O trabalho promove o progresso e oferece segurança e honra à família. O conhecido e já citado ditado popular diz: "Cabeça vazia é oficina do diabo". As mãos que não se ocupam com o trabalho acabam ocupando-se com o crime. Os ociosos maquinam o mal. Os vagabundos rendidos à preguiça são um peso para o Estado, uma vergonha para a família e uma ameaça à paz social. Até mesmo aqueles que cumprem pena no cárcere, privados de liberdade, deveriam ser matriculados na escola do trabalho. Só assim terão chance de ser reintegrados ao convívio da sociedade como provedores da família, e não como parasitas da nação.

Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

Podemos dizer que Deus criou o mal?

Pergunta: "Deus criou o mal?"

Resposta: À primeira vista pode parecer que, se Deus criou todas as coisas, então deve também ter criado o mal. Entretanto, há aqui um pressuposto que deve ser esclarecido. O mal não é uma “coisa”, como uma pedra ou a eletricidade. Você não pode ter um pote de mal! Mas o mal é algo que acontece, como o ato de correr. O mal não tem uma existência própria, mas na verdade, é a ausência do bem. Por exemplo, os buracos são reais, mas somente existem em outra coisa. À ausência de terra, damos o nome de buraco, mas o buraco não pode ser separado da terra. Quando Deus criou todas as coisas, é verdade que tudo o que existia era bom. Uma das boas coisas criadas por Deus foram criaturas que tinham a liberdade em escolher o bem. Para que tivessem uma real escolha, Deus deveria permitir a existência de algo além do bem para escolher. Então Deus permitiu que esses anjos livres e humanos escolhessem o bem ou o não-bem (mal). Quando um mau relacionamento existe entre duas coisas boas, a isso chamamos de mal, mas não se torna uma “coisa” que exige ter sido criada por Deus.

Examine o exemplo de Jó em Jó capítulos 1 e 2. Satanás quis destruir Jó, e Deus permitiu que Satanás fizesse tudo, exceto matá-lo. Deus permitiu que isto acontecesse para provar a Satanás que Jó era reto porque amava a Deus, e não porque Deus o tinha tão ricamente abençoado. Deus é soberano, e no controle máximo de tudo o que acontece. Satanás nada pode fazer a não ser que tenha a “permissão” de Deus. Deus não criou o mal, mas Ele permite o mal. Se Deus não houvesse permitido a possibilidade do mal, tanto a espécie humana quanto os anjos estariam servindo a Deus por obrigação, não por escolha. Ele não quis “robôs” que simplesmente fizessem o que Ele gostaria que fizessem por causa de sua “programação”.

A resposta que a Bíblia nos dá é: Deus tem um propósito perfeitamente bom para a existência do mal. Vejamos a seguir. A Bíblia não só ensina que Deus sabe de todas as coisas, mas que Ele determinou, com precisão, o Seu plano para toda a história do universo. Deus detalhadamente determinou a existência e história para cada criatura desde antes da criação. Ele escreveu a história do mundo para a Sua glória, de sorte que tudo ocorre de acordo com o Seu perfeito plano e nada acontece sem ser previamente decretado por Deus. Em Isaías 46:9-10, Deus apresenta como evidência de Sua divindade o fato de que Ele tem determinado e declarado o fim desde o início. Ele diz: “...Eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim... o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46:10).

Não existe um átomo sequer em todo o universo que não esteja a cada momento sendo sustentado e guiado por Deus. Em Colossenses 1:16-17, Paulo diz: “...Tudo foi criado por meio dele e para Ele... Nele, tudo subsiste.” Hebreus 1:3 explicitamente diz que Ele “sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder.” Vimos então que Deus tem planejado e determinado o percurso de toda a criação (incluindo Satanás e todas as suas ações, como sua queda e as tentações que ele apresenta a nós, seres humanos). O mal que existe hoje não ocorre por acidente, mas porque Deus tem determinado em Seu perfeito plano que deveria ser assim. Isto pode ser surpreendente ou até vergonhoso para muitos, mas para Deus, não. Ele diz: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas cousas (Isaías 45:7). É notável que neste versículo Ele até usa o verbo mais forte (bara no Hebraico é a mesma palavra usada em Gênesis 1:1) para referir-se ao Seu envolvimento intencional com o mal. De fato, Ele até apresenta isto como evidência de Sua divindade, em contraste com os ídolos que são incapazes de fazer bem ou mal (Isaías 41:23). O inspirado profeta Jeremias apresenta a pergunta retórica: “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?” (Lamentações 3:37-38). É claro que a resposta esperada é que nada de bom ou mau ocorre sem que proceda de Deus. Semelhantemente, o profeta Amós pergunta: “Sucederá algum mal à cidade, sem que o SENHOR o tenha feito?” (Amós 3:6).

Basicamente, não há uma resposta a estas perguntas que possamos compreender totalmente. Como seres humanos limitados, jamais podemos compreender inteiramente um Deus infinito (Romanos 11:33-34). Às vezes pensamos que compreendemos por que Deus faz determinada coisa, e mais tarde descobrimos que era para um propósito diferente daquele que havíamos pensado. Deus vê as coisas sob uma perspectiva eterna. Nós vemos as coisas sob uma perspectiva terrena. Infelizmente, por natureza, preferimos a nossa própria concepção de Deus àquela do Deus verdadeiro.

Concluindo, a Bíblia ensina claramente que tudo que Deus criou era “muito bom” (Gênesis 1:31). Semelhantemente, a Bíblia termina descrevendo em Apocalipse 21 e 22 um período futuro quando tudo voltará a ser muito bom. Apocalipse 21:4 diz: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram.” Isto significa que quase toda a Bíblia, de Gênesis 3 a Apocalipse 20, trata do tempo quando o mal existe. Este é o tempo em que nós vivemos. Entretanto, é confortador, mesmo quando entendemos pouco do propósito de Deus para o mal, saber que tudo começou “muito bom” e há de terminar assim também!


Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/Deus-criou-mal.html#ixzz2egRxejSs

A IGREJA DE CRISTO - CONCEITOS


Conceitos Bíblicos de Igreja

Mas, que é a igreja?

Podemos usar essa palavra para significar um edifício quando digo: 'Há três igrejas neste quarteirão'. A Bíblia não emprega a palavra igreja neste sentido. Posso também usar a palavra para significar uma denominação, assim: 'A Igreja Metodista tem muitas congregações nesta cidade'. A Bíblia não se refere a denominações, de modo nenhum. Posso empregar a palavra para significar um fator cultural que opera na comunidade. Posso então dizer: 'A igreja opõe-se ao vício e à venda de bebidas alcoólicas'. Porém, neste sentido, a Bíblia nunca emprega a palavra. Posso usá-la para me referir a todas as atividades públicas dos cristãos como um grupo na sociedade. Poderia então dizer: 'A igreja, na comunidade onde me criei, era certamente fraca'. Com este sentido a Bíblia jamais emprega a palavra. Ou poderia usá-la para aludir a uma causa. Diria então: 'Por certo, sou a favor do desenvolvimento da Igreja'. Mas o Novo Testamento não emprega a palavra com este sentido".1
Os escritores do Antigo Testamento usaram duas palavras hebraicas para designar a igreja. A primeira é kahal, que vem de uma raiz que significa chamar, e é traduzida em nossa língua por assembléia. A segunda é 'edhah, que vem de uma raiz que significa indicar ou encontrar-se ou reunir-se num lugar indicado.
No Novo Testamento a palavra igreja vem de ekklesia, palavra grega usada para designar a assembléia da população das cidades gregas que se reunia para tratar de questões administrativas. No Novo Testamento, a palavra igreja é usada com vários significados. Os principais são:
a) Um grupo de crentes de uma determinada localidade, uma igreja local. Por exemplo: "a igreja que estava em Jerusalém" (At 11.22); "a igreja de Antioquia" (At 13.1). Ver também At 5.11 e 11.26.
b) Um grupo de crentes que se reunia na casa de uma determinada pessoa, uma igreja doméstica (1 Co 16.19; Cl 4.15; F12).
c) Vários grupos de crentes, em diferentes lugares, unidos pela mesma fé (At 9.31).
d) A totalidade daqueles que, no mundo inteiro, professam a Cristo e se organizam para fins de culto, chamada genericamente de igreja de Deus (1 Co 10.32; 11.22; 12.28).
e) A totalidade dos crentes, quer no céu quer na terra, que se uniram ou ainda se unirão a Cristo como Salvador e Senhor, chamada de corpo de Cristo (Ef 1.22; 3.10,21; 5.23- 32; Cl 1.18,24).

A Essência e o Caráter Multiforme da Igreja

Jesus declarou: "... edificarei a minha igreja" (Mt 16.18). A partir dessas palavras surge a pergunta: Que tipo de igreja Jesus edificou? A resposta é que a igreja edificada por Jesus é um organismo espiritual, formado pelo conjunto dos salvos de todos os tempos, raças e lugares. Ela não pode ser discernida pelos olhos físicos porque é essencialmente espiritual. O seu rol de membros é o livro da vida (Lc 10.20; Ap 20.15; 21.27). Mas Jesus usou a palavra igreja também com outro significado. Ele disse: "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano" (Mt 18.15-17). Aqui Jesus usa a palavra igreja para designar uma comunidade de crentes, constituída por seus servos. 

A igreja de Cristo é uma só, mas pode ser vista de diferentes ângulos. Ela pode ser vista como igreja militante e igreja triunfante. Militante é o segmento da igreja que ainda está na terra, lutando "contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal" (Ef 6.12). Triunfante é o segmento da igreja que está no céu com Cristo (Ap 7.9-17). 

A igreja pode ser descrita como visível e invisível. Visível é o segmento da igreja que se manifesta numa "sociedade composta de todos quantos, em todos os tempos e lugares do mundo, professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos".2 É a igreja como a vemos, isto é, os membros, a pregação da Palavra, a administração dos sacramentos, a organização, a vida comunitária, o testemunho público dos crentes e a oposição ao mundo. Igreja visível é o conjunto de todos os salvos do presente, do passado e do futuro. É invisível porque só Deus a conhece.

Rev. José Francisco - Pastor da Igreja Igreja Presbiteriana do Brasil em Ipanguaçu-Rm

(O Que Todo Presbiteriano Inteligente Deve Saber, Pp. 145,146)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Deus se arrepende

Pergunta: "Deus se arrepende?"

Resposta: Malaquias 3:6 declara: "Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos." Semelhantemente, Tiago 1:17 noz diz: "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança." O significado de Números 23:19 não podia ser mais claro: "Deus não é homem, para que minta, nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? ou tendo falado, não o cumprirá?" Não, Deus não se arrepende. Esses versículos ensinam que Deus não muda, ou seja, Ele é imutável.

No entanto, ao estudar essas passagens de perto, podemos ver que não são indicações de que Deus seja capaz de se arrepender. Na linguagem original, a palavra traduzida como “arrepender” é a expressão hebraica para “entristecer”. Estar triste com alguma coisa não significa que uma mudança ocorreu, significa apenas que há tristeza por causa de algo que aconteceu.

Por que Deus estava “triste” com o que tinha planejado para o ninivitas? Porque eles tiveram uma mudança de coração e, como resultado, mudaram a forma em que estavam vivendo de desobediência à obediência. Deus é sempre consistente. Ele ia julgar Nínive por causa de sua maldade. No entanto, Nínive se arrependeu e mudou seus caminhos. Como resultado, Deus teve misericórdia com a cidade de Nínive, e isso é totalmente consistente com o Seu caráter.

No entanto, o povo de Nínive passou a obedecer, e por causa disso o Senhor escolheu não castigá-los como tinha originalmente planejado. A mudança por parte dos ninivitas obrigou a Deus a fazer o que fez? Claro que não! Deus não pode ser colocado em uma posição na qual tenha qualquer obrigação para com o homem. Deus é bom e justo, e escolheu não punir os ninivitas como resultado da mudança do coração desse povo. Qualquer coisa, o que essa passagem realmente ensina é que Deus não muda, porque se Deus não tivesse preservado os ninivitas, isso teria sido contra o Seu caráter.

As Escrituras que aparentam ensinar que Deus se “arrependeu” são tentativas humanas de explicar as ações de Deus. Deus ia fazer algo, mas ao invés, fez outra coisa. Para nós, isso pode parecer uma mudança. Entretanto, para Deus, o qual é onisciente e soberano, não é uma mudança. Deus sempre soube de antemão o que iria fazer. Deus também sabia o que precisava fazer para que a humanidade agisse do jeito que Ele queria. Deus ameaçou Nínive com destruição, sabendo que isso traria arrependimento a esse povo. Deus ameaçou Israel com destruição, sabendo que Moisés iria interceder. Deus não lamenta as Suas decisões, mas é entristecido por como a humanidade reage a elas. Deus não se arrepende, mas ao invés, age consistentemente com Sua palavra em resposta a nossas ações.

Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/Deus-se-arrepende.html#ixzz2egSzTOd5

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PLANEJAMENTO, AS SEMENTES DO FUTURO

Acaso não erram os que maquinam o mal? Mas amor e fidelidade haverá para os que planejam o bem (Pv 14.22).
Não podemos construir uma casa sem uma planta. Não podemos fazer uma viagem sem decidir antes o roteiro. Não podemos iniciar um empreendimento sem examinar primeiro os custos. É insensatez agir sem planejamento. Quem age sem planejar planeja fracassar. O planejamento são as sementes do futuro. Há pessoas que maquinam o mal e gastam seu tempo, suas energias e sua vida cogitando formas e meios de extorquir o próximo para adquirir riquezas ilícitas. Esses pecam contra Deus, contra o próximo e contra si mesmos. Na busca de uma felicidade egoísta, colhem amarga infelicidade. No entanto, aqueles que planejam o bem e empregam sua potencialidade para buscar meios de abençoar as pessoas encontram nesse planejamento amor e fidelidade. E impossível planejar o bem sem ser governado pelo vetor da fidelidade pessoal e do amor ao próximo. O bem não transige com a falta de integridade. Onde a integridade precisa ser comprometida, desse ninho a fidelidade já bateu asas. Onde o amor ao próximo não pode ser praticado, o que resta é maldade, e não o bem. Que tipo de planejamento ocupa sua mente e seu coração? Que colheita você fará no futuro?
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.