quinta-feira, 16 de maio de 2013

FOME INSACIÁVEL


O justo tem o bastante para satisfazer o seu apetite, mas o estômago dos perversos passa fome (Pv 13.25).
A fome do corpo pode ser mitigada com um prato de comida, mas a fome da alma não se satisfaz com o pão da terra. Os prazeres desta vida e as riquezas deste mundo não satisfazem nossa alma. Temos um vazio no coração com o formato de Deus, e nada nem ninguém podem preenchê-lo senão Deus. Os dons de Deus não substituem Deus. As dádivas não substituem o doador. A bênção não é substituta do abençoador. Só Deus pode nos satisfazer. O justo não é desamparado, nem sua descendência mendiga o pão. O justo tem pão com fartura e desfruta de todas as iguarias da mesa do Pai. Ele tem o bastante para satisfazer o seu apetite, pois se alimenta do Pão vivo que desceu do céu. O estômago do perverso, porém, passa fome, e sua alma definha de inanição espiritual. O ímpio alimenta-se de pó. Mesmo que ele jogue para dentro da sua alma as mais diversas aventuras, não encontra nelas prazer algum. O ímpio constrói casas, mas não se sente seguro nem feliz. Planta vinhas, mas não se delicia com o vinho. Assenta-se ao redor de lautos banquetes, mas seu estômago não se sacia com nenhuma iguaria. Na verdade, a fome do perverso é insaciável, pois ele não conhece a Deus, o único que pode satisfazer sua alma.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

FAMÍLIA 1 – FERMENTO NA SOCIEDADE


TEXTO BÍBLICO: Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:13-16).
INTRODUÇÃO: Como é que uma família cristã pode conter as influências dessa sociedade?
Qualquer pessoa que deseja discutir o que deve ser feito na sociedade moderna deverá encarar uma tarefa que não é somente importante, mas muito delicada. É muito difícil entender completamente a sociedade contemporânea. O controle da cultura contemporânea tem sido frequentemente atribuído à filosofia pós-moderna, à qual nos referimos anteriormente.
EXPOSIÇÃO
A pós-modernidade diz que não existem absolutos nem objetivos claros e específicos. Afirma que a liberdade, liberdade sem limites, é direito de cada indivíduo e que cabe a cada um decidir como exercer essa liberdade. Para exercer essa liberdade a pessoa deve fazê-lo sem nenhuma amarra, sem limites, e em algumas circunstâncias, parece que poderia ser dito "sem consciência".
PRESERVANDO A FAMÍLIA
O chamado à proteção do núcleo familiar e seus valores tradicionais, das ênfases e atividades pós-modernas, tem sido ouvido em diferentes pontos. Políticos e candidatos a posições governamentais têm se referido constantemente ao estado lamentável em que se encontram as famílias da sociedade contemporânea e exortam para que algo seja feito a esse respeito. Enquanto isso, a pergunta continua a ser feita repetidamente, apesar dos esforços de salvar a família: "A família pode ser salva?”.
Três influências devastadoras e transformadoras devem ser destacadas: o dinheiro, o materialismo e o divórcio inconsequente.
O futuro, do ponto de vista meramente humano, parece árido para a família. Nós não seremos efetivos enquanto permitimos que as preferências modernas sociais e culturais e os padrões atuais façam parte da solução. Estes são a causa e a fonte das tragédias familiares encontradas em todas as classes sociais.
Nós devemos ser realistas honestos: os hábitos culturais e sociais modernos e pós-modernos, bem como suas preferências, opiniões, ideias e influências têm sido absorvidos pelas famílias, escolas e igrejas cristãs.
O fermento da sociedade alterou a família; a família da aliança não tem sido um fermento efetivo na sociedade. Deus exige que nós obedeçamos ao chamado para servi-lo. Devemos servi-lo como fermento, luz e como sal no nosso dia-a-dia (Mt 5.13-16).
A família é a unidade na sociedade que deve primeiramente atentar para essas influências pós-modernas, e em todas as suas ramificações sociais, assim como nas suas exibições culturais que são colocadas à nossa frente. Os pais devem preparar seus filhos para assumirem o lugar que Deus exige que os servos da Aliança assumam em seu reino nos aspectos social, cultural e espiritual.
A história de Noé em Gênesis 6-9, evidencia grande maldade na sociedade. Existiam assassinatos, derramamento de sangue e violência. Deus disse "a vida não deve continuar dessa forma". Deus mandou o dilúvio.
UMA ALIANÇA ABENÇOADORA
Abraão, o pai da aliança de todos os crentes. Ele foi chamado a ser uma bênção a todos os povos. Através dele todos os povos deveriam ser abençoados (Gn 12.1-3).
Abraão deveria ser sal, luz e fermento no mundo em que ele viveu (Gn 18.19). A influência que Abraão foi chamado a exercer e a demonstrar, era mais do que simplesmente a salvação. Abraão foi chamado a ser um servo da Aliança, o que incluía ser a luz de Deus.
Deus quer que todas as nações o honrem como criador, como aquele que reina sobre todas as áreas da vida. Israel, como nação, foi formada sob uma teocracia, de acordo com Êxodo 19.3-6. Todas as leis que foram dadas eram basicamente instruções de como deveriam viver como nação debaixo de um relacionamento com Deus, bem como de serviço a ele. Considere os Dez Mandamentos.
Jesus veio como a luz do mundo (Lc 2.29-32). Nós não devemos pensar na vinda de Jesus para nos salvar somente do pecado. Ele certamente veio para ser nosso Salvador, mas ele também veio para ser a luz (Jo 1.9).
Jesus falou sobre todas as áreas da vida, a espiritual, cultural e a social. Ele falou sobre a família, o divórcio e os filhos. Seu estilo de vida mostrou claramente como viver, servir, utilizar e ser abençoado por todas as bênçãos materiais e naturais da vida.
A igreja exerce um papel importante, mas é a família que forma a unidade básica da sociedade. A família deve ser uma luz brilhando no nosso mundo escuro e corrupto. Ela deve mostrar como marido e esposa se amam, vivem e funcionam como pais, líderes, professores e guias para seus filhos.
DEVEMOS INFLUENCIAR
A família cristã deve entender que ela é o meio ordenado por Deus para trazer luz, sal e fermento à cultura contemporânea. Significa que pais, apoiados por pastores, professores, conselheiros, saibam o que acontece no mundo. Eles devem perceber a influência tremenda que o grupo traz, e a importância de ensinar os filhos a exercer uma pressão que honre a Cristo e a maneira de viver do cristão. Devemos ensinar os filhos a serem influenciadores.
APLICAÇÕES
     A cultura moderna pode influenciar as crianças em suas esperanças e planos para o futuro? Como evitar que isso aconteça?
     A família deve ser considerada como a "unidade básica de combate ao crime" na sociedade?
     É correto pensar na família cristã como um fermento para a sociedade? O que você entende por fermento e o que ele faz.
CONCLUSÃO
Somos chamados para influenciar o meio onde vivemos. Pais, pastores, professores e conselheiros que proclamam uma maneira digna de viver em nosso mundo contemporâneo, não o fazem por sua própria autoridade.
É Deus que nos chama para servi-lo em todas as áreas e dimensões da vida. Ser fermento na sociedade significa ser obediente ao nosso criador, redentor e Deus que reina.

Estudo aplicado na EBD do dia 05/05/2013, na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn

Pr. José Francisco.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Família - Cuide da Sua

AVIVAMENTO NA FAMÍLIA
Nada mexe tanto com os nossos sentimentos como a nossa família. Ainda não foi e nunca será inventado algo melhor em termos de lar doce lar, companhia, aconchego, segurança, proteção, amor, sustento e desenvolvimento sadio, do que a família. É na família que nos completamos emocional, social, moral e espiritualmente. Só temos que lamentar o que vem acontecendo com a mesma nestes últimos tempos. A família tem sido alvo das mais impiedosas críticas e ataques; de muitos problemas e dificuldades; muitos a têm como falida ou em falência. Forças hostis e tenebrosas conspiram contra a família e a encurralam de todos os lados, com o firme propósito de desestabilizá-la e destruí-la. Torpedos mortíferos estão sendo lançados sobre os alicerces desta que é a primeira e mais abençoada instituição Divina. Crises gigantescas e medonhas estão estrangulando e enfraquecendo a família desmedidamente. Valores relativos e mundanos estão sendo despejados sobre os nossos lares, todos os dias pela mídia como um veneno devastador e mortal. É lamentável, mas esse é o quadro da família em nossos dias.
Mas apesar de tudo isso, a família continua sendo a base principal da sociedade. Toda e qualquer sociedade continua sendo o reflexo das famílias que a compõem. Uma sociedade só é equilibrada, estruturada e decente quando as famílias que a compõe também o são. Aconteça o que acontecer, as pessoas sempre irão refletir mais o que estão aprendendo ou o que aprenderam em seus lares, junto a sua família, do que em qualquer outra instituição. Dai a necessidade de manter a família sob constante vigilância e na dependência de Deus, de buscarmos a Deus e clamar pela proteção, cura, restauração, avivamento e salvação da família. Só em Deus, o autor da família, ela será protegida contra toda e qualquer investida contra ela, (diabo ou dos homens) e sobreviverá nestes dias tão difíceis de desordenação social, de falência da virtude e desbarrancamento da piedade.
O Livro de Jó chama a nossa atenção para um pai de família extraordinário, bem sucedido, realizado financeiramente, de uma vida moral irrepreensível, elogiado por Deus, cuja família foi terrível e repentinamente bombardeada pela fúria do mal (Satanás), mas se manteve na dependência de Deus (confiando, orando, não murmurando) e por isso, foi grandemente abençoado por ele com um verdadeiro milagre em sua vida e em sua família. Trata-se do próprio Jó. Num só dia, Jó teve a sua vida e a sua família atingida nas cinco áreas mais importantes: Jó 1: 1-5; 13-22; 42: 10-17.
O Deus de Jó, também é o nosso Deus. Continua o mesmo. Não mudou e nem mudará. Tal como ontem, ele pode fazer também um milagre, um avivamento, em nossas vidas e em nossas famílias hoje. Tal como fez com Jó, ele pode se estiver em sua vontade soberana, restaurar as finanças do nosso lar, salvar os nossos familiares, curar as nossas enfermidades, abençoar o nosso casamento e nos reconciliar com aqueles que nos fizeram e ainda nos fazem sofrer. Mas para isso, é preciso que sejamos pacientes, firmes, obedientes, confiantes e perseverantes em nossa fé em Deus. Que Deus abençoe nossa Família. Amém.


IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU
Rua Felix Rodrigues da Silva, 104 – Centro
     CEP: 59508-000 – 

       BOLETIM INFORMATIVO Nº 17 – 2013
      PASTOR: JOSÉ FRANCISCO 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FAZEI DISCÍPULOS 9 – Um Entendimento Bíblico do Evangelismo – Parte 2


TEXTO BÁSICO: Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado (Marcos 16.14-16).
OBJETIVO PROPOSTO: Entender corretamente as motivações para a evangelização.
INTRODUÇÃO: Evangelizar é declarar com a autoridade de Deus o que ele fez para salvar pecadores, advertir os homens da sua condição perdida, ordenar que eles se arrependam e creiam no Senhor Jesus Cristo. Devemos procurar formas de usar nosso amor e santidade para atrair outros a Cristo. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt. 5:16). Quais método funcionam?
EXPOSIÇÃO DA LIÇÃO 2
2. MOTIVAÇÕES PARA EVANGELIZAR?
Creia ou não, alguns dos nossos motivos para evangelização são frequentemente egoístas.
Algumas igrejas estão mais preocupadas em não fechar suas portas do que amar a Deus participando do seu plano de redimir outros.
Alguns indivíduos estão mais preocupados com serem corretos, ou ganhar um argumento, ou parecer mais inteligentes que os outros, do que obedecer a Deus e amar o perdido.
2.1. Deveríamos evangelizar por obediência a Deus.
Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela compulsão do Espírito. Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir obediência (Mt 28.18-20).
2.2. Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos 6:34).
a) O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motiva-nos a ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um milagre.
b) O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente (Mateus 9:36).
c) O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motiva-nos a orar por mais trabalhadores para a seara.
2.3. No final das contas, deveríamos evangelizar por amor a Deus (João 14:15).
Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo. Amor próprio abrirá caminho para uma centralidade no eu; amor pelos perdidos falhará com aqueles a quem não podemos amar. Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos humanos falham (John Cheesman). (Veja 1Pe 2.12).
2.4. DEVER DE TODO CRISTÃO.
a) A ordem de Cristo de ir e fazer discípulos em todas as nações foi dada a todos os seus discípulos, não apenas aos doze primeiros (Mt. 28:18-20).
b) Quem foi espalhado e quem permaneceu em Jerusalém? Quem pregava? Veja Atos 8:1-4; 11:19-21.
c) A quem Pedro está escrevendo? O que ele lhes manda fazer? Veja 1Pedro 1:1-2; 3:15. Os desejos de Paulo como um apóstolo se aplicam a nós hoje? Veja Romanos 1:14-15. 
d) Aparentemente, o evangelismo na igreja primitiva não foi deixado aos apóstolos ou “super-cristãos”. Todo mundo fazia evangelismo, e havia uma ânsia em seus espíritos por isso (João 13:34-35).
O mandamento para se amar aplica-se a todos os cristãos, e um efeito pretendido desse mandamento é o testemunho evangelístico (Jo 13:34-35). Atos 6:5, mostra que Filipe era um diácono, que não era uma posição de supervisão e liderança espiritual, mas de serviço da igreja.
COMO DEVERÍAMOS EVANGELIZAR?
Se a conversão é entendida como meramente um compromisso sincero feito uma vez, então precisamos levar todo mundo ao ponto de confissão verbal da forma como pudermos.
Embora devamos cuidar, implorar, persuadir, nosso primeiro dever é ser fiel à obrigação que temos de Deus, que é apresentar as mesmas boas novas que ele nos deu. Deus trará conversões ao apresentarmos essas boas novas.
À medida que apresentamos o evangelho em toda sua claridade, precisamos também chamar as pessoas ao arrependimento dos seus pecados e crença na morte e ressurreição de Cristo, como a penalidade substituta para nossos pecados.
Três aspectos importantes do arrependimento e da fé:
É custoso > lembra do que Jesus disse ao jovem rico? Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me (Mt. 19:21).
Precisamos apresentar honestamente a demanda de Deus para que abandonemos tudo em que confiamos ou escolhemos acima de Deus.
É urgente. Comunicar a urgência é desencorajar amigavelmente nossos amigos de esperar uma melhor oportunidade para se decidir. Não há melhor oportunidade, visto que não existe outra forma de escapar da penalidade, poder e presença do pecado (Jo 14:6; At 4:12; Rm 10; Hb. 4:7).
Vale a pena. Obtemos o perdão dos nossos pecados, e Deus credita a inocência de Cristo em nossa conta. Temos um relacionamento com Deus, somos amados por Jesus como irmãos e irmãs, somos cheios com o seu Espírito e recebemos toda benção espiritual em Cristo (Ef. 1).
USE A BÍBLIA QUANDO VOCÊ COMPARTILHAR O EVANGELHO.
Quando falhamos em usar a Bíblia, estamos implícita ou explicitamente revelando uma falta de fé no poder convertedor da Palavra de Deus. Nosso poder está em nossa mensagem (Rm 1:16; 1Co 1:18; 2:1-5; 1Pe. 1:23; cf. Is. 55:10-11).
Lembre-se de orar. A oração expressa nossa dependência de Deus, e nos lembra que somente ele tem o poder para convencer, converter e transformar o mais ímpio de nós.
Lembre-se da soberania de Deus. Deveríamos tentar persuadir os homens como Paulo fazia, mas ao fazê-lo devemos reconhecer que somente Deus convence e dá crescimento às pessoas, e suas misericórdias convertedoras são suas, para conceder quando quiser, e para quem quiser. > Se não cremos na soberania da graça de Deus, então provavelmente contaremos às pessoas histórias de uma forma que as faça chorar, se emocionar e fazer uma decisão sincera, mas não serão confrontadas pela realidade dos seus pecados, por sua necessidade de se arrepender e de receber o dom do Espírito Santo.
APLICAÇÃO
1. Como o nossos métodos tem alcançado o evangelismo bíblico e afetado o entendimento de que é Deus quem realiza a  obra da conversão?
2. A boca fala do que está cheio o coração. Do que está cheio o seu coração? Com o que você gasta suas palavras?
CONCLUSÃO: Os métodos não dará nova vida, todavia, eles serão meios úteis que levará a muitos a serem batizados e se tornarem membros da igreja local. Porém, devemos tomar cuidado, pois os métodos, podem prejudicar o testemunho da igreja na comunidade, ao receber falsos conversos como membros.


Estudo Aplicado na EBD no dia 28/04/2013, na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn

Pr. José Francisco do Nascimento

DISCIPLINA, UM ATO DE AMOR


O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina (Pv 13.24).
Disciplina não é punição nem castigo, mas um ato responsável de amor. Os filhos precisam de limites. Precisam saber o que é certo e o que é errado. Precisam de balizas claras e princípios firmes. Os pais não podem premiar a desobediência nem ser coniventes com o pecado dos filhos. Os pais não podem ser omissos diante da rebeldia dos filhos. Quem se nega a disciplinar seu filho não o ama. O pai que ama o filho com responsabilidade não hesita em discipliná-lo. A disciplina também precisa ser aplicada no tempo certo. Uma planta tenra pode ser facilmente envergada, mas, após crescer, engrossar o caule e tornar-se árvore frondosa, é impossível dobrá-la. Precisamos corrigir nossos filhos desde a mais tenra idade. Precisamos inculcar neles a verdade de Deus desde a meninice. Precisamos ensinar a nossos filhos não o caminho em que eles querem andar nem o caminho em que precisam andar. A ordem de Deus é ensiná-los enquanto caminhamos juntos, servindo-lhes de exemplo. A ausência de disciplina desemboca em insubmissão, mas a disciplina aplicada com amor e integridade produz os frutos pacíficos da justiça.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A QUALIDADE DO NOSSO LOUVOR (6)


Precisamos fazer o melhor para Deus, mas quais são os parâmetros que usaremos para avaliar o que é o melhor? Nossas opiniões sobre qualidade no louvor podem variar muito em função do nosso gosto musical ou da nossa capacidade de avaliação técnica. Muitas vezes usamos tais critérios para selecionar o que vamos cantar nos nossos cultos.
Buscamos a sofisticação no que se refere ao equipamento, aos instrumentos e aos arranjos vocais. Mas... o que o Senhor está buscando? Aqueles que o louvam e o adoram em Espírito e em verdade. A qualidade técnica é boa e desejável, mas não está em primeiro plano.
Caim e Abel apresentaram diferentes ofertas ao Senhor, mas o que foi decisivo para ambos foi o que traziam dentro de si. Enquanto examinamos o som e a voz, o Senhor sonda os corações. O ideal é que possamos unir qualidade espiritual e qualidade técnica, cantando e tocando com arte para o Senhor (Salmo 33.3). Precisamos, porém, ter consciência dos aspectos essenciais do verdadeiro louvor: um coração sincero e puro diante do Senhor.
Jesus disse que da boca das criancinhas vem o perfeito louvor (Mt.21.16). Por quê? Elas são puras e sinceras. Imagine a alegria de um homem, quando ouve seu filhinho pronunciando pela primeira vez: "papai", sem melodia, sem instrumentos, mas com pureza. Aquele momento se torna inesquecível.
Mas, como podemos ter um coração puro se já não somos crianças e já cometemos tantos pecados? Se confessarmos os nossos pecados, o Senhor nos perdoa e nos purifica por meio do sangue de Jesus (cf. I João 1.7,9).
Antes de entrar no santuário para louvar ao Senhor, o sacerdote precisava se purificar. Isto se dava através do sacrifício de animais e pela água da pia de bronze (Êx.30.17-21; Hb.5.3). Ainda hoje, antes de louvarmos ao Senhor, precisamos pedir que ele nos perdoe, que ele nos limpe e que possamos, como crianças diante do Pai, oferecer a ele um louvor puro, sincero e agradável.
"Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu através do véu..." (Hb.10.19-20)



Autor: Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

FAZEI DISCÍPULOS 8 – UM ENTENDIMENTO BÍBLICO DO EVANGELISMO


TEXTO BÍBLICO: No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Mas os judeus, vendo as multidões, tomaram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava. Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios. Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios. Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra. Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. E divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região. (Atos 13.44-49).
OBJETIVO PROPOSTO: Entender corretamente o evangelismo bíblico
INTRODUÇÃO: Para alguns, fazer evangelismo significa convidar as pessoas ao culto na igreja ou a uma Cruzada, onde elas são urgidas a andar por um corredor e fazer uma oração. De fato, muitos podem dificilmente imaginar conversões genuínas acontecendo de outra forma. Para outros, evangelismo é muito menos um monólogo e convite do que um diálogo e conversação. O pensamento de um orador impondo suas próprias visões aparentemente especulativas sobre uma audiência desamparadamente cativa é demais para alguns de espíritos grandes suportar. Para outros, evangelismo se tornou o mesmo que iniciar conversações com estranhos, compartilhar tratados evangélicos, fazer uma oração e algumas vezes até mesmo subestimar a importância do desenvolvimento teológico. Esperar que os incrédulos observem algo diferente nos cristãos é percebido em alguns quarteirões como ingênuo e até mesmo indolente. Ainda outros deixam o evangelismo aos profissionais – pastores, professores de seminário, líderes jovens e semelhantes. Afinal de contas, se o evangelismo é tão importante, quem sou eu para me arriscar?
EXPOSIÇÃO DA LIÇÃO
1. O QUE NÃO É EVANGELISMO?
A Impossibilidade de Imposição. Muitas pessoas igualam evangelismo com imposição – alguém impondo suas visões religiosas sobre outra pessoa como uma tática para poder ou controle. Mas essa ideia é um engano. O Cristianismo não é a opinião subjetiva do homem. É a verdade de Deus, a despeito das nossas opiniões subjetivas. Igualar evangelismo com imposição implica que os cristãos são capazes de converter, eles mesmos, as pessoas, o que é inteiramente falso.
1.1. De todas as religiões, o cristianismo é a menos receptiva a tal imposição, por causa da sua teologia da conversão.
1.2. A humanidade está tão arraigada no pecado que, a menos que o Espírito de Deus faça a obra da conversão, nenhum de nós jamais se arrependerá e crerá.
1.3. Portanto, o Cristianismo é realmente único entre as religiões do mundo pela impossibilidade de impor sua estrutura de crenças sobre outros. Somente Deus convence as pessoas a se arrepender e crer.
A SUBJETIVIDADE DO TESTEMUNHO PESSOAL
a) Muitos compartilham seu testemunho de uma forma que meramente diz aos outros os benefícios que adviram com sua conversão. Isso não é evangelismo, e levará a uma típica resposta: “bom para você!”.
 b) Os testemunhos pessoais devem comunicar a reivindicação do evangelho sobre as vidas dos ouvintes se o evangelismo há de acontecer através deles.
EVANGELISMO E AÇÃOSOCIAL
a) Alguns confundem ação social ou envolvimento político com evangelismo. Mas os problemas horizontais que enfrentamos na sociedade são frequentemente apenas sintomas de uma ruptura em nosso relacionamento vertical com Deus.
b) Evangelismo que se restringe a satisfazer necessidades sentidas, salvando o restaurante público ou sendo politicamente ativo, não é evangelismo de forma alguma, pois falha em comunicar claramente o  evangelho e a necessidade de se arrepender e crer em Jesus Cristo.
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
a) Biblicamente, evangelismo é simplesmente anunciar o evangelho – Articular claramente o evangelho de Jesus Cristo e a reivindicação que o evangelho coloca sobre as pessoas para se arrepender e crer.
b) “Evangelismo não é fazer prosélitos; não é persuadir as pessoas a tomar uma decisão; não é provar que Deus existe; não é convidar alguém a uma reunião; não é expor o dilema contemporâneo, ou suscitar interesse no Cristianismo; não é vestir uma camisa dizendo ‘Jesus Salva’!”.
Algumas dessas coisas são corretas e boas em seu devido lugar, mas nenhuma delas deveria ser confundida com evangelismo.
c) “Evangelizar é declarar com a autoridade de Deus o que ele fez para salvar pecadores, advertir os homens da sua condição perdida, ordenar que eles se arrependam e creiam no Senhor Jesus Cristo”
APLICAÇÃO
1. Como o nosso evangelismo é afetado por um entendimento que é Deus quem realiza a  obra da conversão?
2. O que pode acontecer com o nosso evangelismo se nos convencermos que, no final das contas, é necessário que o homem faça a escolha de converter a si mesmo?

CONCLUSÃO
Perceba que as vidas dos cristãos e da igreja como um todo é uma parte central do evangelismo. Devemos procurar formas de usar nosso amor e santidade para atrair outros a Cristo. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt. 5:16). Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros (João 13:35).


Rev. José Francisco do Nascimento
IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU
Vivendo em Cristo, Discipulando sempre

ESTUDO APLICADO NA EBD NO DIA 14 DE ABRIL DE 2013

QUANDO A JUSTIÇA FALHA


A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância, mas a falta de justiça o dissipa (Pv 13.23).

Há pobreza que não é resultado da indolência, mas da injustiça. Há pessoas honradas que lutam com grande empenho e trabalham com grande esforço, mas não usufruem o resultado de seu trabalho em virtude do sistema perverso e injusto que assalta o seu direito. O povo de Israel foi muitas vezes oprimido por inimigos políticos. Os israelitas plantavam suas lavouras e colhiam seus frutos abundantes, mas precisavam entregar o melhor de sua colheita para pagar pesados tributos aos reinos estrangeiros. Outras vezes eram explorados pelos próprios irmãos, que em tempos de aperto lhes emprestavam dinheiro com usura e depois, com juros pesados, acabavam tomando suas terras, suas lavouras, suas casas e até mesmo seus filhos. Essa dolorosa realidade acontece ainda hoje. Temos em nossa nação uma das mais pesadas cargas tributárias do mundo. Trabalhamos à meia com o governo. Nossa terra produz mantimento com abundância, mas o injusto sistema tributário dissipa o fruto do nosso trabalho. Aqueles que, por dever de consciência, não lançam mão da sonegação gemem para pagar seus impostos. E o pior: veem, estarrecidos, essas riquezas caindo no ralo da corrupção, desviadas para abastecer contas nababescas de indivíduos inescrupulosos.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O RELACIONAMENTO QUE AGRADA A DEUS


Que sociedade? Que harmonia... ? Que união...?
Às vezes os jovens me dizem: "Meu pai não era crente quando se casou, mas agora é líder em nossa igreja". Como responder a esse raciocínio? Pela graça e misericórdia de Deus seu pai é crente! Louve a Deus por isso, mas não adote essa linha de pensamento porque para cada caso assim, eu posso contar nove casos de casamentos mistos onde há tristeza, brigas, desarmonia e divórcio (Pastor conselheiro, Jaime Kemp).
Em II Coríntios 6:14-18, Paulo dá uma instrução muito importante sobre esse relacionamento tão íntimo. A cidade de Corinto era tremendamente pecaminosa, comparável a São Paulo ou ao Rio de Janeiro. Faziam parte da adoração no templo pagão 1000 prostitutas. Foi lá que Paulo pregou o evangelho transformador - "Não vos ponhais em jugo desigual".
Não é possível colocar um boi e um cavalo juntos na mesma canga para puxar o carro, porque a natureza deles é diferente. Um sairia correndo para um lado, e o outro, devagar para outro. Paulo usa a canga como ilustração para descrever o relacionamento íntimo entre as pessoas. Não ponha seu pescoço para trabalhar, andar junto, criar filhos, servir ao Senhor, na mesma canga com uma pessoa que não tem Jesus como Senhor. Paulo fez cinco comparações para enfatizar que um casamento misto não dá certo.
) "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos".
2º) Ele pergunta, "será que existe sociedade entre a justiça e a iniquidade?", isto é, não há possibilidade de trabalharem juntos.
3º) "Que comunhão há entre a luz com as trevas?". Somos filhos da luz. Não há possibilidade de termos comunhão com os filhos das trevas. O comportamento e filosofia e os valores são diferentes.
Um rapaz pode-me dizer: "Pastor, você está dizendo que minha garota bonita, é filha das trevas?". Não sou eu quem diz isso, mas é Deus! Se ela não foi lavada pelo sangue de Cristo, não faz parte da família de Deus, portanto, não há nenhuma possibilidade de um relacionamento mais íntimo com ela.
4º) Paulo pergunta, "ou que união pode haver do crente com o incrédulo?" Fomos comprados por um preço alto, não pode existir unidade entre o santuário de Deus e os ídolos.
5º) "que harmonia pode haver entre Cristo e o Maligno?". Aqui Paulo não fala apenas de um descrente, mas de alguém totalmente nas mãos do diabo.
Muitos jovens não querem casar-se por não conhecerem casamentos harmoniosos, famílias felizes. É pena, pois o casamento é a primeira instituição de Deus. Jovens enamorados, Deus quer andar e habitar entre vocês, participando de suas atividades.
Não há dúvida alguma de que devemos ser luz e sal na sociedade em que vivemos, iluminando e preservando o que resta de sociedade decaída. Estudos provam que 75% de todos os problemas de casais, têm sua origem na época de namoro e noivado. Deus está mais interessado com quem você vai casar-se, do que você mesmo. "Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do seu coração".
Colocar-se em jugo desigual resulta em casamento incompleto, porque o aspecto prioritário, que é a unidade espiritual, está perdido. "Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus (I Co 10:31).

"NAMORO A TRÊS!"
"Quando foi a última vez que você orou com sua/seu garota(o)?". Talvez você diga: "pastor, oração no namoro? Não tem cabimento!". Se não há ambiente para a oração, alguma coisa está errada no seu relacionamento, porque a oração deve ser a prática mais espontânea na vida cristã, dentro ou fora do namoro.
Nossa tendência é catalogar coisas que achamos que são espirituais e as que achamos serem do dia-a-dia. Por exemplo, muitos acham que lecionar na Escola Dominical é atividade espiritual, mas não pensam que conversar com o namorado, ou comer pizza juntos seja atividade espiritual. Paulo acaba com essa ideia em I Coríntios 10:31. Deus quer participar de todas as atividades de nossa vida.
Se vocês não oram juntos no período de namoro e noivado, se não procuram ler e obedecer a Palavra, se não há conversas francas e abertas sobre dificuldades, não pensem que, de repente, no primeiro dia do casamento será automático orar, colocar a Bíblia como prioridade e organizar a vida conforme os princípios de Deus. Isso simplesmente não acontecerá. O período de namoro e noivado é importante para construir o alicerce para um casamento feliz.
ALGUMAS SUGESTÕES QUE PODEM AJUDÁ-LOS NESSE SENTIDO:
1) Desde o início do relacionamento planejem atividades em grupo. Evitem longos períodos a sós, colocando-se em situações onde seus impulsos seriam estimulados demais.
2) Estabeleçam regras de conduta coerentes com princípios bíblicos. Por exemplo, sejam francos quanto ao relacionamento físico. Às vezes, as carícias estão sendo excessivas e há defraudação.
3) Coloquem a Bíblia como regra de fé e prática. Isto quer dizer que vocês vão estudá-la juntos e procurar aplicações práticas.
4) Desenvolvam um espírito de louvor e oração. Crie hábito de sempre levar o problema a Deus em oração e, também, dedicar momentos de louvor a Ele após uma vitória.
5) Procurem manter comunicação aberta. Um dos maiores problemas no casamento é a falta de comunicação, ou a comunicação não aceitável, como gritarias, brigas, etc. Aprendam logo de início a preservar uma linha de comunicação aberta entre vocês e o Senhor. Desenvolvam um espírito de perdão. Todo relacionamento enfrenta provações. Mas, o amor verdadeiro, usará a tribulação para que o relacionamento se torne mais profundo e comunicativo.  
6) Procure ler bons livros e assista filmes sobre relacionamentos. Esses livros e filmes podem ser lidos e assistidos e discutidos, porém tenham muita cautela em relação a conversas íntimas sobre sexo, que poderão despertá-los sexualmente.
Se você deseja um casamento feliz, dentro do padrão de Deus, você tem de construir sua casa na Rocha, que é Cristo, e caminhar sob a orientação da Palavra de Deus. Decida basear seu noivado nos princípios de Deus, e que ele o abençoe nessa decisão.
"SEXO... POR QUE ESPERAR ATÉ O CASAMENTO?"
Vamos conversar agora sobre o relacionamento físico. Como controlar as carícias? Quem deve controlar o relacionamento físico? É possível ter contato físico e ainda ficar dentro da vontade de Deus? Quais são os limites que Deus impõe?
Será que a Bíblia tem respostas para perguntas como essas? Deus está interessado neste assunto? Digo com toda convicção que há respostas bíblicas para essas perguntas e que Deus está interessado no relacionamento dos jovens cristãos.
Em I Tessalonissences 4:1-8, Paulo trata do nosso relacionamento físico. Leia a passagem.
Como é que devemos viver e agradar a Deus? Conforme o verso 3, a vontade de Deus é a nossa santificação. Isto quer dizer, pureza moral. É a separação dos padrões imorais da sociedade e a aceitação do padrão de Deus. Deus quer que dediquemos nossa vida a Ele e que nos abstenhamos da prostituição. Paulo não está falando só da comercialização do sexo pelas mulheres na rua, mas, da imoralidade sexual, seja em palavra ou ação.
Paulo está dizendo que Deus quer que vivamos nossa vida com pureza moral. No verso 4, ele explica que "cada um de vós saiba possuir seu próprio corpo". É importante verificar que o jovem deve guardar puro o seu corpo até o casamento, quando ele poderá desfrutar dos prazeres do ato conjugal.
Paulo está demandando pureza moral não somente para a mulher, mas também para o homem. Na sociedade brasileira não é somente aceitável, mas está totalmente dentro dos padrões, que o jovem tenha uma série de experiências sexuais antes do casamento. Muitos pais estimulam seus filhos a manterem relações sexuais para "provar que são homens". Mas, no texto, não há padrões duplos. Quando o homem vem para o leito matrimonial, deve poder dizer para sua esposa, como ela para ele, "querida(o), esperei por você e agora dou todo o meu amor exclusivamente para você". Muitos jovens não podem fazer isso. Quando há intimidade sexual no período de namoro e noivado, a culpa formada pode ter efeitos negativos no casamento e ser fonte de irritações e brigas.
Devemos aprender como nos relacionar na área física, não apenas na área do namoro. Paulo fala no verso 5, "não com o desejo de lascívia", para mostrar que essa é a maneira errada do homem iniciar seu casamento. (Os pagãos dos dias de Paulo conheciam deuses tão imorais quanto eles. Eles mantinham relações sexuais com as prostitutas do templo).
Quando Paulo fala, "e que nessa matéria" sobre o que está falando? Ele se refere ao nosso relacionamento físico e nos exorta a tomar cuidado pois podemos ofender e/ou defraudar nosso irmão. A palavra defraudar significa tirar vantagem sobre o outro. Há várias maneiras de se defraudar, mas Paulo está se referindo a uma defraudação sexual. Defraudar também significa excitar, ou despertar desejos sexuais na outra pessoa, que não podem ser satisfeitos dentro da vontade de Deus, que é o casamento.
Defraudar significa ainda utilizar, como se fosse sua, a propriedade de outro. Jovem, seu(sua) noivo(a), não é sua propriedade. Ele(a) pertence ao Senhor. Portanto, promiscuidade antes do casamento representa roubar do outro a sua virgindade, que deve ser preservada para o matrimônio. Isso é defraudar. Você pode dizer: "Mas ela(e) vai ser minha esposa(o)!" Como você tem certeza? E, mesmo tendo certeza, Deus disse que é contra as pessoas procederem dessa maneira quando solteiras. Nós fomos chamados não para a impureza, mas para novidade de vida.
Vamos ser ainda mais práticos. Um jovem me pergunta:
– Pastor, até onde posso chegar no meu relacionamento físico com minha garota?
Cada jovem responde de uma maneira diferente às carícias dum homem ou mulher. Não podemos estabelecer uma série de regras. Deus nos dá claramente o princípio que nos limita no nosso relacionamento físico: não defraude. No instante em que começa a excitar desejos sexuais mesmo totalmente puros em si, você começa defraudar. Não estou dizendo: não se toquem. Para alguns, basta pegar na mão; para outros, é poder beijar e abraçar na despedida. A regra é sempre não despertar os impulsos sexuais no noivo(a).
O caminho para se evitar a defraudação é a comunicação! Vocês têm que conversar sobre isso. Feliz a moça, ou o moço, que sabem dizer "não". Jaime Kemp conta um caso de uma namorada. Uma noite, depois de saírem juntos, leva-a para casa cerca de meia-noite. Seus pais ainda não tinham chegado, estava meio escuro na porta da casa e tenta abraçá-la. Ela imediatamente lhe empurrou e disse: "Jaime, II Timóteo 2:22!". Ele não sabia o que dizia II Timóteo 2:22, mas seu orgulho ficou muito ferido. Saiu correndo, sem se despedir e foi para casa chateado. Assim que chegou, imediatamente consulta a Bíblia para descobrir o que aquela menina "superespiritual" quis dizer: "Foge [...] das paixões da mocidade". Ele ficou muito irritado, e por duas semanas nem lhe telefonou. Mas, lá no fundo do seu coração sentiu respeito por ela, até um desejo de tê-la como esposa, porque sabia que Ela era uma moça de caráter e convicções firmes.
Sim, é preciso coragem e determinação por parte dos dois, para dizer: "Querido(a), vamos parar por aqui, porque senão vamos nos defraudar".
Às vezes surgem desculpas como: ninguém é perfeito. É verdade, ninguém é perfeito, e por isso precisamos estabelecer limites na área do relacionamento físico para não sermos atingidos por uma tentação forte demais. Mesmo que a sociedade ache esses padrões "quadrados", devemos nos lembrar que o importante é o que Deus pensa, e ele já nos revelou o seu padrão.
Um olhar sensual, uma roupa ousada são maneiras de um jovem defraudar outro. Contatos físicos constantes e longos períodos de carícias devem ser evitados. Quando a intimidade física se desenvolve antes da espiritual, forma-se uma nuvem de culpa entre o casal, e entre eles e o Senhor. Muitos casais têm graves problemas no casamento porque não cuidaram de seu relacionamento físico. Com o passar do tempo, muitos são surpreendidos pela desconfiança, infidelidade, brigas, frustrações e sentimento de culpa.
Se você deseja um casamento feliz, decida não defraudar seu(sua) noivo(a). Lá no altar, você poderá dizer-lhe: "Querido(a), com esta aliança estou me entregando totalmente a você". Espere no Senhor e você estará desenvolvendo um alicerce bem firme para seu casamento.
O QUE NOSSOS PAIS TÊM A VER COM NOSSO RELACIONAMENTO?
Creia ou não, a harmonia e felicidade de seu futuro casamento depende muito de sua capacidade de tratar seus pais e irmãos em casa, e de sua disposição de se submeter à liderança que Deus instituiu em sua vida. Por isso, é muito importante vocês estarem em harmonia em seus lares. Deus usa sua família e as situações em casa para moldá-los e desenvolver qualidades espirituais, preparando-os para seu futuro lar.
Em Efésios 6:1 e Colossenses 3:20, Paulo ensina sobre a obediência aos pais. Deus deseja que todo jovem aprenda a viver sob autoridade (Rm 13:1).
Às vezes, aprender a viver em harmonia e paz com nossos pais ou irmãos exigirá sofrimento. Porém, isso também é parte do plano de Deus para moldá-los à imagem do seu filho (Rm 8:29). No casamento, o que nos ajudará diversas vezes será a entrega dos nossos direitos ao cônjuge (como o exemplo de Cristo em 1 Pedro 2:22-23).
Se não aprendermos a viver em harmonia em nosso lar enquanto solteiros, sofreremos as consequências futuramente, no casamento. Moças observem como seu noivo trata sua futura sogra. Ele é respondão, não tem respeito e não a obedece? Esta é uma dica importante. Não se case com um homem assim. Espere até que ele aprenda a viver em harmonia, tratando a mãe com respeito, porque um dia ele irá tratar você do mesmo modo. Agora, dirigindo-me aos rapazes, observem a maneira como sua noiva responde ao pai.
Ela fala mal do pai quando está com você? Não respeita as ordens dele? Se ela demonstra atitudes negativas, provavelmente um dia agirá da mesma forma com você. "Honra a teu pai e tua mãe". Este é o caminho para um casamento feliz. Nossos pecados, serão transmitidos aos nossos filhos (Nm 14:18)
Jovens, se vocês percebem a revolta de um espírito rebelde em vocês ou em seus parceiros, espere no Senhor — conversem e orem sobre isso. Tenham paciência até que aprendam a viver em harmonia em seu lar para então se casar. Essa harmonia só pode ser desenvolvida entre duas pessoas que têm Jesus como Salvador e Senhor, e que estão constantemente submetendo suas vontades, decisões e procedimentos à liderança do Espírito de Deus. Aprender a obedecer a autoridades e viver em harmonia é um dos maiores e mais importantes desafios para um casamento feliz.

TESTE: PAIXÃO OU AMOR?
Paixão
1. A paixão romântica pode surgir de repente, como um raio corta o céu.
2. Ela acontece por você achar alguém o máximo sem, no entanto, conhecer suas qualidades ou defeitos.
3. Na verdade, ela vê a outra pessoa com o um meio de conseguir alguma coisa: segurança, carinho, sexo, etc.
4. É possível apaixonar-se por duas pessoas ou mais ao mesmo tempo.
5. Uma pessoa apaixonada “vive nas nuvens”, fora da realidade.
6. Para a pessoa apaixonada, o visual da outra pessoa é fundamental.
7. A paixão aprecia estar com a outra pela pessoa pala excitação sexual que ela provoca.
8. Uma pessoa apaixonada usa “máscaras” para agradar sempre e não decepcionar o outro.
9. As afinidades nem sempre são fortes e definitivas. A atração é mais física que emocional e intelectual.
10. Os pais acham que, antes de pensar em algo mais sério, é preciso dar mais tempo.
Amor
1.    O amor cresce devagar, como uma árvore.
2.    Ele continua crescendo mesmo depois de perceber que a outra pessoa “dá suas mancadas”.
3.    Está interessado no bem-estar e na felicidade da outra pessoa.
4.    Dedica-se exclusivamente a uma só pessoa.
5.    Ele sonha, mas sem exageros. Sabe equilibrar os sonhos com a realidade.
6.    Para quem ama, o relacionamento total é mais importante que a atração física.
7.    O amor gosta de estar com a outra pessoa por amizade, companheirismo, carinho.
8.    Ele é o que é. Não te medo de mostrar falhas e virtudes.
9.    No amor, há muita afinidade. Interesses, alvos, valores, atividades, ou só uma boa conversa.
10.    Os pais apreciam a pessoa com quem se está namorando e incentivam o relacionamento para que se conheçam melhor.
A maior parte desse estudo foi retirado do Livro "Antes de Dizer Sim" do Conselheiro e pastor Jaime Kemp.
Ipanguaçu-Rn, 13de Abril de 2013 – Pr. José Francisco.