quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pensando biblicamente sobre o pretenso “casamento homossexual” (1)


O “pretenso ‘casamento homossexual’” está sendo intensamente debatido no mundo ocidental. Queremos ajudá-lo a pensar de forma bíblica e amorosa. Então, estamos começando uma série de artigos sobre o assunto. Abaixo segue a primeira parte traduzida da pregação de John Piper sobre “‘Digno de honra entre todos seja o matrimônio’ – Pensando biblicamente sobre o pretenso casamento homossexual” pregada no dia 16 de Junho de 2012.

Por John Piper
Seja constante o amor fraternal. Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos. Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados. Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros. Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as 
coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? (Hebreus 13:1-6)
A mensagem de hoje é construída em torno de oito pontos projetados para dar uma visão bíblica do casamento em relação à homossexualidade, e em relação à Emenda sobre Casamento proposta em Minessota. Eu pedi para lerem Hebreus 13:1-6 não porque darei uma exposição do texto, mas porque quero enfatizar aquela frase do versículo 4: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio”. É isso que desejo progredir para a glória de Deus e para sua orientação e seu bem.

1. O casamento foi criado e definido por Deus nas Escrituras como uma união sexual e pactual entre um homem e uma mulher em uma aliança vitalícia e exclusiva entre eles, como marido e mulher, com o intuito de revelar o relacionamento pactual de Cristo com Sua Igreja, comprada por Seu sangue.

Isso é mais claramente visto em quatro passagens onde estas verdades são tecidas em conjunto.

1. Gênesis 1:27, 28

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra… (Gênesis 1:27, 28)

2. Gênesis 2:23, 24

Então, Deus liga seu projeto de masculinidade e feminilidade com o casamento em Gênesis 2:23, 24. Quando a mulher é criada do lado do homem, este exclama: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
Em outras palavras, Deus criou a humanidade macho e fêmea para que houvesse uma união sexual de uma só carne e um apego pactual com o intuito de multiplicar a raça humana, e mostrar a aliança de Deus com seu povo, e finalmente a alinça de Cristo com sua Igreja.

3. Mateus 19:4-6

Surpreendentemente, Jesus pegou essa relação entre criação e casamento e aliança vitalícia, tecendo juntos exatamente esses dois textos de Gênesis. Mateus 19:4-6:
“Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher [Gênesis 1:27] e que disse [citando Gênesis 2:24]: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
E em nossa situação cultural, as palavras “não separe o homem o homem e a mulher que Deus ajuntou” tem um significado muito maior do que qualquer um pensaria que tivesse.

4. Efésios 5:24-32

Mais um texto sobre o sentido do casamento faz a distinção entre homem e mulher – esposo e esposa –como retrato pactualmente significativo de Cristo e da Igreja. Efésios 5:24-32:
“Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, [...] Eis por que [citando Gênesis 2:24] deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.”
Em outras palavras, desde o princípio houve um significado profundo e misterioso do casamento. E Paulo agora revela este mistério. E este o é: Deus fez o ser humano macho e fêmea com suas naturezas distintas de masculinidade e feminilidade e com papeis distintos no casamento para que no casamento, como marido e mulher, eles pudessem exibir Cristo a Igreja.
Os que significa que os papéis básico de um esposo e esposa não são intercambiáveis.  Marido exibe o amor sacrificial da liderança de Cristo  e a esposa exibe o papel submisso do corpo de Cristo. O mistério do casamento é que Deus tem essa exibição dupla (do marido e da mulher) em mente quando Ele criou a humanidade como macho e fêmea. Portanto, a realidade mais profunda do universo subjaz o casamento como uma união pactual entre um homem e uma mulher.

2. Não há algo como o pretenso “casamento do mesmo sexo”, e não seria sábio chamá-lo assim.

O ponto aqui não é apenas que o assim chamado “casamento homossexual” não deva existir, mas que ele não existe e não pode existir. Aqueles que acreditam que Deus nos falou verdadeiramente na Bíblia não devem ceder dizendo que a parceria comprometida e vitalícia de relações sexuais entre dois homens ou duas mulheres seja um casamento. Não é. Deus criou e definiu o casamento. E o que Ele uniu nessa criação e nessa definição não pode ser separado, e ainda chama-lo de casamento aos olhos de Deus.
Por John Piper © 2012 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados

terça-feira, 10 de julho de 2012

O LUCRO DESONESTO NÃO VALE A PENA


Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça (Pv 16.8)
A riqueza é uma bênção de Deus se granjeada com honestidade. É Deus quem fortalecer nossas mãos para adquirirmos riquezas. A prosperidade proporcionada por Deus não carrega em sua bagagem o desgosto. É um terrível engano, porém, negociar princípios e vender a consciência para acumular bens. O dinheiro adquirido com injustiça não traz conforto nem descanso para a alma. Mentir e corromper para obter vantagens financeiras é uma tolice. Roubar e gananciosamente surrupiar o alheio para acumular suas riquezas é uma consumada loucura. Torcer as leis e atentar contra a vida do próximo para abastecer sua ganância insaciável é entrar por um caminho de morte. Melhor é ser um pobre íntegro do que um rico desonesto. O bom nome vale mais do que as riquezas. De nada vale morar num apartamento cobertura, mas viver inquieto. De nada adianta morar numa casa de luxo, mas não ter paz na consciência. É totalmente desprezível ostentar uma riqueza cuja origem está escondida nos porões da corrupção. A felicidade não está nas coisas, mas em Deus. A segurança não está no dinheiro, mas em Cristo. A paz interior não está em quanto dinheiro você tem, mas na habitação do Espírito Santo em seu coração.  
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A PROMESSA DO ESPÍRITO


A vida cristã é viva no Espírito. Todos os cristãos concordam nisso com alegria. Sena impossível ser cristão, sem falar em viver e crescer como cristão, sem o ministério do gracioso Espírito de Deus. Tudo o que temos e somos como cristãos devemos a ele.
Assim, cada cristão tem uma experiência do Espírito Santo desde os primeiros momentos da sua vida cristã. Para o cristão, a vida começa com um novo nascimento, e o novo nascimento é um nascimento "no Espírito" (João 3:3-8). Ele é o "Espírito da vida", e é ele quem dá vida às nossas almas mortas. Mais que isto, era vem pessoalmente morar em nós, de maneira que a presença do Espírito é o privilégio que todos os filhos de Deus têm em comum.
Será que Deus nos faz seus filhos e depois nos dá seu Espírito, ou será que ele nos dá primeiro seu "Espírito de adoção", que nos torna seus filhos? Podemos responder que Paulo diz as duas coisas. Por um lado, "porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho" (Gál. 4:6). Por outro lado, "todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção" (Rom. 8:14-15). Não importa como você encara a questão: o resultado é o mesmo. Todos os que têm o Espírito de Deus são filhos de Deus, e todos os que são filhos de Deus têm o Espírito de Deus. É impossível, até inconcebível, ter o Espírito sem ser filho, ou ser filho sem ter o Espírito. Além disso, uma das primeiras obras do Espírito que mora em nós, e, graças a Deus, sempre repetida, é assegurar-nos que somos filhos, especialmente quando oramos. Quando "clamamos: Aba, Pai!", 'o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rom. 8:15,16; veja Gál. 4:6). Ele também inundou nosso coração com o amor de Deus (Rom. 5:5). Paulo resume o assunto ao dizer que "se alguém não tem o Espírito de Cristo, este tal não é dele" (Rom. 8.9; veja Judas 19).
Toda esta passagem em Rom. 8 é muito importante, porque demonstra que, no entender de Paulo, estar "em Cristo" e "no Espírito", ter "Cristo em vós" e "o Espírito em vós" são todas expressões sinônimas. Ninguém pode ter Cristo, portanto, sem ter o Espírito. O próprio Jesus deixou isto claro em seu discurso no Cenáculo, quando não fez distinção entre a "vinda" a nós das três pessoas da Trindade. Ele disse "eu virei", "nós viremos" (o Pai e o Filho) e "o Consolador virá" (João 14:18-23; 16:7-8).
Depois que ele vem a nós, passando a residir em nós, tornando nosso corpo seu templo (1 Cor. 6:19,20), começa sua obra de santificação. Em poucas palavras, seu ministério implica tanto em revelar-nos Cristo como em formar Cristo era nós, de maneira que cresçamos firmemente em nosso conhecimento de Cristo e em nossa semelhança com ele (veja, p. ex., Efés. 1:17; Gál. 4:19; 2 Cor. 3:18). Pelo poder do Espírito que habita em nós os desejos maliciosos da nossa natureza decaída são controlados e o bom fruto do caráter cristão é produzido (Gál. 5:16-25). Da mesma forma, o Espírito não é uma propriedade particular, que ministra somente aos cristãos individualmente; ele também une todos no Corpo de Cristo, a Igreja, de maneira que a comunhão cristã é "a comunhão do Espírito Santo", e o culto cristão é adoração no ou pelo Espírito Santo (p. ex., Filip. 2:1; 3:3). Também é ele que chega a outros através de nós, levando-nos a testemunhar de Cristo, e equipando-nos com dons para o serviço para o qual ele nos convoca. Além disso, ele é chamado de "o penhor da nossa herança" (Efés. 1:13,14), porque sua presença dentro de nós é tanto a garantia de que iremos ao céu quanto o antegozo dele. Por fim, no último dia sua atividade será a de ressuscitar nossos corpos mortais (Rom. 8:11).
Esta visão de relance de algumas das principais atividades do Espírito Santo na experiência do cristão deve bastar para mostrar que, do começo ao fim da nossa vida cristã, somos dependentes da obra do Espírito Santo – o Espírito, nas palavras de Pauto, "que nos foi outorgado (dado)" (Rom. 5:5). Eu creio nisto, e espero que todos os cristãos concordem comigo.
Todavia, será que este "dom" do Espírito prometido é a mesma coisa que o "batismo" do Espírito Santo? É neste ponto que as convicções diferem. Alguns dizem "sim"; outros, "não". Os que dizem "não", crêem que "dom" e "batismo" são diferentes, passam a ensinar que o "batismo" é uma segunda experiência, subseqüente, mesmo se, pelo menos em termos ideais, ela segue a primeira muito de perto. Por outro lado, para os que crêem que ambos são idênticos, e que ser "batizado" com o Espírito é uma figura vívida para ter "recebido" o Espírito, o "batismo" é algo que todos os cristãos tiveram. Esta é a minha convicção, e em seguida explicarei o que entendo ser a base bíblica para esta posição.
Não estamos fazendo um jogo de palavras superficial, como poderia parecer. Pelo contrário, nossa posição terá um impacto considerável sobre a compreensão da nossa peregrinação cristã pessoal e sobre nosso aconselhamento de outras pessoas. Por isso, precisamos estudar algumas passagens bíblicas importantes, porque tratam desta questão. Antes, no entanto, precisamos visualizar o cenário do nosso debate.
Ao estudarmos a Bíblia, sempre é essencial que interpretemos um texto em seu contexto, e, quanto mais amplo for o contexto, mais correta provavelmente será nossa interpretação. O contexto mais amplo possível é a Bíblia toda. Cremos que toda a Bíblia é a Palavra escrita de Deus. Por isso, já que Deus não se contradiz, concluímos que a Bíblia é uma revelação divina harmoniosa. Nunca devemos "expor uma passagem da Escritura de uma maneira que seja repugnante a outra" (Vigésimo artigo dos 39 artigos da Igreja da Inglaterra). Antes devemos interpretar cada trecho bíblico à luz de toda a Escritura.
        Ao aplicarmos este princípio à nossa pesquisa do que é o "batismo do Espírito", perceberemos antes de tudo que a expressão é exclusiva do Novo Testamento (onde ocorre sete vezes), mas que, mesmo assim, é o cumprimento de uma expectativa do Antigo Testamento. Esta expectativa geralmente era expressa em termos da promessa de Deus de "derramar seu Espírito, sendo que o apóstolo Pedro, em seu sermão no dia de Pentecostes, igualou especificamente o "derramamento" do Espírito (prometido por Joel) ao "batismo" do Espírito (prometido por João Batista e Jesus). As duas expressões estavam se referindo ao mesmo evento e à mesma experiência.

Retirado do Ebook: Batismo e Plenitude do Espírito Santo - John Sttot.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Homossexualidade: o papel da “dura lex” e da “sola gratia”




Nos países livres tanto os homossexuais como os heterossexuais têm direito à palavra. No regime democrático, ninguém deve ser ameaçado e
constrangido a calar-se, tanto na defesa da homossexualidade como na defesa da heterossexualidade. Se antes a tendência era a repressão dos homossexuais, a tendência hoje é a repressão daqueles que se opõem à prática homossexual por princípios morais e religiosos.
Na condenação do homossexualismo, Ultimato deseja, antes de tudo, ser coerente e proclamar para uns e outros que a Bíblia coloca os avarentos, os caluniadores, os trapaceiros, os idólatras, os ladrões e os adúlteros ao lado dos homossexuais passivos e ativos (1 Co 6.9,10). Mas também coloca a prática homossexual ao lado do homicídio, do seqüestro e do perjuro (1 Tm 1.9,10). Para manter-se coerente, a revista entende que a Igreja precisa ser fiel ao compromisso ético e ao compromisso evangélico.
Por força do primeiro, ela se obriga a dizer que a prática homossexual é uma união ilícita. Apesar da complexidade do problema. Apesar da propaganda ostensiva (da novela “Mulheres Apaixonadas” e da Parada do Orgulho Gay, por exemplo). Apesar dos direitos que vão sendo adquiridos (os casais homossexuais têm algum nível de proteção legal em treze países da Europa, em dois da Oceania e no Canadá). Apesar da quebra da unanimidade cristã na condenação ao homossexualismo (uma igreja gay já tem 40 mil fiéis espalhados em dezoito países). Apesar dos escândalos que ocorrem no ambiente cristão (clérigos envolvidos em práticas homossexuais).
Por força do segundo compromisso — o compromisso evangélico — a Igreja se obriga a pregar as boas notícias do amor, da misericórdia e do perdão de Deus. Precisa lembrar e anunciar que Jesus não veio buscar justos, mas pecadores ao arrependimento (Lc 5.31,32). Precisa se lembrar do trato que Jesus dispensou às três mulheres sem nome — a mulher samaritana (Jo 4.1-42), a mulher adúltera (Jo 8.1-11) e a mulher pecadora (Lc 7.36-50). Precisa se lembrar das três parábolas elucidativas de Lucas 15: a da ovelha perdida (apenas uma em cem), a da moeda perdida (apenas uma em dez) e a do filho perdido (apenas um em dois). Precisa se lembrar de que a “dura lex” e a “sola gratia” não são opostas entre si, mas complementares: “A lei sobreveio para dar plena consciência da falta; mas, onde foi grande o pecado, foi bem maior a graça” (Rm 5.20, EP).
Entre o compromisso ético e o compromisso evangélico, o último é mais importante que o primeiro. Pois Jesus veio para “buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19.10). Jesus é a resposta da súplica três vezes milenar: “Andei vagando como ovelha perdida; vem em busca do teu servo” (Sl 119.176).
Fonte: Revista ULTIMATO - Edição 284/set-out - 2003

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Pecado e a Glória de Cristo


D. M. Lloyd-Jones
  
Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. I Timóteo 1.15

Ninguém jamais terá uma concepção verdadeira do ensino bíblico sobre a redenção, se não possuir clareza de entendimento sobre a doutrina bíblica do pecado. E essa é a razão por que muitas pessoas, em nossos dias, são inseguras e vagas em suas idéias a respeito da redenção. A idéia mais comum é a de que o Senhor Jesus é um tipo de amigo ao qual todos podem recorrer em dificuldades, como se isso fosse tudo a respeito dEle. O Senhor Jesus é esse tipo de amigo - e temos de agradecer a Deus! Mas isso não é redenção em todo o seu escopo, em sua inteireza ou em sua essência. Você não pode começar a avaliar a redenção, até que compreenda o que a Bíblia nos ensina a respeito da condição do homem no pecado e de todos os efeitos do pecado no homem. Permita-me dizê-lo com outras palavras: você não pode entender a doutrina da encarnação de Cristo, a menos que entenda a doutrina do pecado. 

A Bíblia nos ensina que o homem estava em uma condição tão deplorável, que exigia a vinda, dos céus à terra, da Segunda Pessoa da bendita e santíssima Trindade. Ele teve de humilhar-se e assumir a natureza humana, nascendo como um bebê. Isso era absolutamente essencial, para que o homem fosse redimido. Por quê? Por causa do pecado e da sua natureza. Por conseguinte, você não pode entender a encarnação de Jesus, a menos que tenha um entendimento claro sobre o pecado. De maneira semelhante, considere a cruz no monte Calvário. O que ela significa? O que a cruz nos diz? O que aconteceu lá? Digo novamente que você não pode entender a morte de nosso Senhor e o que Ele fez na cruz, se não possui um entendimento claro sobre a doutrina do pecado. A completa imprecisão das idéias de muitas pessoas a respeito da morte de nosso Salvador se deve completamente a este fato: e elas não gostam da doutrina da substituição, não gostam da doutrina do sofrimento penal. Isso acontece porque nunca compreenderam o problema e não vêem o homem como um criatura caída no pecado. Estas são as doutrinas fundamentais da fé cristã; não se pode entender a redenção, exceto à luz da terrível condição do homem no pecado. 

Fonte: Devocional do mês da Editora Fiel, Versão online.

DISCIPLINA, O CAMINHO DA SABEDORIA


Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido (Pv 12.1)
A disciplina não é castigo, mas um ato responsável de amor. Não visa esmagar ou destruir o ofensor, mas restaurar-lhe a alma. A disciplina é preventiva, evita que outros caiam no mesmo erro; e também restauradora, ajuda o caído a levantar-se. A disciplina não produz alegria imediata, mas frutos permanentes. As feridas provocadas por ela trazem cura, mas curar superficialmente uma ferida gera morte. Deus só disciplinas os filhos a quem ama. Os bastardos, que não são filhos, são corrigidos. Por isso, perecem em seus pecados. Salomão é categórico: Quem ama a disciplina ama o conhecimento (Pv 12.12). Aprendemos pelos preceitos, pelos exemplos e também por meio dos nossos erros. Um fracasso só é fracasso quando não aprendemos com ele. Nossos erros não precisam ser nossos coveiros; podem ser nossos pedagogos. Só os estúpidos aborrecem a repreensão; os sábios amam a disciplina. A disciplina é o caminho do conhecimento prático e da sabedoria que vem lá do alto.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco

terça-feira, 12 de junho de 2012

CARTA AOS PAIS (do Brasil)


Queridos pais, para o Brasil tornar-se o país do futuro, com a justiça sendo uma de suas bases sólidas é necessário enraizar a justiça de Deus - não a dos homens - no coração dos nossos filhos, futuro desta nação. É absolutamente imprescindível acontecer uma transformação radical na mente e coração do povo. As leis brasileiras não podem criar em cada cidadão um senso de justiça, nem mesmo assegurar que a punição será executada, pois o "jeitinho brasileiro" está tão arraigado, apegado à cultura, que sempre encontra um modo de burlar as leis. É exatamente por isso, que grande parte deste livro enfocará disciplina e correção de filhos. Muito depende de você, papai e mamãe! Por quê? Não é preciso apenas uma disciplina justa, correta e amorosa. Existe algo ainda mais importante!
Sem dúvida alguma, creio que a maior necessidade dos filhos é ter modelos a seguir. Não me refiro a modelos encontrados em revistas de moda, nem nos desfiles apresentados na TV, pessoas bonitas, com cabelos impecavelmente penteados, corpos perfeitos, peles bem tratadas e posturas elegantes. O propósito delas é nítido: chamar a atenção do consumidor para algum produto. Refiro-me, porém, a fornecer exemplos a nossas crianças, adolescentes e jovens de como a vida deve ser vivida. Como pais, às vezes esquecemos que desfilamos na passarela da vida ante pequeninos olhos, mostrando-lhes o cotidiano; como vivê-lo, seus valores. Quer queiramos ou não, estamos no palco diante de uma plateia que observa atentamente cada um de nossos movimentos. Essas crianças não pagam entrada, não fazem anotações e nem mesmo têm consciência de que assistem a um "show". Mas ele está se desenrolando. Cada dia, crianças, adolescentes e jovens - futuros adultos estão sendo ensinados pelos pais, vizinhos, parentes, amigos, líderes da comunidade, da igreja, do governo. Analisando nossas vidas como pais, que tipo de valores nossos filhos têm aprendido? Num momento de franqueza e lucidez, diríamos que muito da vida nos é oferecido graciosamente, como apanhar uma flor, apreciar um pôr do sol, abraçar uma criança. Entretanto, nos entregamos a anseios que nos levam a construir castelos efêmeros e temporários, erguidos com dispendiosos carros, brinquedos caríssimos, sons de última linha (que amanhã já estarão ultrapassados), etc. É a valorização do status. Desejamos que nossos filhos cresçam pacientes, bondosos, tendo consideração pelos outros, porém eles convivem com pais descontrolados, que esbravejam obscenidades enquanto dirigem no trânsito. Cremos na integridade, na honestidade e intencionamos ver em nossos filhos essas qualidades. No entanto, eles sabem que sonegamos o imposto de renda. Tomamos posição veemente contra drogas, mas em diversos lares as crianças vêm seus pais anestesiados pelo álcool. Sonhamos que venham a ter um casamento feliz e harmonioso, entretanto eles têm que suportar em casa um ambiente de ódio, inveja, ciúme, competição, palavrões, brigas, incompreensões, explosões e separações. O que os filhos assimilam em relação às prioridades da vida? Percebem que não valorizamos relacionamentos familiares como deveríamos, enquanto dinheiro, realização pessoal e profissional nos obcecam. O que aprendem sobre moralidade? Ficam frente à TV assistindo horas de violência, sexo e infidelidade conjugal. Muitos dos próprios lideres de comunidade e da igreja lhes oferecem o mesmo exemplo. Deus nos ajude, somos péssimos modelos! Em Mateus 18.6-7, Jesus advertiu:

"Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse jogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos - mas ai do homem pelo qual vem o escândalo.” O maior impacto que podemos causar na vida de nossos filhos é através da forma que vivemos.

Muitas vezes, o que transmitimos a eles é: “Faça o que digo, mas não faça o que faço". Isso é errado! Seria correto se, convictos de sermos bons exemplos (inclusive no que tange a honestidade sobre nossos erros, assumindo a responsabilidade, pedindo perdão, pois não somos perfeitos), disséssemos: "Faça o que faço" - como o grande apóstolo Paulo disse à igreja de Cristo: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." I Coríntios 11.1. Que assim seja!
Que Deus lhes dê ânimo e coragem no decorrer da leitura e estudo deste livro, na assimilação de seus conceitos em suas vidas e em seu relacionamento paternal/filial. O Brasil, neste momento de crise, precisa, desesperadamente, de filhos de justiça.
Que o Senhor os encha de sabedoria para cumprirem a parte que lhes cabe.

Abraços,
Jaime Kemp

Do Livro: Nós Temos Filhos - Jaime Kemp.



GANHAR ALMAS, GRANDE SABEDORIA


O fruto do justo é arvore de vida, e o que ganha almas é sábio (Pv 11.30)
A vida do justo é como uma arvore plantada junto à corrente das águas, e o fruto do justo é arvore de vida. O fruto do justo alimenta os famintos e fortalece os fracos. Da boca do justo saem palavras de vida eterna, e das suas mãos, obras da bondade. O justo também é sábio, e a maior expressão de sabedoria é investir na salvação dos perdidos. Aquele que ganha almas faz um investimento eterno e ajunta tesouros que os ladrões não podem roubar, nem a traça pode destruir. Investir na salvação de almas é entrar numa causa de consequências eternas. Uma alma vale mais do que o mundo inteiro. De nada adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma. De nada adianta ajuntar tesouros na terra se esses bens não estão a serviço de Deus para ganhar almas. O melhor e mais duradouro investimento que podemos fazer é investir na salvação de vidas. O melhor e mais uso do nosso tempo é proclamar as boas-novas de salvação. A maior alegria que podemos ter é gerar filhos espirituais. A maior recompensa que podemos receber é ver almas se rendendo aos pés de |Jesus como fruto do nosso labor. Seja sábio, invista seu tempo, seu dinheiro e sua vida na grande empreitada de ganhar almas!
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

FILIPE E O ALTO FUNCIONÁRIO DA ETIÓPIA

Um anjo do Senhor disse a Filipe: — Apronte-se e vá para o Sul, pelo caminho que vai de Jerusalém até a cidade de Gaza. (Pouca gente passava por aquele caminho.) Filipe se aprontou e foi. No caminho ele viu um eunuco da Etiópia, que estava voltando para o seu país. Esse homem era alto funcionário, tesoureiro e administrador das finanças da rainha da Etiópia. Ele tinha ido a Jerusalém para adorar a Deus. Na volta, sentado na sua carruagem, ele estava lendo o livro do profeta Isaías. Então o Espírito Santo disse a Filipe: — Chegue perto dessa carruagem e acompanhe-a. Filipe correu para perto da carruagem e ouviu o funcionário lendo o livro do profeta Isaías. Aí perguntou: — O senhor entende o que está lendo? — Como posso entender se ninguém me explica? — respondeu o funcionário. Então convidou Filipe para subir e sentar-se com ele na carruagem. A parte das Escrituras Sagradas que o funcionário estava lendo era esta: “Ele era como um cordeiro que é levado para ser morto; era como uma ovelha que fica muda quando cortam a sua lã. Ele não disse nada. Foi humilhado, e foram injustos com ele. Ninguém poderá falar a respeito de descendentes dele, já que a sua vida na terra chegou ao fim.” O funcionário perguntou a Filipe: — Por favor, me explique uma coisa! De quem é que o profeta está falando isso? É dele mesmo ou de outro? Então, começando com aquela parte das Escrituras, Filipe anunciou ao funcionário a boa notícia a respeito de Jesus. Enquanto estavam viajando, chegaram a um lugar onde havia água. Então o funcionário disse: — Veja! Aqui tem água. Será que eu não posso ser batizado? [Filipe respondeu: — Se o senhor crê de todo o coração, é claro que pode. E o funcionário disse: — Sim, eu creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] Ele mandou parar a carruagem, os dois entraram na água, e Filipe o batizou ali. Quando eles estavam saindo da água, o Espírito do Senhor levou Filipe embora. O funcionário não viu mais Filipe, porém continuou a sua viagem, cheio de alegria. De repente, Filipe se encontrou na cidade de Azoto e seguiu viagem, anunciando o evangelho por todas as cidades até chegar a Cesareia. (Atos 8.26-40)

Fonte: Bíblia NTLH no http://www.sbb.org.br/

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CUIDE DE SUA CASA OU HERDE O VENTO


O que perturba a sua casa herda o vento, e o insensato é servo do sábio de coração (Pv 11.29)
Receber o vento por herança é herdar o nada. Aqueles que causam problemas à família herdarão somente o vento. Não terão o respeito nem a gratidão de seus entes queridos. Estarão condenados a viver na solidão e na miséria. Nada é mais perigoso para o futuro do que destruir a própria família. Aqueles que transtornam a própria casa não encontrarão abrigo no dia da tempestade. Aqueles que infernizam a família não encontrarão amparo do dia da calamidade. Terão de se alimentar de pó e receberão o vento como herança. O insensato, que não investe na família, antes luta para destruí-la com as próprias mãos, acabará servo do sábio de coração. Suas bravatas se desfarão como água, e sua tola arrogância baixará a crista. Nessa hora, o jugo da escravidão o esfolará o pescoço, pois desprezou tanto a família como a sabedoria. O texto em epígrafe é um solene alerta para nós. Precisamos investir em nossa família para não termos apenas o vento como herança. Precisamos buscar a sabedoria para não sermos escravos dos sábios. A Bíblia diz que aquele que não cuida da sua família é pior que o incrédulo (Tm 5.8). Nossa casa deve ser o primeiro território  da nossa generosidade!
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.