sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Projeto coloca Bíblia na agenda cultural em 21 cidades(ALC) Relembrando a ação dos copistas, que preservaram por meio de cópias manuscritas o texto das Sagradas Escrituras antes da invenção da imprensa, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), na comemoração dos 60 anos de existência, instalou “scriptoriums” (locais de trabalho dos copistas) em 21 cidades e capitais brasileiras. O Projeto Bíblia Manuscrita, que tem por meta colocar o Livro Sagrado em evidência na agenda cultural da sociedade brasileira em 2008, quer mobilizar 900 mil pessoas na transcrição do texto sagrado, totalizando uma Bíblia por Estado da Federação mais o Distrito Federal (num total de 29 livros), e outros dois exemplares copiados pela população das cinco regiões do país, no período de junho a setembro. O “scriptorium” ocupa uma área reservada, onde voluntários ajudam os “copistas” a transcreverem o conteúdo da Bíblia. Cada “copista” pode transcrever, no máximo, dois versículos, para permitir a contribuição do maior número de pessoas. A sugestão é que cada copista doe um real por versículo copiado. Os recursos arrecadados serão canalizados para o programa “Inclusão do Deficiente Visual”, mantido pela SBB, e que beneficia 2,5 mil pessoas, além de instituições especializadas no atendimento às pessoas portadoras de deficiência visual. O dinheiro será empregado na confecção de Bíblias em braile e em áudio, com o intuito de atender um número ainda maior de deficientes visuais. O projeto da Bíblia Manuscrita integra as comemorações dos 60 anos da SBB, lembrados com o lema “A Bíblia: um livro para todos”. Já há “scriptoriums” instalados em Brasília, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Belo Horizonte, Cuiabá, Belém do Pará e São Paulo, além de cidades do interior em quatro Estados.
Fonte: www.alcnoticias.org Leia o livro• A Bíblia Toda, o Ano Todo, John Stott
...Sinto-me à vontade para fazer propaganda do
heterossexualismo
Se professores do COLUNI (Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa — considerado a melhor escola pública do país de acordo com as notas do ENEM) podem fazer propaganda do homossexualismo em aula, para alunos de 15 a 17 anos, por que eu, pastor evangélico, leitor assíduo da Bíblia e cristão convicto, não posso fazer propaganda do heterossexualismo? Se a colunista social Heloisa Tolipan pode publicar em sua coluna no Jornal do Brasil três fotos de afagos sucessivos entre Daniela Mercury e Alinne Rosa, vocalista da banda Cheiro de Amor, por que eu não posso fazer propaganda do heterossexualismo? Se as novelas da Globo podem mostrar “casais” de homem com homem e de mulher com mulher (e até de dois homens e uma mulher) se acariciando, por que eu não posso fazer propaganda do heterossexualismo? Se mulheres e homens homossexuais podem fazer um barulho enorme em favor da prática homossexual, do casamento gay e da adoção de filhos, por que eu não posso fazer propaganda do heterossexualismo? Não se faz propaganda nem do homo nem do hetero de boca fechada. Desde que saíram definitivamente do armário, os gays abrem a boca para justificar a opção e a prática homossexual. Os pregadores da opção e da prática heterossexual estão sendo empurrados para dentro do armário, agora vazio e desocupado, por pressão da mídia, da sociedade permissiva e do movimento gay. O Projeto de Lei 122/06 favorece a propaganda da homossexualidade e desfavorece a propaganda da heterossexualidade. Como posso fazer a propaganda da heterossexualidade? Voltando ao princípio de tudo, ao princípio do tempo, ao princípio da história, quando Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27) e apresentou um único modelo de relação sexual: “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne [ou uma só pessoa]” (Gn 2.24). A relação homossexual sempre aconteceu, mas nunca foi considerada normal. Até bem pouco tempo em qualquer dicionário ou enciclopédia, casamento era “o relacionamento que une um homem e uma mulher” (Enciclopédia Delta Universal) ou “a união legítima de um homem e uma mulher com o objetivo de fundar um lar” (Grande Enciclopédia Delta Larousse) ou “ato solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes” (Novo Dicionário Aurélio). Para atender ao clamor gay, os dicionários estão acrescentando ou revendo alguma coisa. Por exemplo, o Dicionário Enciclopédico Ilustrado Veja Larousse, publicado em 2006, diz que casamento é a “união legal entre um homem e uma mulher”, mas, por extensão, pode ser também “qualquer relação conjugal entre duas pessoas”. O também recente Dicionário de Psicologia Dorsch (2001) define a formação de casal como a “reunião de parceiros sexuais”. Ainda como propaganda da heterossexualidade, posso tornar conhecidos os textos das Sagradas Escrituras que tratam do assunto, todos de fácil compreensão, sem, contudo, centralizar essa anomalia (palavra de origem latina que significa irregularidade), deixando de lado todas as outras anomalias (apropriação indébita, corrupção, egocentrismo, injustiça social, intriga e muitas outras). Também não devo me deixar possuir por qualquer sentimento de arrogância ou de homofobia. No meu modo de entender, o mais explícito, o mais contundente, o mais veemente texto contra a prática da homossexualidade está na Epístola aos Romanos, a maior e a mais teológica das treze cartas escritas por Paulo. É uma passagem dura, mas que não pode ser olvidada nem retocada. O apóstolo ensina que as práticas homossexuais não são primeiramente a causa, mas o resultado da depravação histórica e globalizada do ser humano. Por causa desse problema básico, Deus “soltou as rédeas” e está deixando a humanidade livre, não só para trocar “suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza” (Rm 1.26), mas também para matar, roubar, fazer uma guerra atrás da outra, esgotar e destruir o meio ambiente, e assim por diante. É sob esta ótica que ele fala abertamente sobre o homossexualismo feminino e masculino. Assim como as mulheres, “os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros [e] começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão” (Rm 1.27). A exemplo de Jesus Cristo, eu não posso apontar o pecado sem apontar a salvação, não posso apontar a culpa sem apontar o perdão, não posso apontar o dedo em riste para o meu pecado e o pecado alheio sem apontar o dedo para Jesus Cristo para repetir o mais substancioso pronunciamento de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Se os professores podem fazer propaganda do homo, sinto-me em plena liberdade para fazer a propaganda do hetero!
• Elben M. Lenz César é diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

EM JESUS VOCÊ PODE CONFIAR
O intruso transcendental
C. S. Lewis tem toda razão quando se refere a Jesus como “um intruso transcendental”. De fato, Jesus chocou todo mundo ao se meter onde era chamado e onde não era chamado. Foi um intruso ao nascer de uma mulher virgem. Foi um intruso ao ocupar a manjedoura de Belém e a ampla sala do andar superior daquela casa de Jerusalém. Foi um intruso ao tomar emprestado meio compulsoriamente o jumentinho no qual fez a sua entrada triunfal. Foi um intruso ao invadir os domínios de satanás e expulsar os demônios daquele homem de Gerasa. Foi um intruso quando arrancou do Hades a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim. Foi um intruso ao violar a sepultura de Lázaro. Foi um intruso quando curou aquela mulher que havia perdido todos os seus bens com os médicos. Foi um intruso quando denunciou a hipocrisia dos mestres da lei e dos fariseus que assentavam na cadeira de Moisés. Jesus foi especialmente intruso quando tomou sobre si os pecados que não eram dele, deixando escancarado para sempre o Santo dos Santos. Mas Jesus não foi um intruso vulgar: ele era “um intruso transcendental”, vindo do alto, da parte de Deus, na “plenitude do tempo” (Gl 4.4). Bendito seja esse intruso que veio do céu e mudou todo percurso da História da humanidade. Por causa desse intruso, o pecador sabe que existe um "Salvador do mundo". Neste intruso você pode confiar.
(Fonte: Revista ULTIMATO)
PROJETOS QUE REGULAMENTAM PROFISSÃO DE TEÓLOGO SÃO INCOVENIENTES, diz associação
(ALC) A Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter) tachou os projetos em tramitação no Congresso Nacional propondo a criação do Conselho Nacional de Teólogos e a regulamentação da profissão de “inconvenientes” e nocivos aos teólogos. Os dois projetos, diz nota pública da Soter, “ferem frontalmente a liberdade religiosa e o princípio constitucional de separação Igreja e Estado”. Cabe às tradições religiosas definir quem é teólogo e teóloga, defende. O reconhecimento civil do diploma emitido por escolas de Teologia “não implica necessariamente regulamentação da profissão”. A Soter lembra que várias profissões têm diplomas reconhecidos, como é o caso dos filósofos, sociólogos, historiadores, físicos, matemáticos, e não estão regulamentadas. Tramitam no Legislativo o projeto do senador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e o projeto do ex-deputado Victorio Galli, pastor da Assembléia de Deus. O primeiro cria o Conselho Nacional de Teólogos e reconhece como teólogo a pessoa, mesmo não sendo diplomada, que exerça a atividade há mais de cinco anos. O segundo define o teólogo como todo profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos, administra comunidades, orienta pessoas, realiza ação social, pesquisa a doutrina e transmite ensinamentos religiosos, pratica vida contemplativa e preserva a tradição. Na nota pública, a Soter enfatiza que não apóia nem reconhece a organização que vem sendo chamada de “Conselho Federal de Teólogos”. Esse conselho, frisa, “não tem respaldo de nossa entidade nem das principais Universidades e Programas de Pós-Graduação em Teologia do país”. A Soter é uma sociedade civil, fundada em 1985, que tem o propósito de incentivar e apoiar o ensino e a pesquisa na Teologia e nas Ciências Sociais, promover os serviços dos teólogos e organismos eclesiais na perspectiva da opção preferencial pelos pobres. Ela congrega 550 associados, de diversas partes do Brasil.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Duas editoras cristãs são processadas por homossexual
(PORTAS ABERTAS) Um homem homossexual perturbado com versículos da Bíblia que condenam o homossexualismo como pecado decidiu perseguir duas editoras cristãs por suas versões da Bíblia, as quais ele alega que violam seus direitos constitucionais e lhe causam sofrimento emocional e instabilidade mental. Bradley LaShawn Fowler de Canton, entrou com uma ação num tribunal regional de Michigan em 7 de julho contra a Editora Zondervan buscando uma indenização de US$ 60 milhões. Fowler também entrou com outra ação no começo de junho buscando uma indenização de US$10 milhões da Editora Thomas Nelson, com sede em Nashville, no Tennessee. Fowler está representando a si mesmo em ambos os casos. O juiz Julian Abele Cook Jr. negou-se a aceitar o pedido de Fowler para que um advogado nomeado pelo tribunal o representasse no caso da Thomas Nelson, dizendo: "O tribunal tem algumas preocupações legítimas acerca da natureza e eficácia dessas queixas." Bradley Fowler, de 39 anos, culpa as referências ao homossexualismo como pecado na Bíblia da Zondervan por seu relacionamento precário com sua família, seus próprios períodos de "desmoralização, caos e confusão", e até mesmo a morte do homossexual Matthew Shepard. Leia mais em: http://www.portasabertas.org.br/

sexta-feira, 18 de julho de 2008


A Lei da Homofobia
(Rubem Amorese - ULTIMATO Jan/Fev 2008)
“Dentro do cine Gay Astor, você encontra na parte de baixo filmes hetero, na de cima, os de temática gay. Dentro do dark room e no banheiro, além das famosas pegações, ocorre também sexo de dupla e grupal. Por apenas cinco reais, a diversão vai até as dez da noite. Não esqueça de levar camisinha e gel.” Léo Mendes

O convite acima foi publicado num domingo, na “Coluna do Meio” do jornal goiano Diário da Manhã, voltada para o público gay. Léo Mendes é o jornalista Liorcino Mendes Pereira Filho, presidente da Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Goiás e membro titular da Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde.1 Enquanto o PL 1.151/1995, da então deputada Marta Suplicy (PT-SP), que disciplina a união civil entre pessoas do mesmo sexo, permanece à espera de um descuido dos contrários à sua aprovação, prospera, em paralelo, a chamada “Lei da Homofobia” (PL 5.003/2001), que, aprovada em plenário, seguiu para o Senado. A última ação sofrida pela “Lei do Casamento Gay” foi o requerimento do deputado Celso Russomanno (PP-SP) que solicitava sua inclusão na ordem do dia, em 14 de agosto de 2007. Ainda não foi dessa vez. A leitura do convite acima gera inquietação sobre as reais intenções dos gays ao proporem a “Lei da Homofobia” (PLC nº 122/2006, no Senado). O projeto, de autoria da deputada Iara Bernardi (PT-SP), altera a Lei 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do art. 140 do Decreto-Lei 2.848/1940 (Código Penal), e ao art. 5º do Decreto-Lei 5.452/1943 (Consolidação das Leis do Trabalho – CLT), e dá outras providências. Sua relatora é a senadora Fátima Cleide (PT-RO). A modificação pretendida à citada Lei 7.716/89 (chamada “Lei do Racismo”) é simples: equiparar a condição homossexual àquela de raça e cor. Advogam que ser homossexual é como ser branco, negro, judeu ou mesmo idoso; um fato não-moral (por não haver escolha envolvida; não existiria a opção de não ser gay). Alguns chegam a afirmar a existência do gene da homossexualidade. Pretendem, com isso, que qualquer crítica a um homossexual seja vista como violência homofóbica, crime semelhante ao racismo. Outros afirmam que eles desejam instaurar o delito de opinião. Pretende-se modificar, também, a CLT, tipificando a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. No caso, as penas são duríssimas. No dia 24 de outubro de 2007, a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) acolheu questão de ordem do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), para o adiamento da matéria. Os defensores desse Projeto de Lei afirmam que ele não atingirá as entidades religiosas. Dizem que a Constituição Federal garante a liberdade de crença, credo e culto. Entretanto, a Carta Magna fala em proteção “na forma da lei”. Com efeito, alguns tribunais brasileiros já baseiam as suas decisões no “princípio da dignidade e igualdade humanas”. Lembro um caso conhecido: em novembro de 2006, o jornal O Tropeiro, da cidade de Rancho Queimado, SC, publicou uma matéria em que promovia o homossexualismo. O pastor luterano Ademir Kreutzfeld, preocupado com seus fiéis, ligou para os comerciantes locais questionando seu patrocínio para aquele tipo de reportagem, e estes cortaram as verbas. O responsável pelo jornal, um ativista gay, deu queixa contra o pastor numa delegacia, alegando “homofobia”; o delegado, aceitando a queixa, intimou o pastor a se explicar. O reverendo Ademir está sendo processado por homofobia, antes da aprovação da lei. Por outro lado, conta-se que, durante a visita do papa ao Brasil, o líder gay Luiz Mott queimou, acintosamente, na porta da Catedral da Sé, em Salvador, fotos de Bento XVI.

Que punição esse ato de violência simbólica lhe valeu? Nenhuma. Um último registro: toda vez que o PLC 122/2006 entra na pauta da CDH, as caixas postais dos senadores são abarrotadas de e-mails de protesto. A ponto de tirar do ar, por mais de 24 horas, o site do Senado.

Notas 1. José Maria e Silva, “A ditadura da depravação”. Jornal Opção, edição on-line, 17-23 jun. 2007. (www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Reportagens&idjornal=242&idrep=2312) 2. Adaptado de José Maria e Silva, op. cit.
O vírus da violência
(Artigo de Pratileira de ULTIMATO)
Todos os dias surge algum incidente que toma o lugar do que até ontem nos aterrorizava e nos fazia a seguinte pergunta: Como o ser humano é capaz disso?Assistimos, passivos muitas vezes, e vivenciamos tudo o que de pior o homem é capaz de cometer por dinheiro, ira, fama ou qualquer outro motivo. Policiais entregando bandidos a outros bandidos, balas perdidas atingindo inocentes, pais matando filhos (e vice-versa), assaltos a hospitais, seqüestros, agressões racistas e muito outros casos horrendos estão aí para quem quiser ver e saber. Todo cuidado é pouco em nossos dias!A violência tem se espalhado rapidamente como um vírus mortal.
“O que é a violência, senão a expressão do fracasso? O que é o amor — e a paciência —, senão a tradução da vitória? Quando as ruas, as nações, as casas, os casamentos e a família expressam violência, estão apenas confessando sua ira ou inaceitação contra o próprio fracasso ou o medo de fracassar. Posto que o homem que é vitorioso no coração, auto-suficiente em Deus não tem necessidade de manifestar violência. Ou seja: não tem de violar nada, pular cercas, avançar, esmurrar física ou verbalmente, deitar ao chão, humilhar ou acusar mentirosa e iradamente ninguém. Será que é comum alguém feliz consigo mesmo e com Deus bradar de ira, agredir pessoas com qualquer tipo de violência? Se acaso essa pessoa chega a perder o controle e as estribeiras é que ela subitamente largou a mão de Deus. A reação colérica, o familiar faniquito — ou sempre ou vez ou outra — frente a coisas que molestam, humilham, agridem o bem-estar fisiológico ou emocional de uma pessoa revelam apenas um grande vazio de Deus. É como um arroio que vai fluindo, até que algo lhe interrompe o fluxo: ele salta como que em cascata sobre a coisa que lhe criou empecilho no caminho.Se a pessoa que se encontra frente a algum obstáculo que a surpreende e assusta é dotada daquela força e dignidade inicialmente transmitida pelos pais e a família, e reabastecida em Deus, ela vai resistir a esse obstáculo sem liberar seu descontentamento em gritos, xingamentos, imprecações e agressões. Tudo isso provoca tumulto e medo, mas ainda que o insulto tenha alguma base, se a pessoa tem meios seguros, como o perdão de Deus, então o temor desaparece, e a paz invade o coração da pessoa agredida.É a ânsia de domínio, de afirmação, de ter mais e mais, de se expandir sobre o outro, de ultrapassá-lo e até mesmo derrubá-lo, de sempre impor a própria vontade o principal ingrediente da ira ou da cólera provocativas da violência. A pessoa não se contenta com o que é ou o que tem — ou o que não tem — e, inundada dessa carência, da impotência em ultrapassar aquele que inveja, zumbe em gritos de cólera. O mundo está extremamente carente de tudo — alimento, remédio, atendimento hospitalar e médico, educação, emprego, dinheiro, mas principalmente de exemplo saudável e de amor. Se o que se gasta com projetos espaciais e com a confecção de bombas termo-nucleares fosse aplicado com o mesmo rigor e interesse no combate à pobreza, à fome e ao desemprego no Terceiro Mundo a humanidade estaria evoluindo como um todo harmonioso e criativo. Infelizmente todos esses problemas têm como fundamento a mais absoluta ausência de Deus entre os valores considerados pelo homem. Porque os pais nunca se lembram de Deus, eles não educam os filhos no temor do Senhor. Não têm conversa, diálogo, olhar carinhoso, ouvido para ouvir queixas e viagens emocionais, tempo para gastar com quem de repente se sente só e quer ser ouvido... Pois se alguém se nega a ouvir — ainda que seja um emaranhado de elucubrações — pode estar cometendo uma tremenda violência! O lar pode portanto se transformar numa prisão turbulenta ou num frio jazigo de almas solitárias e carentes — futuros violentos. A alma dessas crianças, adolescentes e jovens — a caminho da adultice — vai se locupletando de sentimentos daninhos, para si próprios e para a sociedade. E são esses sentimentos perversos que vão para as ruas, invadem praças e cidades e favelas, onde vomitam seu veneno em forma de violência. A violência nasce em pseudo-lares e floresce em pseudo-casamentos e nas ruas. É um contínuo vaivém de lágrimas e sangue. Tudo porque naquele berço inicial o rosto de Deus não se fazia ver. Tudo porque aquele governo e aquelas autoridades eram corruptas, sem o menor temor de Deus.É preciso lutar contra a violência, exercitando o amor e a paz de Deus, que fogem a todo entendimento. Pois somente Ele pode transmitir sentimentos de perdão e misericórdia aos seres humanos, tão escravos de seus humores, sua ambição, insatisfação e orgulho. É Ele, somente Ele, mediante Jesus Cristo, que deita água fria sobre a água escaldante; que faz da água vinho novo para que a cada dia a vida num lar, num país ou numa cidade valha a pena, e não se queira desistir."•

Fernanda Brandão Lobato, assistente editorial da Revista ULTIMATO.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Olá gente,
Estou colocando estas charges engraçadas, mas na verdade, quero que vocês reflitam na atual situação dos políticos brasileiros. Ninguém acredita em político honesto, embora saibamos que existe alguns (poucos). Porém, não é correto eleger quem nunca mostrou para que foi eleito. Neste ano de eleções, vamos permitir que se repita a mesma coisa dos anteriores??? Tá na hora de dar um basta nessa desconfiança e colocar alguém menos comprometido consigo mesmo, mas que seja comprometido com as nessecidades da coletividade. Vote consciênte. Vote confiante de que, após as eleições você não será tido(a) por besta. Seja exigente. Investigue seu candidato a partir de agora. Veja se ele não está envolvido em fraudes ou corrupção. Você correrá menos riscos de se sentir um(a) besta.

segunda-feira, 14 de julho de 2008



O MISTÉRIO CONTINUA – (parte 2)

O MILAGRE DA PATERNIDADE E DA MATERNIDADE
(Gene Edward Veith, Jr.).
O poder criador estabelecido em Gênesis – a capacidade de criar uma nova vida – se manifestam nos seres humanos que se ajuntam e o nascimento de uma criança é um verdadeiro milagre. Isso acontece com tanta freqüência que as pessoas tendem a esquecer que é algo surpreendente e é um milagre – exceto, geralmente, quando acontece com elas.
Quando um casal tem um filho, o milagre da natureza que acontece é palpável. Embora a mãe e o pai tenham concebido a criança – que possui o seu DNA – naturalmente, foi Deus quem fez a criança por meio deles. “Tu nos teceste no seio de minha mãe” (Sl 139.13). Deus, o doador da vida, na verdade está presente e trabalhando na concepção e na gravidez.
Quando as crianças nascem, estão num estado de total dependência. Elas precisam dos pais, pois não sabem comer, não sabem falar, não conseguem se locomover, etc. Assim como a criança depende do cuidado dos pais, nós dependemos do cuidado do nosso Pai, não somente quando somos jovens, mas, por toda á vida.
Os pais – como Deus – não só trazem o filho ao mundo, como também sustentam a vida de seu filho. Ou seja, é Deus agindo por meio dos pais. Além do mais, os pais são instrumentos usados por Deus para transmitir a fé para seus filhos. É tarefa dos pais ensinar “a criança no caminho em que deve andar” (Pv 22.6). A família funciona como uma mini-igreja em si própria, e os pais são os responsáveis pelo ensino da Palavra de Deus (Dt 4.9; 6.7).
A magnitude do papel dos pais, o poder notável que os pais e as mães têm para criar, alimentar e moldar seus filhos, tanto física como espiritualmente, está relacionada ao fato de que Deus é o verdadeiro Pai. Veja a oração que Jesus ensinou: “Pai nosso que estás nos céus”. Deus promete ser seu pai, diretamente, o “Pai dos órfãos” (Sl 68.5). O fato de Deus ter escolhido o homem, esse vaso de barro comum, desorientado e possível de erros para desempenhar a paternidade é mais um de seus milagres.
A indignação de um bebê, a insistência em ser o centro do universo e querer que os adultos façam tudo o que ele quer são para Santo Agostinho um sinal do pecado original, um ato infantil de rebelião cósmica que se prolonga até mesmo quando somos adultos. Há um Mandamento claro e obrigatório, um princípio moral igual ao de não matar ou não roubar para os filhos: “Honra teu pai e tua mãe” (Ex 20.12). Segundo Lutero, os filhos precisam “compreender que seu corpo e a vida que têm foram recebidos de seus pais e que foram alimentados e cuidados por seus eles, desde o trocar das fraldas”. Aqueles que olham para essa questão e pensam sobre isso irão espontaneamente prestar honra a seus pais e estimá-los.
Os pais merecem respeito, embora eles possam ser fracos, deficientes, impotentes e esquisitos (!), eles ainda continuam sendo pai e mãe concedidos por Deus. O relacionamento entre pais e filhos continua mesmo depois que eles crescem e se tornam adultos. Ainda são filhas e filhos. Enquanto os pais estiverem vivos, devem ser honrados. O Apóstolo Paulo adverte: “se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente (não cristão)” (1Tm 5.8). Rejeitar a família é equivalente a rejeitar a Deus, uma vez que ele está na família.
Numa família bem-estruturada, os pais amam os filhos e servem a eles. Os filhos amam e servem a seus pais. A mulher ama e serve a seu marido. E o marido ama e serve a sua mulher. Do mesmo modo, como os empregados e empregadores, os governantes e cidadãos, os pastores e membros amam e servem uns aos outros.
Reconhecer a autoridade tende a ser uma resposta ao amor e serviço que os filhos receberam. Os filhos obedecerão mais prontamente aos pais que eles sabem que o amam. Como diz Lutero sobre a tarefa de ser pai: Todos agimos como se Deus tivesse nos dado filhos para nosso lazer e diversão, como se não tivéssemos nada a ver com o que eles aprendem ou modo como eles vivem”.
Os pais não são vocacionados para essa nobre função com o fim de negligenciar, mimar nem maltratar os seus filhos. O abuso de crianças, a crueldade mental, a negligência, a frieza de coração, as brigas domésticas, a incitação dos filhos à ira (Ef 6.4) – nada disso tem a ver com as intenções de Deus para a família.
Os pais são bênçãos para os filhos, os filhos são bênçãos para os pais, o marido é uma bênção para a mulher e a mulher uma bênção para o marido. Esse é o milagre de Deus para a família – apesar de nossa carne passível de erros e fracassos, Deus continua a derramar o seu amor por meio dos seres humanos que ele colocou em famílias.

Que Deus abençoe as famílias!!!!

terça-feira, 8 de julho de 2008

O MISTÉRIO DO CASAMENTO, (parte 1)

(Gene Edward Veith, Jr.)

Todos os cristãos – na verdade, todos os seres humanos – foram chamados por Deus numa família. Nossa existência é proveniente de nossos pais, que nos conceberam e nos trouxeram ao mundo. Deus poderia ter povoado a terra criando do pó cada nova pessoa separadamente, mas, em vez disso, Ele decidiu que cada nova vida fosse gerada e cuidada pela família.
A família é a base onde o poder criativo de Deus e seu cuidado providencial são transmitidos, por meio dos seres humanos. Os antropólogos afirmam que a família é a unidade básica de toda a cultura. A família, com a autoridade delegada por Deus, também é a base para qualquer outra autoridade humana. Assim, a cidadania tem o seu fundamento na família, como pai que deve prover sustento para os filhos pelo trabalho que realiza. Na igreja, a família é elevada à imagem da relação íntima que Deus tem com seu povo: Deus é nosso Pai nos céus, a igreja é o corpo de Cristo na Terra.

QUAL É O MISTÉRIO
“Deus faz que o solitário more em família” (Sl 68,6). Segundo Gênesis, não era bom que o homem estivesse só, por isso Deus lhe fez uma mulher, de sua própria carne, instituiu o casamento e ordenou que fossem fecundos e se multiplicassem (Gn 1 – 2). Ao reunirem textos bíblicos sobre o casamento e a família, os reformadores (séc. XVI), insistiram que não há vocação maior nem mais santa do que o casamento, e que tudo o que oferece ao casamento, inclusive o relacionamento sexual, é dom de Deus (Ef 5.32). O casamento é uma manifestação tangível da relação entre Cristo e a igreja, embora apenas os casais cristãos, pelos olhos da fé, sejam capazes de perceber, como isso ocorre. Veja como o apóstolo Paulo escreve sobre como marido e mulher deve tratar um ao outro: As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido” (Ef 5:22-24). Ou seja, a mulher vê Cristo oculto no marido. Ela se submete a ele assim como a Igreja o faz em relação a Cristo. O marido, por sua vez, deve fazer por sua esposa o que Cristo fez por sua Igreja: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”, (v. 25). Dentro do “mistério do casamento”, a mulher deve ser submissa ao marido e este deve se entregar por ela. Tudo isso é feito em amor e serviço ao próximo. No casamento, o próximo da mulher é o marido e vice-versa. Os dois cumprem a vocação matrimonial amando e servindo um ao outro. Para que esse relacionamento funcione como a bíblia propõe, os marido não deve ser tirano controlando sua pobre mulher, nem grosseirão preguiçoso refestelado na poltrona esperando que sua esposa faça tudo pra ele. Não foi assim que Cristo tratou sua Noiva, a Igreja; não é assim que ele nos trata. Pelo contrário, o texto de Efésios nos oferece uma imagem de um marido que se sacrifica – seus desejos, suas necessidades, sua força, sua própria vida, se for preciso – para o bem da sua mulher.
No principio da criação, quando Deus estabeleceu o casamento (Gn 2.24), ele ordenou que o marido e a mulher se tornassem “uma só carne”. Isso é realmente “um grande mistério”. O marido deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo (Ef 5.28-33). Nunca deve maltratá-la ou machucá-la mais do que faria consigo mesmo. O apóstolo Paulo não afasta as implicações sexuais que os corpos do homem e da mulher devem compartilhar. Isso é bem explícito no texto de 1 Coríntios 7.3-5 quando diz: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”. Essa passagem é bem surpreendente no que concerne à dimensão sexual do casamento. O marido e a mulher devem satisfazer um ao outro sexualmente. Diferente das atitudes contemporâneas em relação ao sexo. Não há a idéia de que “é o meu corpo, e posso fazer o quiser com ele”. Não é o seu corpo – é o de seu cônjuge, é o corpo de Deus. Não há lugar para a permissividade sexual. O sexo deve encontrar sua expressão completa no casamento, para que Satanás não tente o homem e a mulher com artifício da falta de autocontrole, levando-os à infidelidade e à imoralidade sexual. O sexo fora do casamento é pecado porque Deus instituiu o casamento e este está debaixo da autoridade de Deus. O sexo dentro do casamento pela sua natureza tem um propósito que é a maternidade e a paternidade. - Esse será nosso próximo assunto em outro artigo -.