terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tire o celular, pois a terra é santa!

Por Calebe Ribeiro
Se Moisés tivesse um IPhone na época da sarça provavelmente ele passaria por ela sem perceber o evento, ou talvez, começaria a filmar e depois la“#SemFiltro”.
O celular nos priva muitas vezes de perceber “sarças que se queimam” por aí. O que quero mostrar é que o celular também é um forte concorrente disputando o monopólio da nossa atenção.
Não me venha com esse papo de que é possível mexer em um aplicativo enquanto se conversa com alguém e ainda assim manter a atenção concentrada nas duas coisas. Bobagem! Deixou de ser atenção concentrada e tornou-se atenção fragmentada.
Nos filmes mais antigos, depois de uma boa noite de sexo, cada um virava para o seu lado da cama e acendia um cigarro, cena clássica essa. Hoje, um casal moderno e tecnológico depois do sexo vira cada um para o seu lado e vai mexer no celular, dar uma última olhada no Facebook e no Instagram.
Acordamos com o celular na nossa mão, pois ele é o nosso despertador. Tomamos café com ele, pois ficamos mandando mensagem ou lendo as notícias. Vamos para o trabalho com ele nos nossos ouvidos, pois transformou-se no nosso Ipod. Ficamos no trabalho com ele em cima da mesa e qualquer notificação já olhamos para a tela, não respeitamos nem as reuniões, nem as aulas, olhamos mesmo. Quando vamos ao banheiro não existe melhor companheiro do que um celular, só na hora do banho que fica difícil, mas agora já inventaram um que não molha. Enfim, o celular passa mais tempo com a gente do que nossas esposas, maridos, filhos, amigos.
Estou para completar um ano de casado e percebi que toda vez que minha esposa e eu levamos o celular para a cama nos privamos de conversar um com o outro. Ficamos em silêncio olhando para a tela do celular e algumas vezes comentamos alguma coisa. Depois de desligados os celulares (de forma forçada, pois a bateria já chega nos 5%) falamos boa noite um para o outro e dormimos.
Comecei a perceber que os últimos trinta minutos do meu dia, dos quais poderia passar conversando com minha esposa, passei na verdade de olho na telinha. Engraçado que quando compartilhei essa realidade com alguns amigos eles riram e falaram passar pela mesma situação.
Propus um acordo com minha mulher, o de não levar tecnologia para a cama. Estamos nos adaptando a essa nova realidade, ficar sem o celular é como se sentir nu, somos viciados àquela zapiada rapidinha que, na verdade, leva uns 15 minutos.
Na tentativa de não passar desapercebido por nenhuma “sarça ardente”, adaptamos a ordem de Deus e nos exortamos mutuamente dizendo: Tire o celular, pois a nossa cama também é solo sagrado”.
– Calebe Ribeiro é um dos pastores de jovens da Igreja Presbiteriana do Recreio, no Rio de Janeiro (RJ). É também missionário da Missão Jovens da Verdade.

FONTE: http://ultimato.com.br/sites/jovem/2014/09/26/tire-o-celular-pois-a-terra-e-santa/

RESONSABILIDADE DE PREGAR O EVANGELHO

"... vos foram anunciadas...pelo Espírito Santo enviado do céu... coisas estas que anjos anelam perscrutar" lPe 1.12. Pregar o evangelho é um glorioso privilégio. Quando o pastor inglês Charles H. Spurgeon ensinava seus alunos, no século dezenove, exortava-os, dizendo: "Filhos, se um dia a rainha da Inglaterra vos convidar para serdes embaixadores, não vos rebaixeis de posto. Vós já sois embaixadores do Rei dos reis e do Senhor dos senhores". Somos embaixadores de Deus. Trazemos uma mensagem da parte do próprio Deus, com a autoridade do próprio Deus, que nos enviou. Essa mensagem é a melhor notícia que o mundo já ouviu.
A mensagem é que Deus ama os pecadores de tal maneira que deu seu próprio Filho para morrer por eles. O evangelho fala de Cristo, seu nascimento, sua vida, sua morte, sua ressurreição, seu governo, sua gloriosa vinda. O evangelho fala da salvação pela graça mediante a fé, oferecida a todos os que creem. O evangelho é uma notícia tão gloriosa que os próprios anjos gostariam de estar engajados nessa sublime missão.
Deus, porém, a cunhou a nós. Nenhuma instituição humana pode desempenhá-la. Nenhuma ordem angelical pode proclamá-la. Esse privilégio sublime e essa gigantesca responsabilidade foram dados à igreja. Cumpre-nos desempenhá-los com senso de urgência, com fidelidade e no poder da unção do Espírito. Não perca tempo. Pregue a Palavra! Proclame o evangelho!
"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê..." (Rm 1.16). O apóstolo Paulo foi o maior bandeirante do cristianismo. Cruzou mares, atravessou desertos, percorreu todos os rincões do vasto império romano pregando o evangelho, a tempo e fora de tempo. Mesmo sendo perseguido por causa do evangelho, jamais se envergonhou dele. Pelo contrário, sentia-se devedor, estava sempre pronto e nunca se envergonhava de anunciar as boas-novas de salvação em Cristo. Hoje, muitos se envergonham do evangelho. Outros são a vergonha do evangelho.
Nós, porém, devemos pregar o evangelho, pois este é o poder de Deus. Como Deus é onipotente, o evangelho também o é. O evangelho é o poder de Deus não para a destruição, mas para a salvação. Aqueles que nele creem são libertos das algemas do pecado e são salvos da condenação do pecado. O evangelho é poderoso, pois por meio dele, os pecadores se achegam a Cristo, o Salvador, e são salvos.
No evangelho se manifesta a justiça de Deus, uma vez que o evangelho trata da morte de Cristo em nosso favor, como oferta pelo nosso pecado. O evangelho nos apresenta a gloriosa verdade de que Cristo pagou nossa dívida na cruz, cumpriu a lei por nós e satisfez as demandas da justiça divina. Agora, não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Em vez de se envergonhar do evangelho, proclame o evangelho!


Retirado do “Cada Dia” de Agosto – Rev. Hernandes Dias.

PLANOS BEM-SUCEDIDOS

Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos (Pv 16.3).

Somos seres contingentes e limitados. Não enxergamos o que se esconde nas fímbrias do futuro. Não sabemos nem mesmo o que é melhor para nós. Não sabemos orar como convém. Muitas vezes pedimos a Deus uma pedra pensando que estamos pedindo um pão. Por essa razão, precisamos submeter a Deus nossos sonhos, planos e desígnios. Não administramos os acontecimentos, nem mesmo podemos ter a garantia de que estaremos vivos daqui a cinco minutos. Dependemos totalmente de Deus. Não podemos ficar de pé escorados no bordão da autoconfiança. Precisamos rogar a direção divina para tudo o que fazemos, a fim de sermos bem-sucedidos. Precisamos confiar ao Senhor as nossas obras, para que nossos desejos sejam estabelecidos. Não é a nossa vontade que deve prevalecer no céu, mas a vontade de Deus que deve ser realizada na terra. Não é sensato fazer por conta própria uma série de planos para depois pedir que Deus os aprove; precisamos orar para que os planos de Deus sejam os nossos planos. Os caminhos de Deus são melhores do que os nossos caminhos, e os desígnios de Deus são mais elevados do que os nossos. Os planos bem-sucedidos são aqueles que descem do céu para a terra, e não aqueles que sobem da terra ao céu.

Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

UMA ORAÇÃO PELO BRASIL – SALMOS 144

Este salmo nos coloca nos bastidores do palácio real, onde vamos encontrar o rei Davi com o seu coração focado em Deus: Deus que era o alicerce maior de sua vida (v.1-2); O uso continuado das expressões “meu, minha” sinalizam que ele tinha uma relação diferenciada com Deus (v. 3-4) – “que é o homem....?” conceituado soberano diante dos homens, Daví sentia-se profundamente débil diante do Senhor de todos os soberanos da terra; (v. 5). Depois de reconhecer sinais inequívocos da presença divina em seu reinado, Daví termina seu salmo (v. 12-15) fazendo uma oração na qual ele coloca sua plataforma de governo, na expectativa de que o próprio Deus estendesse Sua mão graciosa para concretizá-la e assim evidenciar seu Senhorio sobre todo o povo de Judá!
Lembremos-nos de João Calvino, reformador do século XVI, que inspirou a criação da Igreja Presbiteriana. Chegou em Genebra aos 27 anos, encontrando uma cidade marcada por uma pobreza extrema, pesados impostos, baixos salários, jornadas extensas de trabalho, analfabetismo, embriaguês, prostituição, vício no jogo de cartas. Apoiado por Guilherme Farel, líder do Conselho que administrava a cidade, Calvino ensinou que a crise de Genebra era consequência direta de uma crise na relação com Deus provocada pelo pecado que estimulava a ganância. A partir deste pilar denunciou: a estocagem de alimentos (trigo) enquanto o povo passava fome, os monopólios, a especulação financeira, a imposição de uma jornada de trabalho desumana, o desrespeito do domingo como dia de descanso semanal, a cobrança de juros abusivos pelos agiotas, o desemprego causado pela ganância dos ricos. Por influência e liderança de Calvino: foi criada a primeira escola primária obrigatória da Europa; ampliou-se o atendimento médico; ofereceu-se treinamento profissional, assistência médica e alimentar para refugiados; aumentou-se o salário dos trabalhadores; combateu-se a especulação financeira; foram criados cursos profissionalizantes para capacitar a entrada no mercado de trabalho; os vagabundos da cidade foram obrigados a aprender uma profissão e a trabalharem; a administração passou a ser supervisionada e fiscalizada. Calvino, assim, cumpriu na Suíça o mesmo papel cumprido por Davi em na nação judaica: “Davi serviu a sua geração conforme o desígnio de Deus” (Atos 13.36). É este papel que o Senhor nos convoca a cumprir hoje, por isso oramos para que Ele dê ao nosso país, através do seu povo, uma juventude estabilizada, uma provisão abundante e um equilíbrio social!
Comemorando mais um ano da independência do Brasil e vivenciando o calor de uma campanha política onde candidatos nos bombardeiam com promessas que, se concretizadas, farão do Brasil o melhor país do mundo, faz-se oportuno olhar para oração de Daví como uma ORAÇÃO QUE DEVEMOS FAZER HOJE PELO BRASIL!

Publicado no Boletim da Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu/Rn - Setembro de 2014 

Pr. Jair Francisco Macedo – ttp://www.comunidadepedraviva.com

DEUS JULGA NOSSAS INTENÇÕES

Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito (Pv 16.2).

Nosso conhecimento é limitado. Julgamos segundo as aparências. A camada de verniz que cobre a covardia e esconde a coragem muitas vezes nos impressiona a ponto de pensarmos que os robustos Eliabes são os escolhidos de Deus. Deus não enxerga as coisas como nós enxergamos. Nós vemos o exterior, Deus vê o coração. Nós contemplamos a ação, Deus julga a motivação. Podemos pensar que tudo o que fazemos é certo, mas o Senhor julga nossas intenções. Somos a geração que aplaude a atuação, que premia o desempenho, que acende as luzes do palco para o glamour da aparência. Somos uma geração que idolatra o corpo e dá prioridade à beleza física. A Bíblia afirma, porém, que enganosa é a graça e vã a formosura. Mas a pessoa que teme ao Senhor, essa será louvada. O que conta para Deus não é o que aparentamos ser, mas quem somos. Às vezes as pessoas amam não quem somos, mas quem parecemos ser. Amam não nossa verdadeira identidade, mas nossa máscara. Não somos aquilo que somos em público, mas quem somos em secreto. O que tem valor aos olhos de Deus não é o que julgamos puro, mas o que Deus considera puro.

Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sacrifícios que Andam, Respiram e Vivem – R.C. Sproul.

A Bíblia de fato nos chama de “santos”. Somos santos pois fomos consagrados a Deus. Fomos separados. Chamados para uma vida diferente. A vida do cristão é uma vida de inconformidade. Essa ideia é expressa em Romanos: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12.1-2)
No Antigo Testamento, a adoração era centralizada no altar, com a apresentação de sacrifícios a serem oferecidos a Deus. Na maior parte, essas ofertas de animais e de cereais eram ofertas pelo pecado. Eram símbolos que apontavam para o grande sacrifício que seria realizado na cruz. Após o Cordeiro perfeito ser morto, os sacrifícios no altar cessaram. Ofertá-los hoje seria um insulto ao sacrifício perfeito de Cristo.
Paulo convoca um novo tipo de sacrifício, um sacrifício vivo de nossos corpos. Devemos dar a Deus não nossos cereais ou animais, mas nós mesmos. Esse novo sacrifício não é um ato de expiação; não uma oferta pelo pecado. Esse sacrifício de nossos corpos a Deus é uma oferta de gratidão. Paulo inicia com a conjunção “pois”.
Em Romanos 12, o “pois” faz referência a tudo o que o apóstolo afirmou nos capítulos anteriores com respeito à obra salvadora de Cristo em nosso favor. A palavra nos conduz a única conclusão apropriada que podemos tirar de sua obra. À luz da graciosa justificação que Cristo conquistou para nós, a única conclusão sensata que podemos tirar é que devemos nos apresentar diariamente a Deus como sacrifícios que andam, respiram e vivem.
Com que se parece um sacrifício vivo? A primeira descrição de Paulo é em termos de inconformidade. “Não vos conformeis com este século.” É nesse ponto que muitos cristãos se desviam. Está claro que devemos ser inconformistas. Mas é difícil compreender precisamente para qual tipo de inconformidade fomos chamados.
Os cristãos que se entregam como um sacrifício vivo e que oferecem dessa forma sua adoração são pessoas com um padrão elevado de disciplina. Eles não se satisfazem com formas superficiais de integridade.
O método fundamental que Paulo ressalta como o meio para a vida transformada é a renovação da mente. Isso não significa nada mais, nada menos que educação. É uma convocação para dominarmos a Palavra de Deus. Precisamos ser pessoas cujas vidas mudaram, pois nossas mentes mudaram.
Para nos conformarmos a Jesus, precisamos primeiro pensar como ele. Precisamos da mente de Cristo. Precisamos valorizar o que ele valoriza e desprezar o que despreza. Precisamos ter as mesmas prioridades que ele tem. Precisamos considerar importante o que ele considera importante. Isso não acontecerá sem um domínio de sua Palavra. A chave para o crescimento espiritual é uma educação cristã profunda que exige um nível considerável de sacrifício.
Trecho do livro Deus é Santo! Como posso me aproximar dele?, lançamento da Editora Fiel.
Editado para o boletim da IPIP: Pr. José Francisco.

É DEUS QUEM TEM A ÚLTIMA PALAVRA

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor (Pv 16.1).

Antes de construirmos uma casa, fazemos o projeto. Antes de iniciarmos uma viagem, traçamos o roteiro. Antes de começarmos um empreendimento, estabelecemos planos e metas. Nem sempre o que planejamos acontece. Somos contingentes, limitados e não conseguimos discernir todos os acontecimentos que se escondem nas dobras do futuro. Alguns pensam que nossa vida segue um curso inflexível. Acreditam num determinismo cego e radical. Outros pensam que a história está dando voltas sem jamais avançar para uma consumação. Nós, porém, cremos que Deus está no controle do universo. Ele é o Senhor da história e segura as rédeas dos acontecimentos em suas mãos. Nosso coração faz muitos planos, porém não é a nossa vontade que prevalece, mas o propósito de Deus. Não é a nossa palavra que permanece de pé, mas a resposta certa que vem dos lábios do Senhor. Deus conhece o futuro em seu eterno agora. Deus vê o que se esconde nos corredores escuros do futuro. Para ele, não há diferença entre claro e escuro. Nada escapa ao seu conhecimento. Ele domina sobre tudo e sobre todos. O controle remoto do universo está em suas onipotentes mãos. Deus é quem tem a última palavra. 
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

14 - FAMÍLIA, LUGAR DE FUNDAMENTO – Salmo 127.1-5

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam..." (Sl 127.1).

Para se erigir uma família forte é preciso edificá-la sobre o fundamento certo. Por isso, a Escritura diz: "... se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (SI 127.1). Deus não é apenas o idealizador da família; é, também, seu fundamento. A maior necessidade da família não é de mais dinheiro ou conforto, mas da presença de Deus.
O casal que constrói seu relacionamento sobre o frágil fun­damento dos sentimentos, naufraga quando as ondas ficam revoltas. O casal que põe sua confiança na beleza física, entra em pânico, quando o tempo esculpe rugas indisfarçáveis em seu corpo, revelando as marcas indeléveis da velhice. O casal que edifica seu casamento sobre os bens materiais, descobre que o dinheiro não oferece felicidade nem segurança. O único funda­mento seguro para se edificar uma família é o próprio Deus.

Os outros fundamentos são frágeis e não suportam as tem­pestades da vida. É como edificar uma casa sobre a areia. Quando caem as chuvas no telhado, quando sopram os vento na parede e quando batem os rios no alicerce, a casa cai e é grande a sua ruína. É tempo de você conhecer a Deus e edificar sua casa sobre ele. É tempo de você fazer de Deus o fundamento de sua vida c de sua família!
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações.

13 - FAMÍLIA, LUGAR DE ADORAÇÃO – Gênesis 4.1-26.

"Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta." (Gn 4.4).
Caim e Abel aprenderam a adorar a Deus desde a infância. Sabiam que esse era o fim principal do homem. Porém, ao trazerem sua oferta a Deus, dois resultados bem distintos aconteceram. Deus não se agradou de Caim e de sua oferta, ao mesmo tempo que se agradou de Abel e de sua oferta. Tanto a vida como a oferta de Caim estavam erradas, enquanto a vida e oferta de Abel eram agradáveis a Deus.
Abel trouxe para Deus um sacrifício cruento enquanto Caim trouxe os frutos da terra. Abel trouxe um sacrifício que tipificava o sacrifício de Cristo na cruz, derramando o seu sangue para nos salvar, enquanto Caim trouxe um sacrifício que representava o esforço humano para chegar-se a Deus. A oferta errada de Caim era um reflexo de sua crença errada. E a sua crença errada desembocou em sua vida errada. Mesmo sendo exortado por Deus, Caim não se arrependeu; pelo contrário, alimentou ódio no coração por Abel e traiçoeiramente tirou sua vida.

O culto de Caim era falso, porque ele era do Maligno. Seu culto foi rejeitado, porque no seu coração não havia amor por Deus nem pelo seu irmão. Não basta ter uma religião. Não basta levantar altares em nosso lar. Não podemos comparecer diante de Deus de mãos vazias. Precisamos ter a doutrina certa, a oferta certa, a vida certa e a motivação certa.
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes
CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações.

12 - FAMÍLIA, LUGAR DE RECOMEÇO – Rute 1.1-22

"Assim, voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém..." (Rt 1.22).
Não é fácil recomeçar a vida depois de uma tragédia familiar. Muitos não conseguem retomar os sonhos depois de uma falência financeira, um casamento rompido ou um luto traumático. O livro de Rute narra a dramática histórica de uma família que morava em Belém. Houve fome naquela cidade e faltou pão, na casa do pão. Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom saíram de Belém e foram para Moabe. Foram em busca de sobrevivência e encontraram a doença e a morte.
Noemi sepultou naquela terra estrangeira seu marido e seus dois filhos. Ficou só e viúva em terra estrangeira. Seus sonhos mor­reram com seus mortos e suas esperanças foram sepultadas com eles. Um dia, ouviu que Deus visitara novamente sua terra e então, resolve voltar. Nessa volta, sua nora Rute, se junta a ela. Noemi, cujo nome significa "feliz", revoltada com Deus, muda de nome e passa a se chamar Mara, "amargura". Porém, a providência carrancuda de Deus mostrava a Noemi uma face sorridente.

Sua nora se casou com Boaz, um rico membro da família. Seu neto tornou-se avô do rei Davi e sua nora fez parte da genealogia do Messias. Quando tudo parece perdido, Deus está trabalhando para o nosso bem, escrevendo os capítulos mais emocionantes da nossa história. Nunca perca a esperança. Sempre é tempo de recomeçar!
Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

CADA DIA, Volume 34, n° 5, Especial Família. LPC Comunicações.