segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM A MULHER PRESBITERIANA


FILHO ESCUTE SEU PAI


O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão (Pv 13.1)
A obediência aos pais é o caminho mais seguro para a felicidade e a rota mais certa  para a prosperidade. É ordem de Deus: Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá (Ex 20.12). O apóstolo Paulo disse que este é o primeiro mandamento com promessa. A obediência aos pais é uma atitude justa, um princípio universal. Sua ausência é sinal de decadência da sociedade. O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão. Aqueles, porém, que não escutam os conselhos sofrerão a chibata. Aqueles que fecham os ouvidos à repreensão, esses oferecerão as costas aos açoites. Muitas tragédias acontecem ainda hoje porque os filhos tapam os ouvidos aos conselhos dos pais. Muitos casamentos errados acontecem porque os filhos não escutam os pais. Muitos acidentes ocorrem porque os filhos são rebeldes aos ensinamentos dos pais. As cadeias e os hospitais estão cheios de filhos vitimados pela rebeldia, e os cemitérios estão salpicados de jovens que foram ceifados precocemente porque, rebeldes, não quiseram ouvir o conselho de seus pais. Permanece o alerta: Filhos escutem seus pais. Esse é o caminho deleitoso da vida!
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco

sábado, 9 de fevereiro de 2013

DICAS DO CORPO DE BOMBEIROS PARA VIVER MAIS SEGURO


Com a realização do Carnaval, festa tradicional no Brasil, é importante lembrar algumas dicas de segurança. Lembre-se que viver uma aventura implica por em risco a sua vida e a de outras pessoas, por isso pense muito bem antes de agir com imprudência e negligência; e esteja atento as orientações que têm sido divulgadas nos meios de comunicação!

Algumas dicas são bem conhecidas, mas é sempre bom reavivar a memória.

Dicas ao sair de casa:
1. Verifique se o botijão de gás está fechado
2. Verifique se os aparelhos elétricos estão desligados, inclusive com o cabo de força retirado da tomada, se existir algum que deva permanecer ligado, certifique-se que o mesmo ficará em uma tomada exclusiva, evitando a sobrecarga
3. Evite deixar crianças menores e/ou pessoas com idade avançada, sozinhas em casa
4. Se na sua casa estiver sem energia elétrica, e você estiver usando vela ou similar, certifique-se que essas fontes de calor ficarão apagadas
5. Verifique se todas as portas e janelas estão trancadas.
Em casos de acidentes de Trânsito:
1. Ao deparar com acidente mantenha a calma
2. Sinalize o local (a uma distância de pelo menos 200 m), isso evita outros acidentes
3. Mantenha a vítima calma e informe-a que o socorro esta a caminho
4. Havendo outros voluntários trabalhe em equipe
5. Não execute primeiros socorros se você não for treinado, isso pode agravar a situação da vítima.
No local do evento:
1. Ao observar tumulto de pessoas não se aproxime
2. Se estiver no meio de um tumulto afaste-se com cautela, sem correria
3. Evite a hostilidade com as pessoas
4. Ao perceber a formação de vândalos, comunique o mais rápido possível a um agente público de segurança
5. Se você vai levar criança para eventos, coloque nela uma identificação com o nome, o endereço e o nº do telefone
6. Ao encontrar uma criança perdida leve-a até um agente público de segurança (Policial Militar, Bombeiro Militar)
7. Se perder uma criança, procure-a na delegacia mais próxima
8.Não compre latas de cerveja ou refrigerantes que estejam danificadas, perfuradas, ou com o lacre violado, você não sabe o que podem ter colocado lá dentro.
9. É importante manter a criança hidratada.
Dicas gerais
1. Evite usar fogos de artifícios
2. Ao encontrar alguém caído no chão, informe a um Agente Público de Segurança
3. Evite usar fantasias que possua partes pontiagudas, o recomendado é utilizar roupas leves e arejadas, inclusive os calçados.
4. Evite aproximar demais do palco e de multidões
5. Evite acessar lugares altos (caminhões, árvores, telhados, muros etc.)
6. Evite tocar e ou puxar fios elétricos que estejam estendidos no chão
7. Se ingerir bebida alcoólica não dirija, se dirigir não beba
8. Nunca entre na água após as refeições
9. Quando estiver na praia ou pescando num rio, coma somente alimentos leves e beba moderadamente. Dessa maneira, não terá congestão nem perderá o equilíbrio.
10. Não deixe crianças pequenas e que não sabem nadar brincarem sozinhas na praia, na beira de rios, lagos ou piscinas.
11. Não deixar crianças aos cuidados de estranhos.

Telefones Úteis:
Corpo de Bombeiros e Defesa Civil – 193
Samu – 192
Policia Militar – 190
Policia Rodoviária Federal – 191

Retirado do Blog do Cardoso Silva.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CRESCENDO ESPIRITUALMENTE POR MEIO DA PALAVRA DE DEUS - Parte 6


TEXTO BÍBLICO: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Mt 28:19, 20)
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (At 2:42); Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.(Jo 17:17).
INTRODUÇÃO: Por vezes ficamos à procura de grandes coisas para crescer espiritualmente. Esta procura, entretanto, se revela vã na medida em que os efeitos tão desejados não acontecem, e o que vemos é uma grande frustração no lugar da exultação. Mas qual o caminho bíblico para este desenvolvimento espiritual? Quais os meios que o Senhor deixou-nos para que pudéssemos ser como Ele é, santo?
OS MEIOS EXTERIORES PARA O CULTIVO DA SANTIDADE
Os meios exteriores e ordinários, pelos quais Cristo comunica à sua Igreja os benefícios de sua mediação, são todas as suas ordenanças, especialmente a Palavra (lida, pregada e ouvida) os Sacramentos (Ceia e Batismo) e a Oração (individual e coletiva);  todas  essas  ordenanças  se  tornam eficazes aos eleitos em sua salvação.
A PALAVRA EFICAZ 1
O Espírito de Deus torna a leitura, e especialmente a pregação da Palavra, um meio eficaz para iluminar, convencer e humilhar os pecadores; para lhes tirar toda confiança em si mesmos e os atrair a Cristo; para os conformar à sua imagem e os sujeitar à sua vontade; para os fortalecer contra as tentações e corrupções; para os edificar na graça e estabelecer os seus corações em santidade e conforto mediante a fé para a salvação.
A PALAVRA EFICAZ 2
1. para iluminar, convencer e humilhar os pecadores;
2. para lhes tirar toda confiança em si mesmos e os atrair a Cristo;
3. para os conformar à sua imagem e os sujeitar à sua vontade;
4. para os fortalecer contra as tentações e corrupções;
5. para os edificar na graça e estabelecer os seus corações em santidade e conforto mediante a fé para a salvação.
A PALAVRA EFICAZ (PROVAS BÍBLICAS)

Antigo Testamento:
Sl 19:11
Sl 119.105
Is 40.8
Jr 23:28,29
Novo Testamento:
Atos 8:27-38; 2:37,41; 17:11,12;20:32;26:18
Mateus 4:7,10
Romanos 6:17; 10:14,17; 16:25
I Co 3:4- 11;
II Co 3:4-11,18; 10:4,5;
Ef 4:11,12; 6:16,17;
Cl 1:27,28;
II Tm 3:15-17;
I Ts 3:2,13;
Hb 4:12.

APLICAÇÕES:
1. Devo ser firme no uso dos meios que o Senhor deixou para meu crescimento espiritual.
2. Devo pedir ao Espírito que torne a palavra eficaz em minha vida e na vida de outros também (família, igreja, amigos, vizinhos, etc.).

CONCLUSÃO:
Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra. Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei. (Sl 119:16- 18).



Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn
Vivendo em Cristo, Discipulando sempre
Rev. José Francisco do Nascimento

A MAIOR FESTA DE ANIVERSÁRIO DA HISTÓRIA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN


Estamos feliz por ter Deus nos proporcionado uma grande festa de aniversário dos 15 anos de organização da Igreja Presbiteriana em Ipanguaçu-Rn. Mais 300 pessoas participaram de nossa festa. Claro que uma festa não condiz com a realidade de membresia, mas podemos fazer uma análise de como a nossa Igreja tem influenciada na sociedade ipanguaçuense. 

Nossos convidados  para ministrar e pregar (Pr. Emanuel e Pb. Sebastião Lúcio) foram brilhantes em suas apresentações, pois expuseram a fiel e pura Palavra de Deus. Muitos foram edificados e compensados por esses queridos irmãos. Que Deus continue abençoando-os. 
Fica a sensação de dever cumprido. A satisfação dos irmãos e amigos comprovam que o nosso trabalho valeu a pena.
Gostaríamos de agradecer a todos os convidados e aos irmãos que muitos se esforçaram no serviço a fim de que tudo corresse bem, para honra e glória do Senhor Jesus Cristo.

Na ocasião a Comissão do PROR dá  posse ao Rev. José Francisco, que tinha sido eleito para ser o pastor efetivo por dois (biênio 2013-14).

Deus seja louvado em todas as coisa. Que no próximo sejamos tão eficientes ou até mais, se pudermos.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

15º ANIVERSÁRIO DA IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN


Os meios dos quais devo me utilizar para cultivar a santidade – Parte 5


TEXTO BÍBLICO: Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.  (Fp 2.12-6)

INTRODUÇÃO: Geralmente ouvimos sobre aquilo que devemos ser como cristãos, como pais, como filhos, empregados, etc. Parece haver uma série de regrinhas com as quase temos pouco contato ou talvez nem saibamos. Mas o que devo fazer para crescer espiritualmente?

O CULTIVO DA SANTIDADE
1. Procure conhecer e imitar o caráter de Deus (2 Rs 17.15; Ef 5.1) 2. Conforme-se com a imagem de Cristo: o que Cristo faria em meu lugar? (Fp 2.5-11)
3. Submeta-se à mente do Espírito (Gl 5.16, 18, 25)
4. Conheça e ame as Escrituras (Sl 119.72, 92, 97, 163, 174; 1 Pd 2.2)
5. Eu diligentemente os sacramentos como meios de graça para fortalecer sua fé em Cristo (Mt 28.19; Atos 2.47; 1 Co 11.23)
6. Considere-se morto para o pecado e vivo para Deus, em Cristo (Rm 6. 1- 14, 20- 23)
7. Ore e trabalhe na dependência de Deus para a santidade (Sl 51. 10; Fp 2. 12, 13)
8. Fuja do mundanismo (Rm 12. 2 e 1 Jo 2. 15- 17)
9. Busque comunhão na igreja: tenha mentores de santidade (Ef 4. 12, 13; Cl 3. 16; Hb 10. 25; Pv 13. 20)
10. Viva de maneira comprometida com Deus hoje (Js 24. 15; Sl 95. 7)

APLICAÇÕES
1. Não nos enganemos sobre dois aspectos:
1º) Deus me santifica (graça)
2º) Sou cooperador com Ele (trabalho)
2. Tudo começa com a palavra. Retome hoje o hábito de ler a Bíblia continuamente.
3. Não negligencie a prática contínua da oração.

CONCLUSÃO
“Irmãos, nós podemos ser muito mias santos do que somos”.
(C.H.S.)

Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn

Vivendo e Crescendo no Evangelho

Rev. José Francisco do Nascimento

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas


Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira (15).

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, mostram que a atividade do cérebro “dispara” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Os especialistas descobriram que a poesia “é mais útil que os livros de autoajuda”, já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

“A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças”, explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.

Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens. [ retirado de Folha de S.Paulo]

A pesquisa apenas comprova um consentimento quase que geral aos leitores. Possuo vários amigos escritores de autoajuda e sei o quão cuidadoso eles são com suas obras, mas, não é segredo para ninguém que elas são “mastigadas”, pois, o leitor comum do gênero não sente vontade, nem necessidade, de refletir profundamente, de chegar às conclusões por atividade própria.

Eu não leio autoajuda, não gosto, não tenho interesse e ainda acredito que os “autores sérios” do gênero acabam dentro do estereótipo que engloba toda a área. O resultado do estudo, ao meu ver, não tira o valor da autoajuda, mas, valoriza, ainda mais, os textos clássicos. Se para algumas pessoas é puro “pedantismo” ou “pseudo-intelectualismo”, a preservação e amor aos livros consagrados da literatura mundial só devem ser reitarado com tal resultado.

Por Gustavo Magnani,

Ler é bom. Ler clássicos é ainda melhor.

Postado de: http://literatortura.com/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Por Que Devemos Ser Explicitamente Teológicos

Se não me engano, nossa igreja tem uma reputação de ser bastante teológica. Sei que por isso muitas pessoas têm vindo à nossa igreja. E imagino por que algumas pessoas têm saído dela, ou nem sequer nos procuraram. Mas nenhuma igreja deveria se desculpar por falar e gostar de teologia. Contudo – isto é uma importante advertência – se somos arrogantes com a nossa teologia, se a nossa paixão doutrinária é simplesmente um objetivo intelectual eticamente duvidoso, ou se somos completamente desproporcionais em nossos afetos para com outras doutrinas não tão consideráveis, então que o Senhor nos repreenda. Não devemos ficar surpresos se a teologia receber uma péssima classificação em tais circunstâncias. 

Mas quando se trata de pensar, alegrar-se e edificar uma igreja sobre fundamentos bíblicos saudáveis, deveríamos todos desejar uma igreja profundamente teológica. Eu poderia citar muitos motivos para pregar teologicamente e muitos motivos para pastorear uma congregação que ama teologia. Vou citar seis:

    1. Deus se nos revelou na sua palavra e nos deu o seu Espírito para que pudéssemos compreender a verdade. Obviamente, não precisamos dominar todos os temas das Escrituras para sermos cristãos. Deus é gracioso para salvar muitos de nós com falhas de discernimento. Mas se temos uma Bíblia, sem mencionar os empecilhos materiais quando se trata de recursos impressos, por que não gostaríamos de entender o máximo possível da auto-revelação de Deus? Teologia é saber mais de Deus. Você não gostaria que sua igreja conhecesse mais de Deus?

    2. O Novo Testamento dá muito valor ao discernimento entre a verdade e o erro. Há um depósito de verdade que deve ser resguardado. Falsos ensinamentos devem ser lançados fora. Os bons ensinamentos devem ser promovidos e defendidos. Isso não acontece com alguns candidatos a Ph.D. insensíveis que se consomem diante de microfichas. Foi a paixão dos Apóstolos e do próprio Senhor Jesus que elogiou a igreja em Éfeso por ser intolerante com os falsos mestres e que odiava o comportamento dos Nicolaitas.

    3. Os mandamentos morais do Novo Testamento são fundamentados em proposições teológicas. Tantas epístolas de Paulo têm uma estrutura dupla. Os capítulos iniciais apresentam doutrina e os capítulos posteriores nos exortam à obediência. Doutrina e vida estão sempre conectadas na Bíblia. É por causa das misericórdias de Deus, à vista de todas as realidades sólidas teológicas em Romanos 1-11, que somos convocados a entregar nossas vidas como sacrifícios vivos em Romanos 12. Conheça a doutrina, conheça a vida. Nenhuma doutrina, nenhuma vida.

    4. Categorias teológicas nos capacitam mais e nos fazem regozijar mais profundamente na glória de Deus. Verdades simples são maravilhosas. É bom cantar hinos simples como "Deus é bom. Sempre!" Se você cantar isso com fé sincera, o Senhor se agrada. Mas ele também se agrada quando podemos cantar e orar sobre exatamente como ele tem sido bom conosco no plano da salvação e no alcance da história da salvação. Ele se agrada quando nos gloriamos na obra completa de Cristo, quando descansamos em sua providência todo-abrangente, e nos maravilhamos na sua infinitude e auto-existência; quando podemos nos deleitar em sua santidade e meditar na sua Trindade e Unidade e nos maravilhar com sua onisciência e onipotência. Estas categorias teológicas não têm a intenção de nos encher a cabeça, mas nos dar corações maiores que adoram com mais profundidade e sermos mais altos porque pudemos ver melhor o que há em Deus.

    5. A teologia nos ajuda e nos ensina a nos regozijar mais profundamente nas bênçãos que são nossas em Cristo. Repito, é doce saber que Jesus nos salva dos nossos pecados. Não há notícia melhor do que essa no mundo. Mas como seu deleite será mais completo e mais profundo se você compreender que a salvação significa eleição pela graça de Deus, expiação para cobrir seus pecados, propiciação para desviar a ira divina, redenção para comprá-lo para Deus, justificação diante do trono do julgamento de Deus, adoção na família de Deus, santificação constante pelo Espírito, e glorificação prometida no fim dos tempos. Se Deus nos deu tantas e tão variadas bênçãos multiplicadas em Cristo, não lhe ajudaria a honrá-lo compreendendo quais são elas?

    6. Até mesmo (ou seria especialmente) os que não são cristãos precisam de boa teologia. Eles não se entusiasmam quando ouvem uma pregação ordo salutis seca. Mas quem deseja pregações secas seja sobre lá o que for? Se você pode falar de maneira simpática, apaixonada, e simplesmente sobre as bênçãos da vocação verdadeira, da regeneração e da adoção, e sobre como todas essas bênçãos que se encontram em Cristo, e sobre como a vida cristã é nada mais nem menos do que aquilo que somos em Cristo, e como isto significa que Deus realmente deseja que sejamos sinceros, quando nascidos de novo e não como éramos nascidos no pecado – se você der tudo isso aos que anão são cristãos, e o der explicitamente, você lhes dará uma porção de teologia. E, se o Espírito de Deus estiver operando, eles poderão simplesmente voltar para buscar mais.
Não existem motivos para qualquer igreja ser algo menos do que robustamente teológica. As igrejas continuarão sendo de todos os formatos e tamanhos. Mas "sem teologia", ou pior, "anti-teológicas" elas não deveriam ser.


Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério "The Gospel Coalition" e mantém um Blog na internet "DeYoung, restless and reformed". Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.

Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO EM GERAL (1º)


Que o homem é responsável por seu próximo é claramente ensinado na Escritura. O que aparentemente não é óbvio a alguns cristãos é que esta responsabilidade se estende às responsabilidades sociais bem como às espirituais. Um levantamento das Escrituras apoiará a posição de que o dever do cristão para amar inclui as dimensões sociais bem como espirituais do amor.

A. A Responsabilidade para com Outras Pessoas

É aparente em todas as partes da Escritura que os homens realmente têm uma responsabilidade diante dos outros. A resposta de Caim: "Acaso sou eu tutor de meu irmão?" é um "Sim" claro. Até mesmo antes de Caim, Adão recebeu a responsabilidade pela sua esposa, fato este que está subentendido no fato do mandamento destinado para Adão e Eva juntos, ter sido dirigido para Adão somente (Gn 2: 16, 17). Mais tarde, quando o assassinato e a violência encheram a terra, Deus deu aos homens a autoridade para administrar a pena capital, a fim de refrear a violência (Gn 9: 6). Esta responsabilidade dos homens uns pelos outros mediante o governo, é vista no decurso do restante do Antigo Testamento (cf. Dn 4:17), e também no Novo Testamento (cf. Rm 13:1-7).
A responsabilidade não é meramente proteger vidas inocentes; também inclui fazer o bem positivo em prol dos outros. Segundo Jesus, é o ensino do Antigo Testamento também que o homem é responsável por amar seu próximo como a si mesmo. Jesus disse que o amor é a essência da lei moral (Mt 22:39). Até mesmo disse que a totalidade da moralidade do Antigo Testamento podia ser reduzida à Regra Áurea (Mt 7:12). Exemplos específicos daquilo que significa amar aos outros não faltam nem na vida nem nos ensinos de Cristo. As curas que Jesus fez dos mancos, dos leprosos e dos cegos, ilustram Sua própria solicitude, e sua história acerca do Bom Samaritano demonstra o amor que todos os homens devem ter para com os outros (Lc 10:30ss).
As Epístolas do Novo Testamento abundam de exortações para os cristãos cuidarem uns dos outros e dos de fora. Paulo escreveu: "Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros" (Fp 2:4). Outra vez: "levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6:2; cf. v. 10). A Primeira Epístola de João é muito explícita no que diz respeito à responsabilidade do cristão no sentido de amar aos outros, (cf. 3:17-18), como o é também a de Tiago (cf. 1:27). Em síntese, o homem é moralmente responsável pelos demais homens. Ele é o guardião do seu irmão.

B. A Responsabilidade para com a Pessoa Total

O que os cristãos às vezes não percebem, é o fato de que a responsabilidade de amar às outras pessoas se estende à totalidade da pessoa. Ou seja, o homem é mais do que uma alma destinada para outro mundo; é também um corpo que vive neste mundo. E como residente desta continuidade do tempo e do espaço o homem tem necessidades físicas e sociais que não podem ser isoladas das necessidades espirituais. Logo, a fim de amar ao homem conforme ele é — o homem total — é necessário ter uma solicitude acerca das suas necessidades sociais, bem como das suas necessidades espirituais.
Parte do descuido do "homem total" tem sua origem na ênfase platónica não-cristã sobre a dualidade do homem. Esta ênfase foi digerida pelos cristãos na Idade Média e tem sido transmitida para o presente.2 Em essência, argumenta que o homem é essencialmente um ser espiritual e que apenas tem conexão funcional com um corpo que, na melhor das hipóteses, é um impedimento, e na pior, um grande mal. A correção deste erro é achada no ensino bíblico acerca da unidade essencial do homem, e da qualidade boa da criação física e corpórea, feita por Deus (cf. Gn 1:31). Tanto a unidade do homem quanto a bondade do corpo ficam evidentes na doutrina cristã da ressurreição, fato este que é repugnante à mente grega (cf. At 17:32). A ressurreição do corpo não faria bom senso se os homens fossem completos sem seu corpo. Do outro lado, se o homem é essencial e permanentemente um corpo com alma, neste caso a negligência de qualquer aspecto é um erro sério. Se o homem deve ser amado como homem, deve-se amá-lo conforme ele é (e conforme ele será) viz., como criatura física e social, bem como espiritual.
Até mesmo se alguém rejeitar as doutrinas da unidade do homem e da imortalidade do corpo, é miopia demonstrar preocupação somente com as dimensões espirituais da vida. Os homens nesta vida, pois, têm mesmo corpos, e não podem viver aqui sem eles. Se, portanto, devemos alcançá-los para o mundo do porvir — se vamos salvar suas "almas" — então isto deve ser realizado através dos corpo deles. Os corpos que estão morrendo de fome dificilmente ficarão impressionados com a mensagem acerca do pão da vida, se nós lhes recusamos o alimento para esta vida. Jesus alimentou a multidão faminta com pão físico antes de pregar-lhe acerca do pão espiritual (Jo 6:11ss.). Os homens não têm muita probabilidade de sentirem sede pela água da vida enquanto estiverem assoberbados pela sede física. Noutras palavras, se os cristãos não mostrarem nenhuma solicitude para com as necessidades físicas e sociais básicas dos homens, neste caso não poderão esperar uma resposta multo positiva da parte deles para sua mensagem espiritual.

II. AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ESPECIFICAS DO CRISTÃO

Uma maneira de demonstrar que os cristãos realmente têm uma responsabilidade social, é mediante uma discussão das exortações específicas da Escritura quanto a isto. Há, muitas áreas de necessidades para as quais o cristão é responsabilizado com amor. A primeira área, e a mais básica, é a responsabilidade pelos seus.

A. A Responsabilidade Social Pelos Seus

A responsabilidade de uma pessoa prover para si mesmo e para sua própria família é sua responsabilidade social básica. Num tipo de sociedade socialista, é fácil esquecer que a sociedade não deve o sustento aos capacitados; pelo contrário, deve-lhe a oportunidade de ganhar a vida. É neste sentido que há verdade no lema: "Luto contra a pobreza; trabalho."3
1. Prover para Si Mesmo — Há um sentido em que o amor-próprio está na própria base da responsabilidade social.4 O homem deve amar a seu próximo como a si mesmo. Paulo disse: "Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida...' (Ef 5:29). No entanto, nem todos amam a si mesmo de um modo apropriado. O modo apropriado de amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para sua própria existência. Não será possível viver e amar aos outros a não ser que a pessoa ame sua própria vida e a sustente. "Contudo vos exortamos, irmãos," escreveu Paulo, "a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso, e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar" (1 Ts 4:11, 12). Na sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses, o apóstolo lembra do seu próprio exemplo: "Nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão, de graça, à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós" (3:7, 8). E deixou este mandamento com eles: "Se alguém não quer trabalhar, também não coma" (3:10).5
Destarte, uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar sua própria vida. Porque se cada homem que pudesse se tornasse independente, logo haveria menos homens dependentes dos outros para suas necessidades sociais básicas. Ou seja: o bem social fundamental que o homem pode fazer pelos outros é prover para si mesmo de modo que outros não precisem prover tanto para si mesmos quanto para aqueles que se recusam a se sustentar. Neste sentido, o amor-próprio é um dos bens sociais primários, e mais fundamentais que alguém pode realizar.
2. Provendo para Sua Família — Naturalmente, nem toda pessoa está capacitada a prover para si mesma. Há crianças, dependentes, viúvas, órfãos, e outras pessoas indigentes. Se acontecer que alguma destas pessoas está na família imediata dalguém, ou entre seus parentes, neste caso é sua responsabilidade social prover por elas. Quanto a este aspecto, a Bíblia é muito clara: "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do que o descrente" (1 Tm 5:8). Além disto: "Se alguma crente tem viúvas, socorra-as e não fique sobrecarregada a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas" (v. 16). A lição é que a obrigação social primária pelos pobres e necessitados não recai sobre a igreja nem sobre o estado, mas, sim, sobre a família imediata. Isto não significa, naturalmente, que a pessoa não possa cumprir sua responsabilidade social aos parentes, indiretamente, através da assistência social que é sustentada pelos seus impostos. Significa, isto sim, que o indivíduo capaz deve prover para seus parentes dalguma maneira, seja através do estado, seja por conta própria.
Do outro lado da questão, está subentendido que pessoas capazes, sejam elas viúvas ou não, proverão para si mesmas de modo que os parentes, a igreja ou o estado não tenha que prover para elas. Paulo não permitia que viúvas com menos de sessenta anos de idade fossem colocadas no rol da assistência, e mesmo então, somente aquelas que anteriormente tinham ajudado a outras eram arroladas (1 Tm 5:9, 10). As viúvas mais jovens eram encorajadas a manter-se ocupadas e a casar-se de novo (v.14). A regra subentendida a cada passo é que a pessoa deve prover para seus próprios, a não ser que seja incapaz de cuidar de si mesma. Se alguém deixar de prover para seus parentes indigentes, fracassou na sua responsabilidade cristã básica à sua própria família.
3. Provendo para Seus Irmãos Crentes — Segundo as Escrituras, a próxima responsabilidade social da pessoa é aos demais crentes. Além das da sua própria família, há as necessidades doutros crentes, que devem preocupar o cristão. Paulo conclamou os gálatas: "Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (6:10). O próprio Paulo estava muito ativo em levantar uma oferta para os santos pobres em Jerusalém (cf. Rm 15:26). João, semelhantemente, ressaltou a providência para as necessidades dos irmãos, e escreveu: "Ora, aquele que possuir recursos deste mundo e vir seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?" (1 Jo 3:17).
Tiago é igualmente firme na ênfase sobre a providência para os irmãos: "Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: 'Ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos,' sem, contudo, lhe dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?" (Tg 2:15, 16). A fé sem obras é morta. Conforme a expressão de João: "Se alguém disser: 'Amo a Deus,' e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (1 João 4:20). E a marca mais básica do amor cristão é o amor aos irmãos. Jesus disse: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13:35). A responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além da sua própria família, começa com a família de Deus. Esta verdade também é subentendida no cuidado da igreja primitiva com suas próprias viúvas (At 6:1; 1 Tm 5:9ss).
Não se segue disto que os cristãos não devam se preocupar socialmente com os não-cristãos. Longe disto. A Bíblia está repleta de evidências de que os crentes devem fazer o bem a todos os homens. A solicitude social dos cristão deve começar com sua própria família e com outros crentes, mas não deve terminar ali.

Esse pequeno estudo (parte 1) está baseado no oitavo Mandamento da Lei de Deus.

Pr. José Francisco.