segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Os meios dos quais devo me utilizar para cultivar a santidade – Parte 5
TEXTO
BÍBLICO: Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes,
não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência,
desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus
é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.
Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que
vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de
uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no
mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de
Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente. (Fp 2.12-6)
INTRODUÇÃO:
Geralmente ouvimos sobre aquilo que devemos ser como cristãos, como pais, como
filhos, empregados, etc. Parece haver uma série de regrinhas com as quase temos
pouco contato ou talvez nem saibamos. Mas o que devo fazer para crescer
espiritualmente?
O
CULTIVO DA SANTIDADE
1.
Procure conhecer e imitar o caráter de Deus (2 Rs 17.15; Ef 5.1) 2.
Conforme-se com a imagem de Cristo: o que Cristo faria em meu lugar? (Fp
2.5-11)
3.
Submeta-se à mente do Espírito (Gl 5.16, 18, 25)
4.
Conheça e ame as Escrituras (Sl 119.72, 92, 97, 163, 174; 1 Pd 2.2)
5.
Eu diligentemente os sacramentos como meios de graça para fortalecer sua fé em
Cristo (Mt 28.19; Atos 2.47; 1 Co 11.23)
6.
Considere-se morto para o pecado e vivo para Deus, em Cristo (Rm 6. 1- 14, 20-
23)
7.
Ore e trabalhe na dependência de Deus para a santidade (Sl 51. 10; Fp 2. 12,
13)
8. Fuja
do mundanismo (Rm 12. 2 e 1 Jo 2. 15- 17)
9.
Busque comunhão na igreja: tenha mentores de santidade (Ef 4. 12, 13; Cl 3. 16;
Hb 10. 25; Pv 13. 20)
10. Viva de maneira comprometida com Deus hoje (Js 24.
15; Sl 95. 7)
APLICAÇÕES
1. Não nos
enganemos sobre dois aspectos:
1º) Deus me
santifica (graça)
2º) Sou cooperador
com Ele (trabalho)
2. Tudo começa com
a palavra. Retome hoje o hábito de ler a Bíblia continuamente.
3. Não negligencie
a prática contínua da oração.
CONCLUSÃO
“Irmãos, nós podemos ser muito mias santos do que
somos”.
(C.H.S.)
Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn
Vivendo e Crescendo no Evangelho
Rev. José Francisco do
Nascimento
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas
Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira (15).
Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.
Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, mostram que a atividade do cérebro “dispara” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.
Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.
Os especialistas descobriram que a poesia “é mais útil que os livros de autoajuda”, já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.
“A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças”, explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.
Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens. [ retirado de Folha de S.Paulo]
A pesquisa apenas comprova um consentimento quase que geral aos leitores. Possuo vários amigos escritores de autoajuda e sei o quão cuidadoso eles são com suas obras, mas, não é segredo para ninguém que elas são “mastigadas”, pois, o leitor comum do gênero não sente vontade, nem necessidade, de refletir profundamente, de chegar às conclusões por atividade própria.
Eu não leio autoajuda, não gosto, não tenho interesse e ainda acredito que os “autores sérios” do gênero acabam dentro do estereótipo que engloba toda a área. O resultado do estudo, ao meu ver, não tira o valor da autoajuda, mas, valoriza, ainda mais, os textos clássicos. Se para algumas pessoas é puro “pedantismo” ou “pseudo-intelectualismo”, a preservação e amor aos livros consagrados da literatura mundial só devem ser reitarado com tal resultado.
Por Gustavo Magnani,
Ler é bom. Ler clássicos é ainda melhor.
Postado de: http://literatortura.com/
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Por Que Devemos Ser Explicitamente Teológicos
Se não me engano, nossa igreja tem uma reputação de ser bastante teológica. Sei que por isso muitas pessoas têm vindo à nossa igreja. E imagino por que algumas pessoas têm saído dela, ou nem sequer nos procuraram. Mas nenhuma igreja deveria se desculpar por falar e gostar de teologia. Contudo – isto é uma importante advertência – se somos arrogantes com a nossa teologia, se a nossa paixão doutrinária é simplesmente um objetivo intelectual eticamente duvidoso, ou se somos completamente desproporcionais em nossos afetos para com outras doutrinas não tão consideráveis, então que o Senhor nos repreenda. Não devemos ficar surpresos se a teologia receber uma péssima classificação em tais circunstâncias.
Mas quando se trata de pensar, alegrar-se e edificar uma igreja sobre fundamentos bíblicos saudáveis, deveríamos todos desejar uma igreja profundamente teológica. Eu poderia citar muitos motivos para pregar teologicamente e muitos motivos para pastorear uma congregação que ama teologia. Vou citar seis:
1. Deus se nos revelou na sua palavra e nos deu o seu Espírito para que pudéssemos compreender a verdade. Obviamente, não precisamos dominar todos os temas das Escrituras para sermos cristãos. Deus é gracioso para salvar muitos de nós com falhas de discernimento. Mas se temos uma Bíblia, sem mencionar os empecilhos materiais quando se trata de recursos impressos, por que não gostaríamos de entender o máximo possível da auto-revelação de Deus? Teologia é saber mais de Deus. Você não gostaria que sua igreja conhecesse mais de Deus?
2. O Novo Testamento dá muito valor ao discernimento entre a verdade e o erro. Há um depósito de verdade que deve ser resguardado. Falsos ensinamentos devem ser lançados fora. Os bons ensinamentos devem ser promovidos e defendidos. Isso não acontece com alguns candidatos a Ph.D. insensíveis que se consomem diante de microfichas. Foi a paixão dos Apóstolos e do próprio Senhor Jesus que elogiou a igreja em Éfeso por ser intolerante com os falsos mestres e que odiava o comportamento dos Nicolaitas.
3. Os mandamentos morais do Novo Testamento são fundamentados em proposições teológicas. Tantas epístolas de Paulo têm uma estrutura dupla. Os capítulos iniciais apresentam doutrina e os capítulos posteriores nos exortam à obediência. Doutrina e vida estão sempre conectadas na Bíblia. É por causa das misericórdias de Deus, à vista de todas as realidades sólidas teológicas em Romanos 1-11, que somos convocados a entregar nossas vidas como sacrifícios vivos em Romanos 12. Conheça a doutrina, conheça a vida. Nenhuma doutrina, nenhuma vida.
4. Categorias teológicas nos capacitam mais e nos fazem regozijar mais profundamente na glória de Deus. Verdades simples são maravilhosas. É bom cantar hinos simples como "Deus é bom. Sempre!" Se você cantar isso com fé sincera, o Senhor se agrada. Mas ele também se agrada quando podemos cantar e orar sobre exatamente como ele tem sido bom conosco no plano da salvação e no alcance da história da salvação. Ele se agrada quando nos gloriamos na obra completa de Cristo, quando descansamos em sua providência todo-abrangente, e nos maravilhamos na sua infinitude e auto-existência; quando podemos nos deleitar em sua santidade e meditar na sua Trindade e Unidade e nos maravilhar com sua onisciência e onipotência. Estas categorias teológicas não têm a intenção de nos encher a cabeça, mas nos dar corações maiores que adoram com mais profundidade e sermos mais altos porque pudemos ver melhor o que há em Deus.
5. A teologia nos ajuda e nos ensina a nos regozijar mais profundamente nas bênçãos que são nossas em Cristo. Repito, é doce saber que Jesus nos salva dos nossos pecados. Não há notícia melhor do que essa no mundo. Mas como seu deleite será mais completo e mais profundo se você compreender que a salvação significa eleição pela graça de Deus, expiação para cobrir seus pecados, propiciação para desviar a ira divina, redenção para comprá-lo para Deus, justificação diante do trono do julgamento de Deus, adoção na família de Deus, santificação constante pelo Espírito, e glorificação prometida no fim dos tempos. Se Deus nos deu tantas e tão variadas bênçãos multiplicadas em Cristo, não lhe ajudaria a honrá-lo compreendendo quais são elas?
6. Até mesmo (ou seria especialmente) os que não são cristãos precisam de boa teologia. Eles não se entusiasmam quando ouvem uma pregação ordo salutis seca. Mas quem deseja pregações secas seja sobre lá o que for? Se você pode falar de maneira simpática, apaixonada, e simplesmente sobre as bênçãos da vocação verdadeira, da regeneração e da adoção, e sobre como todas essas bênçãos que se encontram em Cristo, e sobre como a vida cristã é nada mais nem menos do que aquilo que somos em Cristo, e como isto significa que Deus realmente deseja que sejamos sinceros, quando nascidos de novo e não como éramos nascidos no pecado – se você der tudo isso aos que anão são cristãos, e o der explicitamente, você lhes dará uma porção de teologia. E, se o Espírito de Deus estiver operando, eles poderão simplesmente voltar para buscar mais.
Não existem motivos para qualquer igreja ser algo menos do que robustamente teológica. As igrejas continuarão sendo de todos os formatos e tamanhos. Mas "sem teologia", ou pior, "anti-teológicas" elas não deveriam ser.
Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério "The Gospel Coalition" e mantém um Blog na internet "DeYoung, restless and reformed". Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.
Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO CRISTÃO EM GERAL (1º)
Que o homem é
responsável por seu próximo é claramente ensinado na Escritura. O que aparentemente não é óbvio a
alguns cristãos é que esta responsabilidade se estende às responsabilidades
sociais bem como às espirituais. Um levantamento das Escrituras apoiará a
posição de que o dever do cristão para amar inclui as dimensões sociais bem
como espirituais do amor.
A. A Responsabilidade para com Outras Pessoas
É aparente em todas as
partes da Escritura que os homens realmente têm uma responsabilidade diante dos
outros. A resposta de Caim: "Acaso sou eu tutor de meu irmão?" é um
"Sim" claro. Até mesmo antes de Caim, Adão recebeu a responsabilidade
pela sua esposa, fato este que está subentendido no fato do mandamento
destinado para Adão e Eva juntos, ter sido dirigido para Adão somente (Gn 2:
16, 17). Mais tarde, quando o assassinato e a violência encheram a terra, Deus deu aos homens a autoridade
para administrar a pena capital, a fim de refrear a violência (Gn 9: 6). Esta
responsabilidade dos homens uns pelos outros mediante o governo, é vista no
decurso do restante do Antigo Testamento (cf. Dn 4:17), e também no Novo Testamento (cf. Rm 13:1-7).
A responsabilidade não
é meramente proteger vidas inocentes; também inclui fazer o bem positivo em
prol dos outros. Segundo Jesus, é o ensino do Antigo Testamento também que o homem é responsável por amar seu próximo como a si mesmo. Jesus
disse que o amor é a essência da lei moral (Mt 22:39). Até mesmo disse que a
totalidade da moralidade do Antigo Testamento podia ser reduzida à Regra Áurea
(Mt 7:12). Exemplos específicos daquilo que significa amar aos outros não
faltam nem na vida nem nos ensinos de Cristo. As curas que Jesus fez dos
mancos, dos leprosos e dos cegos, ilustram Sua própria solicitude, e sua
história acerca do Bom Samaritano demonstra o amor que todos os homens devem
ter para com os outros (Lc 10:30ss).
As Epístolas do Novo Testamento abundam de exortações para os cristãos
cuidarem uns dos outros e dos de fora. Paulo escreveu: "Não tenha cada um
em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos
outros" (Fp 2:4). Outra vez: "levai as cargas uns dos outros, e assim
cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6:2; cf. v. 10). A Primeira Epístola de
João é muito explícita no que diz respeito à responsabilidade do cristão no
sentido de amar aos outros, (cf. 3:17-18), como o é também a de Tiago (cf.
1:27). Em síntese, o homem é moralmente responsável pelos demais homens. Ele é
o guardião do seu irmão.
B. A Responsabilidade para com a Pessoa Total
O que os cristãos às vezes não percebem, é o fato de que a
responsabilidade de amar às outras pessoas se estende à totalidade da pessoa.
Ou seja, o homem é mais do que uma alma destinada para outro mundo; é também um
corpo que vive neste mundo. E como residente desta continuidade do tempo e do
espaço o homem tem necessidades físicas e sociais que não podem ser isoladas
das necessidades espirituais. Logo, a fim de amar ao homem conforme ele é — o
homem total — é necessário ter uma solicitude acerca das suas necessidades
sociais, bem como das suas necessidades espirituais.
Parte do descuido do "homem total" tem sua origem na ênfase
platónica não-cristã sobre a dualidade do homem. Esta ênfase foi digerida pelos
cristãos na Idade Média e tem sido transmitida para o presente.2 Em
essência, argumenta que o homem é essencialmente um ser espiritual e que apenas
tem conexão funcional com um corpo que, na melhor das hipóteses, é um
impedimento, e na pior, um grande mal. A correção deste erro é achada no ensino
bíblico acerca da unidade essencial do homem, e da qualidade boa da criação
física e corpórea, feita por Deus (cf. Gn 1:31). Tanto a unidade do homem
quanto a bondade do corpo ficam evidentes na doutrina cristã da ressurreição,
fato este que é repugnante à mente grega (cf. At 17:32). A ressurreição do
corpo não faria bom senso se os homens fossem completos sem seu corpo. Do outro
lado, se o homem é essencial e permanentemente um corpo com alma, neste caso a
negligência de qualquer aspecto é um erro sério. Se o homem deve ser amado como
homem, deve-se amá-lo conforme ele é (e conforme ele será) viz., como criatura
física e social, bem como espiritual.
Até mesmo se alguém rejeitar as doutrinas da unidade do homem e da
imortalidade do corpo, é miopia demonstrar preocupação somente com as dimensões
espirituais da vida. Os homens nesta vida, pois, têm mesmo corpos, e não podem
viver aqui sem eles. Se, portanto, devemos alcançá-los para o mundo do porvir —
se vamos salvar suas "almas" — então isto deve ser realizado através
dos corpo deles. Os corpos que estão morrendo de fome dificilmente ficarão
impressionados com a mensagem acerca do pão da vida, se nós lhes recusamos o
alimento para esta vida. Jesus alimentou a multidão faminta com pão físico
antes de pregar-lhe acerca do pão espiritual (Jo 6:11ss.). Os homens não têm
muita probabilidade de sentirem sede pela água da vida enquanto estiverem
assoberbados pela sede física. Noutras palavras, se os cristãos não mostrarem nenhuma solicitude para
com as necessidades físicas e sociais básicas dos homens, neste caso não
poderão esperar uma resposta multo
positiva da parte deles para sua
mensagem espiritual.
II. AS RESPONSABILIDADES SOCIAIS ESPECIFICAS DO CRISTÃO
Uma maneira de demonstrar que os cristãos realmente têm uma
responsabilidade social, é mediante uma discussão das exortações específicas da
Escritura quanto a isto. Há, muitas
áreas de necessidades para as quais o cristão é responsabilizado com amor. A primeira
área, e a mais básica, é a
responsabilidade pelos seus.
A. A Responsabilidade Social Pelos Seus
A responsabilidade de uma pessoa prover para si mesmo e para sua própria
família é sua
responsabilidade social básica. Num tipo de sociedade socialista, é fácil
esquecer que a sociedade não
deve o sustento aos capacitados; pelo contrário, deve-lhe a oportunidade de
ganhar a vida. É neste sentido que há
verdade no lema: "Luto contra a pobreza; trabalho."3
1.
Prover para Si Mesmo — Há um sentido em que o amor-próprio está na própria base da responsabilidade social.4
O homem deve amar a seu próximo como a si mesmo. Paulo disse:
"Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela
cuida...' (Ef 5:29). No entanto, nem todos amam a si mesmo de um modo apropriado.
O modo apropriado de amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para
sua própria existência. Não será
possível viver e amar aos outros a não ser que a pessoa ame sua própria vida e
a sustente. "Contudo vos exortamos, irmãos," escreveu Paulo, "a
diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso, e trabalhar com
as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais
a precisar" (1 Ts 4:11, 12). Na sua Segunda Epístola aos Tessalonicenses,
o apóstolo lembra do seu próprio exemplo: "Nunca nos portamos
desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão, de graça, à custa de
outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a
nenhum de vós" (3:7, 8). E deixou este mandamento com eles: "Se
alguém não quer trabalhar, também não coma" (3:10).5
Destarte, uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer
em prol dos outros, é ganhar sua própria vida. Porque se cada homem que pudesse
se tornasse independente, logo haveria menos homens dependentes dos outros para
suas necessidades sociais básicas. Ou seja: o bem social fundamental que o
homem pode fazer pelos outros é prover para si mesmo de modo que outros não
precisem prover tanto para si mesmos quanto para aqueles que se recusam a se
sustentar. Neste sentido, o amor-próprio é um dos bens sociais primários, e
mais fundamentais que alguém pode realizar.
2.
Provendo para Sua Família — Naturalmente, nem toda pessoa está capacitada a prover para si mesma. Há
crianças, dependentes, viúvas, órfãos, e outras pessoas indigentes. Se
acontecer que alguma destas pessoas está na família imediata dalguém, ou entre
seus parentes, neste caso é sua responsabilidade social prover por elas. Quanto
a este aspecto, a Bíblia é muito clara: "Ora, se alguém não tem cuidado
dos seus e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do
que o descrente" (1 Tm 5:8). Além disto: "Se alguma crente tem
viúvas, socorra-as e não fique sobrecarregada a igreja, para que esta possa
socorrer as que são verdadeiramente viúvas" (v. 16). A lição é que a obrigação social primária pelos pobres e necessitados não
recai sobre a igreja nem sobre o estado, mas, sim, sobre a família imediata.
Isto não significa, naturalmente, que a pessoa não possa cumprir sua
responsabilidade social aos parentes, indiretamente, através da assistência
social que é sustentada pelos seus impostos. Significa, isto sim, que o
indivíduo capaz deve prover para seus parentes dalguma maneira, seja através do
estado, seja por conta própria.
Do outro lado da questão, está subentendido que pessoas capazes, sejam
elas viúvas ou não, proverão para si mesmas de modo que os parentes, a igreja
ou o estado não tenha que prover para elas. Paulo não permitia que viúvas com
menos de sessenta anos de idade fossem colocadas no rol da assistência, e mesmo
então, somente aquelas que anteriormente tinham ajudado a outras eram arroladas
(1 Tm 5:9, 10). As viúvas mais jovens eram encorajadas a manter-se ocupadas e a
casar-se de novo (v.14). A regra subentendida a cada passo é que a pessoa deve
prover para seus próprios, a não ser que seja incapaz de cuidar de si mesma. Se
alguém deixar de prover para seus parentes indigentes, fracassou na sua
responsabilidade cristã básica à sua própria família.
3. Provendo para Seus Irmãos
Crentes — Segundo as Escrituras, a próxima responsabilidade social da pessoa é aos
demais crentes. Além das da sua própria família, há as necessidades doutros
crentes, que devem preocupar o cristão. Paulo conclamou os gálatas: "Por
isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da
família da fé" (6:10). O próprio
Paulo estava muito ativo em levantar uma oferta para os santos pobres em
Jerusalém (cf. Rm 15:26). João, semelhantemente, ressaltou a providência para
as necessidades dos irmãos, e escreveu: "Ora, aquele que possuir recursos
deste mundo e vir seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração,
como pode permanecer nele o amor de Deus?" (1 Jo 3:17).
Tiago é igualmente firme na ênfase sobre a providência para os irmãos:
"Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do
alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: 'Ide em paz,
aquecei-vos, e fartai-vos,' sem, contudo, lhe dardes o necessário para o corpo,
qual é o proveito disso?" (Tg 2:15, 16). A fé sem obras é morta. Conforme
a expressão de João: "Se alguém disser: 'Amo a Deus,' e odiar a seu irmão,
é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a
Deus, a quem não vê" (1 João 4:20). E a marca mais básica do amor cristão
é o amor aos irmãos. Jesus disse: "Nisto conhecerão todos que sois meus
discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13:35). A
responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além da sua própria família,
começa com a família de Deus. Esta verdade também é subentendida no cuidado da
igreja primitiva com suas próprias viúvas (At 6:1; 1 Tm 5:9ss).
Não se segue disto que os cristãos não devam se preocupar socialmente com
os não-cristãos. Longe disto. A Bíblia está repleta de evidências de que os
crentes devem fazer o bem a todos os homens. A solicitude social dos cristão deve começar com sua própria família e com outros crentes, mas não deve terminar ali.
Esse pequeno estudo (parte 1) está baseado no oitavo Mandamento da Lei de Deus.
Pr. José Francisco.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
PREGUIÇA, CAUSA DE MUITAS PERDAS

O preguiçoso
não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente (Pv 12.27).
O
preguiçoso dá alguns passos importantes na vida, mas cessa o seu trabalho antes
de concluir seu propósito. Ele sai ao campo para caçar, mas quando apanha sua
caça, não tem disposição para assá-la. Ele passa fome e perde o resultado do
seu trabalho por que a preguiça não o deixa concluir aquilo que começou.
Quantas perdas na vida por causa de preguiça! Quantos casamentos acabados por
causa da preguiça! Quanto dinheiro perdido por causa da preguiça! O preguiçoso
não usufrui o fruto do seu trabalho. Não tem perseverança. É acomodado. Prefere
a indolência, o conforto, o sono, a cama, e a pobreza ao trabalho. Porém, o bem
precioso homem é ser diligente encontra o tesouro no trabalho, e não apenas no
resultado do trabalho. Deleita-se no trabalho, e não apenas nos seus frutos.
Para o diligente, a própria semeadura é uma tarefa encantadora, pois trabalho
em si é uma das mais preciosas recompensas do labor. Não tem nada pra fazer ou
não fazer nada é uma maldição, mas ocupar-se com o trabalho é uma recompensa
que desemboca em muitos outros ganhos. Quem não trabalha dá trabalho; mas quem
trabalha amealha riquezas e desfruta de grandes alegrias.
Gotas de Sabedoria para a Alma –
LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.
CRESCIMENTO ESPIRITUAL: O QUE É UM CRENTE SANTO SEGUNDO DEUS? Parte 4
TEXTO
BÍBLICO:
De todo o coração te
busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas
palavras, para não pecar contra ti.
(Salmo 119:10, 11)
Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos
de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou
santo. (Levítico 19:1, 2)
INTRODUÇÃO:
1. Ser santo é algo que tem tanto o
aspecto teórico como o prático. É algo que a Bíblia retrata que foi visto em
homens criados segundo a imagem e semelhança de Deus, mesmo após a queda.
2. A santidade não tem sua medida
no homem ou qualquer parte da criação, mas em Deus somente.
3. Mas o que podemos verificar para
que possamos dizer se alguém é realmente um santo no mundo? Quais são as
evidências?
SER SANTO NÃO É ...
1. Ser bem
sucedido
2. Ser
professo da fé cristã
3. Ser um
realizador de coisas
4. Ser
zeloso das coisas religiosas
5. Ser
moral ou respeitoso nas condutas externas
6. Ter
prazer em ouvir pregadores
7. Manter
companhia com pessoas piedosas
SER
SANTO É ...
1. Ter habitualmente a mesma mente
de Deus à medida que tomamos conhecimento das Escrituras (1 Co 2.16; Rm 12.2) –
Nova mentalidade cristã;
2. Esforçar-se continuamente para
evitar todo pecado conhecido, pela observação de cada mandamento revelado (Ef
4.22-25) – Responsabilidade pessoal;
3. Esforçar-se por ser semelhante a
Cristo em todo o seu proceder (Ef 5.1; Fp 3.17) – refletir Cristo;
4. Seguir a mansidão, a
longanimidade, a gentileza, a paciência, a brandura, o controle sobre a própria
língua (2 Sm 16.10) – Domínio próprio – fruto.
5. Ser autocontrolado e abnegado (Gl
5.23; Hb 12.4);
6. Seguir o amor e a fraternidade
(Rm 13.8; 1 Co 13.1-3);
7. Ser, segundo o Espírito,
misericordioso e benevolente (Mt 18.23-35)
8. Ser puro de coração (At 24.16; 1
Tm 1.5; 2 Tm 2.22)
9. Ser temente a Deus (Ex 1.17)
10. Ser humilde, considerando os
outros superiores a si mesmo (Rm 12.3);
11. Seguir a fidelidade em todos os
deveres e relações da vida (Ml 2.10 -16; Rm 13.7);
12. Ter uma mentalidade espiritual
(Fp 1.23; Cl 3.1, 2).
APLICAÇÕES:
1. Você é um santo no mundo? Busque
isto com todo fervor, pois sem isto não verás a Deus.
2. O que tem atrapalhado, especificamente,
você de ser um santo?
3. Não pense que por ser santo não
pecarás. Contudo não seja paciente com o pecado em sua própria vida.
4. Sejamos pacientes com todo aquele
que busca ser santo.
CONCLUSÃO:
Lembre-se: “os melhores santos
sempre foram servos inúteis”.
IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN
VIVENDO
E CRESCENDO NO EVANGELHO
REV. JOSÉ FRANCISCO DO NASCIMENTO
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
OS MOTIVOS PARA MISSÕES
Missão?...O que é isto?
Missão vem do latim missio, que significa “enviar”. As palavras que Jesus falou aos
seus primeiros discípulos na qualidade de seus representantes – “Assim como o
Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 17.18), ainda se aplicam.
Por que fazer missões? Por que cristãos contam aos
outros sobre a fé e tentam persuadi-los a seguirem a Jesus? O que motivam as
muitas atividades que geram as “missões cristãs, e o que elas almejam alcançar?
Os motivos corretos para missões são ensinados na
Palavra de Deus e aplicados nos corações dos crentes por meio do Espírito
Santo. Tais motivos não mudam com o passar dos tempos e se aplicam aos crentes
de hoje, como vemos a seguir:
Desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da terra.
“O objetivo final e mais elevado da
evangelização não é o bem-estar dos
homens nem mesmo sua bem-aventurança
eterna, mas a glorificação de Deus”[1].
A glória
de Deus diz respeito a tudo o que foi revelado sobre: seu nome, sua santidade,
seu poder, seu amor por meio de Jesus Cristo, sua misericórdia, sua graça e sua
justiça. O fim principal do homem, como nos afirma a primeira questão do Breve
Catecismo de Westminster, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Entretanto, mais de três bilhões de pessoas
no mundo não adoram ao Deus verdadeiro, bem como não gozam da comunhão com ele.
Ao invés disso, adoram outros deuses, ou
a nenhum deus. O propósito de suas vidas não é louvor de Deus, mas a sua
própria satisfação.
Este pensamento é o que deve nos inspirar à
agirmos. Não podemos descansar enquanto a idolatria não for substituída pela
verdadeira adoração. O crente verdadeiro sente uma divina compulsão em pregar o
evangelho (I Co 9.16) e quer que a Palavra de Deu seja proclamada e seu nome
honrado por pessoas de todo o lugar, custe o que custar (os missionários que
digam).
O desejo de obedecer a Deus por amor e gratidão, por meio do cumprimento da Comissão de Cristo: “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mc 16.15, Mt 28.19).
Este motivo, naturalmente, se segue ao
primeiro: “Se me amais”, disse Jesus, “guardarei os meus mandamentos” (Jo
14.15). o amor genuíno por Deus produz obediência à sua Palavra e nada é mais
claro do que o mandamento de Cristo para ir e fazer discípulos de todas as
nações e povos.
A obediência cristã toma forma e o povo de
Deus é ungido com o Espírito Santo a servi-lo numa variedade de ministérios
(ICo12.4,5). O reino de Deus na terra consiste de uma multidão de crentes em
Cristo que, em gratidão a Deus, buscam glorificá-lo por meio da obediência aos
seus mandamentos, no poder do Espírito Santo.
É, também importante frisar-se que a obra
missionária não é apenas um dever de missionários transculturais. Cristo
designa à sua igreja a tarefa de levar o evangelho ao mundo (Ef 3.10).
A nossa evangelização precisa estar sempre
baseada nos mandatos bíblicos, tais como: Jo 5.17, Jo 4.34, Jo 20.21, Mt
28.18-20, Jo 15.16, Jo 15.5b - At 1.8, Mt 24.14.
Haverá o tribunal do Juízo, onde Deus julgará toda a humanidade
A ideia de que este mundo é um parque
de diversões e não um
campo de batalha
tem sido hoje aceita,
na prática,
pela vasta maioria dos
cristãos[2].
A certeza do julgamento final forma a moldura em
que se coloca a mensagem do Novo Testamento sobre a graça salvadora, isto é,
quando olhando para a Bíblia, vemos diversas passagens que nos mostram que um
dia todos, sem exceção, comparecerão perante Deus (Mt 25.31-41).
As pessoas são salvas do inferno através da
pregação da Palavra. E, Deus escolheu salvar pecadores pela pregação do
evangelho, mas... (Rm 10.9-15) precisamos pregar.
Importante destacarmos que o homem está
morto em seus delitos e pecados, longe de Deus, fazendo o que desagrada ao
Senhor, filho das trevas. Ainda assim, esse mesmo Deus Todo-Poderoso tem
salvado pessoas via a exposição de seu Filho Amado (Ef 2.1-10). Sintetizando:
Pregação = Fé
Sem Pregação = não há Fé
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO
1- Por que precisamos falar de
Jesus às pessoas?
2- Como está a nossa igreja na
área de Evangelismo?
3- E, como está você?
4- Você tem espelhado o evangelho
de Cristo na sua vida?
5- O que você aprendeu neste
estudo?
6- Por que há tantas pessoas para
trabalhar na nossa igreja e tão poucas nas congregações?
domingo, 23 de dezembro de 2012
CRISTO: O MESSIAS PROMETIDO - UMA ANÁLISE DO SEU MINISTÉRIO A PARTIR DE ISAÍAS 9.1-7
TEXTO BÍBLICO:
Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos
primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali;
mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia
dos gentios. O povo que andava em trevas viu
grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a
luz. (...) Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles,
a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos
midianitas; porque toda bota com que anda o guerreiro no
tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão
de pasto ao fogo. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo
está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus
Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo,
e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino,
para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para
sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto. (Isaías 9:1-7).
INTRODUÇÃO:
A promessa acerca do descendente que viria para ser o vitorioso sobre a
serpente. (Gn 3.15); A progressividade da revelação com relação ao Messias
(caráter e obra). Isaías: “o profeta evangélico”, por conta da riqueza de
detalhes com que anuncia o Messias. O contexto de opressão e servidão acentuava
a urgente necessidade da vinda do Messias (v. 9.1-5) - Mas quem é este? Qual o
seu nome?
PERCEBENDO O TEXTO:
Aspectos gerais:
- Sua perfeita divindade e humanidade
- Sua vinda é expressão de favor
- Sua função é real
- Sua obra é final, justa, sábia, santa e
eterna
- A fidelidade do Senhor é atestada
E
O SEU NOME SERÁ ...
Maravilhoso
Conselheiro: Algo extraordinário no que toca à
aplicação da sabedoria
Deus
Forte: Deus de poder ou poderoso Deus. O Deus grande que
possui todo poder. Sua humanidade não é posta em questionamento
Pai
da Eternidade: Aquele que tem existência contínua. Os
mesmos atributos do Pai. Ele é o mesmo que Yhaweh para o seu povo
Príncipe
da Paz: Descendente real e com qualidades para governar.
Este rei é íntegro, e promoverá liberdade e uma integração da vida. Seu governo
gerará paz no presente e no futuro
APLICAÇÕES:
1.
A esperança em Cristo é a melhor solução
para tempos de dores.
2.
A
graça de Deus em meio a tempos de trevas.
3.
O
conhecimento de Deus como um lenitivo para o aflito.
4.
O
fiel cumprimento das promessas do Senhor.
5. Qual o sentido do Natal de Cristo em face da
profecia de Isaías? Esperança, consolo, gratidão, alegria, etc.
CONCLUSÃO:
Nunca poderemos entender o sentido do Natal sem
compreender a Pessoa do Senhor Jesus. Natal sem o Cristo da Escritura não é
verdadeiro natal.
Aula da Escola Bíblica Dominical em Ipanguaçu-Rn - 23 de dezembro de 2012
Igreja Presbiteriana - Pr. José Francisco.
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