terça-feira, 20 de novembro de 2012

CRESCIMENTO ESPIRITUAL: ASPECTOS DISTINTIVOS - Parte 2


TEXTOS BÍBLICOS:
Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. (Jo 17: 15- 17).

INTRODUÇÃO:
A união com Cristo certamente redundará em crescimento espiritual, santificação, este é um caminho inevitável. (1 Ts 5.24).
Mas como saberei se estou no caminho certo? Quais devem ser os aspectos distintivos do crescimento espiritual, da santificação?

CARACTERÍSTICAS DISTINTIVAS DA SANTIFICAÇÃO
1. É o resultado lógico de todo que é unido a Cristo por meio de uma verdadeira fé. (Jo 15.5)
2. É o resultado e a consequência inseparável da regeneração. (1 Jo 3.6; 2. 29)
3. É a única evidência da habitação do Espírito Santo. (Gl 5.22, 23)
4. É o único sinal seguro da eleição divina. (1 Ts 1.3, 4)
5. É algo que sempre será visto. (Lc 6.44)
6. É algo pelo que todo crente é responsável. (Fp 2.12);
7. É algo que admite crescimento e diferentes graus. (1Ts 4.1; 5.23; 2 Pd 3.18);
8. É algo que depende muito do uso dos meios que o Senhor deixou. (Jo 17.7; Mt 26.26, Lc 18.1);
9. É algo que não impede que o homem enfrente conflito espiritual interior. (Gl 5.17)
10. É algo que não justifica o homem, mas agrada a Deus. (Rm 3.20, 28; Hb 13.16)
11. É algo que será absolutamente necessária no Dia do juízo. (Jo 5.29; 2 Co 5.10; Ap 20. 13)
12. É absolutamente necessária para treinamento e preparação para o céu (Sl 15).
APLICAÇÕES:
1.      O crescimento espiritual se distingue de toda falsa religiosidade. Logo, que tipo de religião é a minha? (Tg 1.26, 27);
2.      Um crescimento espiritual é visível. Tenho visto em mim e em meus irmãos este crescimento? (1 Ts 1.3-4);
3.      Peçamos a Deus a graça de sermos santos no mundo (Jo 17.9).
CONCLUSÃO:
Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição, porque o nosso evangelho não chegou até vós tão somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós. Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia (1 Ts 1.2-7).

Estudo aplicado na Escola Bíblica Dominical
Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn
Pr. José Francisco.

FANFARRONICE, PURA INSENSATEZ


O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia (Pv 12.23).
O sábio é aquele que sabe que nada sabe. O homem prudente não vive tocando trombetas acerca do seu conhecimento nem fazendo propaganda de suas virtudes. Fanfarronice e pura insensatez. Não devem ser os nossos lábios que nos louvam. A soberba é a porta de entrada do fracasso, a sala de espera da vergonha, o palco da queda. Os que se exaltam serão humilhados. Os que querem ocupar os primeiros lugares serão colocados no final da fila. O homem prudente oculta o conhecimento. Ele não enaltece a si mesmo como um fariseu soberbo nem se compara aos demais apenas para sobressair-se. A humildade é o caminho da honra, enquanto a altivez é a autopista da vergonha. O insensato não apenas proclama a estultícia, mas também anuncia as virtudes que não possui. Apresenta-se como herói quando seu verdadeiro papel é o de vilão. Exibe-se em público como benfeitor, mas na verdade não passa de um larápio. O insensato é um falso intelectual e um falso filantropo. Vive apenas de aparência. É apenas um ator que representa um papel no palco da vida. Não vale a pena viver como um hipócrita, tentando enganar os outros e enganando a si mesmo.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LÍNGUAS ENTRE OS CRENTES - OBJEÇÕES (3)


Continuando nossa série de estudos sobre as “Línguas entre os crentes falaremos da objeções. Diante do que foi dito na postagem “2” afirma-se que o fato das línguas serem idiomas estrangeiros é evidente a partir das seguintes considerações.

AS OBJEÇÕES

Parece que as evidências dadas acima são insuperáveis. Contudo, aqueles que sustentam que as línguas eram um falar extático, apresentam os seguintes argumentos:
Objeção #1. No Pentecoste, quando os apóstolos falaram em línguas, eles foram acusados de estarem bêbados (Atos 2:13).
Este é um argumento comum e justo. Uma análise mais atenta da passagem, contudo, revela que havia dois grupos de pessoas presentes: 1) os estrangeiros que entendiam em seus próprios idiomas e estavam “todos maravilhados” com tão impressionante fenômeno (versos 9-12), e 2) os Judeus Palestinos que, em vista de os apóstolos estarem falando em idiomas estrangeiros, não podiam entender o que eles estavam falando. Estes Judeus Palestinos locais são descritos como “outros” (heteroi) no verso 13 em contraste com os estrangeiros listados nos versos 9-12. O verso 13 diz, então, que eram estes Judeus locais que estavam lançando a acusação de embriaguez. Os idiomas que estavam sendo falados eram claramente entendidos pelos estrangeiros, por isso eles não foram os que levantaram a acusação de embriaguez. Além do mais, como já mostrado, as línguas de Atos 2 foram especificamente chamadas “idiomas” [ou “línguas” em algumas versões] (dialektos) nos versos 6 e 8.
(Isto, a propósito, também mostra que o milagre de Pentecoste era de fala, não de audição, porque havia aqueles que não entenderam. Um milagre de audição teria sido experimentado pelos Judeus locais e estrangeiros igualmente.)
Objeção #2. Paulo fala de “línguas dos anjos” em 1 Coríntios 13:1, o que deve se referir à uma linguagem celestial desconhecida por qualquer ser humano.
O problema com este entendimento desta frase é que Paulo, em todo este cenário dos versos 1-3, está falando em termos hipotéticos. O “aindas” nestes versos estão no modo subjuntivo, o modo da irrealidade. Nestes versos Paulo está falando de coisas que claramente não aconteceram, tais como dar seu corpo para ser queimado (verso 3). Ele está simplesmente falando no superlativo para enfatizar o que estava falando. Não há nada aqui que demande balbucio. Além do mais, não há exemplo de ninguém no Novo Testamento falando numa língua angelical.
Objeção #3. Em 1 Coríntios 14, Paulo usa o termo laleo (“falar”; por exemplo, verso 2). Esta palavra significa tagarelice ininteligível.
O fato do assunto é que este verbo grego não precisa de modo algum ser entendido como uma tagarelice; ela mui frequentemente significa simplesmente “falar” (por exemplo, Mateus 9:18). Paulo usa este verbo no verso 21, sem dúvida, porque este é o verbo usado na Septuaginta que ele está citando. Além do mais, os verso 34-35 do mesmo capítulo usam o verbo para descrever “o fazer perguntas”. Finalmente, o verso 16 equaciona este termo com lego, um verbo grego que sempre significa “falar” ou “dizer”.
Objeção #4. O termo “línguas desconhecidas” indica expressões extáticas.
O primeiro e mais óbvio problema com este argumento é que o termo “desconhecidas” é uma adição feita pelos tradutores da King James; a palavra não está nos manuscritos gregos (note que ela está sempre escrita em itálico). Evidentemente os tradutores caíram no erro comum de permitir que sua teologia desnecessariamente influenciasse sua tradução. Além do mais, até mesmo se a palavra fosse genuína, ela não demandaria balbucio; ela poderia da mesma forma se referir ao idioma desconhecido pelo locutor.
Objeção #5 . I Coríntios 14:2 diz que os que falam em línguas falam “a Deus” e
que “nenhum homem entende” a língua.
É interessante encontrar alguns versos das Escrituras usados para sustentar um ponto, quando o verso ensina exatamente o oposto; tal é o caso com este argumento. Como será demonstrado, Paulo argüi nesta passagem que um intérprete é necessário, de outra forma as línguas seriam inúteis, porque elas não seriam entendidas. Como resultado, alguém falar em línguas (sem um intérprete) é falar somente a Deus, porque, pela natureza do caso, ninguém pode entendê-lo (porque não há intérprete).
Objeção #6. A necessidade de um intérprete em Corinto mostra que as línguas
dos Coríntios eram diferentes das línguas em Atos.
Novamente, este argumento também sustenta o ponto oposto. Em Atos, os estrangeiros ouviram em seu próprio idioma, de modo que eles não necessitavam de intérprete. Em Corinto quando um homem falava em uma língua estrangeira, ela era pela natureza do caso ininteligível; um tradutor era necessário simplesmente porque não havia estrangeiros presentes para entender o idioma falado. A expressão era ininteligível para os ouvintes, mas não para o locutor.
Objeção #7. I Coríntios 14:14-15 diz, " Porque se eu orar em língua, o meu
espírito ora, sim, mas o meu entendimento fica infrutífero. Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento”. É arguido que Paulo aqui contrasta orar com o espírito com orar com a mente. Orar com o espírito, é dito, significa orar com fala ininteligível, a mente estando “infrutífera”; orar com a mente é orar em linguagem humana.
Os Coríntios poderiam estar simplesmente abusando do dom de línguas desta forma, e isto é o que Paulo procurar corrigir naqueles versos. Estes versos, então, dirão a mesma coisa para ensinar exatamente o oposto. A palavra “infrutífero” significa “improdutivo”. É evidente pela explicação do verso 16 que Paulo está falando da oração pública. Tudo que ele diz é que se você orar em uma língua, você pode pensar que está orando, mas você realmente não está realizando nada; isto é infrutífero, improdutivo. Você deve, antes, procurar edificar a igreja (verso 12); isto é, pela oração em um idioma que todos possam entender.
No verso 15 ele dá a solução: toda oração deve ser tanto com o espírito como com o entendimento. Em outras palavras, todas elas devem ser inteligíveis; senão ela não será produtiva, e aqueles que ouvem não serão capazes de dizer “Amém” quando você terminar “porque que não sabem o que dizes” (verso 16b). Não importa o que possa não ser claro sobre este verso, está muito claro que na mente do apóstolo “orar no Espírito” não indica a ausência do entendimento; oração deve ser tanto “no Espírito” como “com a mente”. Além do mais, como foi mostrado acima, falar em línguas não era algo feito sem a mente; era algo inteligente e deliberado.
Muitos apelam para Romanos 8:26 para sustentar esta mesma alegação que orar “no Espírito” é orar em fala extática. “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Mas note que os “gemidos” são feitos pelo Espírito, não pelo Cristão. Este verso simplesmente descreve o crente em oração desejando mas não sabendo realmente como orar segundo a vontade de Deus, em cujo caso o Espírito Santo leva aquele desejo sincero da coração ao trono em uma oração agradável a Deus. O verso não diz nada sobre “oração em línguas”. Nada!
Sumário
O dom de línguas era a capacidade de falar em uma língua estrangeira não conhecida ou estudada previamente pelo locutor. O verdadeiro dom não tem nada a ver com balbucios. O dom de interpretação de línguas era a capacidade de traduzir a mensagem dada em uma língua estrangeira. Não há evidência de que as línguas de Atos sejam algo diferente das línguas de 1 Coríntios, exceto que pode ter havido algum abuso do verdadeiro dom pelos Coríntios. (Do Livro "Línguas estranhas entre os crentes).


IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN
VIVENDO E CRESCENDO NO EVANGELHO
Rev. José Francisco do Nascimento

sábado, 17 de novembro de 2012

Saúde cardíaca, Cuide-se e viva Mais

Boa saúde cardíaca aumenta expectativa de vida em até 14 anos

Solução é combater fatores de risco como colesterol alto e diabetes

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, responsáveis por quase 30% dos óbitos registrados no país. Só isso já seria um bom motivo para cuidar do coração. Agora, um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), no dia 5 de novembro, descobriu que ter um coração saudável pode aumentar a longevidade em até 14 anos. A pesquisa foi conduzida por especialistas da Northwestern University, nos Estados Unidos.

Para chegar a esse resultado, foram colhidos dados de 905.115 pessoas de 45 a 95 anos. Todas fizeram parte de cinco outros levantamentos sobre saúde cardíaca de 1964 a 2008 e foram divididos em grupos de acordo com a faixa etária. No início do estudo, nenhum dos voluntários apresentava doenças cardiovasculares. Os pesquisadores também observaram quais indivíduos eram vítimas de fatores de risco para doenças do coração, como hipertensão, colesterol alto,tabagismo e diabetes.

Após avaliar a incidência de doenças como AVC, insuficiência cardíaca e outros problemas cardiovasculares, os especialistas chegaram à conclusão de que ter um coração saudável pode aumentar a expectativa de vida em até 14 anos. Eles apontaram que apresentar fatores de risco na meia idade aumenta e muito o risco de doenças cardiovasculares na terceira idade.

Evitar o estresse Mesmo que a pessoa não apresente sintomas, portanto, deve cuidar dos fatores de risco para que não se agravem no futuro. Por serem problemas silenciosos, as doenças cardiovasculares costumam ser descobertas em estágio avançado. Por isso, recomenda-se fazer check-ups anuais da saúde e adotar hábitos de vida saudáveis, como os que você confere abaixo:

Muita gente não sabe, mas o colesterol elevado também pode ser resultado do estresse. Além disso, a ansiedade libera hormônios na corrente sanguínea que podem desencadear problemas como diabetes e triglicérides alto.
Preferir óleos vegetais
Dieta não é sinônimo de restrição, mas de escolhas mais inteligentes. Por isso, aprenda a recorrer a alimentos considerados mocinhos. Um deles são os óleos vegetais. O de canola e o azeite são duas ótimas opções.

Maneirar nas carnes
As carnes, especialmente a vermelha, apresentam grande quantidade de colesterol. Ocupe a maior parte do prato com legumes e verduras, portanto, e deixe menos espaço para os demais alimentos.

Dormir bem
Dormir é fundamental para uma boa saúde. Após uma boa noite de sono, você acorda mais disposto, evitando estresse e outros problemas.

Retirado do site http://www.minhavida.com.br/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MENTIRA, ABOMINAÇÃO PARA DEUS


Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu prazer (Pv 12.22).
A mentira está presente nos tribunais e nos templos religiosos. Mostra sua carranca no comércio e nos parlamentos. Intromete-se nas famílias e aninha-se no coração. Mas o que é mentira? A mentira é a negação da verdade. Pode também significar a distorção intencional ou até mesmo a ocultação dolorosa da verdade. Os lábios mentirosos são abomináveis para Deus, porque o pai da mentira é o diabo, e quem mente não apenas revela seu caráter maligno, mas também executa seus planos perversos. A mentira é uma insensatez, pois tem pernas curtas; não pode ir muito longe nem manter-se de pé. Os lábios mentirosos caem em descréditos diante dos homens e são desprezíveis para Deus, pois os mentirosos não herdarão o reino de Deus. Por outro lado, aqueles que obram fielmente soa o prazer de Deus. Aqueles que falam a verdade, juram com dano próprio e não se retratam são verdadeiros cidadãos dos céus. A mentira que hoje se disfarça e se veste com beleza será desnudada e se cobrirá de trapos, mas os fieis andarão de branco na presença de Deus e jamais serão envergonhados!
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. José Francisco.

AS LÍNGUAS ESTRANHAS (2)

A Natureza dos Dons - Considerações:

Muitos creem que embora as línguas de Atos fossem deveras idiomas estrangeiros, as línguas de 1 Coríntios eram diferentes – eram expressões extáticas, balbuciações, que continham uma revelação de Deus compreensível para o próprio Deus (para uso privado, devocional) e para o intérprete (para uso público). Contudo, este não é o caso; e que estas línguas eram idiomas estrangeiros é evidente a partir das seguintes considerações:



1. A palavra Grega traduzida por “línguas” nas Escrituras (glossa ) normalmente se refere à língua como um órgão físico ou como um idioma humano. Este é precisamente seu uso hoje – falamos com nossas línguas em nossa língua nativa. A palavra pode ser usada com referência ao falar extático, mas tal uso é completamente estranho ao Novo Testamento. A menos que haja uma boa razão (evidência) para entender o termo como se referindo ao balbuciar, é injustiça assumi-lo como tal, especialmente à luz do fato de que seu significado por toda parte no Novo Testamento é sempre o contrário.
2. Em Atos 2 as línguas, claramente, eram idiomas humanos conhecidos (isto é, conhecido para alguns que ouviam). As “outras línguas” (heterais glossais) do verso 4 são explicadas como sendo os idiomas dos Partos, Medos, Elamitas, Mesopotâmicos, etc., nos versos 9-11. No verso 6 aqueles que ouviam os discípulos pregar, lhes ouviam em sua “própria língua”. O termo grego para “língua” neste verso (e no verso 8) é dialektos, de onde vem a palavra portuguesa “dialeto”; ela pode significar somente idioma, nunca balbucio. Além do mais, é claro que em Atos 2 as línguas eram designadas para ser o método de comunicação efetiva para aqueles que estavam visitando Jerusalém para a festa de Pentecoste. Em outras palavras, as línguas de Pentecoste quebraram a barreira da linguagem; elas não estabeleceram uma barreira de linguagem. Esta regra tira qualquer possibilidade de balbucio.
3. Semelhantemente, o dom era claramente de idiomas em Atos 10 também, porque em Atos 11:15-17 Pedro o identifica como o mesmo fenômeno que ocorreu em Atos 2. Parecerá óbvio, então, presumir o mesmo para as línguas de Atos 10 também.
4. O dom de línguas em 1 Coríntios nunca é declarado ser algo diferente daquele de Atos. Entendê-las como sendo algo diferente, requereria alguma explicação. Além do mais, os relatos de Atos foram escritos por Lucas, que era um companheiro de Paulo; é inconcebível que ele falasse de outra espécie de línguas sem explicação.
5. Em 1 Coríntios 14:14 Paulo fala que alguém que fala em uma língua edifica a si mesmo. É evidente, então, que ele entendia o que estava dizendo, porque a edificação seria impossível aparte do entendimento (o que Paulo prossegue estabelecendo nos versos seguintes). Incidentalmente, é evidente também a partir disto que o verdadeiro dom de línguas não era uma experiência puramente emocional, mas uma na qual a mente estava ativa. A implicação de Paulo era que alguém falava numa língua, entendia o que ele estava falando, e assim era edificado. Seu ponto nos versos seguintes é que o que não pode ser entendido, não pode edificar. O dom de línguas é frequentemente caracterizado, hoje, como se ele fosse um transe santo de alguma espécie, falando coisas desconhecidas até mesmo para o próprio locutor! Isto está claramente excluído pela implicação de Paulo aqui. A concepção é que o locutor, em completo controle de suas faculdades mentais, sabe o que ele quer falar e é capaz, sobrenaturalmente, de dizer isso em outro idioma. Como todos os outros dons, as línguas eram exercitadas inteligentemente.
6. 1 Coríntios 14:10-11 claramente demanda o mesmo. Paulo estava falando de línguas “no mundo” e isto demanda sons distintos, idiomas conhecidos.
7. Em 1 Coríntios 14:18 Paulo declara que ele falava em línguas mais do que qualquer um deles. Ele segue com uma declaração afirmando que esta nunca foi sua prática na Igreja (verso 19). A única coisa que poderia se fazer necessário para Paulo falar em línguas mais do que eles, então, seria sua necessidade delas nas suas jornadas missionárias. Novamente, isto aponta para idioma, não para balbucio; porque o balbucio teria sido sem sentido na sua obra de missões estrangeiras; o idioma, por outro lado, teria sido o mais útil possível.
8. Em 1 Coríntios 14:21 Paulo associa seu dom de línguas com a profecia de Isaías sobre Israel ouvindo o idioma Assírio. Entender o dom como balbucio, destrói seu ponto de referência totalmente.
9. Em 1 Coríntios 14:22 Paulo diz que as línguas eram “um sinal”. Elas eram tão espetaculares que despertavam atenção. Somente um idioma humano pode ser eficaz como um sinal. O falar extático era bem conhecido muito antes do século XI a.C., especialmente como uma parte das religiões misteriosas Gregas; ele serviria somente para associar os Cristãos de Corinto com seu passado pagão. O que fazia o dom de línguas Cristão diferente e significante era o fato que aqueles assim dotados, eram capazes de falar em idiomas não aprendidos previamente; mero balbucio, falar extático, não teria sentido algum e assim não poderia servir como um sinal.
10. As palavras gregas hermeneuo e diermeneuo traduzidas por "interpretar" e "interpretação" em 1 Coríntios 14, normalmente significa “traduzir” de um idioma para outro. É como a palavra é frequentemente usada hoje: quando um homem de um idioma fala para uma audiência de outro, ele fala através de um “intérprete”. Este é seu significado comum através de todo o Novo Testamento e da Septuaginta (a tradução grega do Velho Testamento; por exemplo, Gênesis 42:23; Esdra 4:7; João 1:42; Atos 9:36). “Tradução”, então, aponta para idioma, não para balbucio.
11. Jesus especificamente proíbe o falar extático em oração: “E, orando, não useis de vãs repetições, como fazem os gentios” (Mateus 6:7). O termo grego traduzido por “vãs repetições” não tem nada a ver com um pedido de oração repetente (embora Jesus use a palavra aqui para se referir também à descuidada repetição de orações), mas antes significa “balbuciar” ou “falar balbucios”. Jesus, aqui, expressamente proíbe o balbucio. É inconcebível que Ele proibisse algo que era em si mesmo um dom espiritual. A única alternativa é que as línguas eram realmente idiomas. Deus nunca intencionou que os homens falassem ou orassem em uma “linguagem” que até mesmo eles não poderiam entender. Tal coisa teria sido sem propósito algum. (Retirado do Livro Línguas estranhas entre os crentes).

(No próximo continuaremos falando das Objeções – Aguardem)

Pr. José Francisco – Igreja Presbiteriana do Brasil

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CRER E PENSAR JUNTOS

Prefácio do Livro "crer é também pensar"


Ninguém deseja um cristianismo frio, triste, intelectualizado.
Mas será que isso significa que temos que evitar a todo custo o “intelectualismo”? Não é a experiência o que realmente importa, e não a doutrina? Muitos estudantes fecham suas mentes ao fecharem seus livros, convencidos de que ao intelecto compete apenas um papel secundário, se tanto, na vida cristã. Até que ponto têm eles razão? Qual é o lugar da mente na vida do cristão iluminado pelo Espírito Santo?
Tais perguntas são de vital importância prática, e afetam todos os aspectos de nossa fé. Por exemplo, até que ponto devemos apelar à razão das pessoas em nossa apresentação do evangelho? A “fé” implica em algo completamente irracional? O senso comum tem algum papel a desempenhar na conduta do cristão?
Tendo esses e outros problemas em vista, o Rev. John Stott aborda neste livreto o lugar da mente na vida cristã. explica por que o uso da mente é tão importante para o cristão, e como se aplica em aspectos práticos de sua vida. E faz um vigoroso apelo aos cristãos para mostrarem “uma devoção inflamada pela verdade”.

CRIADO PARA PENSAR

Começo com a criação. Deus fez o homem à sua própria imagem, e um  dos aspectos mais nobres da semelhança de Deus no homem é a capacidade  de pensar. É verdade que todas as criaturas infra-humanas têm cérebro, alguns  rudimentos, outros mais desenvolvidos. O Sr. W.S. Anthony, do Instituto de  Psicologia Experimental de Oxford, apresentou um trabalho perante a  Associação Britânica, em setembro de 1957, no qual descreveu algumas  experiências com ratos. Ele pôs obstáculos às entradas que continham  alimento e água, frustrando-lhes as tentativas de encontrar o caminho naquele  labirinto. Descobriu que, diante do labirinto mais complicado, seus ratos  demonstraram o que ele denominou de “dúvidas intelectual primitiva”! Isso  bem pode ser verdade. Todavia, mesmo que algumas criaturas tenham  dúvidas, somente o homem tem o que a Bíblia chama de “entendimento”.
A Escritura assegura e evidencia isso a partir do momento da criação do  homem. Em Gênesis 2 e 3 vemos Deus comunicando-se com o homem de um  modo segundo o qual Ele não se comunica com os animais. Ele espera que o homem colabore consigo, consciente e inteligentemente, no cultivo e na  conservação do jardim em que o colocara , e que saiba diferenciar- tanto  racional como moralmente - entre o que lhe é permitido e o que lhe proibiu  de fazer. Ainda mais, Deus chama o homem para dar nomes aos animais,  simbolizando assim o senhorio que lhe dera sobre essas criaturas. E Deus cria  a mulher de maneira tal que o homem imediatamente a reconhece como  companheira idônea de sua vida, e então irrompe espontaneamente primeiro  poema de amor da História!
Esta racionalidade básica do homem, por criação, é admitida em toda a  Escritura. Na realidade, sobre esse fato se apóia o argumento normal que,  sendo o homem diferente dos animais, ele deve comportar-se também  diferentemente. “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento”.  

*Livro escrito por John Stott e pode ser baixado em downloads no site http://www.vivendopelapalavra.com.

SER JUSTO, UMA GRANDE RECOMPENSA

 Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os perversos, o mal os apanhará em cheio. (Pv 12.21).
A justiça é um escudo protetor contra o mal. Os que foram justificados por Deus, por causa da redenção em Cristo, estão guardados sob as asas do Onipotente. Praga nenhuma chega à sua tenda. As setas que voam de dia e a peste que assola à noite não destroem aqueles que estão sob o abrigo do sangue do Cordeiro de Deus. A tempestade furiosa que inunda o mundo inteiro  não pode aqueles que estão dentro da arca da salvação. Nenhum agravo sobrevirá ao justo, pois Deus é o seu protetor e seu escudo. Nenhum  vingador de sangue pode atacar o justo, pois ele está escondido com Cristo, em Deus, na cidade de refúgio. Se o justo é guardado, os perversos são entregues ao mal que eles mesmos maquinam. O mal que eles planejam para os outros os apanhará em cheiro. O malfeito cairá sabre sua própria cabeça. Os perversos cavam um abismo para os próprios pés. Como Hamã, constroem a forca onde eles mesmos serão executados. O mal que desejaram aos outros não apenas respingará sobre eles, mas os apanhará em cheio. A injustiça não compensa, mas ser uma pessoa justa traz enorme recompensa.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

O Dom de Línguas


Assuntos Preliminares: (Estaremos apresentando alguns estudos do Livro "Línguas estranhas entre os Crentes", por achar esse assunto relevante, aja vista muitos ignoram os estragos que causam em nosso meu cristão).

 A Crise

Certamente não será exagero dizer que o fenômeno de línguas causou uma das maiores crises que a igreja enfrentou nesta geração. As línguas não são mais algo testemunhado somente nas Igrejas Pentecostais; elas são vistas agora por toda a parte, desde o Catolicismo Romano aos batistas e outras Igrejas independentes. Por séculos todos da Cristandade reconheceram que o dom era inoperante; agora, junto com suas acompanhantes reivindicações de curas, milagres, revelações, e “cair no espírito”, (que, a propósito, é algo completamente desconhecido até mesmo na própria Igreja primitiva), têm invadido virtualmente cada denominação. Seus pregadores estão reivindicando a ocorrência de um Pentecoste moderno. Alguns estão acusando os pregadores que recusam reconhecer o dom de enganadores que roubam o povo de Deus das bênçãos por Ele enviadas. Em suma, este tem se tornando um dos assuntos mais quentes no cenário eclesiástico: os que creem nele não podem parar de falar a respeito, e aqueles que não o aceitam aparentemente nunca cessarão de ouvir sobre o mesmo!

O Padrão

Deve ser enfatizado, certamente, que há somente um Padrão pelo qual podemos medir tais reivindicações – a Escritura. A questão envolvida neste ponto não é se algum Cristão genuíno teve ou não algum tipo de experiência; uma experiência pode ser muito real e, todavia, muito errada, ou pode ser muito real e mesmo assim muito mal-entendida. Este assunto de autoridade é particularmente essencial na discussão do dom de línguas, porque há muitos que estão seguros de que o experimentaram. Mas re-enfatizemos isto: somente a Escritura tem a resposta para esta questão. Qualquer e todas as experiências devem ser avaliadas à luz da Palavra de Deus. Nós não julgamos uma experiência em cima de nossas próprias reivindicações, mas com base nas Santas Escrituras, porque o Espírito Santo nunca será o autor de qualquer experiência que não esteja de acordo com Sua própria Palavra. Isto nunca poderá ser super-enfatizado, especialmente tratando-se de um assunto que é essencialmente experiencial.

Passagens Relevantes

O dom de línguas não ocorre nas Escrituras tão frequentemente como alguns podem pensar. As únicas passagens que tratam com o dom de algum modo são Atos 2:1-13; Atos 10:44-48; Atos 19:1-7; e 1 Coríntios 12-14. É possível que o dom de línguas também tenha sido exercido em Atos 8:14-19, mas é impossível se ter certeza (a questão é o que Simão “disse”, verso 18). Todas estas passagens serão investigadas, mas visto que 1 Coríntios 14 é a passagem que dá a mais específica instrução concernente a este dom, ela receberá maior atenção.

A Natureza dos Dons

Definições

Não é de modo algum difícil definir o dom de línguas; contudo, por causa do debate em torno deste assunto, a sustentação para a definição aqui dada será avaliada em alguns detalhes.
O dom de línguas foi a capacidade sobrenatural de falar em um idioma humano estrangeiro que não era previamente conhecido ou estudado pelo locutor. Note que o dom de línguas não é a capacidade de balbuciar – o que não requer capacidade sobrenatural. Mas nisto é onde precisamente o debate começa. Virtualmente todos os teólogos liberais, por causa de sua negação da possibilidade do sobrenatural e da revelação direta, ensinam que o dom de línguas era meramente uma expressão extática. Embora eles não questionem a possibilidade do sobrenatural, todos os Carismáticos e muitos não-caristmáticos ensinam virtualmente a mesma coisa. Muitos deles creem que embora as línguas de Atos fossem deveras idiomas estrangeiros, as línguas de 1 Coríntios eram diferentes – eram expressões extáticas, balbuciações, que continham uma revelação de Deus compreensível para o próprio Deus (para uso privado, devocional) e para o intérprete (para uso público). Contudo, este não é o caso; e que estas línguas eram idiomas estrangeiros é evidente a partir das seguintes considerações. (Veremos no próximo post desse mesmo assunto; AGUARDE...).

Pr. José Francisco - Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CRESCIMENTO ESPIRITUAL - Parte 1


A partir deste domingo, 04 de novembro, iniciamos uma série de oito estudos sobre esse tema (crescimento espiritual) na Escola Bíblica Dominical.

Textos Bíblicos: Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; (Fp 2.12).
Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor (Ef 4.13-16).

INTRODUÇÃO: Frequentemente ouvimos pedidos de oração por uma questão comum da vida de um crente, a área espiritual. Isto é correto, contudo há uma preocupação, a saber: O que as pessoas querem dizer quando pedem para orar por sua vida espiritual, ou ainda, quando pedem pelo seu crescimento espiritual?
Será que de fato sabem o que estão pedindo numa perspectiva bíblica?
O QUE É ISTO?
O progresso espiritual ou desenvolvimento da salvação é algo bíblico e recomendável para todo cristão.
No entanto, numa perspectiva conceitual quando alguém deseja crescer ou progredir espiritualmente ele está, ainda que sem saber, almejando santidade. Desta forma, crescimento espiritual é desenvolvimento da santidade pessoal, obra de Deus no homem, a obra da santificação.
A CONDIÇÃO BÁSICA:
UNIÃO COM CRISTO:
A condição sem a qual isto não será operado será a união com Cristo.
Fora de Cristo não há qualquer possibilidade de progredir, crescer, espiritualmente.
O desenvolvimento espiritual é o resultado de uma união vital com Cristo.
1. As raízes: a eleição divina (Ef 1. 3, 4; 1 Pe 1. 20)
2. A base: a obra redentora de Cristo (MT 1. 21; Tt 2. 14)

A REALIDADE DESTA UNIÃO
1. O início é na regeneração (Ef 2. 4, 5);
2. A apropriação e vivência é pela (Gl 2. 20);
3. Somos justificados e santificados por meio desta união (1 Co 1. 30);
4. Perseveramos por meio desta união (Jo 10. 27, 28)
5. Morreremos, ressuscitaremos e seremos glorificados por meio desta união (Rm 14. 8; 1 Co 15. 22; Cl 3. 4)
A nossa união com Cristo é, portanto, de eternidade a eternidade.

APLICAÇÕES:
1. Continuemos a pedir que sejamos prósperos espiritualmente.
2. Saibamos que este pedido somente obterá resposta se, e somente se, eu (que peço) estiver unido a Cristo.
3. A união com Cristo é fator imprescindível para o desenvolvimento espiritual. Portanto, afiramos se de fato estamos no Senhor.

CONCLUSÃO:
“Devemos ser santos, porque sem santidade, na terra nunca estaremos prontos para gozar do céu.” (J. C. Ryle).


IGREJA PRESBITERIANA DE IPANGUAÇU-RN
VIVENDO E CRESCENDO NO EVANGELHO
Rev. José Francisco do Nascimento