quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O BATISMO INFANTIL É BÍBLICO?



 
Sempre ouvi, “O Batismo Infantil é católico e é errado, e os evangélicos devem batizar somente os que crêem, pois batizar crianças é errado é não tem base bíblica”. Ou, “Os evangélicos que batizam crianças são iguais aos católicos, logo estão errados”.
Sempre me intrigou em ver grandes teólogos que muitos dos evangélicos gostam de ler e estudar, os admiram muito, mas são homens que aceitam o Pedobatismo (batismo infantil), posso citar alguns deles aqui: João Calvino, Jonathan Edwards, Charles Hodge, Louis Berkhof, Antony Hoekema, Willian Hendriksen, Leon Morris, R.C. Sproul, John Stott, Augustus Nicodemus, Heber Campos, Hernandes Dias Lopes e tantos outros.

Creio que o Batismo infantil é muito questionado no meio evangélico, devido a desvios do seu real significado e um mau entendimento do que ele significa.
     Por isso, eu gostara que juntos nós víssemos uma visão bíblica e reformada do Batismo Infantil.

            Para entendermos o batismo infantil, e importante termos bem em mente o que é a Igreja e sua relação com Israel.
 A Igreja do Novo Testamento é chamada de Israel de Deus pelo apostolo Paulo (Gl 6.16), já que para ele agora tanto os cristãos judeus como os cristãos gentios foram unidos na mesma Igreja, e juntos eles foram feitos um (Ef 2.11-19).
naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo”. (Ef 2.11,12)

Depois ele diz que foram unidos na mesma Igreja e feitos um pela sangue de Cristo.
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,” Efésios 2.13-19

O apostolo Pedro escrevendo também a gentios usa uma linguagem em que era usada para Israel no Antigo Testamento e a Igreja nestes versículos é chamada de:

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” I Pe 2.9

Assim como no Antigo Testamento
Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel”. Ex 19.5,6

Pedro ainda diz que nós não éramos povo de Deus, mas agora somos:
Vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia”. I Pe 2.10

            A confissão de fé de Westminster define Igreja como:

“A Igreja católica ou universal, que é invisível, consta do numero total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo sob Cristo, sua cabeça: ela é a esposa, o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todas as coisas[1]
           
Por esta definição entendemos que a Igreja é composta de todos os salvos. Paulo em Efésios 5.25 afirma “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”. Aqui o termo Igreja é usado para referir-se a todos aqueles pelos quais Cristo morreu, todos os salvos do Antigo e Novo Testamento, Igreja que Cristo comprou com o seu sangue (At 20.28).
Já que entendemos que todos os cerimoniais do Antigo Testamento apontavam para Cristo (Cl 2.16,17; Hb 10.1-10), e que não foram estes cerimoniais que salvaram os crentes do Antigo Testamento, mas a morte de Cristo e como ele morreu pela sua Igreja e derramou o seu sangue para comprá-la, e isto também inclui os crentes do Antigo Testamento.
            O próprio Senhor Jesus disse que edificaria sua Igreja em (Mt 16.18), porém mais a frente ele a reconhece como uma instituição já existente (Mt 18.17).
Entendemos com isto que a Igreja é o Israel de Deus e não uma nova constituição, para maiores informações leiam http://theologiaevida.blogspot.com/2011/05/por-que-deixei-o-dispensacionalismo.html
           
O que é o batismo infantil?

            Entendemos pela Palavra que Deus fez um pacto com Abrão (Gn 12.1-3) e o Senhor diz que em Abraão seriam abençoadas todas as famílias da terra:
Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Já no capítulo 17 o Senhor Deus chama a Abraão  dizendo que Ele seria o Deus da sua descendência “  (Gn 17.7)
Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência”.

E Deus sela este pacto com a circuncisão (Gn 17.9-14).
            Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança

Este sinal veio a existir depois da fé de Abraão, pois ele era o selo de sua fé em Deus.
Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça”. (Gn 15.6)
E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.” (Rm 4.11,12)

Vemos claramente que o filho de Abraão Isaque veio a ser circuncidado após o nascimento, mesmo antes que tivesse fé (Gn 21.4), e todo israelita homem era circuncidado ao oitavo dia após o nascimento. Mas o principal para Deus era a circuncisão do coração.
O SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas”. (Dt 30.6)
Circuncidai-vos para o SENHOR, circuncidai o vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém, para que o meu furor não saia como fogo e arda, e não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras”. (Jr 4.4)

Também vemos que quando algum homem se convertia a religião israelita (chamado de prosélito) depois de velho, ele recebia a circuncisão e deviria cumprir a Lei como um israelita, logo ele também circuncidaria seus filhos homens ao oitavo dia como um judeu.
Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa do SENHOR, seja-lhe circuncidado todo macho; e, então, se chegará, e a observará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. A mesma lei haja para o natural e para o forasteiro que peregrinar entre vós”. (Ex 12.48,49)

Da mesma forma no Novo Testamento o Batismo é o sinal da Nova Aliança (Cl 2.11,12).
Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”.

Assim como no Antigo Testamento o Senhor fez uma aliança incluindo a família (Gn 17.7), “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.

Da mesma forma Ele as inclui no Novo Testamento (At 2.38,39; 16.14,15; 16.33; I Co 1.16; 7.14). É por isso que vemos famílias inteiras sendo batizadas no Novo Testamento.
E ao contrario do que dizem que o Novo Testamento não ordena o batismo infantil, da mesma forma ele não condena, mas mostra famílias inteiras sendo batizadas.

UMA PERGUNTA A SER FEITA PARA AQUELES QUE REJEITAM O BATISMO INFANTIL É, ONDE BIBLICAMENTE DEUS ABOLIU O SINAL DA ALIANÇA NOS INFANTES?

Deus inclui as crianças no pacto com seu povo, os filhos dos judeus eram chamados de “semente santa” (Es 9.2; Is 6.13) e os filhos dos crentes gozam do status de filhos da aliança e também são chamados de santos (I Co 7.14), portanto devem ser batizados do mesmo modo que os filhos meninos dos judeus eram anteriormente circuncidados.

Calvino falando sobre o pedobatimos diz:
“O pacto é comum; comum é a razão de confirmá-lo. Só o modo de confirmar é diverso, porque àqueles era a circuncisão, a qual foi substituída pelo batismo[2]”.
R.C.Sprou diz:
“Embora o batismo e a circuncisão não seja idênticos, têm pontos  cruciais em comum. Ambos são sinais de aliança e ambos são sinais de fé[3]”.

            Uma coisa a se deixar muito clara aqui é que ser batizado na infância não significa salvação da criança, pois para a salvação é necessário a fé (Jo 3.16; Rm 5.1), mas sim uma consagração formal e pública dos filhos dos crentes a Deus. Uma expressão da fé dos pais na promessa do pacto de Deus.
           
Os pais da Igreja também adotavam o batismo infantil.

·         Irineu ( do 1 século) - Escreveu sobre o batismo infantil dizendo que Cristo mandou a igreja batizar todos os que foram alvos do evangelho, e assim, as criancinhas deveriam ser batizadas, ele declara isso em seu livro “Contra as Heresias, Livro III, Capítulo 9”.
·         Justino Mártir, que chegou a ver o apóstolo S. João, escreve : “Cristãos de ambos os sexos, alguns de 60, outros de 70 anos de idade se tornaram discípulos pelo Batismo desde a infância”.  Justino: apologia, vol.1.
·         Origenes que viveu 85 anos depois da morte do apostolo João escreveu (185-254 A.D.), "de acordo com o costume da Igreja, o batismo é conferido às crianças" [Homilia a Leviticus 8:3:11, (244 d.C.}]A igreja recebeu uma ordem dos apóstolos para dar o batismo também as crianças” (Comentário deRomanos).
·         Hippolito (215 A.D), “batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas" (Tradição Apostólica 21,16).

O Batismo infantil é uma prática Bíblica e histórica da Igreja e precisamos resgatá-la em nosso meio.

Para terminar, gostaria de colocar o que R.C.Sproul diz:
“A nova aliança é mais inclusiva do que a Antiga Aliança. Aqueles que contestam a validade do batismo de crianças estão tornando a Nova Aliança menos inclusiva com relação às crianças, a despeito da ausência de qualquer proibição bíblica contra o batismo de crianças[4]”.

Até o próximo post
Davi Helon de Andrade 


[1] Confissão de fé de Westminster. Cap. XXV.
[2] CALVINO, João. As institutas. Vl 4. Pg. 315.
[3] SPROUL. R.C. Verdades Essenciais da Fé Cristã: doutrinas básicas em linguagem simples e prática. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. 3vls. Pg. 18.
[4]Ibid., p. 18.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Igreja não é para divertir e sim para adorar a Deus


SERMÃO EM ATOS 14.8-18.


Narração: O livro de Atos foi escrito por volta de 61 e 63 da era cristã. Quando Lucas escreve este livro tem a intenção tanto de confirmar Teófilo na fé como de apresentar cuidadosamente o desenvolvimento da Igreja primitiva e da atuação do Espírito Santo de Deus na vida dos apóstolos. Lucas neste livro, não tem necessariamente a preocupação de apresentar ensinos de cunho doutrinário, no entanto, podemos extrair dele preciosos ensinos práticos para a nossa vida. Esse livro é verdadeiramente um clássico da literatura antiga. Nele o médico Lucas narra de forma vívida e impressionante não somente a história da Igreja, mas, também a maneira como Paulo pôde demonstrar o seu caráter verdadeiramente cristão, mesmo quando as circunstâncias adversas o acometeram.
Após Paulo ter saído de Antioquia da Psídia devido a uma perseguição que se levantou contra ele e Barnabé foi até Icônio e pregaram o evangelho na sinagoga judaica aonde grande multidão veio a crer, Paulo demorou-se ali falando ousadamente no Senhor, derrepente surgiu um tumulto entre judeus, gentios e autoridades com o propósito de apredeja-los. Então Paulo e Barnabé fugiram para Listra. Chegando a Listra Paulo se deparou com um homem que jamais pudera andar e realiza um milagre curando-o daquela enfermidade. Então as multidões viram o que Paulo fizera, e começaram a adorá-lo com a intenção de sacrificar juntamente com a multidão. Então Paulo clamando no meio da multidão os repreende mostrando quem ele era.

Tema: CHAMADOS A TESTEMUNHAR SOBRE O DEUS VIVO?
Introdução: A convocação de uma testemunha perante um tribunal para falar o que sabe. Quando falamos em testemunhar, nos vem à mente um tribunal.
Proposição: A VERDADEIRA TESTEMUNHA FALA SOMENTE AQUILO QUE SABE.
Oração Interrogativa: Como podemos ser uma testemunha do Deus vivo?
Oração de transição: A luz do texto lido de que maneira nós podemos ser uma testemunha do Deus vivo.
1ª-) RECONHECENDO SUAS LIMITAÇÕES HUMANAS (v. 15a)
 Paulo aqui questiona o comportamento daqueles homens em achar que eles eram deuses gregos e por isso procura impedi-los de sacrificar e os reverenciar, pois eles eram homens, criaturas e não deveriam adorá-los, pois com isto estariam pecando contra Deus.
Paulo também reconhece aqui a suas limitações e impotências humanas e que também assim como aqueles homens ele era passivo dos mesmos sentimento e fraquezas humanas.
E que é totalmente dependente de Deus.

2ª-) RECONHECENDO PARA QUE FOI CHAMADO. (vv. 15.b e 16)
Paulo sabia o porquê estava naquele lugar e o que deveria fazer.
Paulo também sabia qual era a função do evangelho que ele pregava e seu poder em mudar o rumo da vida daqueles homens que serviam aos deuses gregos Zeus e Hermes.  Ler Romanos 1.24 e comentar sobre a idolatria dos homens – deixar os ídolos (1Ts 1.8,9; Gl 4.9) Nós não podemos voltar aos rudimentos fracos e padrões deste mundo.

3ª-) RECONHECENDO OS FEITOS DE DEUS. (vv. 15, 16, 17).
Paulo aqui declara que o Deus que ele servia é o Senhor da Criação (v.16).
E que o seu poder criador e providencial se estende a todo lugar e a toda sua criação.
O conteúdo desse sermão de Paulo é semelhante ao seu posterior sermão em Atenas Ler: (17.22-31).
Ambos os sermões de Paulo foram endereçados às multidões pagãs.
Podemos ver aqui também a Bondade de Deus em Preservar a sua criação dando-lhe chuvas dos céus e estações frutíferas, ou seja, recursos dispensados no seu tempo certo de acordo com o estabelecido na sua obra criadora.

APLICAÇÃO: É que em todo o tempo o homem sempre vai ser homens limitados, dependentes de Deus para tudo e Deus sempre vai ser Deus, o Criador Soberano Sustentador, Mantenedor, Preservador, Governador de todas as coisas que estão criadas.

CONCLUSÃO: Como testemunhas do Senhor precisamos reconhecer o nosso chamado divino em detrimento da nossa limitação humana. Porém, precisamos, também, reconhecer os feitos de Deus em nossas vidas, que são realizáveis pela sua soberania e bondade na natureza, estendendo-se a todas as criaturas.
Assim como todas as coisas que estão criadas, as estações do ano constituem-se em mais uma das indicações da maravilhosa criação de Deus. Ler Gênesis 1.14: “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos”, e Gênesis 8.22.

Sermão pregado pelo Rev. José Francisco na congregação do povoado e na Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu-Rn nos dias 18 e 19 de Agosto de 2012.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

REFLEXÃO: O AVÔ E O NETO


Um frágil e velho homem foi viver com o filho, a nora e o neto de quatro anos. As mãos do homem tremiam a vista embaralhada e o seu passo, hesitante. A família comia à mesa, mas, para o avô ancião, aquele era um ato que se tornara bastante difícil: derramava o leite na toalha, os alimentos caíam da mesa para o chão... A bagunça que se formava foi irritando fortemente o filho e a nora. “Nós temos que fazer algo sobre o meu pai”, disse certo dia o filho. “Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muito da sua comida no chão”. Assim, o marido e a esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá o avô comia sozinho, enquanto o resto da família desfrutava o jantar. Desde que o avô quebrara dois pratos, a comida dele vinha servida em uma tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na direção dele, às vezes, percebia uma lágrima em seu olhar, por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram de advertências acentuadas quando ele derrubava um arfo ou derramava comida. O neto de quatro anos assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança: “O que você está fazendo?”. Da mesma maneira dócil, o menino respondeu: “Oh, estou fabricando uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer”. E voltou a trabalhar. As palavras do menino golpearam os pais, que ficaram mudos. Então, lágrimas começaram a fluir nos rostos deles. Apesar de nenhuma palavra ter sido falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o rapaz pegou a mão do pai e, com suavidade, o conduziu à mesa familiar. Para o resto de seus dias de vida, ele comeu sempre com a família. Por alguma razão, nem o marido nem a esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou o leite era derramado, ou a toalha ficava suja. As crianças são relativamente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, os ouvidos sempre escutam e a mente processa as mensagens que elas observam. Se elas nos veem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, elas imitarão essa atitude para o resto da vida. O pai sábio percebe diariamente que alicerce está sendo construído para o futuro da criança. Sejamos sábios construtores do bem em nossas funções.

Você já pensou que um dia ficará velho? Está se preparando para isso?
O Mandamento nos ordena amar os nossos pais, assim como eles são, independentemente de suas virtudes e qualidades.

Do livro: ABRINDO CAMINHOS
Parábolas e reflexões – Paulinas
Digitado por: Rev. Zé Francisco.

domingo, 19 de agosto de 2012

QUEM É O HOMEM? 1ª Parte

Estudo para Escola Bíblica Dominical
O que a Bíblia nos ensina sobre a natureza humana
Texto Bíblico: Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1. 26, 27) . Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador? (Jó 4. 17 b)
INTRODUÇÃO:
  A multiplicidade de respostas à pergunta: o que é o homem?
  As diversas e, na sua grande maioria, danosas consequências das respostas que não encontram fundamentação na Bíblia.
  Os benéficos efeitos na vida de todo servo de Deus ao conhecer quem ele é à luz da Escritura.
ALGUMAS PERSPECTIVAS NÃO-CRISTÃS
1.    Idealistas: o homem é fundamentalmente como espírito, sendo o seu corpo físico estranho à sua real natureza.
2.    Materialistas: o homem é um ser composto de elementos materiais, sendo sua vida mental, emocional e espiritual subprodutos de sua estrutura material.
OBSERVAÇÕES:
Todas estas posições macros têm os seus descendentes e dissidentes.
É importante saber que esta visão polarizada faz com que os homens sejam desculpáveis por suas ações diante de Deus em primeiro lugar e, por conseguinte, diante dos demais homens.
O HOMEM É UMA PESSOA CRIADA
A afirmação bíblica de que o homem foi criado por Deus segundo a sua imagem e semelhança (Gn 1, 26, 27).
Dois aspectos distintos e essenciais:
1º) todo ser humano é uma criatura de Deus:
deriva de Deus a sua existência (At 17. 25, 28).
2º) Todo ser humano é uma pessoa: possuidor de uma independência relativa, toma decisões, relativa liberdade, fazer planos e ser responsável por todos os seus atos (Pv 16. 1, 9; Tg 2. 13, 14).
IMPLICAÇÕES:
  A responsabilidade da queda se dá porque o homem sempre foi uma pessoa responsável pelos seus atos bons e maus (Gn 3.11-19; Mt 12.36,37).
  Ele carece, como criatura, da intervenção divina, graciosa e soberana, para ser resgatado de seu estado de pecado e miséria. Por meio desta ele dará resposta positiva ao irresistível chamado de Deus à salvação (Jo 3.8; Rm 2.4; Ef 2.8,9). Neste particular deve-se entender toda a obra da redenção aplicada no pecador.
  As responsabilidades pactuais perante o Senhor do pacto (Ez 36.27,28; Ml 2.10-12; 3.7).
APLICAÇÕES:
  Ore ao Senhor para que Ele te conceda a graça de conhecer  a si mesmo.
  Perceba que quanto mais conhecemos a Deus  e sua palavra, maiores serão as suas possibilidades de conhecer a si mesmo.
  Entenda que você precisa permanentemente de Deus, visto ser sua criatura.
  Nunca tente se esquivar de suas responsabilidades, você é uma pessoa, e não importa a idade.
RESUMO EM UMA FRASE:
Quem é o homem?
1ª resposta: Uma pessoa criada
Igreja Presbiteriana de Ipanguaçu - Pregando e vivendo o Evangelho
Rev. José Francisco do Nascimento - revzefrancisco@hotmail.com
Do Blog: O presente Estudo faz parte de uma série de Estudos sobre a "Doutrina do Homem", organizado pelo Rev. José Alex, com algumas adaptações, em alguns estudos, pelo Rev. José Francisco. Caso alguém se interesse pelo mesmo, solicite via email, pois temos em Slides.

sábado, 18 de agosto de 2012

O QUE É SER CRISTÃO?


Devido a liberdade religiosa que há no Brasil, é comum encontrar pessoas religiosas envolvidas dentro de uma rotina capaz de fazer com que elas sintam razão para viver e se considerarem cristãs. Elas vivem um ciclo de hábitos muito forte. São tão fortes esses hábitos que elas não pensam em refletir se o sentimento que possuem é correto ou não. Seus costumes estão arraigados em seu ser e por causa disso entram em debates para defendê-los dizendo que eles são a prática do cristianismo.

Então, pergunto: o que é ser cristão?

Para alguns, ser cristão é apenas ter uma carteira de membro de uma denominação evangélica. Não considero errado possuir uma e ser frequentador de um templo, mas isso não significa ser cristão, embora muitos possuidores da carteirinha e do hábito de frequentar templos sejam autênticos cristãos.

Para outros, ser cristão é seguir as doutrinas de teólogos como João Calvino e Jacó Armínio. Mas estes dois homens nada mais fez do que interpretar as Escrituras Sagradas no tema soteriologia, a doutrina da salvação. As suas interpretações não têm a capacidade de fazer com que almas sejam salvas. Portanto, ser cristão não é o mesmo que adotar os conceitos deles. 

Alguns acreditam que ser cristão é ser católico, ou crente evangélico, ou crente evangélico pentecostal, ou crente evangélico tradicional... Nada disso conota e denota a essência do significado de ser um cristão. Tais detalhes apontam para a religiosidade de cada um.

Ser cristão é uma característica interna, algo forte e profundo que está lá dentro do coração. É a firme convicção da necessidade de seguir as ideias de Jesus Cristo, crer nos ensinamentos dEle. Ele mandou você amar a Deus, amar a si mesmo da mesma maneira que amar quem está em sua volta, mandou amar os inimigos. Quem obedece à ordem, em todas as circunstâncias, pode dizer que é um cristão de verdade.

Ninguém pode dizer que ama a Deus se aborrece ao próximo. Quem aborrece o próximo não está praticando o amor, então, está em desobediência a Deus. Portanto, a prova de amor a Deus é amar ao próximo. Veja: 1 João 4.20.

Se a pessoa não for praticante do amor que Jesus Cristo recomendou, não adianta ser frequentador de templos de domingo a domingo; ser calvinista; ser arminianista; ser crente católico ou ser crente evangélico pentecostal ou neopentecostal ou tradicional ou reformado, Quem não ama a Deus e ao próximo, é apenas mais um religioso, só um religioso que não podemos dizer que é cristão de verdade.

A religião não salva. A salvação está ligada à fé com obras. Quais obras? De obediência. Obedecer ao mandamento do amor. Ser cristão é ser disposto a obedecer ao mandamento do amor a Deus e ao próximo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

VOCÊ NÃO É O QUE FALA, MAS O QUE FAZ


Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão (Pv 12. 9)
O mundo está cheio de gente que fala muito e faz pouco, propagandeia seus feitos, mas não os apresenta; gente cujas obras negam as palavras. O falastrão e vanglorioso é aquele que comenta aos quatro ventos que está construindo um arranha-céu, mas na verdade está levantando apenas um galinheiro. Ele superdimensiona a sua imagem e faz propaganda enganosa de si mesmo e das suas obras. Gasta seu tempo falando de façanhas que nunca realizou, de planos que nunca concretizou, de fortunas que nunca granjeou, de influências que nunca exerceu. Aqueles que habitam na casa da ilusão e vivem no reino da mentira enfrentarão a dura realidade da pobreza extrema. A sabedoria mostra que é melhor falar pouco e dar conta do recado do que falar muito e nada fazer. É melhor ser humilde e realizar o seu trabalho. É melhor fazer do que falar, pois o homem não é aquilo que fala, mas aquilo que faz. O fim da linha da vanglória é o desprezo, mas a reta de chegada da humildade é a honra. Quem fala e não faz é alcançado pela pobreza, mas quem se estima em pouco e realiza o seu trabalho alcança prosperidade.
Gotas de Sabedoria para a Alma – LPC Publicações – Digitado por: Rev. Zé Francisco.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CONHEÇA COMO FUNCIONA O SISTEMA PRESBITERIANO


MANUAL PRESBITERIANO 
(Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil)

OFICIAIS
SEÇÃO 1ª - CLASSIFICAÇÃO
Art.25 - A Igreja exerce as suas funções na esfera da doutrina, governo e beneficência, mediante oficiais que se classificam em:
a) ministros do Evangelho ou presbíteros docentes;
b) presbíteros regentes;
c) diáconos.
§ 1º - Estes ofícios são permanentes[1], mas o seu exercício é temporário.
§ 2º - Para o oficialato só poderão ser votados homens maiores de 18 anos e civilmente capazes.[2]
Art.26 - Os ministros e os presbíteros são oficiais de Concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil; os diáconos, da Igreja a que pertencem.
Art.27 - O ministro é membro ex-officio do Presbitério, e do Conselho, quando pastor da Igreja: do Sínodo e do Supremo Concílios, quando eleito representante; o Presbitério é membro ex-officio do Conselho e dos Concílios Superiores, quando eleito para tal fim.
§ 1º - Ministros e presbíteros, embora não sendo membros de um Concílio, poderão ser incluídos nas comissões de que trata o artigo 99, itens 2 e 3, desde que jurisdicionados por aquele Concílio.
Art.28 - A admissão a qualquer ofício depende:
a) da vocação do Espírito Santo, reconhecida pela aprovação do povo de Deus;
b) da ordenação e investidura solenes, conforme a liturgia.
Art.29 - Nenhum oficial pode exercer simultaneamente dois ofícios, nem pode ser constrangido a aceitar cargo ou ofício contra a sua vontade.

SEÇÃO 3ª - PRESBÍTEROS E DIÁCONOS
Art.50 - O Presbítero regente é o representante imediato do povo, por este eleito e ordenado pelo Conselho, para, juntamente com o pastor, exercer o governo e a disciplina e zelar pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como pelos de toda a comunidade, quando para isso eleito ou designado.
Art.51 - Compete ao Presbítero:
a) levar ao conhecimento do Conselho as faltas que não puder corrigir por meio de admoestações particulares;
b) auxiliar o pastor no trabalho de visitas;
c) instruir os neófitos, consolar os aflitos e cuidar da infância e da juventude;
d) orar com os crentes e por eles;
e) informar o pastor dos casos de doenças e aflições;
f) distribuir os elementos da Santa Ceia;
g) tomar parte na ordenação de ministros e oficiais;
h) representar o Conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Supremo Concílio.
Art.52 - O presbítero tem nos Concílios da Igreja autoridade igual a dos ministros.
Art.53 - O diácono é o oficial eleito pela Igreja e ordenado pelo Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente:
a) à arrecadação de ofertas para fins piedosos;
b) ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos;
c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino;
d) exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.
Art.54 - O exercício do presbiterato e do diaconato limitar-se-á ao período de cinco anos, que poderá ser renovado.
§ 1º - Três meses antes de terminar o mandato, o Conselho fará proceder a nova eleição.
§ 2º - Findo o mandato do presbítero e não sendo reeleito, ou tendo sido exonerado a pedido, ou, ainda, por haver mudado de residência que não lhe permita exercer o cargo, ficará em disponibilidade, podendo, entretanto, quando convidado:
a) distribuir os elementos da Santa Ceia;
b) tomar parte na ordenação de novos oficiais.
Art.55 - O presbítero e o diácono devem ser assíduos e pontuais no cumprimento de seus deveres, irrepreensíveis na moral, sãos na fé, prudentes no agir, discretos no falar e exemplos de santidade na vida.
Art.56 - As funções de presbítero ou de diácono cessam quando:
a) terminar o mandato, não sendo reeleito;
b) mudar-se para lugar que o impossibilite de exercer o cargo;
c) for deposto;
d) ausentar-se sem justo motivo, durante seis meses, das reuniões do Conselho, se for presbítero e da junta diaconal, se for diácono;
e) for exonerado administrativamente ou a pedido, ouvida a Igreja.
Art.57 - Aos presbíteros e aos diáconos que tenham servido à Igreja por mais de 25 anos, poderá esta, pelo voto da Assembléia, oferecer o título de Presbítero ou Diácono Emérito, respectivamente, sem prejuízo do exercício do seu cargo, se para ele forem reeleitos.
Parágrafo Único - Os presbíteros eméritos, no caso de não serem reeleitos, poderão assistir às reuniões do Conselho, sem direito a voto.
Art.58 - A junta diaconal dirigir-se-á por um regimento aprovado pelo Conselho.


[1] CE-69-054 e Atas e Apêndices da XX R.O do SC/IPB (pág. 38)
[2] Idem

MISSIONÁRIOS: COOPERADORES DE DEUS (Mt 28.19)

Os desafios missionários por meio do mundo nunca foram tão grandes como na atualidade. Nós precisamos conhecê-los e considerar o que significam para o reino de Cristo e seu crescimento.
É possível que a população do mundo não passasse de trezentos milhões de habitantes quando Jesus ordenou a Grande Comissão. Agora, a população mundial já ultrapassa os seis bilhões – e crescendo a cada dia. A maioria desse crescimento se dá na Ásia, América Latina, África e nos países onde o Cristianismo não é a religião dominante. Mais da metade do mundo adora a algum outro deus que não é o Deus revelado na Bíblia e em Jesus Cristo.
O que isso significa para nós? Obviamente, significa que a Seara é ainda maior que antes. Mais pessoas devem ser alcançadas pelo Evangelho. São necessários mais trabalhadores que atendam ao chamado do Senhor, se preparem e comecem a colheita.
“Missão significa envio e procede do plano e propósito de Deus” (Roger Greenway).
JESUS, O “ENVIADO” E O “ENVIADOR”
Jesus conciliou sua própria missão recebida do Pai com a missão que ele deu aos seus discípulos, quando disse: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Nós aprendemos em outras partes do Evangelho de João que o Espírito Santo foi enviado por Deus para suscitar testemunhas de Cristo e convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 14.25, 26; 15.26, 27; 16.7, 8). “Cristo chama seus discípulos, todos eles, para serem co-missionários e cooperadores com ele”. Ou seja, Deus nos chama para participarmos com ele no trabalho de evangelizar o mundo. No poder do Espírito Santo, nos tornamos co-participantes no plano e propósito de Deus de conciliar consigo mesmo o mundo. Servir em missões//evangelismo não significa apenas trabalhar para Deus, mas também com Deus. E isso deve ser feito de modo semelhante ao trabalho obediente e sacrificial de Jesus Cristo. “... de Deus somos cooperadores; ... edifício de Deus sois vós” (1Co 3.9; tb. 2Co 6.1).
O TESTEMUNHO DO CO-PARTICIPANTE
Todos são chamados para edificar templos vivos para Deus Pai, o qual é o único que deve ser adorado. Nós convidamos pecadores a se reconciliarem com Deus por meio do Filho que sofreu pelos nossos pecados. Nós testificamos, juntamente com o Espírito Santo, da verdade sobre Deus e a redenção por meio de Jesus Cristo, como revelado nas Escrituras... Os esforços imperfeitos dos crentes são incorporados dentro do perfeito trabalho de deus em encontrar os perdido e construir sua igreja. Deus desenvolveu seu plano da salvação do mundo incluindo a participação dos crentes, por meio do engajamento missionário.
CO-PARTICIPANTE NO TRABALHO DE DEUS
 
O Evangelho precisa de uma voz; Deus assim planejou. As boas novas sobre Jesus não podem se autoproclamar. Deve ter um anunciador, um embaixador, humano (João 1.23; 2Co 5.20). O poder e a autoridade de Deus lhes garante o sucesso da missão. As pessoas que os recebem e creem em sua mensagem recebem a Cristo e ao Pai, juntamente com todas as suas promessas. Mas, aqueles que se recusam a crer em sua mensagem, rejeitam a Cristo e sua Palavra (João 13.20). [Observa-se, porém, que o sofrimento faz parte da vida dos mensageiros do evangelho ] (Mt 10.38, 39; Cl 1.14; Rm 5.3-5; 2Tm 3.12).
MOTIVAÇÕES PARA MISSÕES
Motivos errados:
 O desejo de ser admirado e louvado pelos outros;
Ø  A busca por “autorrealização”, sem levar em consideração o esvaziar-se a si mesmo (Fp 2.5-7);
Ø  A busca por aventura e excitação;
Ø  A ambição em expandir a glória e influencia de uma igreja ou denominação em particular, ou mesmo de um país;
Ø  A fuga das situações desagradáveis do lar;
Ø  A esperança de sucesso profissional após um curto período de serviço missionário;
Ø  A culpa e o anseio pela paz com Deus por meio do serviço missionário.

Motivos corretos: (são ensinados na Palavra de Deus e aplicados nos corações dos crentes pelo Espírito Santo).
Ø  O desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da terra (1Co 9.16).
Ø  O desejo de obedecer a Deus por amor e gratidão, por meio do cumprimento da Comissão de Cristo (Mt 28.19; Jo 14.15; 1Co 12.4, 5; Ef 3.10).
Ø  O desejo ardente de usar todos os meios legítimos para salvar os perdidos e ganhar não-crentes para a fé em Cristo (1Co 9.19-22; 2Co 5.18-20; Lc 15).
Ø  A preocupação de que igrejas cresçam e se multipliquem e de que o reino de Cristo seja estendido por meio de palavras e ações que proclamem a compaixão e a justiça de Cristo a um mundo de sofrimento e injustiça (Cl 1.18).
O PREPARO BÁSICO PARA SER EFICIENTE
1.        Vida espiritual forte: Inclui a disciplina de oração e a leitura bíblica na comunhão do Espírito Santo. Muito fracassam no desenvolvimento evangelístico por não nutrirem o hábito da oração particular e leituras diárias antes de ir fazer a obra.
2.        Amor pelas pessoas: Paulo é o nosso maio r exemplo de amor por missões (Fp 1.7; At 20.37). o grande amor de Paulo pelas pessoas, bem como por Deus, era a chave do seu sucesso como evangelista e plantador de igrejas. Muitos querem servir ao Senhor, mas não desejam se aproximar das pessoas. O trabalho missionário requer envolvimento com todos os tipos de pessoas e o amor por elas em nome de Cristo. Peça a Deus que lhe dê amor pelas pessoas.
3.        Uma teologia bíblica de missões: nós não cumpriremos o chamado de Deus em missões ao menos que tenhamos um entendimento básico do propósito salvífico de Deus para o mundo, revelado na Bíblia. Missões recebem inspiração e direção das Escrituras. Precisam ganhar um fundamento sólido nas escrituras antes de irem ao campo como evangelistas-missionários, e pertos da Palavra durante toda a sua vida.
4.      Alvos e estratégias: algumas vezes os cristãos cometem o erro de pensar que os planos não são necessários no trabalho evangelístico. (Ex: Pedreiro e o projeto). Precisamos estabelecer metas bíblicas para que a expansão do evangelho seja consistente e produtivo. Planos cuidadosos, humildemente submetidos a Deus, em oração, recebem sua bênção.
5.        Treinamento e experiência em áreas específicas:
a.      Evangelização pessoal – Preparado para contar a história do evangelho, da obra salvífica de Deus em Cristo, de modo claro, acurado e de fácil compreensão aos seus ouvintes;
b.      Evangelização organizada – Trabalho em equipes. Aprender a trabalhar com outros em atividades missionárias já estabelecidas;
c.      Pequenos grupos de estudos – Esse é o método mais efetivo de propagação do evangelho em todo o mundo.
d.      Aconselhamento e ensino de novos discípulos – os novos convertidos necessitam de ajuda para lidar com problemas enraizados nas suas vidas. Necessitam de instrução nas disciplinas básicas do cristianismo, tais como a oração, adoração, batismo, serviço e moral.
6.    Seus dons e personalidade – deus fez cada um de nós de um modo diferente, e ele usa todo tipo de pessoa. Espera-se, geralmente, que um missionário-evangelista seja disposto e capaz para fazer de tudo. Adquirir experiência em varias áreas de trabalho e aprender quais são seus dons para melhor usar na obra do Senhor.  Que tipo de trabalho lhes dá maior satisfação?
COMO EVANGELIZAR O – QUE FAZER NO ENCONTRO?
 Explique, em poucas palavras, que você convida as pessoas com o propósito de desfrutarem um tempo de comunhão, oração e pelas necessidades uns dos outros e estudos dos ensinamentos da Bíblia;
1.   Faca uma oração, se for permitido, pedindo por ajuda divina e entendimento da Bíblia;
2.   Leia uma passagem bíblica que já tenha sido cuidadosamente escolhida de antemão. É prudente começar com os Evangelhos e estudar o mesmo Evangelho a cada semana;
3.   Explique a passagem bíblica, respondendo as quatro questões a seguir.
1º) O que estas palavras significam para as pessoas que a ouviram?
2º) O que elas nos dizem acerca de Deus e sua vontade?
3º) O que podemos aprender sobre Jesus, por meio delas?
4º) Como devemos obedecer ao que elas nos ensinam?

Retirado do Livro “Ide e Fazei Discípulos – uma introdução às missões cristãs”, Roger Grenway,  publicado pela Editora cultura Cristã, 2001.