segunda-feira, 5 de outubro de 2009

horário de verão


O horário de verão este ano começará à zero hora do próximo dia 18 de outubro, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora, e só termina à meia-noite de 20 fevereiro de 2010, informou nesta quarta-feira, 30, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Serão 126 dias de horário de verão e o governo prevê que a economia de energia será de 5% nos horários de pico de consumo.

domingo, 20 de setembro de 2009

Marcha soldado, cabeça de papel - Um pretexto pra usar o nome de Jesus?

Há cerca de um quarto de século, um ministro anglicano no interior da Inglaterra, diante da divisão do Corpo de Cristo e do avanço do Secularismo, teve a feliz ideia de convidar colegas de outras igrejas para fazerem uma passeata pública como demonstração de unidade e expressão de fé. Já que a semana que precede o Dia de Pentecostes (no calendário das Igrejas Históricas) é dedicado à unidade dos cristãos, tal evento deveria acontecer sempre no sábado da semana anterior à festa dedicada ao Espírito Santo.

O evento foi denominado de “Marcha para Jesus”* e deveria ser espontâneo e informal. Organizações como a Jocum, a Primus e a Ichthtus compraram a ideia e em 1987 na cidade de Londres, promoveram o primeiro grande evento de massas. Em poucos anos a marcha se propagou por todo o mundo, arrastando multidões cada vez maiores, no que foi jocosamente chamado de “a procissão dos crentes”...

Como tudo no Brasil parece acabar em pizza, samba ou malandragem, eis que a nossa “Marcha” virou marca registrada, patenteada por uma esperta “denominação” pseudo-pentecostal de íntima convivência com o Poder Judiciário daqui e doutras terras. No Brasil a “Marcha” tem dono. Como é um evento único, e uma forma de peitar a sua concorrente, a “Marcha do Orgulho Gay”, muita gente tem participado dela, embora a reboque do “apóstolo”, da “bispa” ou de seus representantes.

E, o que é pior, um ato que em todo mundo é apartidário, aqui virou palanque para os políticos apoiados por seus organizadores, inclusive em ano eleitoral. Políticos a fim de faturar o voto evangélico e que fazem acordos com os seus organizadores, mas que, conforme seja, não teriam problema em subir nos trios elétricos da colorida marcha concorrente.

O falecido ex-presidente da França, general Charles de Gaulle, afirmou certa vez não ser o Brasil “um país sério” (o que muito nos ofendeu). Mas que às vezes parece que o velho general tem razão, isso parece.

Que Jesus não seja um pretexto, não tenha donos e não seja usado como cabo eleitoral! Cada dia marchemos unidos pelo Evangelho de salvação e transformação.


• Robinson Cavalcanti é bispo é bispo anglicano da Diocese do Recife autor de, entre outros.

*Foi sancionado no dia 3 de setembro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus, informa a Folha Online. O projeto de lei foi apresentado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e a comemoração acontecerá sempre no primeiro sábado 60 dias após o domingo de Páscoa.

Fonte: www.ultimato.com.br

domingo, 6 de setembro de 2009

Previna-se do H1N1 com planta Alternativa - ERVA-DOCE

O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base (75%), da produção do comprimido TAMIFLU, da Roche(empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield). Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo a - erva-doce - pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo gas, princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarréia, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc ...

Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá com apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vezes ao dia, de preferência após uma refeição em que se tenha ingerido sal.
Se você está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os primeiros sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio. Porém, pouco ou nada adiantará utilizar a erva-doce após 36 horas do possível contágio pelo H1N1, pois a erva não terá mais força substancial para bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.Efeitos colaterais : pequena sonolência nas duas primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas.

OBSERVAÇÃO :
- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária.

- Donald Rumsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China desde 1997, quando
surgiram os primeiros casos de gripe aviária H5N1 (uma das variáveis do H1N1) ... seria por acaso ???

Divulgue para seus amigos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Existe a tal gripe suína? É sempre bom se prevenir...


RECEBI ESTE E-MAIL DE UMA AMIGA E RESOLVI PUBLICÁ-LO NA ÍNTEGRA, POIS ACHO SUAS INFORMÇÕES ÚTIL AOS LEITORES:

A pedido de um amigo de pesquisas no tempo do nosso saudoso e querido Corsini, do qual fui amigo (nos anos 70) e discípulo no começo dos anos 80 em Imunologia e Genética (Unicamp), vou repassar a todos a maneira mais correta e saudável de enfrentar essa Influenza A (erroneamente chamada de gripe suína).

O melhor que vc pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correta e saudável, no sentido de manipular sua imunidade, preparando suas células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T) as células B e células matadoras naturais. Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores.
As células T controlam inúmeras atividades imunólogicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores.
Bem vamos ao que interessa, ou seja quais alimentos são importantes (estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).
  • Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimulam os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.
  • Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.
  • Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.
  • Coloque bastante cebola na sua alimentação.
  • Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.
  • Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).
  • Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
  • Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.
  • O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.
  • Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
  • Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.

Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação.
Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarão perto de vc.

(uma pequena contribuição para vc enfrentar essa e qualquer gripe que porventura apareça no seu caminho). Se achar útil por favor divulgue aos seus amigos... obg.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

FÉ E PIONERISMO - IG. PRESBITERIANA DO BRASIL 150 ANOS!!

Igreja Presbiteriana do Brasil comemora os 150 anos da chegada do missionário Ashbel Simonton ao país

presbiteriana

O navio Banshee, que aportou no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, depois de cinquenta e quatro dias de uma exaustiva viagem desde os Estados Unidos, não trazia apenas comerciantes, famílias e gente interessada em tentar a sorte do lado de baixo da linha do Equador. A bordo, um jovem de aspecto distinto e barba bem cuidada não deve ter chamado muito a atenção dos viajantes. Era Ashbel Green Simonton, missionário enviado ao Brasil pela Junta de Missões da Igreja Presbiteriana do Norte. A opção pela pregação do Evangelho no pouco conhecido Império da América do Sul foi uma guinada e tanto para um jovem com futuro promissor em sua terra. Advogado, teólogo e professor, o erudito Simonton, além de graduado no Seminário de Princeton, dominava francês, alemão, latim e italiano.

O preço da escolha seria ainda mais alto, já que, devido às péssimas condições sanitárias do Brasil de então, o missionário acabaria morrendo precocemente, provavelmente devido à febre amarela. Mas sua chegada, há exatos 150 anos, é um marco da implantação da fé protestante em território brasileiro. Foi ele quem fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), hoje uma das cinco maiores confissões evangélicas do país, com mais de 700 mil fiéis – fora as outras igrejas de linha reformada que se originaram na IPB. E todos eles estão em festa pela passagem do sesquicentenário.

Desde o ano passado, eventos e cultos solenes estão sendo realizados pelo Brasil, e o ponto alto das celebrações é agora em agosto. Além da inauguração de um monumento em homenagem a Simonton no Porto do Rio, está programada uma grande cruzada nacional de ação de graças na Praça da Apoteose.

“Muitos protestantes já haviam pisado em solo brasileiro, mas a maioria das iniciativas foram fracassadas, já que o país era oficialmente católico”, observa Alderi de Souza Mattos, historiador ligado à denominação. Na capital do Império, Simonton logo pôs as mãos na boa obra. Duas semanas após sua chegada, organizou o primeiro culto. Logo aprendeu o português e, em 1862, fundou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, contando já com diversos novos convertidos. Foi dele a iniciativa de abrir um seminário teológico para formar obreiros nacionais, numa época em que missões transculturais tinham muito a ver com ideias colonialistas. “É preciso haver pastores brasileiros para brasileiros”, acreditava. Seu pioneirismo também ficou claro na fundação do primeiro jornal cristão do Brasil, o Imprensa Evangélica. “É impossível alcançar um país tão vasto sem o auxílio da palavra impressa”, escreveu na edição inaugural.

Expansão – Após um curto período nos Estados Unidos, onde casou-se com Helen Murdoch, o pastor Simonton voltou ao país em 1863, agora em definitivo. Montou escolas dominicais e organizou novas congregações em São Paulo. Àquela altura, tanto missionários que vieram para cá a seu convite – além do cunhado Alexander Blackford, Francis Schneider, George Chamberlain e Robert Lenington – como os obreiros brasileiros formados no Seminário Presbiteriano já semeavam a Palavra pelo interior paulista, sul de Minas Gerais e Bahia. Outro que contribuiu muito para a expansão do trabalho foi o ex-padre José Manoel da Conceição, primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do Evangelho, em 1865.

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Simonton morreu precocemente, aos 34 anos, em 1867, na cidade de São Paulo, sem poder ver a dimensão de seu legado. Nos anos seguintes, os presbiterianos deram uma notável colaboração ao crescimento do país, fundando estabelecimentos de ensino como a Escola Americana – precursora do tradicional Instituto Mackenzie –, hospitais e igrejas em todo o território nacional. Um dos principais marcos da presença da denominação no país é o majestoso templo da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, em estilo neogótico, tombado pelo Patrimônio Histórico. É ali que será celebrado, no dia 12 de agosto, o Culto do Sesquicentenário.

Carlos Fernandes - FONTE: cristianismhoje.com.br

POR DEBAIXO DOS PANOS! OS EVANGÉLICOS QUE SE CUIDEM!!

Nove meses depois de firmado, tratado entre Brasil e Vaticano só agora chama a atenção da sociedade e desperta críticas

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Um acordo assinado entre o governo brasileiro e o Vaticano no fim do ano passado e que agora tramita no Congresso Nacional está deixando setores da Igreja Evangélica nacional bastante preocupados.

Os detalhes, que começaram a ser acertados durante a visita do papa Bento XVI ao país, em 2007, estão no documento Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, firmado no dia 13 de novembro de 2008, durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estado do Vaticano.

O instrumento leva as assinaturas dos ministros do Exterior da Santa Sé, D.Dominique Mamberto, e do Brasil, o chanceler Celso Amorim. Negociado sem um debate mais amplo e sem a divulgação adequada – apesar da comitiva de jornalistas que acompanhava o presidente, as notícias veiculadas sobre o assunto não detalharam aspectos do tratado –, o acordo, em tese, apenas regulamenta o funcionamento da Igreja Católica Apostólica Romana em território brasileiro. Mas também pode desencadear interpretações enviesadas e tendenciosas.

Submetido em fevereiro ao Legislativo na forma da Mensagem 134/2009, o documento deverá ser apreciado pelas Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) e pela de Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJC. No momento, o acordo aguarda a designação dos relatores responsáveis pelos pareceres em cada Comissão. Com 20 artigos, ele trata de diversos assuntos, incluindo amenidades como as relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Estado brasileiro e o reconhecimento mútuo de títulos e graduações acadêmicas. Mas alguns de seus trechos geram polêmica, como o que trata do ensino religiosos nas escolas e da natureza e conservação do patrimônio da Igreja e instituições católicas. Representantes de órgãos ligados à Igreja Evangélica já manifestam preocupação. “A proposta de ensino religioso, nos termos do Artigo 11 do acordo, contrapõe o princípio de laicidade do Estado”, aponta o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper).


Em manifesto, a entidade reclama que o conteúdo do acordo não passou por um debate público, aberto e transparente sobre as implicações poderia trazer à sociedade brasileira. “O processo democrático exige que as questões de interesse público sejam amplamente debatidas pela sociedade”, lembra o Fonaper. O fórum expressa maior preocupação em relação à parte que trata do ensino religioso. No entender do organismo, a menção específica ao ensino católico nos currículos escolares contraia a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.475), que estabelece que o ensino religioso deve ter caráter amplo, baseado nos princípios e valores comuns a toda as religiões “como forma de exercitar e promover a liberdade de concepções”. Para o Fonaper, a proposição poderia expressar uma concepção de ensino religioso a serviço das instituições religiosas – no caso, o catolicismo – e não da educação.

“Poderia a Igreja Católica transformar tal espaço em aulas de religião, para catequização e doutrinação religiosa?”, indaga o manifesto.

Além disso, o status do tratado confere à Igreja Católica uma representatividade que as demais confissões jamais terão, já que é ligada a um Estado estrangeiro. O Colégio Episcopal da Igreja Metodista também veio a público manifestar sua contrariedade com a iniciativa, em nota assinada pelo seu presidente, bispo João Carlos Lopes.

Lembrando que o direito à liberdade religiosa é um dos pilares das sociedades democráticas, o órgão denominacional denuncia que ele fere preceitos constitucionais relativos à separação entre a Igreja e o Estado e apela aos legisladores para que não referendem o acordo.

Patamar diferenciado – “Ratificar o acordo significará o Congresso Nacional alçar a Igreja Católica, por meio de um acordo internacional, a um patamar oficialmente diferenciado das demais religiões”, critica a professora Roseli Fischmann, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, uma vez aprovado pelo Legislativo, o texto – que chama de concordata entre um Estado laico, o Brasil, e um teocrático, o Vaticano – passa a integrar o direito brasileiro, “atropelando processos legislativos complexos como os que a ordem constitucional garante, tanto do ponto de vista processual da técnica legislativa, quanto das negociações políticas inerentes à democracia”.

A estudiosa lembra que o texto assinado busca justificação baseando-se, de um lado, nos documentos do Concílio Vaticano II e no Código Canônico, o que, no seu entender, pode representar uma regulamentação da esfera civil baseada em normas religiosas. “A Igreja Católica, como religião, tem direito de escolher a norma que quiser para regulamentar a vida de seus seguidores, mas estes também precisam ver respeitados seus demais direitos como cidadãos brasileiros, sendo que poderão invocá-los quando quiserem, sem restrições ou privilégios.”

Outro item polêmico do acordo binacional é o que versa sobre isenções fiscais para rendas e patrimônios de pessoas jurídicas eclesiásticas, mencionadas no artigo 15. É que existe uma grande preocupação sobre o uso da imunidade tributária das receitas das igrejas, e não apenas a Católica. Uma das cláusulas determina que imóveis, documentos e objetos de arte sacra integram o patrimônio cultural brasileiro, e que tanto a Igreja quanto o poder público passam a ser responsáveis pela sua manutenção. Em tese, o dispositivo abre brecha para que recursos públicos sejam investidos na conservação de bens de natureza privada. “Mais que estabelecer o território dos templos católicos como se tivessem imunidade diplomática, o acordo estende seu braço normativo e restritivo de direitos estabelecidos pela Constituição Federal ao conjunto da cidadania brasileira”, insiste Roseli.

Apontada pelo Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé como instância representativa do catolicismo nacional junto ao governo brasileiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defende que seu conteúdo não concede privilégios à Igreja Católica. Em nota divulgada logo após a assinatura do tratado, a CNBB afirma que ele “não concede privilégios à Igreja Católica nem faz nenhuma discriminação com relação às outras confissões religiosas”. A senadora Ada Mello (PTB-AL) também defende a constitucionalidade do tratado. Segundo a parlamentar, ele apenas “formaliza aspectos já vigentes no dia-a-dia do país”.

Na verdade, o documento firmado entre o Executivo brasileiro e o Estado do Vaticano não foi uma resolução nova.

Há alguns anos, a Santa Sé vem trabalhando para fazer com que o maior país católico do mundo firmasse o compromisso. O assunto foi discutido muitas vezes nos últimos anos dentro de vários ministérios em Brasília, visando à formulação do texto. O caráter sigiloso da matéria é que chama a atenção. De forma semelhante, em 2004, um tratado do gênero foi assinado entre o governo de Portugal, outra nação tradicionalmente católica, e o Vaticano.

Desde então, uma comissão paritária , com membros nomeados pelas duas partes, tem poder de decisão sobre assuntos nacionais, como o ensino religioso nas escolas públicas.
“Na medida em que o acordo contenha direitos e prerrogativas para a Igreja Católica, esperamos que o governo brasileiro os estenda, com naturalidade, às demais confissões, pois trata-se de preceito constitucional que não pode ser ferido”, defende o pastor Walter Altmann, presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Em uma carta pastoral, o dirigente avalia a substância do acordo quanto às suas consequências e repercussões em relação à liberdade de culto, ao ensino religioso nas escolas públicas e ao reconhecimento dos ministros religiosos. “São assuntos que dizem respeito não apenas à Igreja Católica, mas também às demais igrejas.

Nesse sentido, lamentamos que o acordo tenha sido elaborado, negociado e, por fim, assinado sem que tivesse havido uma troca de idéias e um diálogo com outras confissões religiosas, bem como com a sociedade em geral”, enfatiza a carta.

Repórter: Yuri Nikolai - fonte: cristianismohoje.com.br

sábado, 8 de agosto de 2009

Conselho pune psicóloga que diz curar homossexuais

O Conselho Federal de Psicologia puniu, na sexta-feira, 31 de julho, a psicóloga Rozângela Alves Justino, há 28 anos na profissão, com censura pública. A psicóloga entende que a homossexualidade pode ser curada.

Com a punição, mais branda do que a cassação do registro profissional, Rozângela poderá atuar como psicóloga, mas terá que rever sua prática para não infringir o Código de Ética da Psicologia e a resolução do Conselho, de 1999. A resolução afirma que a homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão.

Na interpretação do Conselho, Rozângela, que trabalha no Rio de Janeiro, demonstrou tratar a homossexualidade como uma doença ao oferecer terapia para que gays passassem a ser heterossexuais.

“Estou me sentindo amordaçada e impedida de ajudar as pessoas que, voluntariamente, desejam largar a atração por pessoas do mesmo sexo”, disse a psicóloga à imprensa. Ela anunciou que vai ignorar a decisão do Conselho.

O presidente do Conselho federal, Humberto Verona, argumentou que Rozêngela foi condenada com censura pública “para que toda a sociedade tenha conhecimento e ela não repita essa prática. Havendo insistência, ela vai arcar com todas as consequências”.

Os nove conselheiros votaram, por unanimidade, pela censura pública à psicóloga carioca. O advogado de Rozângela informou que vai recorrer da decisão do Conselho.

O bispo da diocese anglicana dissidente do Recife, Robinson Calvacanti, solidarizou-se com a psicóloga cristã, encorajou-a a prosseguir o seu trabalho profissional e protestou contra “essa ato de perseguição, heterofóbico do Conselho Federal de Psicologia.”

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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)





terça-feira, 28 de julho de 2009

Protestantes – traidores da pátria e do imperador

No dia 12 de janeiro de 1868, O Apóstolo, ”periódico religioso, moral e doutrinário, consagrado aos interesses da religião [católica] e da sociedade”, publicado “impreterivelmente aos domingos” na corte, queixava-se de que “alguns pobres innocentes têm se deixado embahir pelos pregadores de Calvino e de Lutero”. O autor do artigo afirmava: “um brazileiro protestante sôa tão mal como o nome de traidor a seu paiz e ao seu Imperador” (p. 10).

Havia certa lógica nesse raciocínio, desde que, à época, o Brasil era um país oficialmente católico e não laico. A essa altura, Dom Pedro II tinha 43 anos e Ashbel Green Simonton, “um dos pregadores de Calvino”, havia morrido de febre amarela, um mês antes, aos 34 anos.

Curiosamente, entre os primeiros “traidores da pátria e do imperador estavam duas damas da corte: Gabriela Augusta Carneiro Leão, irmã de Honório Hermet Carneiro Leão (Marquês do Paraná) e de Nicolau Neto Carneiro Leão (Barão de Santa Maria), e sua filha Henriqueta Soares do Couto Esher. Em janeiro de 1859, elas foram batizadas pelo médico e missionário escocês Robert Reid Kalley em Petrópolis, RJ, onde Dom Pedro II passava grande parte de seu tempo. Kalley foi o primeiro missionário protestante a se fixar no Brasil e era amigo do imperador. O pior de tudo é que outro “traidor”, batizado em outubro de 1864 e ordenado pastor em dezembro do ano seguinte, era o ex-padre José Manoel da Conceição.

Os pesquisadores, com razão, dividem os evangélicos brasileiros em históricos, pentecostais e neopentecostais. O primeiro grupo, formado por congregacionais, presbiterianos, metodistas, batistas, luteranos, episcopais e outros, destaca-se por reunir as primeiras igrejas que se estabeleceram no país. Foram eles que abriram as clareiras, colocaram a Bíblia nas mãos do povo, receberam os primeiros convertidos, construíram os primeiros templos, abriram as primeiras escolas, seminários e hospitais, e ordenaram os primeiros pastores brasileiros. Fizeram tudo isso sozinhos, a partir de 1855 e até a chegada dos pentecostais, 55 anos depois, em 1910. O segundo grupo, formado pela Congregação Cristã no Brasil, Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor e outras, destaca-se por um evangelismo mais ousado e por seu fenomenal crescimento. O terceiro grupo, formado pela Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Renascer em Cristo, Comunidade Sara Nossa Terra e várias outras, todas muito recentes e comprometidas com a atraente e complicada teologia da prosperidade, destaca-se (principalmente as três primeiras) pelo uso intenso da mídia (80% da programação religiosa na TV é evangélica).

Os evangélicos são mais fortes na região Centro-Oeste (com 19,1% de fiéis) e mais fracos no Nordeste (10,3%). De acordo com a projeção feita pela Sepal para 2001, seis Estados têm porcentagem de evangélicos superior a 20%: Espírito Santo (28,8%), Rondônia (28,6%), Roraima (25,7%), Rio de Janeiro (22,1%), Goiás (22,1%) e Acre (22,0%). Era de se esperar que o Estado de São Paulo ocupasse um lugar de destaque, por abrigar a maioria das mais importantes organizações evangélicas brasileiras, como universidades, seminários, editoras, agências missionárias etc. Todavia o Estado ocupa o 12o lugar, com 18,4% de evangélicos. O mesmo se poderia dizer do Rio Grande do Sul, onde se fixou a maior parte dos imigrantes luteranos e onde nasceu a Igreja Episcopal. O Estado está em 19o lugar, com 13,1% de evangélicos. Os seis Estados que têm porcentagem abaixo de 11% são todos do Nordeste: Rio Grande do Norte (10,6%), Paraíba (10,4%), Ceará (10,1%), Alagoas (9,4%), Sergipe (7,9%), e Piauí (6,1%).

Embora tenha a menor porcentagem de evangélicos, a região Nordeste possui a maior taxa de crescimento anual (8,67%), superior à taxa nacional (7,42%). Depois vêm as regiões Centro-Oeste (8,29%), Sudeste (7,87%), Norte (7,54%) e Sul (4,36%).

Roraima tem a maior taxa de crescimento estadual (14,22%), duas vezes a taxa nacional. O Rio Grande do Sul tem a taxa mais baixa (2,08%). A taxa de crescimento anual dos evangélicos no país (7,42%) é mais de quatro vezes e meia a taxa de crescimento da população (1,63%).

As denominações que mais cresceram no período de 1991 a 2000, de acordo com o censo, foram, em primeiro lugar, as neopentecostais (especialmente a Sara Nossa Terra) e, depois, as pentecostais (especialmente a Assembléia de Deus). Das denominações históricas, os batistas experimentaram o maior crescimento. As seis maiores denominações são a Assembléia de Deus, a Congregação Cristã, a Universal, a Batista, a Adventista e a Quadrangular. Dessas seis, três são pentecostais, duas são históricas e uma é neopentecostal.

Hoje o Brasil tem 26 milhões de evangélicos assim distribuídos: pentecostais e neopentecostais com 17,6 milhões, históricos com 7,1 milhões e outras igrejas com 1,3 milhão.

Se todos os 26 milhões de evangélicos fôssemos “o bom perfume de Cristo” (2 Co 2.15), “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.14), o Brasil forçosamente seria outro. Esse comprometimento real com Jesus Cristo é muito mais importante do que um presidente evangélico!

Fonte: www.ultimato.com.br

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cordel do João Boneco em Alagoas

A literatura de cordel e as artes plásticas estarão unidas no lançamento do cordel do professor e escritor Cristiano Kriko. O Cordel do João Boneco será lançado na próxima quinta-feira, 9, às 19 horas no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB-Ufal), ao lado da exposição, que leva o mesmo nome do cordel, composta por bonecos de papel marche confeccionados pelo próprio autor.

Segundo Cristiano Kriko, o cordel retrata a cultura nordestina e é uma metáfora do povo alagoano. Já os bonecos expostos, representam as personagens da história. A ideia surgiu quando o autor participou, o ano passado, de oficinas de papel marche, bonecos e máscaras. Contudo, o principal objetivo da exposição, que tem a curadoria do jornalista Joabson Santos, é ressaltar a importância da literatura de cordel em Alagoas.

“A união dessas duas formas de arte demonstrará que, embora possuam linguagens expressivas diferentes, ambas têm a mesma importância dentro da cultura local”, explicou o artista.

Kriko quer incentivar um maior interesse pelo cordel. “É uma arte não muito valorizada em Alagoas. Temos uma expressiva produção nas artes plásticas alagoanas, o que é louvável. Acho que o mesmo pode acontecer em relação à produção de cordel. Para isso, precisamos estimular o interesse das pessoas, especialmente dos jovens, por essa arte”, disse.

Cristiano Kriko também é responsável pela criação de outros cordéis como: Chic Chic, Como Pirinho subiu ao morro, O lixo e a preservação ambiental , Enéias Tavares dos Santos e Severino e seu Xodó. Além do livro Amar e Sonhar, lançado em 1998,como produção independente.

A exposição O Cordel do João Boneco ficará aberta ao público, gratuitamente, até o dia 30 de julho. Os cordéis poderão ser comprados na loja do Museu Théo Brandão, na qual também podem ser encontradas obras de outros cordelistas alagoanos.

*Como poeta (iniciante/incetivador), sempre fico feliz quando encontro noticias sobre a importância do Cordel. Nosso Blog é um incentivador dessa literatura que tanto tem sido desprezada. Sou amante do cordel porque foi através do mesmo que desenvolvi a hábito da leitura e com isso, o meu aprendizado também foi aperfeiçoado. Leia mais cordel.

Local: Avenida da Paz, 1490, Centro Informações: 3221-2977 e 3221-2651.

Fonte: www.alagoas24horas.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Literatura de cordel ajuda alunos nas aulas de história

Ao unir o conteúdo de história e de lingua portuguesa ensinando aos alunos do quinto ano (quarta série) do ensino fundamental, a professora Eliane Barreto Maia Santos obteve excelentes resultados. O projeto Migração e Literatura de Cordel foi desenvolvido pela professora em 2008, no Colégio Destaque, em Pinhais, Paraná.

Após ouvir pessoas que chegaram ao estado como migrantes, cada estudante confeccionou um livrinho, em formato de cordel, no qual contava a trajetória de vida do entrevistado. – Os textos foram produzidos de maneira poética, com uma pitada de humor, e complementados com desenhos –, explica a professora.

Os livros foram expostos, inicialmente, na própria sala. Depois, no pátio da escola. Ao fim do projeto, foram presenteados aos entrevistados, com uma carta de agradecimento, escrita pela professora.

– As pessoas ficaram emocionadas e agradeceram pela transformação de histórias de vida sofridas e difíceis em algo tão meigo –, conta Eliane. As crianças, segundo a professora, sentiram-se valorizadas.


Fonte:Por Redação, com Agência Brasil - de Brasília - Jornal Correio do Brasil.