quarta-feira, 8 de julho de 2009

Literatura de cordel ajuda alunos nas aulas de história

Ao unir o conteúdo de história e de lingua portuguesa ensinando aos alunos do quinto ano (quarta série) do ensino fundamental, a professora Eliane Barreto Maia Santos obteve excelentes resultados. O projeto Migração e Literatura de Cordel foi desenvolvido pela professora em 2008, no Colégio Destaque, em Pinhais, Paraná.

Após ouvir pessoas que chegaram ao estado como migrantes, cada estudante confeccionou um livrinho, em formato de cordel, no qual contava a trajetória de vida do entrevistado. – Os textos foram produzidos de maneira poética, com uma pitada de humor, e complementados com desenhos –, explica a professora.

Os livros foram expostos, inicialmente, na própria sala. Depois, no pátio da escola. Ao fim do projeto, foram presenteados aos entrevistados, com uma carta de agradecimento, escrita pela professora.

– As pessoas ficaram emocionadas e agradeceram pela transformação de histórias de vida sofridas e difíceis em algo tão meigo –, conta Eliane. As crianças, segundo a professora, sentiram-se valorizadas.


Fonte:Por Redação, com Agência Brasil - de Brasília - Jornal Correio do Brasil.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O escândalo nosso de cada dia

Se no passado não fumar, não beber e não jogar era um certificado de conduta para os evangélicos, hoje não parece significar muita coisa. Fumar é proibido. Beber, o Ministério da Saúde não aconselha. E jogar é ilegal.
É preciso mais do que boas maneiras e uma lista de regras para identificar verdadeiros cristãos. E, pior, as pesquisas indicam que os cristãos não são diferentes do restante da sociedade quando avaliados por esses mesmos critérios e pelo estilo de vida.

Quem nós somos e quem Deus nos chama a ser?

Os evangélicos afirmam crer nos valores bíblicos e no poder de Deus de transformar vidas. Contudo, pesquisas demonstram que muitos não vivem de modo diferente do resto do mundo. De dinheiro a sexo, de racismo a realização pessoal, um escandaloso número de cristãos não vivem o que pregam.

“Quando o comportamento de membros de um grupo religioso é um pouco melhor — ou às vezes pior — que o de seus vizinhos, líderes e membros desse grupo devem ficar atentos. Devem fazer algumas perguntas profundas, não apenas sobre seu comportamento, mas também sobre os sistemas que o produzem e sustentam.

A Revista ULTIMATO se prepara para o lançamento do seu livro O Escândalo do Comportamento Evangélico. do escritor Ronald Sider.

Fonte: Pratileira - Ultimato online

sexta-feira, 26 de junho de 2009

VALE TUDO, EM NOME DA FÉ?

Li este artigo (abaixo destacado), em um site e resolvi fazer alguns comentários. Nos últimos anos, com a enxorrada de novas denominações "evangélicas", (pentecostais, neopentecostais, carismáticos etc), fica dificil avaliarmos e decidirmos com qual dela nos identificamos. Tudo é feito em nome da fé. Mas, que fé é essa que pregam ? Será que nesses movimentos a Bíblia é a regra de Fé e prática? Creio que não. Pois na exposição da fé Bíblica não tem essas "palhaçadas" que estão fazendo por ai. É nesse ponto que o artigo abaixo está correto. (Leia e tire sua conclusão).

"Os espetáculos hipócritas de pastores evangélicos naqueles palcos com sessões de charlatanismo e estelionato não passam de crimes com permissão Constitucional. As manias de católicos em orar para mortos em troca de promessas infames como imprimir milheiro de papel, imprimir faixas, comprar pés de cera, além daquele confessionário semanal para se livrar dos pecados consiste numa inversão do bom-senso. Afinal, fé é fé. Individualmente, a fé não prejudica ninguém, porém, coletivamente, a sociedade se transforma numa Torre de Babel como loucos pregando sua "verdade absoluta". A religião afasta o bom-senso e o conhecimento. A filosofia e a razão os atraem. É deprimente ver um evangélico na rua com a Bíblia debaixo do "suvaco".

Claro que não concordo com tudo o que está escrito nesse artigo acima. Mas nos serve de alerta, pois precisamos reavaliarmos nosso conceito de "Evangélico" nos dias atuais. Tem muita gente se dizendo cristãos Bíblicos, mas que na verdade nada têm de Biblico.

Nossos Questionamentos
Muitas perguntas pairam sobre nossa cabeça e deveríamos nos esforçar para respondermos, biblicamente, a cada uma delas: Será que temos absorvido aspectos da nossa sociedade como “cultura religiosa” sendo que estes, na realidade, contrariam preceitos da Palavra de Deus? Que devemos dizer da “cultura de negócios em nome da fé” encontrada nessas novas tendências evangélicas? será que ela agrada a Deus? Estamos nos destacando pelo nosso testemunho de contraste, ou pelo envolvimento inconseqüente com as manifestações “cultuais” dessas novas denominações? Ou será que temos nos isolado indevidamente e falhado em reconhecer as bênçãos de Deus, providenciadas por sua graça comum, quando permite que o homem escreva, componha ou produza algo que é belo e agradável?

A Fé Reformada
Reformar ou renovar eqüivale a dar a forma que se tinha quando novo. Originalmente o terno Reformada caracterizava aquelas igrejas do século XVI que se levantaram para dar à Igreja da Idade Média a forma da Igreja primitiva, a forma original da Igreja. Em sentido amplo, esse termo podia ser aplicado a todas as igrejas da Reforma. Em tempos mais recentes, contudo, ele passou a ter um significado mais restrito, identificando as igrejas que professam as doutrinas da Graça, conforme apresentadas no sínodo de Dordtrech, na Holanda (1610-1618); o movimento ficou também conhecido como Calvinismo (cf. Harvie M. Conn - Teologia Contemporanea en el Mundo - pp. 149 ss).

Evidentemente, nunca foi propósito dos Reformadores fundar uma nova denominação. Lutero sempre viu a si mesmo como um fiel servo da Igreja. Com Calvino também foi assim. Certamente que eles soltariam um brado por Reformas Urgente!!!!
A fé bíblica não precisa de espetáculos, mas de testemunhos de vida piedosa baseada nos ensinos da Palavra de Deus.

Fala sério!!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A graça não é de graça

A graça é tudo. Só não é de graça. Os teólogos dizem que ela é “preveniente” (antecede a decisão e o esforço humanos), “eficaz” (o que Deus propõe e cumpre não falha), “irresistível” (o chamado é tal que o favorecido não consegue fazer-se de surdo) e “suficiente” (ela pode salvar perfeitamente os que se aproximam de Deus por meio de Cristo). Porém todos são obrigados a acreditar e a proclamar que a graça não é de graça.
A remoção do pecado e da culpa não é feita de qualquer modo. A tese multissecular é que “não havendo derramamento de sangue não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH). Nem na antiga aliança nem na nova. A graça, definida pelo teólogo Gerson Luís Linden como o “favor imerecido de Deus manifestado àqueles que mereciam apenas condenação”, custa um preço muito alto, como salienta o apóstolo Pedro:

“Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos de sua maneira vazia de viver, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e defeito” (1Pe 1.19).

A partir da leitura de Levítico, o terceiro livro da Bíblia, onde “os conceitos de pecado, sacrifício e expiação são usados no Novo Testamento para interpretar a morte de Cristo” (Bíblia de Estudos Genebra, p. 129), é fácil -- e até emocionante -- descobrir que a graça não é de graça.

De acordo com as cerimônias e os rituais estabelecidos por Deus e entregues ao povo de Israel, todos que quebrassem, propositalmente ou não, uma das leis do Senhor e fizessem o que é proibido teriam de oferecer um sacrifício pelo pecado. Não importava se o transgressor fosse um cidadão comum, alguém revestido de autoridade ou o próprio sumo sacerdote; não importava se fosse um indivíduo ou o povo todo (Lv 4.1-35) -- ninguém seria dispensado do sacrifício. Os ricos teriam de oferecer um bovino de grande porte; os de classe média, um caprino de pequeno porte; os pobres, duas aves: rolas ou pombos; e os que estivessem abaixo da linha de pobreza, apenas um quilo da melhor farinha (Lv 5.7-13).

Os sacrifícios servem para tirar o pecado e a culpa por ele deixada. As expressões “tirar pecados” e “tirar a culpa do pecado cometido” aparecem dezenas de vezes em Levítico e em Números. Esta última tem alguns sinônimos significativos: “Conseguir o perdão”, “ficar livre da culpa” ou “pagar a dívida” (Lv 4–6).

Se quebrar uma das leis do Senhor, a pessoa “ficará impura e também culpada” e “merecerá castigo” (5.1-2). Porém, se essa mesma pessoa confessar seu pecado e oferecer ao Senhor um animal “como sacrifício para tirar a culpa do pecado que cometeu”, ela “será perdoada” (4.31, 35; 5.10). As duas possibilidades são opostas entre si: em uma situação a pessoa fica impura e culpada; na outra, purificada e desculpada.

O processo do perdão começa com a consciência do pecado: “Se uma pessoa do povo, sem querer, quebrar uma das leis de Deus e for culpada de fazer aquilo que o Senhor proibiu, “logo que for avisada de que cometeu o pecado”, trará como sua oferta a Deus uma cabra sem defeito, para tirar o pecado que cometeu” (Lv 4.27-28, NTLH). Esse aviso de cometimento de pecado pode vir por meio da reação da consciência não cauterizada, de uma estranha tristeza interior, de alguma dor ou sofrimento, de orações não respondidas, da leitura ou exposição das Escrituras, da indicação de algum servo de Deus, da palavra acusatória do Espírito Santo ou por meio de alguma providência da misericórdia divina. J. I. Packer, no devocionário “O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano” (Editora Ultimato), diz que Deus “continua odiando os pecados de seu povo e usa todo tipo de dor e aflição, interiores e exteriores, para desarraigar seus corações da transigência e da desobediência” (p. 81).

Moisés deixa claro que as tais “leis de Deus” exigem mais do que se supõe. A pessoa pode pecar e ofender a Deus “nos seguintes casos: se ficar com aquilo que alguém lhe entregou para guardar; se não devolver o que alguém deixou como garantia de pagamento de alguma dívida; se roubar alguma coisa de alguém; se usar de violência contra qualquer pessoa; se jurar que não achou um objeto perdido quando, de fato achou; ou se fizer contra alguém qualquer outra coisa parecida com estas” (Lv 6.2-3, NTLH). Para ficar livre da culpa de uma ou de todas essas faltas, o pecador, além de confessar e oferecer sacrifícios, deverá fazer os reparos necessários. No caso de alguma apropriação indébita, o culpado entregará à vítima “o valor total do que roubou, mais um quinto” (Lv 6.4-7).

Se todo o cerimonial for feito de acordo com as instruções, a oferta queimada produzirá “um cheiro agradável a Deus” (Lv 1.9, NTLH). Essa expressão aparece cerca de quinze vezes em Levítico e assinala o bom resultado do sacrifício e a desejada justificação do pecador.

Outra orientação significativa é dada por Moisés a Arão e seus descendentes: “O fogo do altar nunca se apagará; deverá ficar sempre aceso. Todas as manhãs, o sacerdote porá lenha no fogo, arrumará por cima a oferta que vai ser completamente queimada e queimará a gordura das ofertas de paz” (Lv 6.12, NTLH). A justiça de Deus precisa ser aplacada continuamente com o cheiro da oferta queimada e o pecador precisa estar continuamente seguro da sua justificação. A expiação é uma graça continuada.

O ser humano, em qualquer época, cultura ou lugar, está preso entre sua pecaminosidade e a santidade de Deus. Ele é absolutamente pecador e Deus é absolutamente santo. Por essa razão, ele depende exclusivamente da graça de Deus para ter comunhão com ele, se livrar do pecado, conseguir perdão, ter suas dívidas pagas, para não arder no Geena, onde o fogo também não se apaga (Mc 9.13-44). Essa graça existe, mas não é de graça. Ela custou a vida, não de um cordeiro qualquer, mas do Cordeiro de Deus, que “tira o pecado do mundo” (Jo 1.29)!

Fonte: www.ultimato.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Missionários Presbiterianos (IPB) traduzem a Bíblia para índios no MS

O Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, apresentou esta reportagem sobre obras sociais de igrejas evangélicas presentes no Brasil na terça-feira, dia 26/05.

 O Jornal Nacional está apresentando uma série de reportagens sobre obras sociais de algumas das dezenas de igrejas/denominações evangélicas presentes no Brasil. (segue na íntegra).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto a população brasileira cresceu 15,5% entre os dois últimos censos, o número de evangélicos dobrou. Hoje, são cerca de 15% dos brasileiros. Como a maioria católica inclui 73% da população, as obras da Igreja Católica são mais conhecidas.


A Reportagem (26/05), mostrou o trabalho que os evangélicos estão fazendo não só em cidades grandes como o Rio de Janeiro, mas também em comunidades menores, do interior do país, apoiando populações que frequentemente são esquecidas pelo poder público.

A harmonia dos sons vale por uma prece.

“O instrumento, a música e o canto têm uma ligação muito íntima com Deus”, afirma o músico Gilberto Oliveira.

 Diante da orquestra em um templo da Assembleia de Deus, como ficar de braços cruzados? A Assembleia de Deus é uma igreja brasileira, criada no início do século 20 em Belém do Pará, que tem hoje 8,4 milhões de fiéis espalhados pelo país.

São evangélicos de ramo pentecostal, que acreditam no poder do Espírito Santo e usa a música como oração. Música cheia de fervor.

A Sinfonia da Fé tem origem em um projeto que ajuda crianças, jovens e adultos. Gilberto achava que seria técnico em química. Hoje, toca no culto e também na Orquestra Municipal do Rio de Janeiro.

“Quando a gente está fazendo música, a gente já sente na pele. Às vezes, a gente fica arrepiado. Quando a gente faz a coisa para Deus e dá aquele arrepio, Meu Deus do céu. Esse, Deus recebeu”, explica o músico.

Nas oficinas da igreja, ele se descobriu como músico de talento. Uma atividade mantida com uma parte do dízimo, das doações que vem dos fiéis.

“As pessoas costumam ouvir que a igreja só existe para pegar dinheiro do povo, para enganá-lo. Os pastores são tidos como charlatões, pegadores de dinheiro. Mas ninguém vê os acontecimentos sociais que a igreja promove”, afirma Nelson dos Anjos, pastor da Assembleia de Deus.

A origem das igrejas evangélicas está no distante Século 16, na decisão de homens como o monge Martinho Lutero e o teólogo João Calvino, em romper com a Igreja Católica.

O primeiro por não concordar com o pagamento das indulgências, a possibilidade que existia, na época, de comprar o perdão divino. O segundo por querer uma grande reforma na organização dos ritos católicos.

O movimento é conhecido como Protestantismo, de onde derivam a imensa maioria dos evangélicos de hoje.

“Com o Lutero, você vai ter toda uma nova teologia muito calcada na interpretação, na leitura da Bíblia. Você tem que assumir para você que está tudo ali na Bíblia. As suas orientações estão na Bíblia para a sua vida”, declara a socióloga Maria das Dores Machado.

E está lá escrito: a missão dos cristãos é divulgar a palavra de Deus mundo afora. 


Os presbiterianos foram para Dourados, no Mato Grosso do Sul, em 1928, para levar o Evangelho, com autorização da Funai, para a maior aldeia do Brasil.


A Igreja Presbiteriana tem origem no Século 16, está no Brasil desde 1859 e tem hoje 980 mil fiéis. É conhecida por reforçar os valores éticos e morais. Na missão Caiuá, um hospital só para eles. Também uma escola, com ênfase evangélica.

Em meio à disputa por terras na região que já dura décadas, o preconceito afastou brancos e índios e dividiu a tribo. Hoje, são dois caciques e nenhum pajé, o líder espiritual. O último morreu há cinco anos. Os chocalhos sagrados dos rituais criaram teias de aranha.

Agora, as doenças são tratadas só no hospital da missão. Na cidade, os índios ainda não são bem recebidos.

“A discriminação e o preconceito são muito fortes”, afirma uma índia.

Na escola indígena, os mais velhos tentam não deixar a cultura morrer. Na escola da missão, as aulas dos brancos funcionam como reforço, como ferramenta para entender e transitar no mundo dos brancos.

“Quando você pode ensinar uma criancinha que está ao seu lado, quando você pode curar a ferida de alguém está sofrendo no hospital. Todos esses gestos não são simplesmente de um profissional que está fazendo, mas alguém que tem o ideal de servir e que gostaria, através daquele gesto, alcançar a grandeza e o amor de Deus no seu coração”, afirma Benjamim Bernardes, reverendo da Igreja Presbiteriana.

O reverendo Benjamim sabe que, para tudo isso dar certo, uma barreira tem que cair. Afinal, são evangélicos americanos, de língua inglesa, no Brasil da língua portuguesa, trabalhando com índios que falam o caiuá.

Um dos maiores desafios dos missionários foi tentar entender a língua dos índios para poder falar de igual para igual com eles. Mas os religiosos foram além. Conseguiram registrar pela primeira vez, por escrito, a gramática da língua kaiwá.

Ainda produziram um livro. De texto estranho, sagrado. É a Bíblia feita para os índios e escrita na língua deles.

“Deus me chamou para isso”, conta a missionária inglesa Audrey Taylor.

É o trabalho de uma vida. Audrey começou decifrando gestos e ruídos. Agora, divulga o Evangelho sem precisar de tradução simultânea.

 “Eles têm mais valor do que eles pensavam que tinham. A língua está escrita e Deus falou com eles através da Bíblia, na própria língua”, esclarece Audrey.

“Eu gostei da parte onde diz que Deus não quer que nenhum dos pequeninos se perca. Assim como ele amou a ovelha perdida, ele ama a todos igualmente. A missão trouxe uma nova realidade para uma comunidade indígena, uma outra vida”, revela o índio caiuá Natanael Cárceres.

Ensinar, aprender, proteger e ajudar. Na missão evangélica encravada no cerrado, são os próprios índios os primeiros a reconhecer:

“Foi Deus que mandou a missão, tanto os caciques, os rezadores falam disso também. Se não fosse Deus, o caiuá estaria reduzido, muito reduzido, porque nós íamos morrer tudo", avalia a índia caiuá Valdelice Veron.

“Todos nós podemos fazer algo, por mais simples que seja, desde que haja no nosso coração o desejo sincero de poder servir ao próximo”, conclui Benjamim Bernardes.

 

Fonte: http://jornalnacional.globo.com/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Codel como meio de Evangelizar


Resolvi colocar a disposição dos leitores deste blog alguns versos deste meu Cordel evangelistico, pois creio que aqueles que apreciam a Literatura nordestina irão apreciá-la.

Tenho outros títulos e pretendo em momento oportuno publicá-los neste blog . Por enquato eis aí um petisco do cordel.

Outros títulos são: O mundo ta diferente, o Mototaxista, O médico que deixou de atender,  Nossa História presbiteriana em Parelhas RN, Chicão e Dona Vicência e  mais novo, Jesus; Nem mártir  Nem Herói.

Ó Deus Pai Onipotente

E Autor da criação

Dai-me santa inteligência

Também peço inspiração

Pra falar em poesia

Do plano da Salvação

 

Quando o homem foi criado

No Éden Deus colocou

Exigiu obediência

Mas ele se rebelou

Desfazendo a comunhão

Que tinha com o Criador

 

Mas Deus sendo paciente

Dele nunca desistiu

Prometeu o Salvador

O resgate garantiu

Começando por Noé

Que do dilúvio acudiu

 

O patriarca da fé

O nossa pai Abraão

Um chamado recebeu

Pra sair do seu torrão

Abençoar as nações

Seria sua missão

 

Dele saiu a linhagem

De Isaque seu querido

Era o filho da promessa

Que Deus tinha concebido

Mesmo Sara duvidando

Deus ouviu o seu pedido

 

De Isaque veio Jacó

Que até com o anjo lutou

Fez um altar em Betel

Ao Deus do céu adorou

Teve o seu nome trocado

Pra Israel Deus mudou

 

Nesta lista de heróis

Que viveram pela fé

Começamos por Abel

Enoque e depois Noé

Abraão o peregrino

Isaque, Jacó e José.

 

 

Depois destes vem Moisés

O grande libertador

Educado no Egito

Mas dedicado ao Senhor

Para enfrentar Faraó

Com disposição e temor

 

Josué segue na lista

De Moisés é a sucessão.

Neemias é lembrado

Por sua determinação

Reconstruiu Jerusalém

Com coragem e oração

 

O Rei Davi ensinou

De como em Deus confiar

Mesmo jovem não temeu

Quando teve que lutar

Com um gigante irado

Que queria lhe matar

 

A Bíblia fala de muitos

Aqui eu lembro Sansão

Daniel e Jeremias

O grande Rei Salomão

Sem esquecer Isaías

Que falou da Salvação

 

Assim Deus falou do plano

Desde o Velho Testamento

De Gênesis a Malaquias

Anuncia o nascimento

Do Messias o prometido

Que daria o livramento

sábado, 23 de maio de 2009

Teoria do "Design Inteligente" barrada em debate

Conferência que comemora os 150 anos de ’A origem das espécies’ no Vaticano não teve participação dos defensores da teoria.

Uma conferência sobre Evolução realizada em Roma com apoio do Vaticano recebeu críticas do Discovery Institute, principal organização de auxílio à teoria do Design Inteligente (Intelligent Design), por não ter convidado representantes do instituto para participar do debate. 

O evento foi realizado em homenagem aos 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, do cientista Charles Darwin.

A teoria do Design Inteligente afirma que “alguns aspectos do universo e dos seres vivos são mais bem explicados por uma causa inteligente, e não por um processo indireto como a seleção natural”. Essa causa inteligente, na opinião dos teóricos, não seria necessariamente um ser divino, ou uma força superior. Mesmo assim, seus principais defensores, todos ligados ao Discovery Institute, acreditam que o projetista é Deus, da forma como o cristianismo o define. 

Discovery Institute alega que foi cortado da conferência porque ela foi patrocinada pela Fundação John Templeton, que tem criticado constantemente a teoria citada acima.

Os organizadores disseram que eles barraram os defensores do Design Inteligente porque eles queriam uma conferência intelectualmente rigorosa sobre ciência, teologia e filosofia para marcar as comemorações em torno da publicação da obra de Darwin. "Nós achamos que essa não é uma visão científica, nem teológica ou filosófica”, disse o Reverendo Marc Leclerc, diretor da conferência. 

De fato, a teoria tem enfrentado dificuldades de ser aceita como uma descrição científica sobre a formação do universo. Quando perguntados se sua teoria é realmente científica, os pesquisadores do Design Inteligente defendem, “O método científico geralmente é descrito como um processo de quatro passos que envolvem observação, hipótese, experiências e conclusão. O Design Inteligente começa com a observação que os agentes inteligentes produzem informação complexa e especifica (CSI)”. 

A grande investida de seus defensores é que a teoria seja ensinada nas escolas ao lado da teoria darwiniana.

Em 2005, o presidente George W. Bush chegou a defender publicamente o ensino dessa teoria nas escolas americanas. "Eu penso que parte de educação é expor as pessoas a diferentes escolas de pensamento", Bush disse. "Vocês estão me perguntando se as pessoas deveriam ou não ser expostas à idéias diferentes, a resposta é sim", disse aos repórteres. 

Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br/

http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Projeto_Inteligente

sábado, 16 de maio de 2009

Vergonha! Para os homens que ferem as mulheres.

As estatísticas são alarmantes. De acordo com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o portal Violência Contra a Mulher (www.violenciamulher.org.br), em 2007, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 205 mil atendimentos, um aumento de 306% em relação a 2006. Do total, dez por cento referem-se a denúncias concretas de violência. Foram 20 mil casos de agressões físicas, psicológicas, morais e sexuais contra mulheres. Houve também 211 tentativas de homicídio e 79 assassinatos. 
A psicóloga Esly Carvalho, autora do livro Família em Crise - Enfrentando problemas no lar cristão, diz que a violência doméstica faz parte dos segredos bem guardados de muitas famílias cristãs. Para ela, que é especialista em saúde emocional e costuma tratar os mais diversos tipos de abusos no ambiente familiar, é preciso romper o silêncio. Esly chama os crentes à responsabilidade. “A Igreja deve ser a primeira a erguer sua voz profética e denunciar o terrível segredo da violência doméstica”, afirma.  
Evangélica, Esly acredita que¬ o primeiro passo para se combater a violência doméstica é falar sobre isso. “Quantas vezes você ouviu um sermão sobre violência doméstica?”, indaga. “As pessoas precisam ser orientadas”. Ela critica o legalismo religioso, que levaria muitas mulheres a suportarem caladas a violência. Mesmo sem querer entrar em polêmicas teológicas, Esly argumenta que a violência é, sim, uma razão bíblica para o divórcio. “A violência é uma traição. Quando o homem bate numa mulher, ele está traindo os votos matrimoniais. O Evangelho nos chama a uma vida em amor”, declara, observando que a sociedade está muito exposta à violência.

Solidariedade na igreja 
O folder da campanha “Quebrando o Silêncio”, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, enumera uma série de atitudes que podem ajudar vítimas de violência doméstica e seus agressores a encontrar uma solução. Destacando que “o abuso não é da vontade de Deus”, o folheto tem um tópico intitulado O que as igrejas devem fazer para prevenir a violência doméstica:  Incentivar líderes a falar sobre o problema; Convidar pessoas experientes para fazer apresentações educativas, inclusive para crianças; Participar de campanhas de conscientização na comunidade; Orientar e instruir a congregação sobre como proceder em casos assim 

Uma lei que protege 
O principal instrumento jurídico de proteção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil é a Lei 11.340/06, a Lei Maria da Penha. O nome homenageia a cearense Maria da Penha Maia, vítima de duas tentativas de homicídio perpetradas pelo seu então marido, o professor de economia Marco Antonio Herredia Viveros, pai de suas duas filhas. Paraplégica em decorrência do primeiro ataque, ela lutou por quase 20 anos para colocá-lo na cadeia. Com a demora da Justiça brasileira, Maria da Penha recorreu à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que, pela primeira vez, acatou denúncia de um crime de violência doméstica. Em 2001, a Comissão responsabilizou o Estado brasileiro por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica contra as mulheres.  Entre as principais mudanças introduzidas pela lei, está a definição da violência doméstica e familiar contra a mulher como qualquer ação ou omissão que cause morte, lesão, so¬frimento físico, sexual ou psicológico, bem como dano moral ou patrimonial. Ela prevê ainda atendimento policial especializado para as vítimas, em delegacias de Atendimento à Mulher, bem como a criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – uma mudança jurídica, já que, até então, esse tipo de crime era considerado de menor potencial ofensivo. As punições também ficaram mais severas, com o aumento do tempo máximo de prisão em caso de agressão doméstica, que passou de um para três anos. (Ler na íntegra a materia inteira no site abaixo) 

Fonte: www.cristianismohoje.com.br (Valter Gonçalves Jr) 

Feche a Porta pois, A BICHARADA ESTÁ SOLTA!

É minha gente, feche os portões e tranque as janelas, porque a bicharada está solta! E não está para brincadeira não. Primeiro foi a vaca, coitada. Acusaram a pobre de transtornos mentais sem sequer lhe dar uma chance de defesa. A mimosa ficou tão triste que não fazia outra coisa a não ser ruminar as suas mágoas com seu amigo frango. A pobre vaca "louca" viu seu preço cair a cada dia. Ninguém tomava mais leite, ninguém comia mais carne. “Foi-se o tempo das vacas gordas”, lamentava a vaquinha maluquinha. 

Vendo que o mar não estava para peixe, a vaca louca se juntou ao burro, que investiu tudo o que tinha e o que não tinha para tentar lucrar em cima da bicharada. O burro deu até pérolas para tentar convencer os porcos, que não embarcaram na conversa. Os porcos disseram que nem se a vaca tossisse eles dariam dinheiro pro burro. 

A vaca tossiu e o frango gripou. A gripe do frango se espalhou para todo lado; até o elefante ficou de tromba por um bom tempo. Quem estava matando cachorro a grito agora era o frango. O pobre viu seu índice "downjones" despencar em poucos dias e ficou procurando algum bode para expiar seu sentimento de culpa de não ter tomado a vacina no ano passado. 

A essa altura, o burro viu que seu esquema de "subprimes" não tinha dado certo e pagou o maior mico. Terminando a minha história para boi dormir, o porco pegou a gripe do frango e virou a ovelha negra da história. É pessoal, segurem o pássaro na mão, porque acho que deste mato ainda vai sair muito coelho. E tomara que não dê zebra para ninguém!


Fonte: Publicado em ( EUAvisei) por Áquila Mazzinghy

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O MISTÉRIO CONTINUA – (parte 2)

O MILAGRE DA PATERNIDADE E DA MATERNIDADE

(Gene Edward Veith, Jr.)


O poder criador estabelecido em Gênesis – a capacidade de criar uma nova vida – se manifestam nos seres humanos que se ajuntam e o nascimento de uma criança é um verdadeiro milagre. Isso acontece com tanta freqüência que as pessoas tendem a esquecer que é algo surpreendente e é um milagre – exceto, geralmente, quando acontece com elas.
Quando um casal tem um filho, o milagre da natureza que acontece é palpável. Embora a mãe e o pai tenham concebido a criança – que possui o seu DNA – naturalmente, foi Deus quem fez a criança por meio deles. “Tu nos teceste no seio de minha mãe” (Sl 139.13). Deus, o doador da vida, na verdade está presente e trabalhando na concepção e na gravidez.
Quando as crianças nascem, estão num estado de total dependência. Elas precisam dos pais, pois não sabem comer, não sabem falar, não conseguem se locomover, etc. Assim como a criança depende do cuidado dos pais, nós dependemos do cuidado do nosso Pai, não somente quando somos jovens, mas, por toda á vida.
Os pais – como Deus – não só trazem o filho ao mundo, como também sustentam a vida de seu filho. Ou seja, é Deus agindo por meio dos pais. Além do mais, os pais são instrumentos usados por Deus para transmitir a fé para seus filhos. É tarefa dos pais ensinar “a criança no caminho em que deve andar” (Pv 22.6). A família funciona como uma mini-igreja em si própria, e os pais são os responsáveis pelo ensino da Palavra de Deus (Dt 4.9; 6.7).
A magnitude do papel dos pais, o poder notável que os pais e as mães têm para criar, alimentar e moldar seus filhos, tanto física como espiritualmente, está relacionada ao fato de que Deus é o verdadeiro Pai. Veja a oração que Jesus ensinou: “Pai nosso que estás nos céus”. Deus promete ser seu pai, diretamente, o “Pai dos órfãos” (Sl 68.5). O fato de Deus ter escolhido o homem, esse vaso de barro comum, desorientado e possível de erros para desempenhar a paternidade é mais um de seus milagres.
A indignação de um bebê, a insistência em ser o centro do universo e querer que os adultos façam tudo o que ele quer são para Santo Agostinho um sinal do pecado original, um ato infantil de rebelião cósmica que se prolonga até mesmo quando somos adultos. Há um Mandamento claro e obrigatório, um princípio moral igual ao de não matar ou não roubar para os filhos: “Honra teu pai e tua mãe” (Ex 20.12). Segundo Lutero, os filhos precisam “compreender que seu corpo e a vida que têm foram recebidos de seus pais e que foram alimentados e cuidados por seus eles, desde o trocar das fraldas”. Aqueles que olham para essa questão e pensam sobre isso irão espontaneamente prestar honra a seus pais e estimá-los.
Os pais merecem respeito, embora eles possam ser fracos, deficientes, impotentes e esquisitos (!), eles ainda continuam sendo pai e mãe concedidos por Deus. O relacionamento entre pais e filhos continua mesmo depois que eles crescem e se tornam adultos. Ainda são filhas e filhos. Enquanto os pais estiverem vivos, devem ser honrados. O Apóstolo Paulo adverte: “se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente (não cristão)” (1Tm 5.8). Rejeitar a família é equivalente a rejeitar a Deus, uma vez que ele está na família.
Numa família bem-estruturada, os pais amam os filhos e servem a eles. Os filhos amam e servem a seus pais. A mulher ama e serve a seu marido. E o marido ama e serve a sua mulher. Do mesmo modo, como os empregados e empregadores, os governantes e cidadãos, os pastores e membros amam e servem uns aos outros.
Reconhecer a autoridade tende a ser uma resposta ao amor e serviço que os filhos receberam. Os filhos obedecerão mais prontamente aos pais que eles sabem que o amam. Como diz Lutero sobre a tarefa de ser pai: “Todos agimos como se Deus tivesse nos dado filhos para nosso lazer e diversão, como se não tivéssemos nada a ver com o que eles aprendem ou modo como eles vivem”.
Os pais não são vocacionados para essa nobre função com o fim de negligenciar, mimar nem maltratar os seus filhos. O abuso de crianças, a crueldade mental, a negligência, a frieza de coração, as brigas domésticas, a incitação dos filhos à ira (Ef 6.4) – nada disso tem a ver com as intenções de Deus para a família.
Os pais são bênçãos para os filhos, os filhos são bênçãos para os pais, o marido é uma bênção para a mulher e a mulher uma bênção para o marido. Esse é o milagre de Deus para a família – apesar de nossa carne passível de erros e fracassos, Deus continua a derramar o seu amor por meio dos seres humanos que ele colocou em famílias. 

Que Deus abençoe as famílias!!!!