sábado, 23 de maio de 2009

Teoria do "Design Inteligente" barrada em debate

Conferência que comemora os 150 anos de ’A origem das espécies’ no Vaticano não teve participação dos defensores da teoria.

Uma conferência sobre Evolução realizada em Roma com apoio do Vaticano recebeu críticas do Discovery Institute, principal organização de auxílio à teoria do Design Inteligente (Intelligent Design), por não ter convidado representantes do instituto para participar do debate. 

O evento foi realizado em homenagem aos 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, do cientista Charles Darwin.

A teoria do Design Inteligente afirma que “alguns aspectos do universo e dos seres vivos são mais bem explicados por uma causa inteligente, e não por um processo indireto como a seleção natural”. Essa causa inteligente, na opinião dos teóricos, não seria necessariamente um ser divino, ou uma força superior. Mesmo assim, seus principais defensores, todos ligados ao Discovery Institute, acreditam que o projetista é Deus, da forma como o cristianismo o define. 

Discovery Institute alega que foi cortado da conferência porque ela foi patrocinada pela Fundação John Templeton, que tem criticado constantemente a teoria citada acima.

Os organizadores disseram que eles barraram os defensores do Design Inteligente porque eles queriam uma conferência intelectualmente rigorosa sobre ciência, teologia e filosofia para marcar as comemorações em torno da publicação da obra de Darwin. "Nós achamos que essa não é uma visão científica, nem teológica ou filosófica”, disse o Reverendo Marc Leclerc, diretor da conferência. 

De fato, a teoria tem enfrentado dificuldades de ser aceita como uma descrição científica sobre a formação do universo. Quando perguntados se sua teoria é realmente científica, os pesquisadores do Design Inteligente defendem, “O método científico geralmente é descrito como um processo de quatro passos que envolvem observação, hipótese, experiências e conclusão. O Design Inteligente começa com a observação que os agentes inteligentes produzem informação complexa e especifica (CSI)”. 

A grande investida de seus defensores é que a teoria seja ensinada nas escolas ao lado da teoria darwiniana.

Em 2005, o presidente George W. Bush chegou a defender publicamente o ensino dessa teoria nas escolas americanas. "Eu penso que parte de educação é expor as pessoas a diferentes escolas de pensamento", Bush disse. "Vocês estão me perguntando se as pessoas deveriam ou não ser expostas à idéias diferentes, a resposta é sim", disse aos repórteres. 

Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br/

http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Projeto_Inteligente

sábado, 16 de maio de 2009

Vergonha! Para os homens que ferem as mulheres.

As estatísticas são alarmantes. De acordo com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o portal Violência Contra a Mulher (www.violenciamulher.org.br), em 2007, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 205 mil atendimentos, um aumento de 306% em relação a 2006. Do total, dez por cento referem-se a denúncias concretas de violência. Foram 20 mil casos de agressões físicas, psicológicas, morais e sexuais contra mulheres. Houve também 211 tentativas de homicídio e 79 assassinatos. 
A psicóloga Esly Carvalho, autora do livro Família em Crise - Enfrentando problemas no lar cristão, diz que a violência doméstica faz parte dos segredos bem guardados de muitas famílias cristãs. Para ela, que é especialista em saúde emocional e costuma tratar os mais diversos tipos de abusos no ambiente familiar, é preciso romper o silêncio. Esly chama os crentes à responsabilidade. “A Igreja deve ser a primeira a erguer sua voz profética e denunciar o terrível segredo da violência doméstica”, afirma.  
Evangélica, Esly acredita que¬ o primeiro passo para se combater a violência doméstica é falar sobre isso. “Quantas vezes você ouviu um sermão sobre violência doméstica?”, indaga. “As pessoas precisam ser orientadas”. Ela critica o legalismo religioso, que levaria muitas mulheres a suportarem caladas a violência. Mesmo sem querer entrar em polêmicas teológicas, Esly argumenta que a violência é, sim, uma razão bíblica para o divórcio. “A violência é uma traição. Quando o homem bate numa mulher, ele está traindo os votos matrimoniais. O Evangelho nos chama a uma vida em amor”, declara, observando que a sociedade está muito exposta à violência.

Solidariedade na igreja 
O folder da campanha “Quebrando o Silêncio”, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, enumera uma série de atitudes que podem ajudar vítimas de violência doméstica e seus agressores a encontrar uma solução. Destacando que “o abuso não é da vontade de Deus”, o folheto tem um tópico intitulado O que as igrejas devem fazer para prevenir a violência doméstica:  Incentivar líderes a falar sobre o problema; Convidar pessoas experientes para fazer apresentações educativas, inclusive para crianças; Participar de campanhas de conscientização na comunidade; Orientar e instruir a congregação sobre como proceder em casos assim 

Uma lei que protege 
O principal instrumento jurídico de proteção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil é a Lei 11.340/06, a Lei Maria da Penha. O nome homenageia a cearense Maria da Penha Maia, vítima de duas tentativas de homicídio perpetradas pelo seu então marido, o professor de economia Marco Antonio Herredia Viveros, pai de suas duas filhas. Paraplégica em decorrência do primeiro ataque, ela lutou por quase 20 anos para colocá-lo na cadeia. Com a demora da Justiça brasileira, Maria da Penha recorreu à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que, pela primeira vez, acatou denúncia de um crime de violência doméstica. Em 2001, a Comissão responsabilizou o Estado brasileiro por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica contra as mulheres.  Entre as principais mudanças introduzidas pela lei, está a definição da violência doméstica e familiar contra a mulher como qualquer ação ou omissão que cause morte, lesão, so¬frimento físico, sexual ou psicológico, bem como dano moral ou patrimonial. Ela prevê ainda atendimento policial especializado para as vítimas, em delegacias de Atendimento à Mulher, bem como a criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – uma mudança jurídica, já que, até então, esse tipo de crime era considerado de menor potencial ofensivo. As punições também ficaram mais severas, com o aumento do tempo máximo de prisão em caso de agressão doméstica, que passou de um para três anos. (Ler na íntegra a materia inteira no site abaixo) 

Fonte: www.cristianismohoje.com.br (Valter Gonçalves Jr) 

Feche a Porta pois, A BICHARADA ESTÁ SOLTA!

É minha gente, feche os portões e tranque as janelas, porque a bicharada está solta! E não está para brincadeira não. Primeiro foi a vaca, coitada. Acusaram a pobre de transtornos mentais sem sequer lhe dar uma chance de defesa. A mimosa ficou tão triste que não fazia outra coisa a não ser ruminar as suas mágoas com seu amigo frango. A pobre vaca "louca" viu seu preço cair a cada dia. Ninguém tomava mais leite, ninguém comia mais carne. “Foi-se o tempo das vacas gordas”, lamentava a vaquinha maluquinha. 

Vendo que o mar não estava para peixe, a vaca louca se juntou ao burro, que investiu tudo o que tinha e o que não tinha para tentar lucrar em cima da bicharada. O burro deu até pérolas para tentar convencer os porcos, que não embarcaram na conversa. Os porcos disseram que nem se a vaca tossisse eles dariam dinheiro pro burro. 

A vaca tossiu e o frango gripou. A gripe do frango se espalhou para todo lado; até o elefante ficou de tromba por um bom tempo. Quem estava matando cachorro a grito agora era o frango. O pobre viu seu índice "downjones" despencar em poucos dias e ficou procurando algum bode para expiar seu sentimento de culpa de não ter tomado a vacina no ano passado. 

A essa altura, o burro viu que seu esquema de "subprimes" não tinha dado certo e pagou o maior mico. Terminando a minha história para boi dormir, o porco pegou a gripe do frango e virou a ovelha negra da história. É pessoal, segurem o pássaro na mão, porque acho que deste mato ainda vai sair muito coelho. E tomara que não dê zebra para ninguém!


Fonte: Publicado em ( EUAvisei) por Áquila Mazzinghy

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O MISTÉRIO CONTINUA – (parte 2)

O MILAGRE DA PATERNIDADE E DA MATERNIDADE

(Gene Edward Veith, Jr.)


O poder criador estabelecido em Gênesis – a capacidade de criar uma nova vida – se manifestam nos seres humanos que se ajuntam e o nascimento de uma criança é um verdadeiro milagre. Isso acontece com tanta freqüência que as pessoas tendem a esquecer que é algo surpreendente e é um milagre – exceto, geralmente, quando acontece com elas.
Quando um casal tem um filho, o milagre da natureza que acontece é palpável. Embora a mãe e o pai tenham concebido a criança – que possui o seu DNA – naturalmente, foi Deus quem fez a criança por meio deles. “Tu nos teceste no seio de minha mãe” (Sl 139.13). Deus, o doador da vida, na verdade está presente e trabalhando na concepção e na gravidez.
Quando as crianças nascem, estão num estado de total dependência. Elas precisam dos pais, pois não sabem comer, não sabem falar, não conseguem se locomover, etc. Assim como a criança depende do cuidado dos pais, nós dependemos do cuidado do nosso Pai, não somente quando somos jovens, mas, por toda á vida.
Os pais – como Deus – não só trazem o filho ao mundo, como também sustentam a vida de seu filho. Ou seja, é Deus agindo por meio dos pais. Além do mais, os pais são instrumentos usados por Deus para transmitir a fé para seus filhos. É tarefa dos pais ensinar “a criança no caminho em que deve andar” (Pv 22.6). A família funciona como uma mini-igreja em si própria, e os pais são os responsáveis pelo ensino da Palavra de Deus (Dt 4.9; 6.7).
A magnitude do papel dos pais, o poder notável que os pais e as mães têm para criar, alimentar e moldar seus filhos, tanto física como espiritualmente, está relacionada ao fato de que Deus é o verdadeiro Pai. Veja a oração que Jesus ensinou: “Pai nosso que estás nos céus”. Deus promete ser seu pai, diretamente, o “Pai dos órfãos” (Sl 68.5). O fato de Deus ter escolhido o homem, esse vaso de barro comum, desorientado e possível de erros para desempenhar a paternidade é mais um de seus milagres.
A indignação de um bebê, a insistência em ser o centro do universo e querer que os adultos façam tudo o que ele quer são para Santo Agostinho um sinal do pecado original, um ato infantil de rebelião cósmica que se prolonga até mesmo quando somos adultos. Há um Mandamento claro e obrigatório, um princípio moral igual ao de não matar ou não roubar para os filhos: “Honra teu pai e tua mãe” (Ex 20.12). Segundo Lutero, os filhos precisam “compreender que seu corpo e a vida que têm foram recebidos de seus pais e que foram alimentados e cuidados por seus eles, desde o trocar das fraldas”. Aqueles que olham para essa questão e pensam sobre isso irão espontaneamente prestar honra a seus pais e estimá-los.
Os pais merecem respeito, embora eles possam ser fracos, deficientes, impotentes e esquisitos (!), eles ainda continuam sendo pai e mãe concedidos por Deus. O relacionamento entre pais e filhos continua mesmo depois que eles crescem e se tornam adultos. Ainda são filhas e filhos. Enquanto os pais estiverem vivos, devem ser honrados. O Apóstolo Paulo adverte: “se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente (não cristão)” (1Tm 5.8). Rejeitar a família é equivalente a rejeitar a Deus, uma vez que ele está na família.
Numa família bem-estruturada, os pais amam os filhos e servem a eles. Os filhos amam e servem a seus pais. A mulher ama e serve a seu marido. E o marido ama e serve a sua mulher. Do mesmo modo, como os empregados e empregadores, os governantes e cidadãos, os pastores e membros amam e servem uns aos outros.
Reconhecer a autoridade tende a ser uma resposta ao amor e serviço que os filhos receberam. Os filhos obedecerão mais prontamente aos pais que eles sabem que o amam. Como diz Lutero sobre a tarefa de ser pai: “Todos agimos como se Deus tivesse nos dado filhos para nosso lazer e diversão, como se não tivéssemos nada a ver com o que eles aprendem ou modo como eles vivem”.
Os pais não são vocacionados para essa nobre função com o fim de negligenciar, mimar nem maltratar os seus filhos. O abuso de crianças, a crueldade mental, a negligência, a frieza de coração, as brigas domésticas, a incitação dos filhos à ira (Ef 6.4) – nada disso tem a ver com as intenções de Deus para a família.
Os pais são bênçãos para os filhos, os filhos são bênçãos para os pais, o marido é uma bênção para a mulher e a mulher uma bênção para o marido. Esse é o milagre de Deus para a família – apesar de nossa carne passível de erros e fracassos, Deus continua a derramar o seu amor por meio dos seres humanos que ele colocou em famílias. 

Que Deus abençoe as famílias!!!!

domingo, 19 de abril de 2009

O MISTÉRIO DO CASAMENTO (parte 1)

(Gene Edward Veith, Jr.)
Todos os cristãos – na verdade, todos os seres humanos – foram chamados por Deus numa família. Nossa existência é proveniente de nossos pais, que nos conceberam e nos trouxeram ao mundo. Deus poderia ter povoado a terra criando do pó cada nova pessoa separadamente, mas, em vez disso, Ele decidiu que cada nova vida fosse gerada e cuidada pela família.
A família é a base onde o poder criativo de Deus e seu cuidado providencial são transmitidos, por meio dos seres humanos. Os antropólogos afirmam que a família é a unidade básica de toda a cultura. A família, com a autoridade delegada por Deus, também é a base para qualquer outra autoridade humana. Assim, a cidadania tem o seu fundamento na família, como pai que deve prover sustento para os filhos pelo trabalho que realiza. Na igreja, a família é elevada à imagem da relação íntima que Deus tem com seu povo: Deus é nosso Pai nos céus, a igreja é o corpo de Cristo na Terra.
QUAL É O MISTÉRIO?
“Deus faz que o solitário more em família” (Sl 68,6). Segundo Gênesis, não era bom que o homem estivesse só, por isso Deus lhe fez uma mulher, de sua própria carne, instituiu o casamento e ordenou que fossem fecundos e se multiplicassem (Gn 1 – 2). Ao reunirem textos bíblicos sobre o casamento e a família, os reformadores (séc. XVI), insistiram que não há vocação maior nem mais santa do que o casamento, e que tudo o que oferece ao casamento, inclusive o relacionamento sexual, é dom de Deus (Ef 5.32). O casamento é uma manifestação tangível da relação entre Cristo e a igreja, embora apenas os casais cristãos, pelos olhos da fé, sejam capazes de perceber, como isso ocorre. Veja como o apóstolo Paulo escreve sobre como marido e mulher deve tratar um ao outro: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido” (Ef 5:22-24). Ou seja, a mulher vê Cristo oculto no marido. Ela se submete a ele assim como a Igreja o faz em relação a Cristo. O marido, por sua vez, deve fazer por sua esposa o que Cristo fez por sua Igreja: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”, (v. 25). Dentro do “mistério do casamento”, a mulher deve ser submissa ao marido e este deve se entregar por ela. Tudo isso é feito em amor e serviço ao próximo. No casamento, o próximo da mulher é o marido e vice-versa. Os dois cumprem a vocação matrimonial amando e servindo um ao outro. Para que esse relacionamento funcione como a bíblia propõe, os marido não deve ser tirano controlando sua pobre mulher, nem grosseirão preguiçoso refestelado na poltrona esperando que sua esposa faça tudo pra ele. Não foi assim que Cristo tratou sua Noiva, a Igreja; não é assim que ele nos trata. Pelo contrário, o texto de Efésios nos oferece uma imagem de um marido que se sacrifica – seus desejos, suas necessidades, sua força, sua própria vida, se for preciso – para o bem da sua mulher.No principio da criação, quando Deus estabeleceu o casamento (Gn 2.24), ele ordenou que o marido e a mulher se tornassem “uma só carne”. Isso é realmente “um grande mistério”. O marido deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo (Ef 5.28-33). Nunca deve maltratá-la ou machucá-la mais do que faria consigo mesmo. O apóstolo Paulo não afasta as implicações sexuais que os corpos do homem e da mulher devem compartilhar. Isso é bem explícito no texto de 1 Coríntios 7.3-5 quando diz: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”. Essa passagem é bem surpreendente no que concerne à dimensão sexual do casamento. O marido e a mulher devem satisfazer um ao outro sexualmente. Diferente das atitudes contemporâneas em relação ao sexo. Não há a idéia de que “é o meu corpo, e posso fazer o quiser com ele”. Não é o seu corpo – é o de seu cônjuge, é o corpo de Deus, é o templo do Espírito Santo. Não há lugar para a permissividade sexual. O sexo deve encontrar sua expressão completa no casamento, para que Satanás não tente o homem e a mulher com artifício da falta de autocontrole, levando-os à infidelidade e à imoralidade sexual. O sexo fora do casamento é pecado porque Deus instituiu o casamento e este está debaixo da autoridade de Deus. O sexo dentro do casamento pela sua natureza tem um propósito que é a maternidade e a paternidade. - Esse será nosso próximo assunto em outro artigo -.

domingo, 12 de abril de 2009

A insatisfação de relacionamentos apenas sexuais

Vivemos numa época em que tudo que se refere à vida sexual é ventilado de forma clara e explícita, pelo menos nas grandes e médias cidades.

O relacionamento sexual é mostrado em todos os seus detalhes em filmes e novelas, principalmente nas preliminares e durante o ato, de tal forma que a mãe natureza nem precisa mais de esforço para que um adolescente aprenda a praticar uma relação sexual. É a qualquer hora do dia ou da noite. As crianças de cinco anos, ou até menos, já são estimuladas a conquistarem alguém para namorar e beijar na boca. Os pais cooperam comprando presentes no Dia dos Namorados para que seus filhos ainda tão pequenos presenteiem os seus namorados. Tudo é válido para a descarga da energia sexual. Basta estar a fim. Pode ser a namorada do amigo, a mulher do vizinho, o colega da escola, o companheiro de trabalho ou qualquer pessoa encontrada nas baladas e que tenha “rolado o clima”. E hoje, não sei se Freud poderia concluir que uma das causas, ou a principal causa das neuroses seria a repressão sexual, que era abrangente e real no seu tempo. Há o esforço de uma boa parte dos meios de comunicação – escrita, falada, televisionada e virtual – para que se aceite e até legalize, os relacionamentos homossexuais. E isto sem mencionar outros tipos de busca de envolvimento sexual, como a pedofilia, que felizmente é reconhecido pela lei como crime, e há o empenho da população em denunciar este tipo de crime e das autoridades em punir os adultos envolvidos.
Pode-se supor que por causa de tanta liberdade sexual haja mais satisfação fisiológica e contentamento na vida entre os parceiros sexuais. Puro engano. Pelo menos não é o que ouço e nem o que vejo na maioria das pessoas com quem tenho algum contato. Pelo visto, a matemática neste campo não é lógica: sexo demais, prazer de menos! Isto me lembra o filme sobre o livro O Amor nos Tempos do Cólera, no qual o ator principal Javier Bardem, interpretando o personagem Florentino Ariza, esperava ano após ano a possibilidade de se casar com sua amada, a Fermina Daza, interpretada por Giovanna Mezzogiorno. Enquanto esperava praticava sexo, intensa e diversamente, ia contando cada parceira, até que chegou a 622 mulheres.
Quando, finalmente, com mais de 70 anos, conseguiu se relacionar sexualmente com a sua eleita que enviuvara, experimentou uma satisfação que jamais havia sentido em todos os seus relacionamentos vividos.
Honestamente, não estou preocupada com os aspectos legais de uma parceria. Até porque, para as leis brasileiras, parceiros que provarem que vivem uma união estável por determinado número de anos são considerados casados da mesma forma como os que estão legalmente. Mas quero levantar a questão do “tem clima então vamos em frente”. Penso que isto é coisa de “cio” e portanto pertence ao mundo dos animais. Se agirmos instintivamente, como agem os animais, também teremos apenas a satisfação instintiva: apenas fisiológica. Então, é claro, que algum prazer há. E quem sabe até haja muito prazer, mas poderia haver junto com o prazer do corpo, também, um contentamento na vida, a meu ver misterioso e inexplicável, quando o envolvimento sexual acontece dentro de um relacionamento onde exista o amor genuíno e comprometido pelo outro. Onde há a conquista e quem sabe até uma boa dose de sedução; a intenção, o preparo e a disposição de entrega do corpo ao outro. Relação sexual dentro de um relacionamento assim vai além da simples penetração. Inclui o interesse pela pessoa, o respeito pelos seus gostos e suas opiniões, a promoção para que o outro se realize; o apoio para que o mútuo entre os dois seja bem-sucedido. Inclui o acordar na mesma cama, o café juntos, pelo menos uma vez ou outra quando os compromissos permitem; enfim, inclui o caminhar pela vida, às vezes cuidando do “meu”, mas às vezes cuidando do nosso!
Para viver algo assim é preciso a conscientização de que há prazeres na vida além dos já mencionados que envolvam os órgãos genitais e o relacionamento sexual. Por alguma razão, talvez a educação recebida ou vícios adquiridos, muita gente foca todo e qualquer prazer na vida sexual. Então toda a energia é canalizada para buscar satisfação nesta área em detrimento de todas as outras áreas que também trazem prazer e satisfação ao ser humano. E nesta busca se sacrifica os próprios valores, se ignora a variedade de satisfação disponível ao ser humano e a vida passa a ser uma eterna necessidade de buscar preencher a lacuna do contentamento e da satisfação mais plena, apenas com o prazer experimentado no campo sexual que pode ser agradável, mas de curta duração.
Ainda quero mencionar os casos chamados de “compulsivos”, que são viciados em sexo e se relacionam sexualmente com qualquer pessoa, em qualquer lugar buscando alívio nos relacionamentos genitais, algumas angústias e ansiedades que não foram resolvidas na vida. Nestes casos, nem há o prazer sexual; o que acontece é apenas o alívio da sensação de angústia que é adiada por algum tempo até aparecer novamente como sinal de que algo precisa ser visto e tratado na vida, e jamais será resolvido pela busca desenfreada por sexo.
Na carta que Paulo mandou para os cristãos de Éfeso, ele se refere ao prazer sexual entre um homem e uma mulher como o mesmo mistério que existe entre Deus e seus seguidores. Só aqui já temos garantido que além do prazer sexual existe também o prazer da aventura e da experiência na fé. Mas, para o prazer da prática da espiritualidade é preciso disponibilidade e desejo de buscar o que está além da compreensão humana e atinar com a presença do Sagrado disponível para os que quiserem. Para os demais prazeres da vida é preciso o aprendizado e o despertar de todos os órgãos do sentido para perceber as sensações amorosas no cotidiano da vida. E quem quiser experimentar toda a intensidade do prazer misterioso de se relacionar sexualmente, tem que sobrepujar também o comportamento dos animais, e antes de qualquer coisa, aprender a amar genuinamente a pessoa escolhida como parceiro ou parceira, ao mesmo tempo em que se interessa pelo corpo do outro e se entrega por inteiro ao prazer que a interação sexual pode dar.

Fonte: Cristianismo Hoje

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Semana Santa; O que significa?

No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Cristo Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte jesus Cristo, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição.
A Semana Santa celebra todos os anos este acontecimento inefável: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para a salvação da humanidade; para o resgate desta das mãos do demônio, e a sua transferência para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus.
A Semana Santa não acontece na mesma data todos os anos. Assim como o carnaval, é um evento móvel que varia em relação ao calendário litúrgico da Igreja Cristã. Assim, 40 dias depois da Quarta-feira de cinzas se iniciam os dias Santos.
A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo Católico Romano que celebra a Paixão - subida de Jesus Cristo ao Monte Calvário, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para a Salvação da Humanidade; para o resgate desta das mãos do demônio, e a sua transferência para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Quando os fiéis são batizados, aplica-se a cada um deles os redentores da Morte e Ressurreição de Cristo. Por isso, o cristão católico convicto celebra com alegria cada função liturgica do Tríduo Pascoal e Páscoa.

Ela começa no domingo de Ramos, que comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e termina no domingo de Páscoa propriamente dito.
Fonte: Wikipédia

Relatório que “chocará a todos”

Arcebispo anuncia casos de abuso sexual na Igreja Católica da Irlanda.
Um relatório sobre casos de abuso sexual na Igreja Católica da Irlanda “chocará a todos”, declarou nesta quinta o arcebispo de Dublin, Dom Diarmuid Martin.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o líder católico afirmou que o documento mostrará que milhares de jovens sofreram abusos entre os anos de 1975 e 2004.
"Milhares de crianças e jovens na Irlanda sofreram abusos no período sob investigação. O horror deste abuso não foi reconhecido pelo que realmente foi", disse o arcebispo.
Em todas as partes do mundo a Igreja Católica tem sofrido com inúmeras acusações de abuso sexual cometidos por sacerdotes, o que tem colocado em questão a validade da manutenção do voto do celibato.
Fonte: Cristianismo Hoje

sábado, 4 de abril de 2009

O inconformado do Piauí

Presidente da Associação Evangélica local, o pastor Robson da Silva não perde a chance de entrar numa briga santa.

O pastor Robson Marcelo da Silva, presidente da Associação Evangélica do Piauí (Aepi), não perde a chance de comprar uma briga santa. Ele está liderando um movimento de resistência cívica em seu estado e já anunciou que vai entrar com uma ação no Ministério Público pedindo que sejam retiradas imagens de santos de todos os órgãos públicos do Piauí. Em entrevista ao Jornal do Piauí, Silva alega que o Brasil é um Estado laico e que dinheiro púbico é usado na aquisição e manutenção dessas imagens. “Se o dinheiro é público, tem que ser usado para satisfazer a seguidores de todas as religiões”, argumenta o pastor. Segundo ele, muitas instituições apóiam sua iniciativa, inclusive ligadas a cultos afrobrasileiros. O religioso contratou um advogado que deve distribuir a ação ainda esta semana.
“As repartições públicas têm capelas ecumênicas, mas a maioria delas é tomada por símbolos religiosos da Igreja Católica. Por isso, alega, seguidores de outras crenças sofrerão constrangimento se quiserem usá-las. “Não sou contra os católicos, apenas estou reivindicando direitos”. Ele cita a Assembléia Legislativa, o Departamento de Trânsito, a Secretaria de Educação e o Hospital Getúlio Vargas como exemplos de órgãos públicos que mantêm capelas de acordo com os ritos católicos. “Esses espaços existem para ser usados por adeptos de todas as crenças”, protesta.
Robson tem se mostrado um inconformado. A proximidade da Semana Santa é o gancho que ele usa para novos protestos contra o que chama de predomínio dos princípios católicos. “A carne some ou aumenta de preço nesta época”, observa, referido-se ao costuma dos seguidores do catolicismo de não ingerir carne vermelha na época da Páscoa. “O ovo sobe, o macarrão sobe, o frango sobe. Até na Semana Santa os evangélicos são prejudicados”, esbraveja.
Fonte: Cristianismo Hoje

Um pastor no lugar de Clodovil

Flávio Bezerra (PMDB-CE), que é ligado à Igreja Universal, herda gabinete do deputado estilista.
O gabinete do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), morto mês passado, vai ser ocupado por um pastor. Conhecido por seus hábitos extravagantes, Clodovil, que era estilista e homossexual assumido, fez de seu espaço no Congresso Nacional uma extensão do próprio jeito de ser – o parlamentar despachava em meio a uma decoração peculiar. Além de objetos de arte, havia esculturas – como uma naja de bronze que sustentava uma mesa de vidro –, sofás de cetim, cortinas coloridas e retratos espalhados pelas paredes. Tudo já foi removido pela Presidência da Casa, que vai recolher os bens ao espólio do falecido deputado. E quem toma posse do gabinete é o deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.

Segundo Bezerra, a única lembrança do ex-colega é uma divisória branca, mandada instalar pelo próprio Clodovil. "É de bom gosto", elogia. Ele diz que não chegou a conhecê-lo. “Apenas trocávamos cumprimentos de ‘bom dia’ e ‘boa tarde’”, diz. Flávio Bezerra era o primeiro parlamentar da fila de deputados interessados em trocar de gabinete, e teve a preferência na escolha pela sala desocupada. Apesar das evidentes diferenças entre o pastor e o estilista, Bezerra tem algumas opiniões que se aproximam da liberalidade com que Clodovil pautou sua vida. Ele defende, por exemplo, a descriminalização do aborto, posição pouco comum no segmento evangélico. “Acho que é preciso se colocar no lugar daquela que engravida a partir de um ato de violência”, opina. “Uma gravidez decorrente de estupro vai destruir a vida da mãe e aquela vida que está para chegar, porque não vai haver amor. Quantos casos temos de delinquência juvenil, de pessoas atrás das grades, de tudo isso que está acontecendo por falta de amor?”, indaga o parlamentar cearense.
Bezerra faz questão de destacar que suas posições não expressam a opinião da Igreja Universal sobre determinados assuntos. Seu mandato, aliás, não tem vinculação tão forte com a chamada bancada evangélica, normalmente mais interessada em questões de natureza moral e assuntos que digam respeito às igrejas. Ex-pescador profissional, o deputado peemedebista tem nessa área seu foco de trabalho parlamentar e é o primeiro presidente da Frente Parlamentar da Pesca. Recentemente, ele presidiu a comissão que analisou e aprovou um projeto que transforma a Secretaria Especial da Pesca em ministério.

(Com reportagem do G1) Fonte: Cristianismo Hoje