segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Necessidade das duas Naturezas de Cristo
A necessidade das duas naturezas de Cristo decorre daquilo que é essencial à doutrina escriturística da expiação.

Necessidade da Humanidade de Cristo.
Desde que o homem pecou, era necessário que o homem sofresse a penalidade. Além disso, o pagamento da pena envolvia sofrimento de corpo e alma, sofrimento somente cabível ao homem, Jo 12.27; At 3.18; Hb 2.14; 9.22. Era necessário que Cristo assumisse a natureza humana, não somente com todas as suas propriedades essenciais, mas também com todas as debilidades a que está sujeita, depois da Queda, e, assim devia descer às profundezas da degradação em que o homem tinha caído, Hb 2.17,18. Ao mesmo tempo, era preciso que fosse um homem sem pecado, pois um homem que fosse, ele próprio, pecador e que estivesse privado da sua própria vida, certamente não poderia fazer expiação por outros, Hb 7.26.
Unicamente um Mediador verdadeiramente humano assim, que tivesse conhecimento experimental das misérias da humanidade e se mantivesse acima de todas as tentações, poderia entrar empaticamente em todas as experiências, provações e tentações do homem, Hb 2.17,18; 4.15-5.2; e ser um perfeito exemplo humano para os Seus seguidores, Mt 11.29; Mc 10.39; Jo 13.13-15; Fp 2.5-8; Hb 12.2-4; 1 Pe 2.21.

Necessidade da Divindade de Cristo
No plano divino de salvação era absolutamente essencial que o Mediador fosse verdadeiramente Deus. Era necessário que (1) Ele pudesse apresentar um Sacrifício de valor infinito e prestar perfeita obediência à lei de Deus; (2) Ele pudesse sofrer a ira de Deus redentoramente, isto é, para livrar outros da maldição da lei; e (3) Ele pudesse aplicar os frutos da sua obra consumada aos que o aceitassem pela fé.
O homem, com a sua vida arruinada, não pode nem cumprir a pena do pecado, nem prestar perfeita obediência a Deus. Ele pode sofrer a ira de Deus e, exceto pela graça redentora de Deus, terá que sofrê-la eternamente, mas não pode sofrê-la de molde a abrir um caminho de livramento, al 49.7-10; 130.3.
Autor: Louis BerkhofFonte: Teologia Sistemática, pág 318,319; Ed LPC

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Perguntas básicas Acerca das boas obras
Enquanto Paulo enfatiza mais a fé, Tiago enfatiza mais as obras. Há algum atrito entre um e outro?
Creio que não. Vou tentar explicar as afirmações conflitantes de ambos. A justificação pela fé, isto é, pela confiança na graciosidade de Deus para com o pecador, não é invenção de Paulo. Apenas explicita o que Jesus ensinou e praticou e o que o próprio perseguidor de cristãos experimentou. Junto a Damasco, ele fora alcançado pela misericórdia imerecida à semelhança do malfeitor na cruz. A partir de então tornou-se arauto incansável desse presente inaudito. Já Tiago reage a uma situação diferente. Enquanto Paulo enfrenta a autojustificação humana, o irmão do Senhor depara-se com quem aceitou a salvação graciosa e a usa como desculpa para cruzar os braços e viver descomprometidamente. Obviamente, Tiago tem de classificar esta fé deturpada de “morta”. O próprio Paulo rejeitaria uma leitura pela metade do seu evangelho. Quem omitir o que diz o final de suas cartas sobre a obediência, jamais entenderá a fé que pregou. Na carta aos Romanos, Paulo usa duas vezes a expressão “a obediência que vem pela fé” (1.5; 16.26) para indicar o vínculo indissociável fé e obras.
Um dos atritos entre católicos e protestantes na época da Reforma era a questão da fé e obras. Quais eram as posições então assumidas pela igreja romana e pela igreja reformada?
Os atritos entre os líderes da Reforma do século 16 e a igreja romana podem ser sintetizados no debate de Erasmo e Lutero sobre o livre arbítrio. Erasmo afirmava que o homem coopera com a graça de Deus, querendo e buscando a sua salvação. Em sua resposta “Da vontade cativa” (Nascido Escravo, Ed. Fiel), Lutero insiste que, depois da queda, a humanidade está incapacitada para optar pelo bem, ainda que o queira. Assim, a obra salvadora é de Deus unicamente. Não há cooperação na salvação. A nossa parte não é fazer, segurar, mas deixar Deus fazer, carregar, qual a jaguatiricazinha.
Ainda existe diferença entre católicos e protestantes quanto à questão da fé e obras?
Há segmentos católicos com os quais se chegou a um consenso razoável na compreensão de fé e obras, à luz da Escritura. Mas, enquanto em Augsburgo luteranos e católicos assinavam solenemente um consenso desses, Roma publicava as indulgências referentes à virada do milênio. Assim, na prática, a dissensão básica continua.
Autor: Martin Weingaertner, pastor luterano, é capelão do Tribunal de Justiça do Paraná.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

HOMOSSEXUALISMO
Pesquisas recentes indicam que as famílias mais propensas a gerar um rapaz homossexual são aquelas em que a mãe é muito íntima do filho, possessiva e dominante, enquanto o pai é desligado e hostil. São mães com tendência ao puritanismo, sexualmente frígidas e determinadas a desenvolver uma espécie de aliança com o filho contra o pai, a quem ela humilha. O filho torna-se excessivamente submisso à mãe, volta-se a ela em busca de proteção e fica ao seu lado em disputas contra o pai. Pais de homossexuais são freqüentemente distantes, não demonstrando entusiasmo ou afeição, e criticam os filhos. Sua tendência é menosprezar e humilhar o filho, dedicando-lhe muito pouco de seu tempo. O filho reage com medo, aversão e falta de respeito. Alguns estudiosos consideram que a relação entre pai e filho parece ser mais decisiva na formação da identidade sexual do jovem do que o relacionamento deste com sua mãe. Tais pesquisadores chegam a afirmar não ser possível uma criança se tornar homossexual se seu pai for carinhoso e amoroso. Em alguns homossexuais é o medo do sexo oposto que parece ser o fator dominante, não a atração profunda por alguém do mesmo sexo. Uma vez resolvido esse medo com terapia, a heterossexualidade prevalece. Estudos recentes têm demonstrado, ainda, que a sedução por outros homossexuais — especialmente outros rapazes — não parece ser um fator relevante. A chamada “homossexualidade latente” refere-se a conflitos emocionais similares aos da forma “aparente”, mas sem consciência do fato ou sem expressão pública dos conflitos.
Uma questão bastante levantada diz respeito à atitude da igreja em relação a homossexuais. Tais indivíduos se deparam com ouvidos insensíveis e portas fechadas na comunidade cristã. Essa reação intensifica os sentimentos de angústia e de solidão profunda, o completo desânimo que os assusta e, com freqüência, leva ao suicídio. Cristo, enquanto se opunha vigorosamente à doença e ao pecado, buscava doentes e pecadores com compreensão e misericórdia. A igreja erra quando se permite fazer menos.
Fonte: Baker Academic, uma divisão da Baker Publishing Group.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Doutrina da Incapacidade
OS SERES HUMANOS DECAÍDOS SÃO TANTO LIVRES COMO ESCRAVIZADOS
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”Jeremias 17.9
Uma idéia clara a respeito da condição degradada do homem requer uma distinção entre o que nos dois últimos séculos tem sido chamado livre agência e o que desde o começo do Cristianismo tem sido chamado livre arbítrio. Agostinho, Lutero, Calvino e outros falaram do livre arbítrio em dois sentidos, o primeiro trivial, o segundo importante; mas isso é confuso, sendo melhor sempre usar livre agência para o seu primeiro sentido.
A livre agência é uma marca dos seres humanos como tais. Todos os seres humanos são agentes livres no sentido de que tomam suas próprias decisões a respeito do que fazer, escolhendo o que lhes agrada à luz de seu discernimento do que é certo e errado e das inclinações que sentem. Assim foi Adão, antes e depois de suas escolhas voluntárias. Assim foi Adão, antes e depois de pecar; assim somos nós agora, e assim são os santos glorificados que estão confirmados na graça em tal sentido que eles não mais tem em si esta inclinação para cometer pecado. A incapacidade para pecar será um dos deleites e glórias do céu, mas não extinguirá a humanidade de ninguém; os santos glorificados farão ainda escolhas de acordo com sua natureza, e essas escolhas não serão de forma alguma o produto da livre agência humana, exatamente porque elas serão sempre boas e retas.
O livre arbítrio, porém, tem sido definido por eruditos cristãos, a partir do segundo século, como a capacidade de escolher todas as opções morais que uma situação oferece, e Agostinho afirmou contra Pelágio e a maioria dos Pais gregos que o pecado original nos tirou o livre arbítrio neste sentido. Não temos capacidade natural de discernir e escolher os caminhos de Deus, porque não temos inclinação natural em direção a Deus; nossos corações são cativos do pecado, e somente a graça da regeneração pode libertar-nos desta escravidão. Isto, em substância, foi o que Paulo ensinou em Romanos 6.16-23; somente a vontade libertada (Paulo fala em homens libertados) livre e fervorosamente escolhe a retidão. Um amor permanente pela retidão - isto é, uma inclinação do coração pelo modo de vida que agrada a Deus - é um aspecto da liberdade que Cristo nos dá (Jô 8.34-36; Gl 5.1,13).
Vale a pena notar que vontade é uma abstração. Minha vontade não é parte de mim no sentido de que eu decida mover-me ou ficar parado, tal como minhas mãos ou meus pés; é precisamente a escolha de agir e, em seguida, de entrar em ação. A verdade sobre a livre agência, e sobre Cristo libertando o escravo do pecado do domínio do pecado, pode ser mais claramente expresso se a palavra vontade for eliminada e cada pessoa diga: Eu sou agente livre moralmente responsável; eu sou escravo do pecado que Cristo deve libertar; eu sou o ser degradado que tenho unicamente em mim a escolha contra Deus até que Ele renove meu coração.

Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa, Ed. Cultura Crista.
Um mundo só para você!
Alexandre Uhlig
Se todas as pessoas do mundo tivessem o meu estilo de vida, precisaríamos dos recursos naturais de 1,4 planetas Terra. Só temos um! Você já parou para pensar no seu estilo de vida e quão sustentável ele é? Existe um conceito chamado “pegada ecológica”, desenvolvido pela ONG internacional WWF, que mede como utilizamos os recursos naturais (água, terra e ar) e os impactos que provocamos sobre eles. O método avalia como você se alimenta, se locomove, como é a sua casa e quais equipamentos você usa, e gera um número que corresponde à quantidade de planetas que precisaríamos se todas as pessoas do mundo tivessem o mesmo estilo de vida que você. Ficou curioso? Você pode calcular a sua pegada ecológica no site http://www.pegadaecologica.org.br/. Se você calculou o tamanho da sua pegada ecológica deve estar se perguntando: Por que o planeta ainda não entrou em colapso se eu preciso de uma quantidade maior de recursos naturais do que ele pode prover? Por dois motivos: primeiro, porque muita gente, principalmente na África e na Ásia e nas regiões mais pobres do Brasil, utiliza poucos recursos naturais para viver, levam uma vida simples, sem conforto. Segundo, porque o Brasil é um país abençoado e possui, atualmente, mais que o dobro dos recursos naturais de que nós, brasileiros, precisamos. Isto aumenta nossa responsabilidade como cidadãos e como cristãos. Precisamos cuidar bem destes recursos; caso contrário, teremos sérios problemas de abastecimento de alimentos, de água e de energia no futuro. Este é o princípio da sustentabilidade, a capacidade de utilizarmos os recursos naturais, presente de Deus, sem comprometê-los por um período de tempo muito longo. A vontade de Deus para as nossas vidas é que cumpramos os seus mandamentos e guardemos as suas ordenanças (Dt 26.16). Dentro destas ordenanças está o cuidado e o cultivo do jardim do Éden, lugar reservado para o homem viver (Gn 2.15). Deus nos recomendou uma vida simples e nos prometeu que teríamos tudo de que precisássemos (1Tm 6.6-8). Alertou-nos que a riqueza (traduzida por nosso estilo de vida) “leva o homem à destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6.9-10). Considerando a vontade de Deus para as nossas vidas, precisamos nos arrepender, rever nosso estilo de vida e simplificá-lo (2Cr 7.14). Será que precisamos de tudo o que temos? Ou de tudo o que queremos? Será que não nos preocupamos demasiadamente em acumular? E ainda por cima no lugar errado? (Mt 6.19-20). O que podemos fazer para simplificar a nossa vida? Coisas simples e que não custam nada: 1) guarde o essencial, doe o supérfluo; 2) compre somente o necessário; 3) caminhe. Estas são pequenas sugestões que farão diferença em nossas vidas, em nosso país e em nosso planeta. Utilize-as para iniciar uma conversa sobre o amor de Deus, que salva as nossas vidas (Jo 3.16) e o cuidado dele com a criação (1Jo 3.1).

“Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança” (Mt 5.5).
Site cristão com sugestões de como simplificar a sua vida na igreja, no trabalho, no lazer, nas compras etc. Planeta Sustentável — planetasustentavel.abril.uol.com.br/home/.
• Alexandre Uhlig é presbítero da Igreja Presbiteriana Independente do Ipiranga, em São Paulo. É físico e doutor em energia pela Universidade de São Paulo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA
Uma prova de que o movimento gay não está lutando por tolerância e, sim, exigindo leniência com seus atos imorais é o Projeto de Lei 5.003, de 2001, chamado de “Lei Anti-Homofobia”, de autoria da deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo. Aprovado pelo plenário da Câmara em 28 de novembro do ano passado, o projeto criminaliza praticamente qualquer tipo de crítica aos homossexuais, equiparando-as ao crime de racismo. Com substitutivo final do deputado Luciano Zica, também do PT de São Paulo, a “Lei Anti-Homofobia” — que deverá ser aprovada em caráter definitivo pelo Senado — poderá desencadear uma verdadeira perseguição religiosa no país. Pastores e padres não poderão mais dizer que o homossexualismo é pecado sob pena de serem acusados de “homofobia”. Aliás, é o que já está acontecendo na prática. Em Rancho Queimado, um município com apenas 2.842 habitantes, em Santa Catarina, o pastor Ademir Kreutzfeld, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, está sendo acusado de homofobia. Em novembro de 2006, o jornal O Tropeiro, de Rancho Queimado, publicou uma matéria especial em que procura mostrar o homossexualismo como algo natural. Tão natural, segundo a matéria, que seria comum nas sociedades antigas e nas culturas indígenas. Usando seus direitos de consumidor e de líder religioso, o pastor Ademir Kreutzfeld ligou para comerciantes locais, questionando o patrocínio para aquele tipo de reportagem. Os comerciantes ficaram escandalizados com a matéria e retiraram os anúncios. O responsável pelo jornal, um ativista gay de Santa Catarina, transformou uma democrática disputa entre grupos de pressão da sociedade — muito comum em qualquer país desenvolvido — num caso de “homofobia”. Ele deu queixa contra o pastor numa delegacia, e o delegado, em vez de informar que a Lei Anti-Homofobia ainda não foi aprovada, aceitou a queixa, intimando o pastor, que teve de se explicar. E o pastor está sendo processado. Enquanto isso, por ocasião da visita do Papa ao Brasil, o Grupo Gay da Bahia, liderado pelo antropólogo Luiz Mott, queimou fotos de Bento XVI, numa clara incitação à violência física. E o que é mais grave — queimou as fotos do Papa justamente na porta da Catedral da Sé, em Salvador, numa óbvia invasão da propriedade alheia. Um pastor não pode pedir — pacificamente — que um comerciante deixe de patrocinar um jornal gay, mas os gays podem invadir um templo e queimar — violentamente — a foto de um religioso. Ou seja, antes mesmo de aprovada a Lei Anti-Homofobia, já estamos sob a égide da ditadura gay.

(José Maria e Silva)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Está chegando o dia da grande decisão, (Pra quem já decidiu votar este ano), onde você e eu estaremos com poderes para melhorar, piorar ou continuar a atual realidade de nosso país.
Já observou como este ano tem candidatos novos e antigos conhecidos dizendo que são honestos, que agora vai ser diferente, etc????
Pense bem antes de votar e não venda sua consciência. Mas, a pergunta é: existe motivos para agente confiar no politico hoje? Ou tem que ser um "Mané" para acreditar que exista político honesto? Particularmente eu não duvido que ainda exista (poucos), mas ainda tem uns que dá para se confiar. Então preste atenção nos discursos e nas propagandas, pois ainda dá tempo para avaliá-los antes das eleições do dia 05/10.

domingo, 31 de agosto de 2008

MARCO DA HISTÓRIA

Em 31 de Outubro de 1519, Martinho Lutero afixa as suas 95 Teses nas portas da Igreja do castelo de Wittemberg, na Alemanha, nas quais pões em causa a autoridade do papa, o celibato, o culto dos santos, os dogmas da Igreja Católica e, principalmente, as indulgências pecuniárias, grande fonte de rendimento do clero que lhes permite acumular riquezas e viver como príncipes.

A 10 de Novembro de 1483, na cidade de Eisleben, na Alemanha, nasceu Martinho Lutero, um jovem que, contrariando a vontade dos pais, decidiu tornar-se monge. Lutero tornou-se Doutor em Teologia e passou a leccionar na Universidade de Wittenberg. O estudo atento da Bíblia permitiu-lhe reconhecer que a conquista da vida eterna seria unicamente através da fé e não, como era usual nesse tempo, através de obras e doações pecuniárias que enriqueciam a igreja, contrariando o espírito de Cristo que morreu e ressuscitou para perdão de toda a humanidade. Lutero, a 31 de Outubro de 1517, afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg suas 95 Teses contra os abusos da Igreja e especialmente contra a venda de indulgências. Essas teses foram como que um rastilho que eclodiu no seio da Igreja. Lutero, então, passou a participar de vários debates teológicos com autoridades civis e eclesiásticas que tentavam fazê-lo retratar-se de suas críticas à Igreja e ao Papa. Em 1520, Lutero foi excomungado pelo Papa e, no mesmo ano, queimou a Bula de Excomunhão em praça pública, rompendo assim com a Igreja Católica da época. Em 1530, surgiu a Confissão de Augsburgo que foi escrita por Lutero e Melanchton, seu fiel companheiro. Este documento trazia um resumo dos ensinamentos luteranos. Pouco a pouco, o ideal de reforma da Igreja Católica que Lutero possuía foi sendo sufocado e o Reformador viu-se obrigado, juntamente com seus seguidores, a formar um grupo separado de cristãos que queriam permanecer fiéis às verdades bíblicas do Evangelho. Surgia assim a Igreja Luterana. Lutero morreu a 18 de fevereiro de 1546, após ter traduzido a Bíblia para o alemão popular e ter escrito inúmeras obras e tratados teológicos. Após sua morte, os luteranos, que já eram em bom número, passaram a discordar em alguns pontos doutrinais. Para solucionar os problemas, foi escrita, em 1577, a Fórmula de Concórdia. Em 1580, 50 anos após a publicação da Confissão de Augsburgo, surgiu o Livro de Concórdia que reúne todas as Confissões de Fé da Igreja Luterana, e que é, ainda hoje, a lei fundamental dessa igreja

«Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.»
32ª Tese de Martinho Lutero

sábado, 30 de agosto de 2008

Disfunção Sexual; Um problema do Casal
As disfunções sexuais masculinas são um problema do indivíduo, porém também são um problema do casal. O fato de não poder desfrutar da plenitude da vida sexual, pode gerar conseqüências negativas na relação, de maneira que a disfunção sexual pode produzir problemas na relação afetiva do casal. É por isto que a melhor maneira de enfrentá-la é com ajuda e colaboração da parceira. A participação da parceira no processo terapêutico é tão importante que se converte em um instrumento essencial para o êxito do tratamento. Entendendo seu parceiroSe seu parceiro sofre de alguma disfunção sexual, é provável que não queira conversar com você, ou que o faça com desdém, diminuindo a importância; ou pode ser que simplesmente aceite a contragosto que precisa de ajuda, porém não tome as providências necessárias para encontrar um tratamento. Qualquer que seja a reação de seu parceiro perante o problema, o importante é entender porque reage como o faz.

Pense no seguinte:
>Os homens não gostam de ir ao médico.
> Os homens não gostam de falar de seus problemas, e muito menos deste tipo.
>Para os homens, é vergonhoso que os demais (incluindo suas parceiras) saibam que sofrem de alguma disfunção sexual.
>Os homens podem se sentirem vencidos por uma dificuldade, porém acreditam que serão fracos se pedirem ajuda.
Chaves para a comunicaçãoA princípio, é menos íntimo relacionar-se sexualmente do que falar sobre isto. Comunicar-se só leva resultados positivos para uma relação. Uma disfunção sexual pode causar o distanciamento emocional de seu parceiro. Não deixe que a falta de comunicação se interponha em sua vida sexual. Falar com seu parceiro pode ser o primeiro passo para voltar a descobrir a intimidade.
>Se ele não comentar sobre o assunto, inicie você a conversa. Muitos homens se sentem reconfortados quando suas parceiras estão dispostas a falar do problema abertamente. A comunicação é uma boa oportunidade para compartilhar seus sentimentos e esclarecer mal-entendidos. Tudo o que ajuda a prevenir mal-entendidos está destinado a ter efeitos positivos. >Se seu parceiro não quer reconhecer a existência do problema, faça-o enxergar a situação de maneira educada e com muito tato. Apresente a ele toda a informação que possa sobre o assunto em questão. Quando a comunicação se dá com carinho e com desejo de se conhecer melhor, tal atitude quase sempre é bem recebida. Muitos homens confessam que aprenderam a falar sobre sexo graças a suas parceiras, e que a elas são imensamente agradecidos.
>Dê importância ao problema, para que seu parceiro não se preocupe mais do que se deve. A capacidade para compartilhar com o parceiro sentimentos e pensamentos sobre o sexo é um fator altamente relacionado com uma boa relação sexual.
>Não permita que algum conceito possa cair em censura. A censura é um dano muito grave, muitas vezes irreparável, que pode acabar tendo impacto muito negativo sobre o parceiro. É importante assimilar que seu parceiro é tão especial quanto você, e o que para você pode ser uma comunicação adequada, pode não ser bem recebida pelo outro.
>Sugira à seu parceiro que procure um especialista. Ofereça-se para acompanhá-lo se acreditar que será uma ajuda. Alguns homens têm dificuldades para buscar um tratamento por si mesmos, porém o fazem se sua parceira os dá coragem. Planejar uma visita e ir juntos ao médico pode ajudar a superar o estado de ansiedade ou vergonha que afetam muitos homens.
>Lembre que quanto antes inicie o tratamento, em menor tempo será possível verificar melhorias.
>Experimente ajudar-lhe em todo o momento. Muitos tratamentos consistem de exercícios, nos quais a parceira deve tomar uma parte muito ativa. Faça-a entender que é um problema dos dois e que devem resolvê-lo juntos.
> Muitos homens descobrem que suas parceiras realmente desejam ajudá-los a recuperar a vida sexual. Manter abertas as linhas de comunicação com seu parceiro, ajuda a conservar a intimidade e estimula o apoio emocional. Não desista, não assuma que o problema é uma parte normal de seu parceiro.
*Conheça o Boston Medical Group centro de atendimento ao paciente (0800-709-9999) é atendido exclusivamente por uma equipe masculina.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AMOR PELO CORDEL

Quero contar nesses versos
A forma como aprendia
Minha mãe me ensinou
Com muita sabedoria
Usando a literatura
De CORDEL, nossa cultura
Do jeito que ela sabia

Ainda sinto saudades
De ouvir ela contar
Aquelas belas histórias
A noite quando ia deitar
Numa rede balançando
As vezes também cantando
Querendo nos educar

Não sabia ler direito
Mas agente lhe escutava
Tinha suas limitações
E lendo até gaguejava
A luz duma lamparina
Seguia rima por rima
Era assim que ensinava

Se você gosta da rima
Aprenda esta lição
Saiba usar a internet
Não abuse meu irmão
Esse mundo virtual
Tira você do real
E passa muita ilusão

Deixo aqui o meu abraço
A todos que acessar
Esse BLOG do poeta
Se quiser depois voltar
Pode ficar a vontade
Lhe proponho amidade
Espero lhe agradar.